
terça-feira, abril 10, 2007
Universidades Privadas, Currícula Públicos e Etc...

domingo, abril 08, 2007
Páscoa Fria

Decididamente 5º quando saí de casa, pelas 8.00h da manhã, e agora, depois do almoço de Páscoa, não estão mais do que 8º outra vez.
Na Serra neva forte e cá para baixo cai uma chuva que enregela os ossos.
Depois do cabrito assado no forno com batatinhas novas e saladas de agrião e alface (a bem dizer pedia mais uns grelos salteados, por causa do frio...) houve necessidade de acender as lareiras, apagadas há mais de 2 meses...
Com um malte Laphroaig de 15 anos (muito bom) namoro um dos romances XXL que mais gosto de revisitar quando cá venho acima ( e que por isso mantenho à cabeceira) - o excelente "Quinteto de Oxford" de J.I.M. Stewart (aliás Michael Innes) constituído por 5 volumes: - The Gaudy;Young Patullo;A Memorial Service;The Madonna of the Astrolabe;Full Term.
História de uma Oxford fantasiada, aquela Universidade que todos gostaríamos de ter frequentado, com a sua mitologia de prof's e de alunos, de interesses fúteis e de amizades e inimizades que constroem o tecido universitário e compôem a "política de faculdades" , talvez ainda mais mortífera do que a "política interna das sociedades-empresas" embora jogada a "tempo" e nos seus próprios "tempos" seculares.
O jogo do poder político interno na Oxford que é retratada lembra-me algumas conversas com o grande Prof. Akkof - co-inventor da Teoria das Filas de Espera e dos Modelos de Investigação Operacional para a liderança das sociedades - quando veio a Portugal a nosso convite participar numa conferência no ISCTE.
Durante uma entrevista na Cidade do México viu-se e desejou-se para demonstrar um ponto de uma das suas teses face a um "pseudo-especialista" local armado de muita demagogia, senso comum e de presença mediática...
Como era Akoff um Prof. com pouca capacidade de comunicação, e que era compreendido apenas pelos seus pares matemáticos, não conseguiu fazer prevalecer a sua ideia naquela entrevista (que está demonstrada e vem em milhões de manuais de Operations Research utilizados em todo o Mundo...)
De igual modo conversava um destes dias com o conceituado Historiador ACP , talvez o maior da nossa História Moderna, ouvindo-o confessar os calafrios que sentia quando tinha de se sentar ao lado de pseudo-historiadores, jornalistas de profissão - não direi os nomes por pudor, mas são facilmente identificáveis, quer o homem quer a mulher que escreveu o Livro - que afirmavam "ser certo ter Salazar tido relações com várias mulheres" ou ainda "que Salazar nunca tinha caído de nenhuma cadeira"...
O mais grave é que faziam estas afirmações publicamente e com um ar de certeza que "arrumava" os esforços contraditórios de ACP, ainda por cima formado na boa linha da dúvida científica cartesiana, e bem educado por natureza, o que tornavam extremamente "côxas" as suas tentativas de oposição...
Neste País - e por estranho que pareça - podem afirmar-se as mais estranhas leviandades e esquisitices , desde que em voz alta, com convicção e por pessoal treinado a lidar com os Media (TV, etc..).
O pobre cientista que dirá "Não posso confirmar no estado actual do conhecimento científico" será sempre cilindrado pelo energúmeno que disser bem alto "Então não pode negar que o que eu digo pode ser, e será decerto, verdade!!"
Lembrem-se da Espada de D. Afonso Henriques.
Um conhecido antiquário deste país fez constar que a teria à venda.
Quando interpelado pelos historiadores e medievalistas defendeu-se "à campeão":
1º " Eu disse e escrevi no catálogo que era atribuída a D. Afonso Henriques, isto é, da mesma época..."
2º Quando confrontado que a verdadeira Espada estaria no túmulo da Igreja de Santa Cruz de Coimbra:
"E acham que um rei teria só uma espada!??!. Isso é o mesmo que dizer que teria só um cavalo!"
e calou os doutos opositores...
E assim ganham os jogos os bufões... E é pena...
Já ouviram falar do "Triunfo dos Porcos"?
Já estivemos mais longe...
sexta-feira, abril 06, 2007
O Frio da Primavera na Serra "puxa forno"...

