quarta-feira, julho 13, 2005

"Não me tragam problemas, tragam-me soluções!!"

Esta frase - que já não sei bem de onde é oriunda - tem tendência para se repetir de cada vez que um Director ou um Administrador se reune com os seus colaboradores, qualquer que seja a Empresa.
Porventura eu próprio já a terei dito aqui nos CTT...


Vem esta introdução para falarmos um pouco sobre duas novas iniciativas - que devo louvar - da actual gestão da nossa Casa:
a) O Fórum de Discussão Interno na IntraNet (Pasta "Negócios", Pasta "Fóruns de discussão")
b) A iniciativa de criar um Fórum Permanente de Inovação e de Criatividade, do tipo "caixa de sugestões", para que todos os Trabalhadores dos CTT tenham a possibilidade de propor melhorias aos actuais processos ou até inovações absolutas.


Bem, com estas iniciativas estamos (estarão os Promotores) a querer que "lhes tragam Problemas" ou que "lhes tragam Soluções"? Parece que o mote, nos dois casos vertentes, é dado à busca de Soluções, o que se compreende e é perfeitamente normal (de Problemas estaremos todos cheios...).


Todavia - na minha opinião - não se deve esquecer a necessidade de fazer sempre a priori um bom diagnóstico de levantamento de problemas. Não há nada como um bom problema para aguçar o engenho...


Riscos que se podem vir a correr se não começarmos pelos Problemas:
- Encontrar Soluções para problemas que não existem.
- Encontrar Soluções (mais complicadas) para problemas que já têm Solução simples


Não se riam! Já cá andamos há tempo suficiente para saber que tudo isto é possível.


Conto só uma história (editada para não ferir susceptibilidades nem a Ética do nosso Blogue) que tive ocasião de testemunhar:


" Andávamos há já algum tempo a tentar resolver o problema do tempo da distribuição das cartas de correio normal, para Clientes Individuais - os quais, na altura, não representariam mais do que 7% do tráfego aceite.


O caso era o seguinte: embora a Distribuição fosse muito próxima do D+3 para quase 95% das cartas (que era o acordado ) um Senhor Muito Importante achou que tínhamos já condições para garantir, com algum investimento, o D+2 em probabilidade quase que idêntica (92% se não me engano) e assim poderíamos vir para a "Rua e fazer umas flores" de Relações Públicas e de Comunicação com a nossa qualidade.


Quando alguém se lembrou de perguntar aos Clientes Individuais o que, de facto, queriam, foi um escândalo: Queremos que diminuam o tempo sim, mas das Filas de Espera nas Estações! Quanto às cartas, D+3 está muito bem para as nossas necessidades.


Lá teve de se meter na gaveta (terá sido depois aproveitada para o Correio Azul?) uma Solução para um Problema que não existia... Pelo menos do Ponto de Vista do Cliente"

FERROVIA - 3

FERROVIA - 2

Caro António
Regressei há pouco da Eslováquia onde verifiquei que tanto nesse País como na República Checa a Ferrovia ainda é a principal linha condutora do correio (Rede Primária e parte da Secundária).
Inquiri os responsáveis locais que me disseram:" A Eslováquia não tem petróleo, pelo que a Ferrovia faz mais sentido em termos de Custos actuais ou futuros e ainda em termos Estratégicos, não vá a Rodovia ser objecto de limitações dentro de alguns anos, em função da evolução internacional dos preços e da acessibilidade do Petróleo
"Fiquei a pensar... Quem diria, em 1980 que o Paradigma do Transporte poderia ser de novo modificado?
Raul

Comentário:
A Rede Ferroviária Portuguesa não é boa – como tal não nos podemos comparar com a Eslováquia.
Por outro lado as nossas características em termos de qualidade (correio azul, verde, etc.) “exigem” ligações a horários tais que implicariam “comboios exclusivos” – situação que provavelmente tornariam os custos muito elevados.
O que já me parece mais pacífico seria a utilização da ferrovia para transporte de material vazio, material de armazém e eventualmente trafego de 2ª velocidade
Verificamos no desenho em anexo como é a Rede de alta velocidade na nossa vizinha Espanha. Neste país as condições são muito diferentes.
A nossa previsível ligação TGV a Espanha pode alterar o modelo de transporte internacional.

POST@L

Código de Ética de "O Correio-Mor"

1. Este Código de Ética é de adesão voluntária e constitui, pela sua própria natureza, um referencial evolutivo. As Regras nele contidas definem o Enquadramento recomendado pelos Criadores e principais Dinamizadores deste Fórum de troca de ideias, doravante referidos como “Gestores do Blogue”.

2. Objectivos do “O Correio-Mor”

a)
Promoção da troca livre de conceitos entre Trabalhadores dos CTT, Clientes e Fornecedores, baseada no pleno exercício da responsabilidade democrática e da liberdade individual de cada participante e tendo como limite as normas que o bom senso e os bons costumes ditarem.
b) Dinamização do desenvolvimento sustentado da Empresa CTT Correios de Portugal S.A., desde que se garanta sempre a salvaguarda:
- Dos valores nucleares da Segurança e da Confidencialidade de informação empresarial critica, e
- Do Bem Estar dos Trabalhadores,
c) Alcançar os objectivos do Accionista sem esquecer o pleno exercício da Responsabilidade Social que é devida às Populações.
d) Contribuir para a divulgação das “boas práticas” de gestão em todas as Áreas da vida da Empresa, tendo por finalidade implementar uma Cultura de Excelência que permita manter a liderança no Sector: “Ser sempre a 1ª escolha de qualquer Cliente para satisfazer as suas necessidades de Comunicação”


3. Valores e Visão dos “Gestores do Blogue”

Os dinamizadores desta iniciativa defendem os grandes princípios Humanísticos que foram (e são ainda hoje) bandeira do Sector Postal em todo o mundo, nomeadamente:
a) O Respeito pelos Clientes, Trabalhadores e Fornecedores dos CTT
b) O Desenvolvimento pessoal de todos os Colegas, combatendo todas as formas de discriminação baseadas em questões étnicas, religiosas, de género, políticas ou quaisquer outras
c) A Solidariedade para com as Comunidades populacionais onde a Empresa desenvolve o seu Negócio.
d) A Criação de Valor garantindo o acréscimo do bem estar dos Trabalhadores e a preservação do Meio-Ambiente
e) O Respeito integral por uma Ética empresarial baseada na adopção de práticas negociais transparentes, leais e estritamente respeitadoras da lei no relacionamento com Clientes, Trabalhadores e Fornecedores.

4. Modelo de funcionamento

a) Esta plataforma não pode ser utilizada como suporte a promoções individuais ou de grupo, mas sim constituir um local livre e democrático – aberto a todos - de debate de ideias
b) O “Correio-Mor” deve ser um espaço virado para o futuro, positivo e afirmativo sem todavia nunca esquecer o que foi o passado dos Correios de Portugal
c) Existe um grupo de “Gestores do Blogue” que têm acesso livre ao mesmo, podendo introduzir “post´s”.
d) Os “Gestores do Blogue” são individualmente responsáveis pelos textos que inserem
e) Os comentários que os Leitores vierem a fazer podem ser “realçados” no texto principal (tendo que ser em cor azul). A transposição poderá ser efectuada por qualquer dos “Gestores do Blogue” ficando este como responsável pela eventual edição do texto
f) Os “post´s” deverão ser, tanto quanto possível, textos pequenos para criar mais apetência à sua leitura
g) Não deverão ser feitas afirmações injuriosas para qualquer Trabalhador, Cliente ou Fornecedor dos CTT, incluindo os seus dirigentes ou Administradores, passados, presentes ou futuros. O “Correio-Mor” foi criado para debater conceitos e apresentar novas ideias e não para alimentar polémicas de cariz pessoal..
h) Após a “estabilização” do grupo de “Gestores do Blogue” só serão admitidas novas candidaturas com a aprovação dos existentes (por consenso maioritário) .

Um Sinal de Maturidade

Com o sucesso desta iniciativa, que superou as expectativas dos primeiros promotores, um conjunto de Colegas reuniu-se para pensar melhor sobre o futuro do Blogue e decidiu publicar um Código Deontológico para todos os Participantes .
Não se coarta a Liberdade de ninguém, como poderão constatar a seguir, apenas se solicita que o bom senso e o respeito pelas pessoas e pelas entidades sirvam de linhas condutoras a este Fórum de discussão.

terça-feira, julho 12, 2005

POST@L

Transporte Ferroviário

Há cerca de 15 anos os Correios Portugueses deixaram de utilizar os transportes ferroviários pelos seguintes motivos:
1 – Horários não compatíveis com as suas necessidades;
2 – Custos de transbordo elevados (Centros de Tratamento localizados longe dos terminais ferroviários);
3 – Pouca flexibilidade no processo;
4 – Não cumprimento dos horários acordados.

O custo não era um factor negativo.

Os estudos da época indicavam que só para distâncias superiores a 300 Km se justificava a opção ferroviária

Passaram-se vários anos
O custo do combustível é muito mais elevado
As questões ambientais estão na ordem do dia
Os processos logísticos foram todos alterados

Parece-me que, nem que fosse somente para o transporte de material vazio, a opção ferroviária deveria ser equacionada.

segunda-feira, julho 11, 2005

POST@L

TGV – Também nos interessa esta discussão

No que se refere ao TGV discutem-se três questões:

1 – Existência ou não desta rede ferroviária
2 – Trajecto
3 – Rede só para passageiros ou também para carga

Neste terceiro ponto a opção TGV com possibilidade de transporte de carga (que implica custos mais elevados e velocidade menor) interessa aos CTT na medida em que poderíamos utilizar este transporte quer numa óptica Ibérica quer mesmo como alternativa a algumas ligação aéreas.

É um assunto ao qual nos deveremos manter atentos e interessados.

POST@L

SREBRNICA – mais de 600 mortos foram hoje a enterrar

Foi “aqui” mesmo ao lado... há 10 anos nós, os Europeus, fomos incapazes de apoiar as populações indefesas

Fomos cúmplices de tudo o que se passou nas Repúblicas da Ex-Jugoslávia.

- O reconhecimento por parte da Alemanha de um dos estados precipitou o conflito;
- A impossibilidade de pressão, apoio e controlo por parte dos países desenvolvidos e civilizados;
- A impotência das tropas Holandesas que estavam nesta localidade ao serviço das Nações Unidas – “trocaram” 24 Holandeses reféns dos Sérvios por 5.000 refugiados sob sua protecção.

Homens e rapazes, separados das mulheres e crianças, foram executados.

Desde a 2ª Guerra Mundial que não se verificava na Europa tamanha atrocidade.

Nestes dias de dor pensemos que a vida é tão valiosa seja para os habitantes de Nova York, Madrid, Londres, Bagdade ou de Srebrenica.

Não podemos alterar o passado – mas podemos influenciar o futuro!

Adesão (de Clientes) ou Obrigação?


Há quase 500 anos que os CTT Correios de Portugal mantém com os seus Clientes uma relação especial, baseada no cumprimento de um serviço público essencial – o transporte de mensagens ou de objectos.
Do ponto de vista dos Clientes essa relação era de carácter obrigatório, já que nenhuma outra entidade podia prestar serviço semelhante no território nacional.

