quarta-feira, novembro 07, 2007

A montanha pariu um rato?


Desejoso de presenciar a " Mãe de todas as batalhas" parlamentares na discussão do Orçamento de Estado para 2008, lá programei o gravador de DVD para apanhar a transmissão directa da AR e ontem à noite - depois do jogo do Benfica ( Ai...Ai...) - curei o desgosto a ver o que se tinha passado.

Enfim... teve mais protagonismo Paulo Portas ou até Francisco Louçã do que Pedro Santana Lopes, que se movimentou na Assembleia quase como se tivesse medo de abrir a boca e encenar uma das suas tiradas retóricas de antologia (demagógicas, é claro, mas sempre lições declamatórias do mais puro "cristal").

Eu não lhe queria estar na pele... Ter um posicionamento isento de protagonismo, para não esconder a figura quase que virtual de Meneses, não parece ser uma atitude que se adapte à sua forma de estar (na vida e na política)...

Vamos ver se se recompôe Pedro Santana Lopes hoje e amanhã, pois será sempre muito difícil para o verdadeiro "leopardo" esconder as respectivas malhas.

Ou se deixa de "mariquices" e se revela amplamente de acordo com o seu código genético, e então não duvido que fará a vida negra ao PS (e a ...Meneses, pois claro) ou então abraça a apagada prestação de ontem como a sua nova imagem de marca, a bem da harmonia "conjugal" dentro do lar PSD.
E , se escolher esta última hipótese, pode o Primeiro Ministro utilizá-lo como "punching bag" à vontade.

É que José Sócrates - digam lá o que disserem da sua "estranha" personalidade - comporta-se na AR como um tubarão branco a quem cheira a sangue: Não esquece, não perdoa e se sente uma fraqueza entra a matar.


Um comentário:

Zé disse...

Pobreza franciscana para não dizer outra coisa.É cada vez mais do mesmo. E depois querem mobilizar a sociedade civil e o povo Português?
Retórica,muita retórica, muito espectáculo e clareza viste-la,nem eu.Conforme o lado cada um apresenta o seu número e a sua "verdade".
Vamos lá entender isto?
Pergunta-se alhos responde-se bogalhos. O responsável pelo estado da nação foi o D.Afonso Henriques, está-se mesmo a ver.
Em vez de se andarem a mimosear uns aos outros, haja coragem de se deixarem de manigâncias numéricas, de contabilidades criativas( vigarices diria o meu avô), de demagogias bacocas e de uns mimos que raiam o rídiculo, parecem os putos quando de zangam.
Foi o Constancio, que deveria também efectuar uma extrapolação?
O défit está controlado, estará? Olha o petróleo,a crise financeira Americana, a Ásia...Se não aperta-se mais um bocado com os que não tem voz, para redistribuir pelos degraçados. Mais parece uma luta de desgraçados contra miseráveis.
Entendam-se, falem verdade e cumpram com o que prometeram, ou se não sabiam o que prometiam então pirem-se, mas todos.
Li hoje um artigo que um antigo presidente da República estaria em termos relativos lesado na sua reforma relativamente aos outros? Não será ele que está correcto? Dado só ter uma reforma?
A fixação só nos de baixo( gestão da pala ou do autoclismo está na moda - só se olha para baixo e quando se descarrega sai aquilo que sabemos, merda) e procurar dar a entender que os sacrifícios são exigidos a todos de forma igual, é a pura e mais despudorada demagogia.Justiça e equidade fiscais? O que é isso?
Pretender fazer crer que este orçamento tem um cunho que procuta atacar dois déficit´s o social e o déficit Orçamental é no mínimo caricato.
Quando se parte de um limite de 600 euros para definir a barreira da riqueza, deixa-me cá a pensar.
Os senhores acumuladores de cargos e beneces como é ? É legal e pronto. Mas será legítimo? Mas
agora é que vai ser, o Santana contra o Sócrates. E o país? Vai ver as noticías e o espetáculo, os jornais vão ter muito para comentar. Vem o Waterloo depois de Aushwitz, creio que não escrevi mal.
Ou muito me engano, ou vamos ter descida de impostos antes das próximas eleições e "políticas sociais", e então o déficit? Já estará controlado. Será que vão redistribuir o que até agora retiraram? Ah já me esquecia é o Prace e o Financiamento do ensino superior, vai ser tudo tão tranparente que nem se vai dar por ela ( procura umas ligações se não estás feito), pelo menos é o que diz o Reitor da Universidade de Lisboa.
Temos Orçamento e o tratado Europeu vai ser assinado, a ratificação? Que é que o Zé pagode sabe dessas coisas tão complexas? Que se aguente e que vá votar em 2009.Espero ver os argumentos, as promessas e os trade offs.
Vamos esperar pelas cenas dos próximos capítulos, mas não vejo loca de onde saia grande coelho.
Os coelhos da cartola sairão lá mais para diante.
Só me queria enganar....mas...