Depois do susto que muitos Benfiquistas ontem à noite sentiram em Barcelona - como se pode jogar tão mal e depois resolver em 2 minutos o que parecia irremediavelmente perdido??!! - o corpo pedia algum retempero.
Dia Santo de guarda esta Sexta -Feira estava propícia a comer peixe.
Assim se fez, colocando no forno para o almoço um Cherne de quase 3Kg. Não cabendo no tabuleiro foi necessário separá-lo ao meio, colocando noutro tabuleiro as batatas pequenas que o acompanharam. Ao fim de quase 2,5 horas de forno, primeiro em alta temperatura uma meia hora e depois em temperatura média, estava Perfeito!
Neste momento preparo um empadão de bacalhau e gambas para o jantar. Receita de solteiros - por que se pode preparar (desfiar o bacalhau) de véspera e aguenta bem dois ou três dias de frigorífico depois de feito - mas que resulta bastante bem e é rápida se utilizarmos as embalagens de puré de batata ultra congelado à venda. As melhores são as do Pingo Doce.
Empadão de Bacalhau e Gambas (5\6 pessoas)
Começamos por cozer 4 postas de bacalhau grandes (ou 5 médias) e retiramo-lhes as peles e espinhas, deixando apenas as lascas.
Em seguida prepara-se o Puré de Batata como vem recomendado nas embalagens (3 embalagens) juntando leite, noz moscada, sal e manteiga . Mexe-se sempre ao lume médio até ficar quente. Reserva-se.
Numa caçarola refoga-se em bom Azeite o bacalhau com alho, cebola, tomate, pimentos, vinho branco e uns grãos de malagueta. Quase no fim juntam-se as gambas descascadas - que podem ser de embalagem (2x250 gramas), selvagens, tamanho grande.
Deita-se parte do Puré num tabuleiro de ir ao forno, por cima o recheio de bacalhau e gambas e cobre-se com o resto do Puré.
Pinta-se a superfície com gema de ovo, desenha-se com um garfo uma rede com traços verticais e horizontais e vai ao forno uma meia hora para alourar.
quinta-feira, abril 05, 2007
A Época de Salazar
"Depois de tantos comentários a respeito de um concurso televisivo, que vale o que vale,conformme o comentário de um leitor e que elegeu como o melhor português Salazar?!!!!,o Botas.
Para além do resultado ser uma reacção de "fundamentalistas" quero dizer indefectivos de um lado e do outro, basta ver as percentagens dos resultados, Salazar e Cunhal. Não será também um processo reactivo ao estado da Nação? Tal como um leitor também comenta, onde há muita semelhança que se mantém relativamente ao passado, quer no que respeita às clientelas,às oportunidades-uns são mais iguais que outros,ao nepotismo, ás frustradas expectativas,a uma certa ditadura dos partidos-partidocracia, em substituição de Direitos de cidadania, que no estado actual se vive?
Não são só "Á Tramossos e Minuins" são as duas versões da casa Portuguesa.
Uma casa Portuguesa é com certeza, pão e vinho sobre a mesa.Quando à porta humildemente bate algúem, senta-se à mesa com a Gente.Fica bem esta franquesa fica bem,que o povo nunca desmente.A alegria da pobreza está nessa grande riqueza de dar e ficar contente.Quatro paredes caiadas um cheirinho a alecrim. Um cacho de uvas doiradas, duas rosas num jardim. Um S.José de azulejos mais um sol da Primavera. Uma promessa de beijos.Dois braços à minha espera.É uma casa Portuguesa com certeza é com certeza uma casa Portuguesa....
Esta canção que diz muito das expectativas, conformismo, aceitação do poder.... e a outra versão...
Uma casa Portuguesa fica bem mesmo à beirinha do rio.Quando à porta desabridamente bate alguém deve ser o Senhorio.O bondoso senhorio pra alegrar,tem sempre suas manobras,vem buscar a pastelória todos meses e promete fazer obras.Mas agora "arresolvi" não mais pagar sem pÔr a escrita no rol, e da linda casa minha faça-me uma praiazinha pra tomar banhos de Sol.Quatro paredes descaiadas um cheiro nauseabundo.As portas esfrangalhadas. Eu vivo no fim do Mundo.As portas sem fechadura, já não me ralo com isso. Cães e gatos com fartura, vão lá fazer o serviço.É uma casa portuguesa no "desembrio" e culpa é do bondoso Senhorio...
Versão vernácula corrente à época, da Casa Portuguesa Portuguesa.É isto que me merece como comentário o concurso do melhor português de sempre. Casa em que mulher manda até o Galo canta fino. Portugal não é um País pequeno. Orgulhosamente sós. Isto não vai lá senão com quatro ou cinco Salazares?
