segunda-feira, outubro 08, 2007

Comentário à Filatelia e ao papel dos CTT num Mercado Livre


Um dos nossos Leitores, a quem agradeço a cortesia perante o nosso trabalho, comenta:


"Como qualquer tipo de negócio o do coleccionismo e neste caso o da Filatelia deve estar permanentemente a ajustar-se às tendências e evolução do mercado, sob risco de perder dinâmica, não responder ao cliente e entrar em perda (sou dos que penso que neste segmento os CTT tem feito algo notório.

Por vezes as necessidades de explorar um filão rentável, leva alguns exageros no número de emissões. Creio que é um segmento do negócio que tem caminhado no sentido correcto.

Infelizmente não é o mesmo que se poderá dizer sobre outras áreas no negócio Postal nomeadamente nos aspectos que visam preparar para a abertura total do mercado. Estive para nada comentar sobre este aspecto, mas verificando o que se tem feito nos últimos anos e o "papão" que se tem tentado passar sobre as eventuais consequências de uma liberalização total do mercado e a procura de eventuais bodes expiatórios dos riscos que esse inevitável acontecimento acarretará e verificando alguns comportamentos, que mais não são que muita publicidade (não marketing), chavões, alguns lugares comuns e situações em que não há uma estratégia clara de modernização, cultura autêntica e aberta sem peias e medos de orientação para o cliente, efectivamente pessoas certas nos lugares certos, (não clientelas e tachos).

Só não vê quem não quer, reestrurações e nomeações à medida dos fregueses. Cultura de qualidade, saber do negócio, estar com e ao lado (coaching) entrada decidida noutros segmentos de mercado, uma gestão clara e estratégicamente definida dos recursos, transparência na informação( nada de manipulação) basta ver a história recente da empresa, com evolução na continuidade.

O Problema não é do mercado, os problemas estão bem no interior da Empresa.

Há muitos anos que a liberalização postal está definida no horizonte, que se conhecem as ameaças ao negócio, que se tem feito alguns arremedos de querer efectuar as reformas necessárias, mas o tipo de gestão, Clientelar, de manipulação de informação, de reformas feitas por encomenda, de admnistrações constituidas por pessoas que vem cá procurar curriculum, que se repetem há anos e agudizando os erros.

Se olharmos para a gestão das pessoas, dos sistemas e da capacidade instalada desde 1994, verificamos: Arrastar de processos de modernização (alguns há mais de 20 anos), erros na avaliação e previsão da obsolescência dos meios e equipamentos, parcerias mal definidas e em que mais parece querer dar-se oportunidade de negócio que aproveitá-la ou rentabilizá-la.

E muito mais se fizermos uma análise isenta clara e responsável. Algo se fez, mas há muitos dos erros de falta de clareza e de capacidade de decisão.

E na área das pessoas?

Aqui então têm sido um acumular de situações, que ninguém de bom senso e numa gestão que não seja de faz de conta, em que se permite gerar excessos uns atrás dos outros, se admitem quadros ( cada administração deixa sempre uns tantos) de valor mais que duvidoso e se dependuram un tantos, sem explicação sem resposta e mais sem responsabilização (neste aspecto as barbaridades são tantas, há muitos casos piores que o ministério-Charrua- da educação e da cultura.
Estão à espera que os casos se resolvam em tribunal? Há muito medo e desconfiança. As admissões da administração do CHC ficaram todas na maior, mais uns tantos trazidos pela actual. Tem de haver processos claros e transparentes, o que pelo menos nem são translucidos, logo o que se espera?

Estão cá de passagem, o Medina Carreira tem toda a razão. Medo da liberalizaçãp porquê? Só se no subconsciente e o objectivo sejam privatizar o que é rentável e o resto que se lixe.

"Quem cá ficar que feche a porta, quando isso se der eu já cá não estou, estou cá de passagem. "

Medo de quê? É preciso uma análise séria à situação empresarial do Grupo,ás várias situações criadas e chega de pregações. EXEMPLO, RESPONSABILIDADE, PRECISA-SE e espero que esta empresa não seja a EMPRESA DAS OPORTUNIDADES PERDIDAS."

No "grito de alma" que trespassa este Comentário estão muitas observações que nos fazem pensar e analisar friamente a actual situação nos CTT.

Desde sempre (enfim, desde que cá estou e que me lembre...) que todas as "gestões" tinham as suas próprias idiosincrisias no que respeita a Assessores ou Consultores "de fora".
Sempre mal vistos pelos quadros antigos, alguns destes cá ficaram e deixaram obra notável. Outros, muito pelo contrário...

Julgo que se passará o mesmo com a actual "leva" e ... também o mesmo com a "leva" seguinte do Conselho que se perfilar no próximo horizonte.

Não é bom nem mau, apenas um dos "factos da vida" desta casa a que nos habituámos.