A qualidade do serviço que prestávamos era definida pelas normas que enquadravam o serviço público e geralmente assegurada através de mecanismos internos de auto-controlo. Convém aqui dizer que o espírito de corpo desenvolvido pelos profissionais de correios e o seu grande sentido da responsabilidade contribuíram tanto ou mais do que os aspectos focados para dotar o País (e os Clientes) de um serviço postal de qualidade, ao nível do que melhor se fazia (e faz) na Europa e no Mundo.

Nos dias de hoje, mesmo do ponto de vista legal e institucional, aproximamo-nos de uma situação onde o Cliente vai poder, finalmente, escolher. Já o fazia abertamente em relação às encomendas e correio urgente, passou a poder exercer essa escolha também em relação ao correio não endereçado e dentro de algum tempo o mesmo se passará com todo o correio endereçado.

Nestas novas circunstâncias concordaremos todos que o mais importante dos desafios para os actuais CTT consistirá em assegurar a fidelidade dos seus Clientes, de forma a garantir que continuarão connosco após a liberalização completa da actividade.

Trata-se de transformar uma relação de “obrigação” numa outra relação dita de “adesão”.

Por outras palavras, deixar de contar com o Cliente que nos utiliza porque não tem outra alternativa, para passar a contar com o Cliente que nos escolhe livremente porque temos o melhor serviço postal ao melhor preço do mercado.

Este assunto reveste um interesse muito particular para os CTT Correios de Portugal, pois é exactamente nos produtos onde os nossos Clientes já podem exercer livremente o seu direito à escolha que nós temos vindo a apresentar os resultados mais preocupantes.


Numa visão horizonte de carácter mais pessimista não é de todo impensável congeminar um País onde os nossos concorrentes tomariam conta da distribuição postal nos principais centros urbanos, deixando para os CTT a tarefa da distribuição nos locais de Portugal mais excêntricos. As consequências para a nossa rentabilidade da existência de uma situação semelhante arrepiam...

Não só o nosso “negócio” é um negócio de pequeníssimas margens unitárias, que sobrevive graças ao volume do tráfego e que por isso se sente ameaçado com qualquer erosão, como, por outro lado, os custos decorrentes da distribuição fora dos grandes centros são muito maiores.

Para os que pensam ser este cenário altamente improvável, peço-lhes o favor de analisarem o desenvolvimento de situações semelhantes em Países bem próximos de nós...

Não tenhamos qualquer dúvida: todas as vertentes mais rentáveis da actividade postal estarão “debaixo de fogo” logo que a conjuntura legal o permita.

Por outro lado, não poria demasiada confiança nas posições até aqui conquistadas pelos CTT no mercado. Os Clientes respeitam aquilo que somos, mas exigem ser surpreendidos todos os dias: novos produtos para novas necessidades, preços mais baixos, qualidade de serviço sempre a níveis superiores. Quem quer ser líder não se pode limitar a defender posições conquistadas. Tem de provar todos os dias que é o melhor.

Devemos conquistar a adesão dos Clientes não só porque somos os mais antigos, ou os mais simpáticos, ou ainda os de maior notoriedade, mas pura e simplesmente porque também somos os melhores naquilo que fazemos.

Ser o melhor significa ter o melhor produto ao melhor preço do mercado, ter a melhor assistência pós-venda e o melhor relacionamento com o Cliente e comunicar impecavelmente tudo isso sem distorções!

sexta-feira, julho 08, 2005

POST@L

RECURSOS HUMANOS - 1

Imaginemos uma história:

São convidados algumas centenas de quadros para uma acção de formação.
Durante este período é efectuado um inquérito relativo aos seguintes pontos:

- Stakeholders (item relacionado com estabelecer, refinar, monitorizar)
- Cultura corporativa (item relacionado com: definir, publicitar, “energizar)
- Unidades Organizacionais (item relacionado com envolver, unificar, ligar)
- Grupos (item relacionado com: focar, unificar, ligar)
- Pessoas (item relacionado com: capacitar, envolver)

Detecta-se que os valores médios encontrados são todos inferiores a 2,8 (numa escala de 1 a 4).
Segundo os parâmetros se algum item fosse inferior a 3 a empresa deveria tomar decisões importantes para alterar esta situação.

Perante a gravidade deste diagnóstico que é que se deveria fazer?
Provavelmente muitas coisas, nomeadamente:
- identificar projectos;
- galvanizar equipas;
- dinamizar “ideias revolucionárias”;
- redefinir objectivos;
- etc.
Uma coisa é certa: na empresa desta história há espaço para muito trabalho.

POST@L

A DÚVIDA – para que serve este blogue?

Os blogues são uma “coisa” recente. Há blogues que existem com diferentes objectivos: – de promoção pessoal, de generalidades, de crítica musical, de poesia, de “boatos”, de humor, anónimos, etc.
Assim sendo, porquê um blogue interno e essencialmente virado para questões de Correios?
- Promoção pessoal?
- Défice democrático de discussão interna?
- Ausência de local de discussão?
- Branqueamento de posições anteriores?

Temos honestamente que reconhecer a possibilidade de todos estes itens serem verdadeiros e possíveis.
Defendo, e para que não hajam dúvidas, que o local para discussão dos diferentes temas é dentro da empresa e liderados pelos diferentes dirigentes.

Assim sendo, que fazer?
Participarei activamente, para além deste blogue, no fórum interno que existe na IntraNet dos CTT. Se entender que o(s) espaço(s) interno(s) corresponde(m) às minhas expectativas a minha participação no “Correio-Mor” deixa de ter significado.

Defendo esta posição em nome duma cumplicidade com a empresa que nunca deixou de existir.

quinta-feira, julho 07, 2005

TERROR? - NÃO!

LONDRES, 7 de Julho 2005

SEJAMOS INTELIGENTES

O terrorismo não se combate com o dedo no gatilho, nem humilhando e esmagando os outros


Inteligência ao poder!

Notícias do Mundo: Os Atentados em Londres 7 Julho 2005

"Os Deuses vendem quando dão,
Compra-se a glória com desgraça.
Ai dos felizes, porque são
Só o que passa!

Baste a quem baste o que lhe basta
o bastante de lhe bastar!
A vida é breve, a alma é vasta:
Ter é tardar."

in "Mensagem"

Amigos, o que dizer destas notícias? Soltaram de novo os "cães da guerra" para desgraça dos trabalhadores, dos pobres, dos indefesos, dos tristes deste mundo que ocupam os transportes públicos nas horas da tragédia.

O objectivo do terrorismo é o Terror. Mais nada.
Sem nexo, sem estratégia de conquista de poder, sem luta de classes, sem esperança,

Como se defronta esta violação de princípios, esta dessacralização da vida, este egoísmo supremo que consiste em privar da vida alguns infelizes apenas para chocar os outros, que somos todos nós?

Continuando a apreciar o cheiro de romanzeiras e o sabor de algodão doce em noites de Verão. Prezando a Amizade e brindando à vida, em boa companhia. Rindo muito e sempre, por bem.

"The sun will rise again!"
Tolkien

"O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esperança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte -
Os beijos merecidos da Verdade"

in "Mensagem"

quarta-feira, julho 06, 2005

POST@L

LOW-COST nos CTT - 2

As Empresas que optam por sistemas “Low-cost” têm como objectivo combater a concorrência e/ou dificultar o aparecimento de novos operadores.
Nunca por pensarem que as suas margens sejam “demasiado elevadas”.
A "provocação" que fiz ao lançar este tema para a discussão não implica que pense estarmos no momento exacto para implementar esta solução.
Não sei quando deverá ser implementada. Não tenho informação.
Penso que a empresa deve estar preparada com antecedência suficiente para que, se necessário, implementar esta medida.
A liderança no mercado passa também pela capacidade de antecipação.
A concorrência está atenta.

O CORREIO-MOR FEITO PELOS SEUS LEITORES

Relativamente ao Post "LOW-COST nos CTT" foram introduzidos dois comentários, que realço

Amigo António,
A implementação de uma funcionalidade de atendimento remoto de Pequenos Clientes Contratuais, utilizando técnicas de TeleVendas e de TeleMKT através do Contact Center, é já uma forma de procedimento de "Low Cost" que foi proposta ao Conselho do "anterior regime" e por este contrariada.Penso, em boa verdade, que é inevitável a respectiva concretização mais cedo ou mais tarde...
Raul



Provavelmente o low cost é algo que mais tarde ou mais cedo chegará a vias de comunicação que ainda não foram 100% exploradas.A questão que coloco e assinalando a minha opinião da inevitabilidade dessa situação de técnicas apuradas de low cost(embora não consiga prever o horizonte temporal), é a seguinte: "Quem chegará 1º à meta? E que estruturas têm presentemente capacidade para aproveitar as suas ineficiências transformando-as em claras e rentáveis oportunidades?"".É importante não esquecer que quem 1º começa, modela o mercado e quem segue na frente gere a vantagem.
Filipe Porto

POST@L

Comentário VPC e CTT

Um pequeno Post para dizer que concordo com o Raul.
Temos que nos lembrar que também aqui deve haver segmentação – o modelo de distribuição de encomendas em “zonas dormitório” não tem que ser (melhor: não pode ser) idêntico em “zona rural”, “zona comércio” ou mesmo “cidades de pequena dimensão”.
Tem que haver modelos diferentes para realidades diferentes.
Devemos também aproveitar as sinergias de “grupo” - assim não podemos ver a problemática das “encomendas” desligadas da distribuição de objectos chamados “médios ou grossos” que tem aumentado... e que têm problemas idênticos na fase final do ciclo operativo

O Correio-Mor visto pelos seus Leitores

Faço destacar uma (importante) observação do colega Carlos Anjos sobre o meu comentário anterior à Distribuição domiciliária de Encomendas:

"Querem os CTT resolver esta questão das Encomendas de uma forma que nos satisfaça? A minha Empresa não deseja procurar outras alternativas...”

Sobre esta frase que considero exemplificativa da importância e crédito que os nossos clientes depositam nos CTT dando-lhe as condições para serem arrojados e criativos, ou seja promoverem a INOVAÇÃO.

Esta frase fez-me lembrar o desafio que em tempos a Banca nos colocou na expedição de correio internacional. Na altura era responsável por este segmento e a DHL um concorrente indirecto mas que resolveu atacar o correio internacional de volume, concretamente a Banca e as seguradoras que aderiram rápidamente a um novo paradigma de taxação, o peso total ao Kg em vez de objectos.Confrontados com a perda imediata de quota e querendo resolver a situação, a Banca contactada pelos CTT colocou a seguinte questão:"Querem os CTT resolver esta questão do correio Internacional de uma forma que nos satisfaça? A minha Empresa não deseja procurar outras alternativas...”