Porquê este estado da Nação? São as habilitações do 1ºministro?é a descida de impostos?é a carga fiscal? são as ameaças de perda de fundos estruturais? é a Ota? são as indemnizações dos Gestores Públicos? é o Prace? é a insegurança no emprego? são os professores e os funcionários públicos que são "responsáveis" e que tem baixa produtividade e precisam de mão-de-ferro? são os estudos dos ministérios e os assessores dos gabinetes dos ministros e os seus chorudos honorários? são as incompatibilidades? são os gastos e controlo dos Gabinetes e as promiscuidades? é o síndrome da pescada" antes de ser já o o era"? é o faz de conta?é Estado a mais?
e depois disto ganha o Botas o concurso.Vou alí e venho já. "
segunda-feira, abril 02, 2007
Á Tramossos e Minuims
Não sei porquê mas esta frase - na sua ingenuidade que nos faz hoje rir - também sempre me lembrou do salazarismo, com a sua pobreza intelectual, falta de cultura cívica - éramos dos poucos europeus que cuspiam para o chão por entenderem que "era mais higiénico do que engolir"- e atraso com que se encarava a escolaridade obrigatória e outras modernices.
As mulheres são para estarem em casa! Em casa onde há galo não canta galinha! Estudar para quê? Pôe-no é a aprender uma profissão!! Etc...Etc...
Esta politicazinha da casinha limpinha e do trabalhinho que dava para pôr o comerzinho na mesinha foi muitas vezes entendida como Virtude: Trabalho sério, nada de poucas vergonhas, pão e vinho sobre a mesa!
Eu- que na altura era miúdo - sempre a entendi como opressora. Desde o tempo em que o Reitor do Liceu de S. João do Estoril mandava as contínuas baixar as bainhas das saias às minhas colegas!
Por isso já gritávamos (baixinho, que o tempo não era para grandes valentias de putos com 15 anos): E que viva o deboche (civilizado) !! Abaixo a contenção cinzenta e opressora!! Deixem passar a Liberdade com o peito à mostra (tipo Marianne - Jane Birkin de quem todos estávamos mais ou menos enamorados).
Comentário ao Regresso do Botas
Um dos nossos Leitores Comenta:
O Botas regressou?!! Mas será que o 4º segredo de Fátima vai acontecer e ele vai ressuscitar?!!
Saio já deste país e emigro, para na clandestinidade lhe fazer oposição...deixemo-nos de tretas.
A Ditadura não existiu....desde que se obedecesse a quem mandava, nem se pusesse em causa.
Se soubesses o que custa mandar gostarias de obedecer toda a vida, estava escrito no Liceu aonde andei. Queres um povo dócil e bem comportado não lhes dês educação. Só para as élites,educação? Ah canudos? e hoje?
Esta eleição num canal público de televisão vale o que vale, quer pelo método, quer pelo aproveitamento que lhe poderá ser dado.Não será um sinal dos tempos e do descontentamento da situação em que democràticamente se vive?
A democracia será o menor dos males, nos sistemas políticos, já lá dizia Churchil, mas atendento à tácticas eleitorais, à submissão dos objectivos políticos aos calendários eleitorais, à capacidade reformista aos ciclos eleitorais, às promessas para se chegar ao poder, depois há que desancar no anterior e mandar às promessas às malvas.
Aos cenários a que se assiste, digo cenas.Seriedade e clareza nickles...responsabilidade e igualdade de oprtunidades, uns são mais iguais que outros.Clientelismos e clientelas, semelhança de processos com a antiga legião na partidócracia e partilhas de lugares. Depois fica-se muito admirado que o Botas ganhe um concurso para o "maior português de sempre".
Diz-se que ao passar na Tumba do Botas, que à noite é um barulho ensurdecedor de tanto rir. Não poderão fazer de conta que ele não existiu. Não pode ser retirado da história . Não é com proibições, que levarão a que o seu julgamento histórico seja efectuado. Portugal, precisa que o povo português acredite que os sacrifícios que lhe são exigidos são partilhados por todos, necessários e não meros ciclos impostos ao sabor de projectos de Poder e calendários eleitorais.
Credibilização e acreditar no Futuro é preciso.
Não estarão a transformar o Botas em mais um D.Sebastião, porque há descredibilização das Instituições e do Poder?
sexta-feira, março 30, 2007
O País Político