Penso, francamente, que estamos hoje mais preparados para a "guerra" da Liberalização do que estávamos nos finais dos anos 90. Não que tudo se tenha feito bem e impolutamente (vide o passado recente) mas numa coisa pelo menos este Conselho tem progredido: na concretização do saneamento financeiro da Casa.

Agora, se nos deixássemos de guerrilhas internas com as ORT e aproveitássemos o balanço para um "Pacto de Regime" ... Isso sim, seria oferecer aos futuros CTT uma excelente hipótese de sobrevivência.

Um comentário:

Zé disse...

Raul em complemento ao comentário...
Será que há uma preocupação efectiva para a abertura do mercado?Em termos de preparação será mesmo real? Haverá concorrência efectiva,mitigada há,às vezes inventada, no mercado Postal? Não será sòmente no courrier? E as ameaças à comunicação Postal?
O problema dos CTT não foi nem é, sòmente um problema tecnológico,de capacidade instalada ,de sistemas,de produtos , de serviços, de plataformas, é um problema de pessoas essencialmente e de efectiva cultura de mercado . Não é por acaso, ser a empresa em que os Portugueses mais confiam?Este Capital de confiança tem de ser potenciado e aproveitado.
Há um capital de confiança, acumulado junto dos clientes, que lhe tem garantido as performances que alcança ao longo dos anos e que resultam fundamentalmente da rede de contacto, que tão pouco entendendida e percebida, é por vezes, por quem tem responsabiliades de Gestão de topo.(A Gestão da pala tem de acabar)
Será que perceberam em que negócio estão?
Nada tenho contra que se procure, quem faz a diferença e seria injusto meter tudo no mesmo saco, mas o Exemplo, é para mim uma das principais características da liderança, não há líderes sem liderados,com capatazes, é também uma forma de liderar,na escravatura os liderados eram obrigados ao chicote e os bufos?
Será uma forma actual de estar e sobreviver?
LIDERANÇA PRECISA-SE
Não me vou pronunciar sobre o saneamento financeiro ou não, ou sobre a consciência interna da abertura do mercado.
Já disse tudo sobre isso, creio que terá de ser encarado como uma oportunidade. Quem tem medo compra um cão? E quem vai para o mar avia-se em terra.
Mal estaríamos se tudo estivesse na mesma e não tivesse havido evolução.
Há profissionais,felizmente ainda são muitos, que não o merecem.
Quero referir-me a uma estratégia clara, sem medos e sem CLIENTELAS,(clientes sim, clientelas não) sejam elas de que lado sejam, o que tem sido o cancro do modelo de desenvolvimento, agudizando-se desde 1994...COMPETÊNCIA,SABER DO NEGÓCIO,CLAREZA, RESPONSABILIDADE E EXEMPLO.
Discordo da passividade(branqueamento), sobre a Responsabilização de quem tem responsabilidades de Gestão.
Muitas mentiras e muito faz deconta, tem que ser banido. e responsabilizado.
Estamos na hora de falar claro, para se enfrentarem os desafios que se apresentam.
Todos, não serão demais, para levar o barco a Bom Porto.
Não é uma questão de SOBREVIVÊNCIA é uma questão de Líderança de mercado.
Se não conseguirem manter a líderança, em meu entender, os CTT terão um futuro, muito, muito, problemático.
Os Chavões de Gestão já estão mais que gastos.
È preciso cair na real, ou o mercado far-nos-á cair nela.
O processo de gestão de Pessoas, baseada na guerrilha,em chavões,emprateleiramentos, processos de informação e contra-informação, em situações mais de publiciade, que reais, de "acordos" aonde há muito desacordo, de intrincheiramentos, de falta de uma visão estratégica do potencial existente( o de fora é que é bom, Eusébios, Carlos Lopes,Rosas Mota,Vanessas....? há poucos e são sempre baratos e justificam-se sempre, procurar o que faz a diferença é uma questão de crescimento, bom senso e sobrevivência) Mas ao que se tem assistido? Só não vê que não quer?)Terão forçosamente de ser banidos e não branqueados(Responsabiliadade e Responsabilização.A amizade e o profissionalismo são dois caminhos paralelos, mas quando se entrecruzam o sobrepõe, temos borrasca, ou clientelismo...)
Um pacto de regime, já vem com atraso, de pelo menos 10 anos, ou será que se faz nos corredores e não nos locais certos?
Mais mais valeria tarde que nunca. Erros estratégicos não tem retorno.
O ditado diz: Deus perdoa sempre , o homem às vezes mas a natureza nunca.Não se podem desperdiçar oportunidades.
O Futuro é já ali, já começou há muito....
Muita Disponibilidade, Responsabilidade,Visão,Espírito de Missão, muito Trabalho Árduo, Clareza e Seriedade, o Futuro desta empresa RECLAMAM-NO...para continuar a ser
LIDER do mercado Nacional, dos melhores Europeus, a merecer a Confiança dos CLientes, dos Porugueses e desempenhar cabalmente a sua missão.