Na altura a resposta foi imediata, inovadora e revolucionária com a criação do BUSINESS MAIL de base exclusivamente contratual, tendo os CTT recuperado toda a quota de mercado perdida e a Banca honrado a sua palavra não procurando ou desenvolvendo outras alternativas.A resposta a novos desafios, certamente dificeis e complexos vai continuar a estar nas seguintes variáveis:RAPIDEZ DE REACÇÃO, CONHECIMENTO, CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

Resposta ao "Comentário VPC e CTT"

a) Uma das primeiras coisas que me veio à cabeça para contradizer ( no bom sentido) a afirmação de que “4 ou 5 Milhões de Encomendas por ano não justificariam um novo Conceito de produto para a Distribuição domiciliária” foi a de que se os CTT não resolverem este assunto podemos ter a certeza de que alguém o vai resolver por nós e , ao mesmo tempo, “meter no bolso” estes Clientes...

b) Bem, de facto não seriam sequer 4 ou 5 milhões de objectos que estariam em causa numa perspectiva “ceteri paribus” (se nada mais fizermos) mas sim apenas 0,5 Milhões, que é o número das Encomendas (cerca de 11%) que actualmente são enviadas ao domicílio... Até me atrevo a dizer que corremos o risco de serem cada vez menos, se nada mais fizermos...!

c) Ainda me recordo – porque foi na minha presença - quando o Administrador Delegado de uma das mais importantes Empresas de Catálogos a operar em Portugal nos disse, antes de enveredar pela hipótese dos Pontos de Encontro e da “Adicional” para o domicílio: “ Querem os CTT resolver esta questão das Encomendas de uma forma que nos satisfaça? A minha Empresa não deseja procurar outras alternativas...”

A nossa resposta, na altura, foi pouco mais do que ambígua devido ao facto de aguardarmos a implementação do sistema de T&T para as Encomendas , e o resultado está à frente de todos nós...
O Mercado, por norma, tem horror ao vazio e se nós (CTT ou ctt Expresso) não encontrarmos forma de resolver os problemas do Cliente, este não vai demorar muito a encontrar alternativas.

d) Por outro lado, parece-me demasiado redutor estarmos a imaginar que este Mercado dos Objectos Médios e Grossos com domicílio não será impactado pela dinamização do E-Commerce. É aqui que vai residir a grande oportunidade de Negócio para a próxima década, e é bom que estejamos previamente preparados para a “agarrar”...

e) Quanto à Rentabilidade, nem sempre uma operação de domiciliação é - do ponto de vista da rentabilidade - uma função simples do Volume global anual de Objectos. Sê-lo-á, sem dúvida, do Volume de Objectos por Destino e por Unidade de Tempo (entendendo-se por destino um "bairro" ou um "eixo de via" nas grandes cidades; ou uma localidade nas pequenas aglomerações populacionais).

Admitindo-se que o Transporte na Rede Primária seria feito pela Rede já existente, do ponto de vista do contacto com o Cliente é esta uma Operação "talhada" à medida do "outsourcing" de Distribuição, como os nossos concorrentes bem sabem. E se resulta para eles porque não há-de resultar no nosso caso?

COMENTÁRIO - III Reflexões sobre a VPC e os CTT

Um Colega enviou-nos um Comentário muito interessante sobre esse texto.

Vou aqui dar-lhe destaque, pedindo aos outros Leitores que o comentem enquanto preparo uma resposta que traduza o que penso sobre o assunto:

" Na maior parte são boas ideias, mas valerá a pena alterar o actual ou criar um novo modelo de Operação/Distribuição domiciliária tendo em conta que estamos a falar, na melhor das hipóteses, de 4 a 5 milhões de Encomendas por ano???

Onde estará a rentabilidade dessa solução? "

05 July, 2005

terça-feira, julho 05, 2005

POST@L

POST@L

LOW-COST nos CTT

Constactamos a todo o momento o aparecimento de serviços “Low-cost” seja nas companhias de aviação, seja nos telemóveis, etc.

Pensemos primeiro o que está na base dos serviços “Low-cost”:
- custos operativos mais baratos
- aproveitamento de capacidade disponível
- ausência de contacto pessoal na venda do serviço
- utilização da Internet

E nos Correios? Será possível aplicar a mesma “receita”?

Provavelmente sim,

Sejamos revolucionários
Sejamos criativos

POST@L

III - Reflexões sobre a VPC e os CTT - (quase uma Conclusão)


Recordo que tínhamos dito anteriormente que os serviços que, actualmente, eram mais solicitados aos CTT pelos grandes Clientes desta actividade eram a Distribuição Domiciliária dos Catálogos\Publicidade, bem assim como a Entrega do produto final ao Balcão das nossas Estações.

Teríamos já mais dificuldade em competir com as diversas “concorrências” ao nível da Recolha de Fundos dispersos (Cobranças) e nas Entregas Domiciliárias de Objectos\Encomendas em mão.
E não só em Qualidade de Serviço como também em Preço: de facto o EMS tem qualidade e vai a casa normalmente até encontrar o Cliente, mas não ao preço a que os Mailers estão habituados a comprar a entrega dos seus produtos. Por outro lado a Cobrança Postal é mais lenta a libertar fundos e mais cara por operação do que a utilização do MultiBanco. Tem todavia vantagens financeiras face aos Cartões de Crédito e Cheques bancários para os Clientes Primários, mas não como factor de atractividade dos Clientes Secundários.

Na medida em que um Catálogo Publicitário de 500\700 páginas e de 3 ou 4 Kg já tem dificuldade em caber nas caixas de correio, o método de distribuição deste objecto (embora classificado como DM, onde a entrega domiciliária faz parte do padrão de serviço) na prática assemelhava-se mais ao de uma Encomenda ao balcão, com Aviso. (Preciso de falar sobre os Custos de Operação que este procedimento acarreta, face ao simples depósito em caixa? É que o Cliente paga-nos exactamente o mesmo...)

É claro que os catálogos mais pequenos, intermediários (relances de campanhas ou promoções) já não sofriam deste problema, podendo ser inseridos directamente nos receptáculos. Penso até que, hoje em dia e para ultrapassar essa questão, praticamente todos os catálogos tem sido formatados pelos Clientes Mailers para caber nas Caixas de Correio (o que também nos deve fazer perder dinheiro com a quebra nos pesos?)


As nossas Operações , com relevo para a Distribuição, estão vocacionadas para um padrão de Serviço que já não está perto do padrão da vida de todos os dias da comunidade trabalhadora que constitui a esmagadora maioria dos Clientes finais (secundários) dos Mailers.

Por norma já ninguém está em casa quando passa o Carteiro Distribuidor. Então das duas uma, ou o objecto cabe na caixa de correio – e continuamos o bom serviço de antigamente, ou não cabe. Aqui é que começam os problemas...

Na óptica da Comodidade do Cliente Final (nosso Cliente Secundário) criou-se o serviço SIGA (muito boa ideia) para reencaminhamento de objectos não entregues , mas contra pagamento do mesmo Cliente final. Os números actuais apontam para cerca de 100 000 pedidos de SIGA por ano, para um Universo Teórico anual de cerca de 22 Milhões de Avisados – Registos e Encomendas (Conclusões do relatório Last Mile – Engº Luis Filipe Santos). Taxa de Utilização Média Teórica : 0,454% (Serviço existe desde Outubro de 2003...)

Na óptica do Cliente Primário criaram-se alternativas como o Pré-aviso telefónico de entrega, a distribuição fora de horas, ao fim de semana ou agendada, etc... mas estas são normalmente associadas a produtos Topo de Gama da cttExpresso e custam caro aos Clientes Primários. De todas as formas a sua taxa de utilização, embora superior, tanto quanto sabemos, em termos relativos à dos Pedidos de SIGA por ano, não deixa de representar um quantitativo absoluto bastante moderado.

Como conclusão, ainda em esboço, permito-me dizer que os CTT ainda não “tiraram da cartola” uma solução barata e concorrencial (e rentável para todos, Clientes e CTT) para o Sector da Venda por Correspondência quando o respectivo paradigma passar pela entrega “em mão” e já não pelo depósito em receptáculo postal.

Temos de o fazer a Curto ou , quanto muito, a Médio Prazo, sob pena destes (e doutros Clientes) entregarem as suas Encomendas definitivamente a outros Operadores mais eficazes do que nós.

Custa a ouvir e a ler, não custa? Mas é a verdade pura e simples, pelo menos tal como eu a entendo...

Notícias do Mundo: lançamento de Clube Político e Republicano "Loja de Ideias"

Lança-se amanhã, no Museu da Resistência perto do Hospital de Santa Maria e do ISCTE, pelas 21,30H, um Clube de Reflexão Política à maneira dos velhos Clubes Cívicos e Republicanos da 1ª República - Loja de Ideias. Estarão presentes o Dr. Mota Amaral e o Dr. António José Seguro, e será arguente da Conferência de lançamento o Prof. Doutor Andrés Malamud (Investigador CIES\ISCTE).

Aqui mostramos a ideia dos promotores:

"O clube «Loja de Ideias» convida-o/a a estar presente na sua apresentação pública, na Biblioteca-Museu República e Resistência, no dia 6 de Julho, pelas 21.30h.O clube «Loja de Ideias» apresenta-se como uma iniciativa não partidária e não ideológica e tem como objectivos contribuir para a construção de novos espaços de debate e intervenção política, fora dos círculos institucionais, visando uma melhor e oleada articulação entre a sociedade civil e a sociedade política e partidária; em suma, contribuir para a melhoria da relação entre o cidadão e a Cidade.

Agenda:

21.30 h – Apresentação do clube «Loja de Ideias»
21.45 h – Conferência «O sistema eleitoral português: que reforma?».Moderador:Professor Doutor Andrés Malamud (politólogo CIES/ISCTE)
Participantes:
Dr. José Reis Santos (Investigador / Representante do clube «Loja de Ideias»)Professor Doutor André Freire (Politólogo, ICS/ISCTE)
Dr. António José Seguro (Deputado, Partido Socialista)
Dr. Mota Amaral (Ex-Presidente da Assembleia da República)
Representante a indicar pelo Partido Social-democrata
22.45 h – Debate aberto ao público."

Para quem desejar familiarizar-se com estas temáticas aqui fica o endereço do Blog afecto :
lojadeideias@blogspot.com

II - Reflexões sobre a VPC e os CTT (Continuação)

Por Favor liguem este Texto com o Alerta do Acc. Campos sobre o E-Commerce visto como oportunidade para os CTT...

Já falámos sobre como o paradigma da distribuição postal terá tendência para se afastar das mensagens – onde a concorrência tecnológica é cada vez mais activa - para se concentrar nos objectos médios e grossos que – por enquanto – não podem ser obra de “desmaterialização” à moda do Star Trek (“beam me up Scott”). Quem quer o Presunto “pata negra” ou o conjunto de DVD’s em casa, terá de depender da distribuição física, em mão, desses objectos.

Como é que tal ocorrência irá modificar o panorama da Venda por Correspondência e do MKT Directo? De que forma essas modificações nos hábitos de consumo, tendo por base impacto publicitário via InterNet ou SMS irão influenciar a actividade dos CTT?

O MKT Directo era visto nos CTT como uma actividade geradora de margens consideráveis, uma vez que consistia numa função complexa, integradora de funcionalidades postais que começavam pela Publicidade\DM (ou até antes disso, pelo desenho da operação e pelo GeoMKT) , continuavam com os RSF’s, passavam pelo envio da mercadoria ao Cliente Final\Secundário, e encerravam com a recolha dos dinheiros da venda através da Cobrança Postal.

Nessa medida deveríamos até ter activado o “Princípio da Subsidariedade” para com certos Clientes: se a sua inter-relação com os CTT fosse de tal ordem que ganhássemos na actividade global, poderíamos negociar um Preço de Grupo, mais favorável para com o Cliente e que tivesse o inestimável objectivo de o Fidelizar!