PS - 46.5%
PSD - 26%
António Lopes Vieira mete Água na Revista dos Vinhos

quarta-feira, março 28, 2007
Morreu um Amigo

Faleceu a 23 de Março fulminado por uma terrível bactéria que iludiu todos os esforços das equipas médicas que o trataram.
Reproduzo, com a devida vénia, a nota obituária da Direcção da Associação de Quadros Consultores em África:
PAULO SALDANHA PALHARES
Vice-Presidente da Associação de Quadros Consultores em África, que idealizou, a ele se deve o entusiasmo, dinamismo, perseverança e conselho sempre pronto e inteligente com que impulsionou e se empenhou no desenvolvimento deste projecto.
O Paulo nasceu em Luanda há 59 anos e foi um cidadão do Mundo. Licenciou-se em Engenharia Mecânica no Instituto Superior Técnico e tinha um MBA em Gestão Internacional da European University de Lisboa.
Ingressou nos CTT em 1974 onde foi gestor de projectos e exerceu importantes cargos de chefia e direcção em áreas como Engenharia Postal e Sistemas, Encaminhamentos, Tratamento e Mecanização Postal, Manutenção, Operações e Sistemas de Informação de Recursos Humanos.
Foi Perito Regional para os Países Africanos de Expressão Portuguesa, na União Postal Universal, Director Adjunto da Administração da TDC e Consultor Postal em e-learning e projectos de modernização e desenvolvimento dos serviços postais, nos países Lusófonos.
O Paulo era também um desportista de grande ânimo e possuidor de elevados e exigentes padrões morais, humanos e profissionais.
To a Distant Friend
William Wordsworth (1770–1850)
WHY art thou silent? Is thy love a plant
Of such weak fibre that the treacherous air
Of absence withers what was once so fair?
Is there no debt to pay, no boon to grant?
Yet have my thoughts for thee been vigilant,
Bound to thy service with unceasing care—
The mind’s least generous wish a mendicant
For nought but what thy happiness could spare.
Speak!—though this soft warm heart, once free to hold
A thousand tender pleasures, thine and mine,
Be left more desolate, more dreary cold
’Mid its own bush of leafless eglantine—
Speak, that my torturing doubts their end may know!
terça-feira, março 27, 2007
ARRIBA Salazar!