Defendi várias vezes esta solução, com a ideia do “Prime Contractor” para o conjunto da actividade do Cliente face aos CTT Grupo (incluindo todas as participadas) , e como sabem, não pude convencer a Gestão do acerto das minhas opiniões...

Fazemos notar que, já hoje em dia, grandes Clientes (Primários) dos CTT escapam a esta cadeia integradora pela adopção de alternativas de contacto com os seus Clientes (Secundários) utilizando uma rede de Pontos de Contacto para entregas da mercadoria, utilizando concorrentes nossos para o Domicílio, usando e abusando dos recebimentos por Cartão de Crédito, Multibanco ou através de cheques múltiplos, em diferido. Na prática continuam a utilizar os CTT principalmente em duas vertentes:
a) A Publicidade (envio dos Catálogos) – que, como vimos poderá estar mais ameaçada num futuro de médio\longo prazo.
b) A entrega de algumas Encomendas ao Balcão e ao Domicílio, quando tal se revelar mais eficaz.

Mesmo que estudos independentes sobre esta matéria comprovem que a InterNet (e muito menos os SMS) não são actualmente opção para envio\consulta de material publicitário de “grande fôlego” como são os Catálogos, podemos admitir que a evolução tecnológica das NTI ao nível de capacidade de armazenamento de dados – onde a norma para os PC’s em casa é já de 200GB para o disco rígido – e de rapidez na transmissão da informação – a caminhar para os 16MB para certos “InterNet providers”, poderá configurar uma situação onde o manuseamento de informação de grande porte será eficaz dentro de alguns anos.

Desta forma teríamos, a um nível temporal horizonte a que atribuímos uma probabilidade alta de ocorrência:
a) Funcionalidades onde já somos actualmente a escolha “menos boa” dos Clientes de VPC (SFPostais\Cobranças e Entrega Domiciliária) – teriam tendência a extinguir-se.
b) Funcionalidades onde actualmente somos mais ou menos “bons” (Distribuição de DM, entrega ao Balcão) – teriam que entrar em linha de conta com a concorrência . Os preços seriam obrigados a baixar e as Margens iriam “por aí abaixo”...


(Continua dentro de alguns dias...)

Convite Teresa Correia - Forum CTT

Achei muito boa ideia o Convite que nos foi feito colectivamente pela Colega Teresa Correia para também colaborarmos num novo espaço de "pensar" os CTT, criado no âmbito da nossa IntraNet (tanto quanto sei) e chamado "Forum CTT".

Quase que me atrevo a dizer à Teresa que faça o favor de "se servir" dos Textos já publicados no nosso Blog, e que utilize os que mais lhe interessarem para "alimentar" o novo espaço e suscitar comentários.

segunda-feira, julho 04, 2005

POST@L

PRINCÍPIOS GERAIS DA POLÍTICA DA SOCIEDADE - 1

No documento elaborado pela Administração relativo aos Princípios Gerais da Sociedade um dos pontos referidos é:
"Qualidade de Serviço Percebida Pelos Clientes"

Aqui vai uma contribuição para: "A Qualidade dos Avisados"

A qualidade de serviço percebida pelos clientes é um factor muito importante para qualquer empresa.
Os "avisados", como sabemos, são objectos postais que por uma qualquer razão não são distribuídos no domicílio e ficam retidos num "estabelecimento" à espera que o cliente os vá recolher.
À partida o "avisado" por si só é já um ponto negativo pois significa, entre outras razões, que poderemos estar na presença de horários de distribuição não coincidentes com as necessidades dos clientes...

Tradicionalmente os "avisados" eram somente encaminhados para as Estações de Correio.
Ao longo dos últimos anos esta "rede" foi (e bem) alargada a outro tipo de estabelecimentos que não os CTT.
- Com uma "rede mais fina" melhoramos a acessibilidade;
- Alargamos o horário de acesso do cliente aos nossos serviços;
- Diminuimos as filas de espera;
- Retiramos em simultâneo "ocupação" às Estações de Correio permitindo que estas fiquem mais disponíveis para serviços de maior valor acrescentado.

Sendo uma solução boa não se percebe porque é que o Posto existente na proximidade da Fonte Nova em Lisboa tenha sido desactivado (mantendo-se no entanto como "Posto de Correios")... tendo o cliente que se deslocar a uma estação de Correios longe do domicílio, de difícil acesso e com todos os problemas atrás identificados.

Os clientes desta zona de Lisboa sentem com esta decisão uma perda de qualidade de serviço.

Em vez de "concentrar" os avisados nas Estações deveríamos alargar ainda mais a rede de estabelecimentos para melhorar o acessibilidade.

A inauguração do referido "posto" foi acompanhada por um folheto publicitário onde informava esta mudança bem como inventariava as vantagens para os clientes... No entanto aquando da sua desactivação há poucas semanas nada foi dito aos clientes...
Para os clientes "descobrirem" o novo local dos avisados teriam que procurar essa informação... no "carimbo".

Em termos de Qualidade de Serviço foi uma decisão, no mínimo, discutível.

POST@L

COMPRAR ON-LINE - UMA OPORTUNIDADE PARA OS CTT

Segundo o Diário Económico de 29/7/2005 "... os Portugueses gastaram entre 292 a 594 milhões de euros em compras efectuadas através da Internet no ano passado".
Em 2003 o valor foi de 77 milhões o que representa um enorme aumento.
De acordo com o mesmo jornal "existem em Portugal entre 765 mil a 1,5 milhões de consumidores on-line

"Uma oportunidade para os CTT - efectuar a distribuição destes objectos.

No entanto estes clientes que compram on-line não estão dispostos a ir levantar as suas compras numa qualquer Estação de Correios. Nesta opção perde-se um das virtudes da compra on-line - a acessibilidade.

Estes clientes "exigem" que a distribuição seja efectuada quando existem destinatários em casa.

Uma oportunidade e um desafio para os CTT.

O CORREIO-MOR FEITO PELOS SEUS LEITORES

Aqui vai um comentário feito pela Teresa Correia (da Comunicação dos CTT), a quem agradecemos. É bom registar a existência de diferentes espaços de discussão do futuro desta empresa que também é nossa. Participemos pois!

É bom sentir que se rompeu a cortina da indiferença e que se buscam espaços de diálogo por de um correio melhor. vamos discutir a Empresa que somos se possível também no seu interior para trazer mais gente à reflexão? a partir de agora no fórum "Pensar a Empresa" no Portal CTT. Este é um desafio que lanço aos bloguistas do Correio-Mor
Teresa Correia

I - Reflexões sobre Venda Por Correspondência e os CTT

(Tal a grandeza deste Tema que exige espaço para várias intervenções)

A actividade de Venda por Correspondência ensinou muitas coisas aos CTT.

a) No passado – anos 70 e 80 - foram as empresas como as Selecções do Reader’s Digest, a Verbo Postal, o Círculo de Leitores, as Colecções Philae, etc.. que transmitiram aos CTT a forma como já interagiam com os Operadores Postais em outros países onde trabalhavam nesta área, quase que obrigando os CTT a enveredarem por uma política de modernização e de abertura de mentalidades, para não perderem o “comboio” dos Países mais desenvolvidos nesta matéria. Depois, fomos nós exemplos para outros países mais imobilistas e seguidores do “dixit” da UPU.

b) Mais perto de nós (anos 90) foi sem dúvida a entrada em Portugal das três Grandes Empresas de Catálogos (La Redoute, VPC Trois Suisses e Quelle-La Source) que veio dar outro dinamismo a esta actividade específica, trazendo para a mesa de negociações com os CTT todo um dossier em torno das Encomendas Postais e da forma como o respectivo serviço (tradicionalmente “mal visto” no seio da actividade postal) se poderia modernizar e adaptar aos desejos desta nova Clientela.

c) Actualmente os CTT intentam – ao nível do conceito de produto - separar a actividade dos Grandes Mailers (catálogos ou outros) da de MKT Directo de menor volume, dirigida a pequenos e médios utilizadores e visando um mercado que não tenha apenas a Venda pelo Correio como objectivo final, mas que utilize as funcionalidades CTT de MKT Directo noutras fases da sua cadeia de valor – Preparação de Projecto, GeoMarketing, Listas, Publicidade, contactos comerciais, Relações Públicas, etc...

Esta nova filosofia teve por base a noção de que os Grandes Mailers queriam sobretudo um produto de correio simples, barato e eficaz, mas nunca muito evoluído tecnicamente, para evitar inflacção de preços. As suas infraestruturas faziam já (e bem) muitas das actividades de “Valor Acrescentado” que os CTT se propunham oferecer a outros Clientes menos especializados nestes assuntos.

Tendo em conta que algumas das Empresas de que falei atrás praticamente inventaram o “Negócio” da VPC no Mundo, seria estranho (para não dizer absurdo) virem agora os CTT a ensinar o “Padre Nosso ao Vigário” em termos desta actividade e destes Clientes.
Para os Mailers devem os CTT limitar-se a fazer bem, com padrão e barato o seu trabalho tradicional. Com domicílio ou sem domicílio, ao gosto do cliente final. Com recolha de fundos ou não, ao gosto do cliente final.
Principal Objectivo: a minimização das devoluções “fechadas” isto é, dos objectos devolvidos ao Remetente por não ter havido contacto com o cliente final do Mailer.

Por outro lado, a dinamização da utilização de técnicas de Marketing Directo por parte de Empresas pequenas e médias que não dominam o Know How específico poderia (deveria) constituir outra trave mestra da nossa actuação, sendo admitido que o Mercado Português de Venda ou de Publicidade Directa ainda não tem os níveis de desenvolvimento dos congéneres europeus, medidos por número anual de objectos de publicidade nas caixas de correio nacionais.
Neste segmento deveriam os CTT actuar de forma pedagógica, mostrando como a utilização do meio DM tem vantagens, em determinadas condições, sobre os outros Media tradicionais.

Mas, o advento do E-Commerce e a previsão de que o negócio do futuro dos Operadores Postais será sobretudo a entrega de Objectos Médios e Grossos e já não o negócio das mensagens, veio baralhar um pouco estas teorias. Com o futuro a posicionar-se mais na óptica de uma Operação de Porta-a-Porta com contacto físico, e não com um simples “depósito” em caixa de correio, devemos repensar maduramente a nossa estrutura tendo por pano de fundo as “Adicionais”, “ChronoPosts” e outros que não deixarão de aparecer para comer – ao Sábado, ao Domingo e fora de horas - o filet mignon (Lisboa , Porto e outros dormitórios)...