segunda-feira, março 26, 2007
As Galinholas no Prato


sexta-feira, março 23, 2007
O Fim da Pesca Artesanal

Tem Portugal a sorte de possuir um larguíssimo ponto de encontro com o Mar, ao longo dos quase 900 Km de costa que se estendem de Vila Nova de Cerveira a Vila Real de Santo António.
Nessas localidades sempre existiu azáfama de mareantes, pescadores que em todo o tipo de embarcações se dedicavam às artes da pesca, desde a singela pesca à linha ou à toneira até à antiga e honrada "arte xávega" própria das traineiras de arrasto e onde os Bois contribuem para o êxito da faina marítima, puxando as redes para a praia.
A sobreexploração das reservas marítimas teve por consequência a cada vez menor importância desta faina artesanal de pesca "à vista da costa" , tão importante para apoiar as economias caseiras da gente boa - de Olhão à Gafanha da Nazaré e por aí acima, até Viana.
Para o gastrónomo empedernido esta ausência de barcos no mar tem consequências. Logo em primeiro lugar a raridade do peixe da nossa costa (por ser cada vez menos e por não haver quem o apanhe) e em seguida o preço inaudito a que o pouco que há chega aos nossos pratos.
Neste início da Primavera, onde várias espécies de peixes das nossas águas se apresentam no seu melhor (o Sargo, o Linguado Rosa, o Goraz e o Pargo legítimo) faz pena termos de nos contentar com o Robalo ou com a Dourada de aviário que não nos matam as saudades dos seus parentes selvagens nem com eles permitem qualquer tipo de comparação.
Um amigo meu francês - que tive ocasião de receber por estes dias em Portugal - elogiava tremendamente a Perca e o Rodovalho da sua terra . Perante um Pregado português estalado no forno (no Beira Mar) ficou extasiado...
Há algum tempo também convidei para almoçar o Director Técnico da J.Ecshedé (Impressores de segurança holandeses). Começou por me dizer que não gostava de Peixe. Mesmo assim arrisquei e ofereci-lhe dois singelos salmonetes "em capote" isto é simplesmente grelhados sem escamar. Ao ensinar-lhe como o fígado se devia barrar nas tostas quentes feitas no momento começei a ver que lhe despontava um rasgo de interesse... Quando pela primeira vez meteu o dente naquela carne do outro mundo soube que o tinha conquistado por completo.
E poderia estar aqui a repetir estas histórias sem fim...
Há também contos engraçados, como o daquele "Grande Senhor", Capitão da Indústria Portuguesa que chegou comigo ao Porto de Santa Maria e - perante uma Dourada de Mar magnífica - rematou a refeição dizendo que
-"O gosto até não era mau , mas tinha achado o peixe um pouco rijo!!"
Claro que estava habituado a comer dourada de aviário, mole como as papas...
Devia ser da "raça" do Presidente do Benfica (do passado recente) que bebeu quase até ao fim uma garrafa de Barca Velha completamente passada, dizendo para todos os que o acompanhavam que aquele vinho (que ele conhecia muito bem) era mesmo assim, com aquele gosto... Como é que eu sei isto? Porque estava no mesmo local e provei a garrafa depois de sairem os "impetrantes".
Espanhóis e Japoneses terão tomado conta do Mar português? Para apanhar qualquer coisa é preciso ir cada vez mais longe, negociando as quotas com os Paises da Africa do Norte? E chega tudo aqui já refrigerado?
Ou será que ainda pescamos mas tudo o que se apanha é para exportação? Disseram-me que as douradas , os linguados e robalos maiores chegam ainda vivos a Itália e aos USA se expedidos de Portugal durante a noite... E pagos ao preço do ouro.
Não interessa muito se o resultado final - a escassez do produto nas mesas dos portugueses - for igual.
De todas as formas deixo aqui uma certa nostalgia por um tempo de fartura no mar e na mesa, um tempo onde os pobres comiam peixe. Ainda se lembram?
"Mar
Nunca conseguiu viver longe do mar.
A sua adolescência ficara cheia de dunas e de camarinhas, de falésias e águias, de tempestades, de nomes de barcos e de peixes; de aves e de luz coalhada à roda duma ilha.
Conhecera a ansiedade daqueles que, ao entardecer, olham meio cegos a vastidão incendiada do oceano - e ninguém sabe se esperam alguma coisa, alguma revelação, ou se estão ali sentados, apenas, para morrer.
Aprendera, também, que o mar, aquele mar - tarde ou cedo - só existiria dentro de si: como uma dor afiada, como um vestígio qualquer a que nos agarramos para suportar a melancólica travessia do mundo."
O Anjo Mudo
Al Berto
quinta-feira, março 22, 2007
Peixeirada no "Bairro da Lapa"


quarta-feira, março 21, 2007
Comer em Paris 2

Tel: 01 40 07 36 36
Duas pessoas, com Champagne, foies gras e ostras devem esperar pagar cerca de 200€.
O outro Restaurante - Le Souflé - a dois passos da Cour des Comptes e do L'Ardoise já aqui referido revelou-se uma agradável surpresa!
Como o nome indica a Casa especializou-se em Souflés, que serve salgados e doces, em enorme variedade (mais de 40 hipóteses de escolha!)
O Menu propôe a 30 € três Souflés: Um de Entrada, um Salgado como prato principal e , por fim , um Souflé de Sobremesa. Vinhos à parte!
De entre os primeiros provei o de Caranguejo, seguido pelo de Salmão e acabei com o Grand Marnier.
Qualquer deles era delicioso.
Ambiente talvez um pouco kitsch, mas muito simpático, com serviço amável e atencioso.
terça-feira, março 20, 2007
Comer em Paris 1


Selos de Portugal em Paris

Cerimónia na Sexta Feira 16, de muita formalidade, com a presença de todos os Presidentes da Cour des Comptes e do Sr. 1º Presidente Philippe Séguin, antigo Presidente do Parlamento (e amigo pessoal de Chirac). Também o Presidente da La Poste Sr. Jean-Paul Bailly esteve presente e discursou.
A série de selos portuguesa comemorativa deste evento estava exposta no Palais de Cambon, em lugar de honra, e o Sr. Séguin no discurso que proferiu referiu-se - com muito apreço - ao contributo dos CTT e de Portugal para esta acção.
Informalmente e como é Adepto ferrenho do PSG (depois de me saber benfiquista) não deixou de se queixar da "má-sorte" do jogo da Luz...
Nesse dia jantámos com o Catedrático da Sorbonne de Finanças Públicas ( e Consultor de vários Governos) Michel Bouvier. Uma oportunidade única de ouvir (maravilhado) um Grande Senhor e de jantar num restaurante tipicamente parisiense - "L'Ardoise".
No Sábado houve a Venda de 1º Dia, também no Palais de Cambon, onde milhares de filatelistas se reuniram para comprar os selos franceses e portugueses.
O Sr. Séguin teve a amabilidade de aí estar outra vez presente - com o Artista Gravador dos selos franceses - para , pessoalmente, receber os filatelistas um a a um e rubricar-lhes a folha de selos.
Fotografias deste evento serão transmitidas pelo T. Contas para nós logo que cheguem de Paris e algumas publicarei aqui no Blog.
A ausência de representantes do Corpo Diplomático português (embora estivessem presentes diplomatas de vários países europeus e de praticamente todos os francófonos extra-europa) não deixou de ser notada ...
Como estavam no local diversas organizações de emigrantes - que muito se emocionaram com a presença dos CTT e de Portugal - pode ter sido essa a razão da ausência...
quinta-feira, março 15, 2007
Paris
Comentário "Qualidade CTT"
O nosso "Zé" comenta:
O Leitor levanta sòmente uma ponta vísivel do véu.
É óbvio que o cliente não quer saber dos problemas que afectam o fornecedor , se a Qualidade que ele contratualizou e espera não se realiza vai procurar alternativas, caso as tenha e torna-se "infiel".
A Fidelização dos Clientes faz-se pela Qualidade percebida pelo Cliente e pelo Preço e pelas alternativas que o Mercado lhe oferece, o que não é o caso dos CTT, Monopólio. Há problemas de flexibilidade laboral, só que a forma de as encarar terá sido a mais adequada? Os principais problemas são de Líderança, uma cultura de Monopólio, de Irresponsabilização, Quem vier atrás que feche a Porta, há muito jogo de empata, muita cortinada de fumo, erros comunicação, de percepção do Negócio e sua problemática...
Mais proximidade,mais realidade, realismo e pragmatismo.... menos cultura de Indicadores....Há muito quem perceba e trabalhe para indicadores...assim estará sempre na crista da onda.
O problema da Qualidade é muito mais abrangente...uma cultura de Qualidade liberta, envolve ,chega ao Inívíduo, não constrange, é um processo larvar que se expande a todo o processo, tendo como Objectivo último O Cliente, mas que exige Líderança, proximidade, cultura de Confiança e por arrasto a Marca colhe os frutos desta cultura e prática....logo Clientes Satisfeitos.
Será isto o que hoje existe nos CTT? Há regras claras, éticamente percebidas e aplicadas? A meritocracia e avaliações são as ferramentas para a Diferença?
Paroles...não haverá muita mitificação e comunicação top down? Manda quem pode e obedece quem deve, foi chão que deu uvas numa Sociedade do Conhecimento e de Valorização dos Intangíveis, ou estaremos na época do Karaoke?....Tenham presente que sem Clientes é que não há Negócio...quer se goste ou não são eles que determinam aquilo que as Empresas tem e terão que fazer...é uma Verdade de Monsieur de Lapalisse e o tempo urge...aprender com os erros e auscultar todos os Clientes( internos e externos) é uma grande Escola...
Humildade,Rigor e Determinação não são incompatíveis...
O OBJECTIVO DE UM lÍDER É TORNAR-SE DISPENSÁVEL,NUM SENTIMENTO E PERCEPÇÃO PELOS OUTROS, DE INDISPENSABILIDADE....
quarta-feira, março 14, 2007
Qualidade CTT - Palavra aos Leitores
"Há efectivamente muito a fazer a clarificar e a rectificar na actuação dos últimos tempos dos CTT. A Qualidade de serviço vem-se degradando de uns tempos a esta parte.
Recebi ainda esta semana correio com 5 dias de atraso. Tenho visto muita publicidade, mas a sensação com que fico é que os serviços tem perdido qualidade, há insatisfação, insegurança e medo nos Trabalhadores.
Criar uma marca de confiança, leva muito tempo e trabalho, destruí-la é muito depressa. "
De facto o Tesouro para qualquer Marca que consiste na Confiança dos Clientes e do Público em geral é como todas as coisas da vida: se não for acarinhado e suportado ao longo do tempo por actos de consolidação que todos reconheçam, mais ou cedo ou mais tarde acaba por se desvanecer.
Mesmo que os problemas conhecidos de qualidade na Distribuição se reduzam a 6 ou 7 Centros de Distribuição que estão referenciados em todo o País (e não à esmagadora maioria dos 400 CDP's que existem) o certo é que tardam as medidas que permitam sanear essas "feridas" abertas na confiança dos nosos Clientes.
O Acordo de Empresa que temos também não é o mais flexível que conheço para resolver estas questões... Para mim trabalhador que deliberadamente não cumpra as suas funções, mesmo que por motivos de agenda pessoal política (ou outra) não está cá a fazer nada. Mas por outro lado, se foi a carga de trabalho nos giros que aumentou sem que tal fosse atempadamente acautelado com meios humanos , então é a Chefia (local ou Central) que deveria estar em causa. Sobretudo se depois de meses de constatação do problema tudo se encontra na mesma.
O problema é que ao Cliente não interessa saber se foi "O Jaquim ou o Manel" ...
Está mal? Organizem-se se faz favor...
terça-feira, março 13, 2007
Antecipando um Jantar de Galinholas