(Tem continuação um destes dias)

CTT Adquirem Tourline em Espanha

  • Todos os que trabalham na Casa tiveram decerto acesso à notícia:
  • "CTT adquirem 100% do capital da empresa espanhola Tourline, por 28,5 Milhões de Euros. A Tourline dedica-se ao Correio Expresso e actua em todo o território espanhol, tendo facturado, em 2004, 88 Milhões Euros e distribuído 5,5 Milhões de objectos"
  • Esta "internacionalização" do negócio CEP não é ideia nova. Ainda me lembro do Engº Ricardo Braga, na gestão Emílio Rosa dos CTT, ter ido a Barcelona e a Vigo estudar a aquisição de uma Empresa local de transportes expresso.
  • As razões por detrás desta política prendem-se com o reconhecimento - inevitável - de que o Mercado de Transporte e de Distribuição de Objectos é cada vez mais Ibérico e cada vez menos português ou espanhol.
  • E não só o Mercado CEP!!
  • Temos de entender que o futuro dos Correios enquanto actividade dirigida ao segmento empresarial e com produtos desenhados estritamente para esse segmento, passará também, mais cedo ou mais tarde, por ter uma abrangência Ibérica.
  • Não se trata só de irmos a Badajoz buscar correio às Empresas "do lado de lá" para distribuir cá, mas sim de pôr em prática uma estratégia de conquista do mercado internacional outbound de Portugal para Espanha e inbound de Espanha para Portugal e assegurar que temos meios de distribuir com qualidade e de forma "time certain" em todo o território espanhol e português, sem intermediação nem acordos bilaterais.
  • Terreno aberto para a criatividade e dinamismo das Áreas de MKT e Vendas da cttexpresso e dos CTT-Correios. Boa Sorte e Bom Vento Amigos (mesmo que sendo vento de Espanha...)

sábado, julho 02, 2005

POST@L

CONTRADITÓRIO - ALBANO (4)

“Quem deve escrever os Princípios Gerais da política da sociedade"

Também aqui não concordo contigo.
Não podemos estar sempre a dizer:
- quando não dizem nada é porque não dizem nada.
- quando dizem algo é porque deviam estar calados...

Segundo o CA:
“... foi decidido solicitar a convocação de uma Assembleia Geral (...) para deliberar e aprovar os Princípios Gerais da Política da Sociedade”

Parece-me bem!

CONTRADITÓRIO - ALBANO (3)

“Guerra de Gerações"

Julgo que não há "conflito de gerações" e se houver temos que o transformar em "conflito de competências".
Nunca senti que os mais novos estivessem à espera que a geração anterior “morresse” para ocuparem os diferentes cargos de responsabilidade.
Muitos deles pela sua competência e dedicação tiveram oportunidades para liderar processos e pessoas mesmo “sem matar o pai”

CONTRADITÓRIO - ALBANO (2)

“Sequenciamento"
Estou de acordo contigo. Este processo deve ser visto em conjunto com a segmentação que a Distribuição deve exigir do Tratamento.
Trafego cada vez mais segmentado por destinatários de forma a permitir maior flexibilidade à distribuição permitindo, entre outros itens, a existência de horas diferenciadas de contacto com os clientes.
É na Distribuição que temos que “ganhar o campeonato” pois é:
- a área onde existem mais RH
- uma das áreas onde estamos em contacto com o cliente

CONTRADITÓRIO - ALBANO (1)

Regimes de “outsourcing”
Existem empresas de sucesso que “compram fora” – e não significa que tenham perdido capacidade de liderar processos e/ou tenham deixado de liderar mercados (Coca Cola, Microsoft, Auto Europa, DHL, TNT, etc.).
Existem também empresas que erradamente perderam o seu “core” ao optar pelo sistema de “outsourcing”.
Tenho abertura para admitir que em alguns casos devemos “comprar fora”.

Em princípio o regime de outsourcing deverá dar-nos maior flexibilidade, maior margem para responder às variações de fluxos de trafego, permitir que nos concentremos no principal, deixemos o acessório bem como tenhamos melhores custos (há que não esquecer este importante item).

A questão é: onde parar? - depende. Das circunstâncias, do interesse estratégico da empresa, de como responde o mercado, do grau de maturidade da empresa, da concorrência, dos nosso custos, dos preços de mercado, etc. etc.

A existência de “outsourcing” não deverá implicar a perda do conhecimento interno nomeadamente de engenharia de processos, de saber comprar, de controlar ou mesmo de ter capacidade para mudar a estratégia.
Tem que haver conhecimento e liderança interna.
Significa (este item é muito importante) que devemos ter muito mais exigência e atenção quando não coordenamos directamente as actividades.

A decisão de recorrer a “outsourcing” não pode ser por “estar na moda" mas sim porque é "melhor para a empresa".
E há casos em que é. Outros não.
Temos que ter abertura para admitir ambas as hipóteses.

quarta-feira, junho 29, 2005

POST-AL

Bom dia futuro

Albano
Sempre te admirei nomeadamente pela forma como pensavas.
Nem sempre concordei contigo mas fico contente por sentir que ainda transbordas energia, pensamento e acreditas num futuro onde as ideias têm espaço.
Sê bem vindo a este espaço.
Parabéns e obrigado por poder partilhar alguns espaços contigo
Bom dia futuro

CA-CTT Divulga "Princípios Gerais de Política da Sociedade"

Este Documento, que merece reflexão mais demorada, traduz o entendimento do actual Conselho sobre " a trave mestra de suporte ao exercício da actividade e à condução do negócio".

Muito boas notícias:

a) A Visão da Empresa estar ligada ao "Desenvolvimento social e económico do País, contribuindo para a melhoria dos padrões da qualidade de vida de Clientes e de Trabalhadores, mercê de uma dinâmica, de uma cultura de serviços e de um sentido de responsabilidade social irrepreensíveis"

b) Os objectivos estratégicos enfatizarem a Qualidade de Serviço sem se esquecerem das Pessoas.

I - Oferta de Qualidade de Serviço de Alto Nível
II - Criação de Valor Accionista
III - Promoção da Motivação das Pessoas

Boas entradas, portanto.

Vamos a ver a concretização destas ideias.

Como dizia o grande matemático Ackoff (inventor da teoria das filas de espera)
" 90% do insucesso dos projectos empresariais deve-se a razões políticas e não a defeito do desenho\conceito".

E é bem verdade!!

O CORREIO-MOR FEITO PELOS SEUS LEITORES

Aqui vai um Texto proposto pelo Engº Albano Rosa, a quem agradecemos!

Comentem à vontade!


A - Da Empresa

O universo postal é formado por três fileiras de mensagens físicas: mensagens de conteúdo individual, de marketing directo e de correio editorial; os trabalhadores dos Correios não raciocinam com base nestes termos e é pena.
A Empresa - que na sua essência é apenas uma rede de carteiros que transporta cartas para dentro das caixas de correio, como todos sabemos - sabe distribuir correspondências para as caixas, mas não sabe distribuir objectos volumosos (aliás, devo dizer que em Portugal o maior inimigo dos correios é a caixa do correio - sobretudo face aos objectos que, no futuro, circularão residualmente na nossa rede -, atendendo às suas dimensões e às condições de acesso).
A Empresa - que actua no domínio de actividade das mensagens, o qual reúne vários universos, físicos, virtuais, híbridos e mistos, sendo que o postal é apenas um deles - é assolada por um cancro tecnológico que, mais cedo, ou mais tarde eliminará 60 a 70% dos objectos da fileira das mensagens de conteúdo individual e à volta de 30% dos objectos da fileira de marketing directo (neste caso o correio contacto será eliminado directamente - transformar-se-á em mensagens no telemóvel do tipo "Quer vinhos? Se sim, carregue na tecla..." - e o direct mail será reduzido por via indirecta, uma vez que a "primeira vaga" do correio contacto permitirá obter ficheiros de dados mais pequenos e muito melhor direccionados para consumidores verdadeiramente interessados na transacção).
Os clientes - remetentes e destinatários -, embora na sua maior parte ainda nem o saibam, vão querer isto, o que é tremendo para nós; deste modo vamos deixar de ser uma organização estratégica para o país.
Aproveito para dizer que o único correio contacto físico específico dos CTT é o sampling direct e que muito pouco tenho visto fazer para se desenvolver isso.
A mudança do paradigma - do uso da mensagem física para o uso da mensagem virtual - será fortemente apoiada pelos remetentes, uma vez que estará em jogo a possibilidade do dinheiro lhes chegar às mãos mais rapidamente - as facturas são as primeiras coisas a passar para o virtual, como já se viu pela PT; no entanto, a grande ameaça não vem dos PC, mas sim dos "mobile devices" (o que determinará o universo que passará para o virtual será o tamanho das mensagens; creio que tudo o que couber em dois écrans de telemóvel passará; se repararmos, retirada a ganga, a maior parte dos elementos das facturas cabe em dois écrans).
Há três posturas estratégicas possíveis de se tomar, face à ameaça do cancro tecnológico:
Acelerar a morte
Tentar prolongar a vida o mais possível com paliativos
"Ressuscitar" noutro mundo e viver para sempre
Face aos sinais que fui recebendo desde o início, andei quase todo o consulado CHC a pensar que a estratégia da Empresa nesse tempo era "acelerar a morte"; apesar do discurso oficial da privatização e da referência à sustentabilidade da Empresa, o que se passou foi a "venda do carro às peças" (não vou referir aqui a possibilidade do negócio desta venda de peças ter trazido mais-valias que poderão ter reforçado as contas particulares de alguns; oiço dizê-lo, mas não tenho provas), o que é contraditório com a intenção de vender um carro que, como sabemos, ninguém comprará se lhe faltarem as rodas.
No entanto, devo confessar que alguns sinais recentes me deixaram algo confuso; falo de factos como a Empresa ter adquirido a totalidade da Mailtec, da CEPU, da compra do SW EDOCS e do contrato de desenvolvimento de SW assinado com a DSTS; se a Mailtec se poderá vir a revelar, embora, um "elefante branco" - à imagem aliás do que é a CESA -, já o desenvolvimento dos elementos e dos conceitos ligados ao mundo virtual pode significar vontade de "ressuscitar" noutro mundo; fico assim à espera de novos desenvolvimentos, quer em torno da Mailtec, quer em torno do mundo virtual; ainda assim, já dentro do consulado LN acho muito mais importante estrategicamente o facto de estar a ser publicitado o interesse em os CTT se tornarem num MVNO, já que isso vem ao encontro da opinião que defendo há muito tempo sobre a importância, a prazo, do papel que será desempenhado pelos "mobile devices"; a nossa Empresa há muito que se deveria ter transformado numa empresa de telecomunicações ( e tudo o que lhe puder estar associado, como seja o universo multimédia).
Contudo, quero deixar aqui uma nota de desconfiança face ao facto do assunto CEPU/EDOCS/DSTS (tirando a notícia no jornal em Fevereiro) estar a ser desenvolvido quase em segredo, apesar de ser a coisa mais estratégica em termos de sobrevivência futura para a Empresa; podia ter-se aproveitado o tempo - e já agora o dinheiro - que se pagou a Scolari para explicar o assunto em detalhe aos quadros.
Voltando ao consulado CHC - e só para falar de alguns sinais negativos - cito a eliminação da importância estratégica que deveria ter sido atribuída às fileiras do marketing directo e do correio editorial (deste último aliás quase nunca ninguém fala); cito também a profunda diminuição da capacidade da função engenharia, quer através da saída da função dos edifícios, quer através do desmantelamento dos sistemas de informação (a capacidade de engenharia que resta estará localizada sobretudo nas Operações; há que ter o máximo de cuidado para não destruir o que resta dessa "ilha", até porque ela é fundamental para o funcionamento do sistema, mas eu acho que as coisas aqui também estão a correr bastante mal); numa organização com a complexidade dos correios, a importância da função engenharia é muito importante, porventura para a própria sobrevivência e eu temo que o limiar mínimo abaixo do qual não se deveria ir neste domínio já possa ter sido ultrapassado. O caso específico da ablação dos sistemas de informação - face também à necessidade de desenvolvermos outros "mundos" - é aquele em que todos, mais ou menos, estamos de acordo em que foi cometido o maior erro estratégico, se é que foi erro... Quando um dia os outsourcings forem a regra, como se discutirá a Empresa? Não estou a ver a IBM, o Luís Simões, a Efacec, o tipo que repara os contentores, etc., sentados à volta de uma mesa a discutir que fileira devemos desenvolver - e como.
Numa corrida pedestre em que vai um grupo de corredores na frente, quando um dá uma sapatada, a reacção instintiva dos outros é responder de imediato; a actividade postal vai entrar numa zona de grande turbulência provocada pela queda contínua do tráfego - este negócio vai tornar-se anormal, já que o seu universo estará sempre a diminuir - e assim se irá manter até que tudo o que tinha a passar para o virtual o tenha feito; a exemplo do que acontece nas corridas, uma vez que a passagem das mensagens físicas para virtuais as vai acelerar, também nós teremos que o fazer.
O nosso membro comercial terá que vender outros produtos; o marketing terá que descobrir as coisas que verdadeiramente interessam aos clientes; apostava que, por exemplo, as facturas passarão para D+1, que o padrão D+3 passará para D+2 e que o padrão D+5 passará para D+3; mais cedo, ou mais tarde, o nosso sistema operacional terá que se adaptar a isto (enquanto e se valer a pena), sob pena de, não o fazendo, contribuir para acelerar a chegada do novo paradigma.
A qualidade - cuja medida pelo correio de prova não corresponde à realidade, uma vez que a amostra está distorcida grosseiramente pelo facto do correio avençado estar de fora - terá que abstrair-se da atitude que impera há muitos anos de "escondermos" o que se passa isoladamente nos segmentos do tratamento e da distribuição, medindo apenas um valor global; esta atitude - que só se pode justificar pela vontade da gestão em não fornecer os dados a cada sector para, desse modo, poder gerir a seu bel prazer, cortando meios onde mais lhe aprouver - deverá ser forçosamente mudada, já que a necessidade do conhecimento e do respectivo rigor aumentarão.
Um facto revelador da estratégia utilizada no consulado CHC: num consulado tão prolixo em cartas enviadas a propósito de tudo e de nada aos trabalhadores, é no mínimo estranho que após a sequência da ocorrência de dois factos muito graves - publicitação do estudo da DECO que determinaram valores da qualidade piores do que os que nós dizemos e aplicação da pena da redução de 1% no valor das tarifas por incumprimento dos valores acordados com a ANACOM - nenhuma carta tivesse sido enviada; era nesse momento que, sem dúvida, os trabalhadores precisavam de ter recebido um sinal que lhes restituísse a confiança na administração, mas "moita, carrasco"; espero que a DECO não seja a ANACOM da ANACOM, isto é, que não tenha sido pelo aparecimento do estudo da DECO naquela altura que a ANACOM nos pregou a multa; sei lá eu!
O desenvolvimento futuro do sistema da mecanização deverá ser feito tendo a previsão da erosão tecnológica em conta; o sequenciamento, por exemplo, deverá ser relegado para segundo plano, se a velocidade global dos padrões do correio assim o vier a impor; investirmos dinheiro em acções na preparação do correio, por exemplo, não parece ser uma atitude avisada; por outro lado, se e quando os Correios souberem distribuir objectos volumosos, deverão investir nesse negócio, devendo a respectiva mecanização dos mesmos ser considerada como sendo um factor estratégico importante.

B - Das pessoas

A taxa de familiares a trabalhar na Empresa, a todos os níveis, é alta em demasia, facto que a enfraquece sobremaneira, uma vez que limita a capacidade de confronto de ideias, contribui para enfraquecer o exercício da disciplina e da autoridade e retira margem de manobra à gestão.
A Empresa deveria ter uma estratégia permanente de atribuição do lugar de "farol" às melhores pessoas, para que todos as vissem e seguissem como exemplo e émulo; tive o privilégio de conhecer nos CTT ao longo dos quase 30 anos que já levo disto, 3 ou 4 pessoas - cujos nomes não vou aqui escrever - que detêm capacidades únicas - mas mesmo únicas - que deveriam permitir colocar e manter essas pessoas nesses lugares de "farol"; nenhuma delas esteve, ou está nestas circunstâncias; somos demasiado invejosos e pouco éticos - e pobres, quer de espírito, quer em sentido estrito - para sermos capazes de abdicar daquilo de que nos conseguimos apropriar, ainda que vejamos que ao nosso lado estão outros que poderiam fazer as tarefas muito melhor do que nós; vivemos no país do "quem tem um olho é rei"; um dos alibis com os quais justificamos esta praxis acabou por desembocar no que alguém já definiu como sendo a "mediocridade eloquente".
Isto foi sempre assim; por alguma razão de há muito falamos de partidos políticos e do "bloco central" nos Correios; provavelmente, a Empresa nunca foi dirigida pelos melhores.
O grave é que provavelmente agora está ainda pior do que acontecia dantes.
O país tem uma realidade gravíssima no domínio dos recursos humanos, em que se conjugam e interligam vários problemas, entre os quais saliento os seguintes: as pessoas não querem - para si, e, sobretudo, para os seus filhos - profissões manuais, ou consideradas como sendo as mais humildes (quando no passado fizemos nos CTT o outsourcing da limpeza, da segurança e das cantinas, ajudámos objectivamente a criar condições para "escorraçar" das nossas prioridades de vida tarefas que hoje não queremos fazer; fizemo-lo igualmente noutras ocasiões, a exemplo do que se fez após o 25 de Abril, ao acabar-se com o ensino técnico profissional); nas escolas floresce uma contradição evidente entre a necessidade do conhecimento e da educação aumentarem, por um lado e, por outro lado, a exiguidade da disponibilidade de lugares para todos os licenciados; como frutos destes problemas, o país importa emigrantes para as profissões manuais/mais humildes e aumenta a pressão dos novos para "expulsar" as pessoas trabalhadores intelectuais que estando na faixa dos 45-60 anos, se encontram na plenitude máxima das suas capacidades; a substituição de trabalhadores intelectuais nestas circunstâncias - eliminando os que estão no máximo da plenitude e conhecimentos e substituindo-os por outros inexperientes - ajudará a conduzir a prazo, ao destino para onde aparentemente caminhamos do definhamento da sociedade no seu todo (alguns já falam, como sabemos, em roturas sociais); provavelmente - embora a escala deva mudar, porque o próprio conhecimento da língua portuguesa vai definhar -, a "mediocridade eloquente" irá continuar a singrar de vento em popa.
Julgo que há hoje um conflito de gerações latente dentro dos Correios, entre os mais velhos que se encontram na plenitude das suas capacidades e os novos que querem que os mais velhos saiam e os deixem tomar as rédeas disto; esta relação - baseada inicialmente no facto da entrada de quadros novos nunca se ter feito de forma paulatina e controlada - foi potenciada no consulado CHC e agudizada ainda mais pelos elevados - e desproporcionados - ordenados e condições que foram atribuídos a pessoas sem experiência, nem qualificações, ordenados esses que permitiram dar saltos demasiado elevados em lugares de chefia face ao que vinha a ser pago anteriormente, sem qualquer justificação; a par do conflito de gerações, há também um conflito de conceitos; pelo meio, sempre em omnipresente pano de fundo, lá estão a inveja e a falta de ética; diria que as chefias que foram contratadas "anormalmente" no consulado CHC são os aliados naturais dos jovens quadros (isto, claro, até que outros conflitos se comecem a desenhar no horizonte) e vice-versa; como resultado de tudo isto, o nível de desempenho de gestão da Empresa é hoje pior do que era dantes.
Todos, chefias e quadros mais velhos, nos sentimos capazes de fazer mais e melhor, mas, ao mesmo tempo, sentimos também que foi uma injustiça o que se passou no consulado CHC; irá manter-se isto? Até quando?
Em suma, actualmente, no domínio dos recursos humanos, a Empresa também sofre de uma espécie de "cancro" que começou a minar há muito e que se agravou sobremaneira nos últimos 2-3 anos.

C - Dos cenários

Desempenhámos ao longo dos anos, como não podia deixar de ser, a nossa quota parte do papel, contribuindo para levar ao abandalhamento do estado e dos valores; ainda hoje ouvi informações decorrentes das sondagens de opinião que dizem que Portugal é adepto de levar para a frente a realização do referendo e, fazendo-o, a maioria estará de acordo com a proposta da constituição europeia; entendo isto como sendo a expressão subconsciente de uma sociedade que espera que o dinheiro da UE - a que nos habituámos, mesmo os de nós, a maioria, que não receberam directamente nada - nos venha salvar.
Em suma, os CTT encontram-se face a três grandes problemas: erosão tecnológica, grande instabilidade na gestão do pessoal e, finalmente, uma prática continuada de não fazer a escolha dos melhores.
Poderá a Empresa resolver um "cancro" sem resolver o outro? Nesse caso, qual deverá ficar para trás?
Dantes, quando o tráfego crescia, havia sempre lugar para mais um na Empresa; agora, quando a inclinação da curva do tráfego postal se alterou e em que a crise do país aumentou a pressão sobre todos os lugares disponíveis (nas situações de crise as grandes empresas tendem a ver reforçado o seu papel de âncoras, sendo vistas como uma espécie de tábuas de salvação por quem procura emprego), passou a estar sempre presente a oportunidade de sair mais um; quando o tráfego cair, os carteiros terão menos cartas, os giros ficarão mais longos e os CDP abrangerão áreas geográficas maiores; passará sem dúvida a haver menos lugares, quer para executantes, quer para chefias.
As novas tarefas criadas pelas actividades do mundo virtual - e está ainda por provar se os CTT terão, ou não, lugar no mundo das telecomunicações (o mercado actual dá para 2,5 operadores, segundo os especialistas, mas poderá crescer através do surgimento de outras necessidades sociais) e/ou serão capazes de tomar lugar nele - não poderão absorver todos aqueles que deixarão de ter lugar no mundo das mensagens físicas.
A situação aponta para a forte possibilidade da ocorrência do agravamento de um problema - a gestão do pessoal - através do agravamento de um outro de natureza independente - a erosão tecnológica.
Lido o documento da AD "Princípios gerais de política da sociedade" (que acho estranhos em si mesmos, porque a sua definição me parece que deveria ser da responsabilidade do accionista, isto é, deveria ser ele a escrevê-los e a dá-los às AD no momento de tomada da sua posse), fiquei com dúvidas que a AD esteja a percepcionar esta questão; as acções que vierem a ser tomadas nos tempos mais próximos contribuirão certamente para nos ajudar a confirmar se isto é, ou não verdade.

terça-feira, junho 28, 2005

A CRIATIVIDADE AO PODER

Será que o actual modelo operativo está correcto?

Devemos considerar que zonas como dormitórios puros, comércio, parques industriais, pequenas povoações, etc, etc. tenham modelos de distribuição semelhantes?
Que tipo de clientes temos?
Quais as suas exigências?
Quais as suas necessidades?

Colocando como hipótese um modelo operativo de distribuição segmentado e diferente do actual como deverão funcionar as operações a montante?
- a própria separação geral na distribuição deverá ser de madrugada? única?
- com os mesmos trabalhadores da distribuição?
- a rede secundária de dispersão deverá ser única e preferencialmente pelas 4 a 6h da manhã?
- o tratamento deverá manter o os actuais modelos, horários e prioridades?

Não há respostas únicas e devemos ter em consideração entre outros os seguintes itens:
a) - segmentação de cientes (destinatários)
b) - "fato à medida" para as diferentes realidades
c) - modelos diferentes das redes de transporte e distribuição
d) - adaptação do tratamento ao novo modelo operativo global

Significa que os projectos de cada área devem estar sob um "chapéu global" que por sua vez devem ter uma coordenação forte por parte da área de Marketing.

É importante que enquanto se tenta melhorar diariamente o actual sistema (melhoria contínua) pensemos simultaneamente em processos de "reengenharia" colocando em causa os modelos tradicionais (TQM).

O CORREIO-MOR FEITO PELOS SEUS LEITORES

malta das trincheiras ou a segunda visita ao blogue ou um olhar por enquanto mais profundo que rigoroso
há palavras e imagens que emitem calor, aquela energia que nos entrega quando as armas estão apontadas há procura de uma presença humana e zás ali estão eles. alvo a abater. e nós não nos importamos. já não nos importamos, como se tivéssemos recebido a notícia de que já não vão conseguir entrar. tarde de mais. é isto a esperança? essa pergunta só de alguém que nunca sentiu o crunch de uma barata numa cela. são memórias diferentes, que se cruzam e se confundem em palavras umas mais amargas e outras doces como no "temporada de patos", filme não aconselhável em que ela trinca duzentos e tal doces uns a seguir aos outros porque se tudo correr bem e se ela pensar numa cor e se a metade para a qual olha for dessa cor o seu desejo vai concretizar-se. qual desejo, sabe há quanto tempo estou aqui, nesta trincheira, isto não é um livro do andré brun é a vida real e aqueles tipos estão a querer dar cabo de nós. diz-me que a guerra acabou só faltava agora começarmos todos a cantar e avançarmos para o inimigo. mas é isso mesmo que falta. digo-lhe eu. eles já estão a recuar. e este barulho? não são patos, nem bravos nem mansos e eu também gostava de ir com as aves mas destes sítios não se volta inteiro. estás-me a baralhar digo-lhe em voz de comando é só uma volta de reconhecimento e dou um salto para sair da trincheira mas nem com o karajan eles lá iam com ele é que não ia mesmo você é jornalista ? vá lá você à minha frente
ana catarina

O Mercado de Courrier, Express e Parcels (CEP)

1 . O Mercado CEP é uma “figura de MKT” criada para facilitar a abordagem conjunta de Produtos\Serviços fora do âmbito da distribuição de mensagens não urgentes que é (foi ) tão característica dos Operadores Postais tradicionais.

Em princípio esta definição – Mercado CEP - engloba o transporte físico de objectos com características comuns de “traçabilidade” – T&T, mas onde se torna cada vez mais difícil distinguir “produtos”. As fronteiras entre Expresso, Parcels e Courrier estão esbatidas. Cada vez mais o Cliente tem um conjunto de necessidades que é necessário satisfazer, independentemente da forma como essa satisfação se concretiza.

Trata-se de um Sector onde, em Portugal e na Europa, o relacionamento entre os operadores intervenientes se traduz por um regime de concorrência perfeita, existindo um altíssimo nível de competitividade.

2 . O negócio de transporte de mercadorias ou objectos organiza-se historicamente em torno de dimensões conhecidas:

a) Velocidade de entrega (urgência)
b) Âmbito local, regional, nacional, internacional
c) Existência , ou não, de Traçabilidade dos objectos
d) Dimensão (peso/volume) dos objectos
e) Existência, ou não, de serviços de valor acrescentado (seguros, garantias, etc...)
f) Número de origens/destinos (concentração/dispersão da oferta e da procura).

Uma primeira segmentação deste negócio global tem a ver com Volume (da carga) e Dimensão de cada objecto. Os transitários ocupam-se sobretudo do que se convencionou chamar “Mercadorias Industriais”, constituídas por serviços programados, com menor carácter de urgência, peso variável mas em regra elevado, utilizando veículos pesados de transporte de mercadorias (ou navios), passíveis de contentorização ou paletização, lidando com Clientes industriais de cuja cadeia logística fazem parte.

Neste segmento de mercado não actuam os CTT nem a cttExpresso actualmente, nem se prevê que o mesmo faça parte da sua estratégia de desenvolvimento a médio prazo.

O Mercado CEP (courrier, express, parcels), onde queremos situar-nos, caracteriza-se genericamente por tratar objectos com carácter de maior urgência (prazos de entrega inferiores a 2/3 dias), com pesos relativamente baixos (menor que 30Kg), utilizando normalmente os meios de transporte e os encaminhamentos mais rápidos, e, em regra, com maior dispersão de destinos do que no caso anterior.

Dentro deste segmento CEP distingue-se o negócio das Encomendas, com preços mais baixos e menor velocidade de entrega (2/3 dias), dos negócios Courrier e Expresso, ambos vocacionados para entregas em 24 Horas ou menos. Courrier ou Estafetagem, são conceitos de transporte urbano de documentos, ultra rápido (mesmo dia), que consiste na entrega ponto a ponto de objectos numa mesma cidade. Expresso é uma designação que inclui o transporte nacional internacional de objectos, com carácter de urgência, com track&trace e outras garantias associadas, sendo hoje em dia difícil de o caracterizar também com base em pesos ou dimensões dado que a respectiva abrangência é cada vez maior.

A segmentação de todos estes produtos foi feita – na cttExpresso - tendo por base o padrão de entrega:

Desta forma, todos os produtos com entrega no próprio dia (onde se inclui a antiga gama PExpresso) constituiriam uma Gama EMS “Today” mesmo que as entregas se desenrolassem fora dos circuitos urbanos. Os seus preços de venda seriam os mais altos.

Por outro lado, os produtos com entrega no dia seguinte seriam todos EMS seguidos do respectivo padrão (9, 12, 18, etc...).

Por fim, utilizou-se uma nova denominação – QUICK - para definir um novo Produto que seria resultado da transferência de cerca de 54% das Encomendas contratuais não Mailer dos CTT e de cerca de 56% das Encomendas Ocasionais CTT, o qual teria um Padrão de entrega superior (D+2/3) e os preços mais baixos.


3. Num Documento interno de que tive conhecimento - “Novo Modelo CEP” - estabelece-se a necessidade de criar um portfolio de produtos mais simplificado do que o descrito no ponto anterior, onde o paradigma da segmentação tivesse por base a “concentração\dispersão” dos objectos e já não ( ou não unicamente) o “prazo de entrega”. Por outro lado dá a ideia (mas posso estar enganado) de que os Produtos de Courrier\Estafetagem (Today) não foram considerados no âmbito da remodelação proposta.

Parece-me que esta nova segmentação pode ser importante para ganhar algum mercado, mas recordo que a respectiva implementação, anteriormente, não foi possível dada a dificuldade em enquadrá-la com um sistema operativo baseado em “janelas de oportunidade” que lidavam com prazos de distribuição distintos (D+0, D+1, D+2\3).

A alternativa, ao tempo, consistiu em criar um Produto específico – EMS Múltiplo –com preços mais baixos para Expedidores de objectos com maior concentração de destinos.

Por outro lado, a simplificação dos produtos e do tarifário é muito boa para um mercado de “balcão” , onde a concorrência ainda não chega, mas “choca” com a necessidade de fazer preços à medida de cada Cliente (em limite) para o sector Contratual.

Em concorrência perfeita o preço tem de ser uma variável permanentemente ajustada ao mercado e não só às condições da Operação.


4. Uma última palavra para a proposta de generalização da “distribuição domiciliária” a todos os produtos (por norma) incluídos no mercado CEP.

Esta solução foi sempre menos bem recebida pela actividade de VPC, com base nas eventuais dificuldades de tesouraria de algumas famílias, que poderiam fazer aumentar o nº de objectos devolvidos: por vezes não existe dinheiro ou cheques em casa para pagar os objectos encomendados.

A alternativa de proceder , também por norma, à “marcação antecipada” da entrega, como fazem hoje a Adicional e a ChronoPost teria de ser encarada no âmbito deste projecto, como Serviço de Valor Acrescentado , mas a preços baixos.

Não esqueçamos que para este mercado da VPC a questão mais importante é o preço que nos pagam pela distribuição de cada objecto (para os actuais níveis de qualidade).

Mas todo este aspecto da Venda por Correspondência e a análise da sua incidência em Produtos CTT merece - sem dúvida nenhuma - texto específico que não deixarei de publicar ASAP...

segunda-feira, junho 27, 2005

”LIBERTAR A ENERGIA REVOLUCIONÁRIA”

Música para os nossos ouvidos

Numa artigo do PCA dos CTT, Dr. Luís Nazaré, ao Jornal de Negócios de 27/06/2005, entre outras questões, refere:

- “estratégia é revolução”
- “... temos que (...) nos concentrar em duas ou três ideias revolucionárias, transforma-las em objectivos ambiciosos e em acção obsessiva para os atingir ...”

É um muito bom texto – devemos lê-lo e relê-lo... (disponível nos recortes de jornais da empresa)
Embora este artigo não seja dirigido aos CTT poderá e deverá ser considerado como um objectivo nosso

VELOCIDADE

Concordo contigo...
SEGMENTAÇÃO E PREÇO são duas variáveis a nunca esquecer...
E a propósito destes destas variáveis importantes poderíamos falar do “verde”
Quem é o cliente alvo deste produto?
Como será possível, em alguns casos, mesmo com qualidade superior e custos muito mais elevados encontrar preços inferiores... ao correio normal?

domingo, junho 26, 2005

A velocidade do Correio Normal

Não há respostas fáceis para a questão que coloca o Amigo A. A. Campos sobre a norma de distribuição do correio dito normal.

Até porque naquela equação tecnicamente bem desenvolvida faltava uma variável fundamental. Aliás duas :
a) O preço
b) A segmentação dos Clientes

A velocidade tem de ser função do preço, mesmo que não o seja dos Custos de Operação (à revelia do Regulador esta disfunção entre Preço e Custo, mas paciência...).

O Preço é um dos poucos elementos diferenciadores de Produto que os CTT possuem. Abdicar da sua utilização como variável de posicionamento e de alerta para a Gama não me parece ser boa política.

Por outro lado temos a Segmentação como característica fundamental de um Portfolio moderno.
O Cliente quer velocidade a que preço? Não a quer, basta-lhe a garantia da entrega (dentro de limites estabelecidos, está claro)?

Um Mailer abdicará da velocidade em troca do Padrão (manter sempre a mesma performance). Um Banco pode querer velocidade (sempre a melhor possível) sem querer saber de padrão. A DGCI o que pretende (suponho) é uma garantia de entrega independentemente da velocidade, etc, etc...

Temos "pano para mangas" em termos de uma discussão verdadeiramente interessante em que se anseia pela opinião de outros Colegas...

Façam os V. comentários que eu prometo que lhes darei realçe de imediato no "corpo central" do Blogue!!

sábado, junho 25, 2005

Trajecto

MEDIADORA VAZIA

MEDIADORA VAZIA

(...)
Sempre a areia do deserto
e calcinadas as frases
sem lucidez nem repouso,
imagens despedaçadas

Qual o último país?
Qual o silencio do mar?
Do seu nulo amor errante
resta o seu halo inquieto
(...)
António Ramos Rosa



Sempre a mesma discussão... sempre a mesma dúvida
Qual deverá ser o nível do D+1 no Correio Normal?

Responderei pela negativa
Não deve ser o mais fácil em termos operacionais
Não deve ser o que se consegue fazer
Não deve ser fruto do acaso
Tentarei responder pela positiva
Deverá ser o que o mercado quer / exige
Deverá ser algum valor que tem em consideração a gama de produtos que o “Grupo CTT” tem disponível
Como chegar ao valor?
Ao Marketing cabe liderar esta discussão
As Operações deverão executar o pedido identificando os custos

Hipótese 1
Baixo nível de D+1 (próximo do zero)
Vantagens - cria espaço para outros produtos
- facilita a vida do Tratamento
Desvantagens
- eventual má imagem comercial dos CTT
- dificulta a vida da distribuição
- dificulta a detecção do correio internacional

Hipótese 2
Elevado nível de D+1 (próximo dos 70 – 80%)
Vantagens - melhora QS do correio internacional
Desvantagens - cria dificuldade de espaço para produtos mais rápidos
- dificulta a vida do Tratamento
- dificulta a vida da Distribuição
- facilita o re- encaminhamento dos erros

Não há uma resposta única e correcta
Daí haverem diversas opiniões nos CTT

Defendo um modelo diferente

Separação por:
- Correio Normal Local
- Correio Normal Regional
- Correio Normal inter-regional
com velocidades diferentes – respondendo assim a diferentes expectativas dos clientes que percebem a diferença em função das distâncias
De qualquer forma nenhum das diferentes qualidades deve “criar obstáculos” ao correio azul.
ac

sexta-feira, junho 24, 2005

AS PALAVRAS

AS PALAVRAS

“São como um cristal
as palavras.
Algumas, um punhal,
Um incêndio.
Outras,
Orvalho apenas
“...”
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?”
Eugénio de Andrade

Estará tudo inventado?
Há quem pense que cada vez é mais difícil “inventar” algo de novo
Há quem pense que não
Temos um mundo de oportunidades onde a criatividade é cada vez mais cativante

Imaginemos cenas dum futuro próximo:
1 - “Alguém desce a Avenida da Liberdade e recebe uma mensagem no seu telemóvel:
- “A loja XXX, nesta avenida, está a fazer uma campanha
- Não se esqueça de nos visitar”
Como é possível?
Cruzando dados
localização (ajuda GPS e antenas Telemóvel)
dados cliente – gostos, compras, poder de compra
dados de lojas em campanha – serviço pago
autorização para receber este tipo de informação

2 – Há um acidente de automóvel onde o “air bag” é accionado
ao fim de pouco tempo é accionado um sistema de emergência
Como é possível?
Cruzando dados
envio da informação do accionamento do “air bag” para uma central de emergência
ausência de resposta a um telefonema efectuado para a viatura
localização da mesma (ajuda GPS e antenas Telemóvel)

é um imenso “big brother” ao qual não podemos fugir
mas...
para além de coisas horrorosas há situações onde todos podemos beneficiar

PALAVRAS?

Será que os Correios têm espaço neste mundo virtual?
SIM
mas não com visões e serviços convencionais

quinta-feira, junho 23, 2005

TODO O MUNDO É FEITO DE MUDANÇA

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é feito de mudança
Tomando sempre novas qualidades.”

Luís de Camões


Numa altura em que as Grandes Empresas se preparam para comunicar com os seus clientes preferencialmente via Internet;
Que fazer?
Numa altura em que se prevê que a curto/médio prazo o volume de compras via Internet aumentará;
Que fazer?
Havendo “nichos de mercado” de destinatários que “exigem” modelos diferentes;
Que fazer?
TODO O MUNDO É FEITO DE MUDANÇA

Nesta Hora

Nesta hora

Nesta hora limpa da verdade é preciso dizer
a verdade toda
Mesmo aquela que é impopular neste dia
em que se invoca o povo
Pois é preciso que o povo regresse do seu longo exílio
E lhe seja proposta uma verdade inteira
e não meia verdade

Meia verdade é como habitar meio quarto
Ganhar meio salário
Como só ter direito
A metade da vida

O demagogo diz a verdade a metade
E o resto joga com habilidade
Porque pensa que o povo só pensa metade
Porque pensa que o povo não percebe nem sabe

A verdade não é uma especialidade
Para especializados clérigos letrados

Não basta gritar povo é preciso expor
Partir do olhar da mão e da razão
Partir da limpidez do elementar

Como quem parte do sol do mar do ar
Como quem parte da terra onde os homens estão
Para construir o canto do terrestre
- Sob o ausente olhar silente de atenção -

Para construir a festa do terrestre
Na nudez da alegria que nos veste

Sophia de Mello Breyner

Saudades imensas da Sophia onde
“O poema é
A liberdade”

E que a verdade e a liberdade nos envolvem e partilhem connosco um futuro melhor

António Acciaioli Campos

TROVA DO VENTO QUE PASSA

TROVA DO VENTO QUE PASSA
Pergunto ao vento que passa
Notícias do meu país
E o vento cala a desgraça
E o vento nada me diz
“...”
Pergunto à gente que passa
Por onde vai de olhos no chão.
Silêncio – é tudo o que tem
Quem vive na solidão
Manuel Alegre

Saúdo este espaço de liberdade
que seja um espaço cúmplice, solidário, empenhado e principalmente virado para o futuro.
... que o "vento" não cale a desgraça
... que o "vento" tenha muito que dizer
... que "a gente que passa" levante os olhos do chão
porque o silêncio é cumplice das ditaduras
Usemos este espaço para acabar com a nossa solidão

António Acciaioli Campos

A "Cultura" dos CTT

É difícil de dizer o que significa “Cultura Corporativa”. Nas palavras imortais de Ellen Wallach : “Corporate Culture is like pornography, hard to define but you know it when you see it”

Admita-se, para começo de análise e para lançar a discussão, que “Cultura Corporativa” é “a maneira como fazemos as coisas aqui nos CTT”. De facto existem talvez três formas principais desta “Cultura Corporativa” se manifestar:

a) A maneira como tratamos os Clientes
b) A maneira como nos tratamos uns aos outros, como trabalhadores
c) A maneira como os Administradores e os Directores motivam, incentivam e premeiam as pessoas que com eles trabalham.

Todavia a simples observação das formas como a “Cultura Corporativa” hoje se manifesta não chega para compreender os motivos que a modelaram e lhe deram este aspecto. Os drivers mais profundos que influenciaram a “Cultura Corporativa” costumam ser a História da Organização, os Valores mais ou menos compartilhados por todos e as Presunções comuns sobre o (s) negócio (s) em que actuamos.

Muitas vezes se confunde a “Cultura Corporativa” com a “Missão” da Empresa, ou com a sua “Visão”. Outras vezes há a tendência de veícular para fora uma “Cultura Corporativa” que se deseja transmitir, à laia de vantagem competitiva, ou que é politicamente correcta, através das ferramentas de Relações Públicas Institucionais, sem que seja essa verdadeiramente a Cultura prevalecente no seio da Companhia.

Existem Empresas onde a “Cultura Corporativa” não representa mais , em certas ocasiões, do que a generalização do estilo de liderança e a filosofia de gestão do CEO.

No nosso caso dos CTT Correios de Portugal tivemos , nos tempos mais recentes, uma Cultura Corporativa virada ao Serviço Público (antes de 1980) , uma Cultura Norberto Pilar (orientada pela 1ª vez ao Cliente e ao conceito de MKT) e , com a gestão CHC, suponho não ter ainda o distanciamento suficiente para fazer uma tentativa de classificação. “Parte em pedaços e vende ao desbarato” é o que me apetece dizer, neste momento.

De mãos dadas com esta “Cultura Corporativa” existe a cultura média dos trabalhadores, não só medida pelo grau de instrução\formação académico, como também pelo desenvolvimento intelectual noutras áreas menos “oficiais” como a Arte, a Música, a Cultura Geral, o domínio de outras línguas, enfim tudo aquilo que influencia o contacto com Clientes, Fornecedores e com os outros Colegas.

Ora exactamente nesta última vertente – onde os CTT tinham níveis de excelência (basta dizer que todos os carteiros tinham obrigatoriamente de saber ler e escrever desde o começo da actividade postal) - existe hoje o receio de que as “novas contratações” tenham falhado um pouco...

Escreve-se cada vez pior na Casa, e – nas reuniões - deparamos com verbalizações de tal modo contrárias ao espírito da língua que nos arrepiamos...

Serei eu só que – tipo velho do Restelo ou ansiando pelo Encoberto - penso assim? Bem sei que os tempos mudaram e que para ser bom gestor ou bom operativo se calhar não é preciso saber que a Quinta de Maller é uma sinfonia e não a versão alemã da Quinta das Celebridades?

Espero pelos V. comentários.

Quem é o Bloguer?

Informam-me - com óbvia razão - que faz parte da etiqueta associada a esta área de intervenção introduzir um perfil do animador do Blog, o qual deve também incluir os seus outros Blogs favoritos.

1) Começo pelos Blogs que leio\consulto mais ou menos frequentemente.
Como se observa há para todos os gostos e tendências:


http://margensdeerro.blogspot.com, http://Abrupto.blogspot.com, Aviz, O País Relativo, A Praia, Barnabé, Bloguítica, Causa Nossa, O Acidental, Fora do Mundo, Blasfémias, Indústrias Culturais, Cartas de Londres, Intermitente, Portugal dos Pequeninos e Homem a Dias.

2) Quanto ao Perfil, aqui vai verso (esconde a cara Luis Zarolho ) :

Anafada estrutura e bonomia
dos verdes anos afastado
com o cavalo no coração
e a investigação a seu lado.

Com os maiores aprendeu
como se fazia um selo
hoje tenta ensinar
tudo que não se esqueceu

Tem como um dos seus motes,
sereno no trato e não mesquinho,
"A Vida é demasiado curta
para se beber mau Vinho"

Manuel Luar foi nome
que em tempos felizes usou
na esperança de que voltem
aqui o recuperou

Novo Conselho de Administração CTT

Desejos de Felicidades para o Conselho nesta conjuntura preocupante "Urbi et Orbi".

Há medidas que têm de se tomar para que se recupere rapidamente motivação e vontade de fazer.

Muitas delas de carácter técnico e de gestão: saúda-se a decisão de mandar parar as Consultorias e de avançar rapidamente com Auditorias às Compras.

Mas não só!

De entre essas medidas mais urgentes pode constar (deve constar) um sinal inequívoco para dentro da tecno-estrutura de forma a que não seja possível pensar-se que alguém está interessado em "branquear" a actuação do anterior poder.

Não é aceitável pensar-se que - neste enquadramento específico - o tempo pode apagar o que foi feito!

Falamos da estranhíssima Política de Recursos Humanos e da forma como a respectiva implementação foi executada.