Estevão Pape,
Este facto constitui uma inegável valor acrescentado para o desenvolvimento do turismo cinegético no arquipélago, tanto mais que a espécie é relativamente abundante em algumas ilhas, particularmente naquelas que apresentam taxas de arborização mais elevadas ou zonas em que predominam matos arbustivos de urze e queiró.
Não se deve confundir a "nossa" Galinhola com a ave a que os Brasileiros também chamam galinhola , mas que é de facto uma Galinha de África, Fraca ou Galinha de Angola (Gallinula chloropus) e que é uma das espécies mais abundantes e frequentes no Rio Grande do Sul, sendo também comestível.
segunda-feira, março 12, 2007
Para o Prazer dos Sentidos

Ondas que descansam no seu gesto nupcial abrem-se caem amorosamente sobre os próprios lábios e a areia ancas verdes violetas na violência viva rumor do ilimite na gravidez da água
António Ramos Rosa
Comentário ao Futuro dos CTT em Concorrência
E não só, se o baile continuar.
O monopólio já não cobrirá, o faz de conta, a manipulação, a boa comunicação externa e interna é o que se sabe, os desperdícios, os branqueamentos, os clientelismos, a falta de motivação, a angústia, os medos, a Gestão da Pala, só à volta da luz é que se vê, ou melhor yes men, emplastros, nepotismo, RESPONSABILIDADE é precisa...
Para quando uma verdadeira orientação para o Mercado e para o Cliente, agindo de forma transversal e clara, em todo o processo Operativo e não só, envolvendo e Motivando as Pessoas, credibilizando e fazendo acreditar nas virtualidades da meritocracia, aproveitando e valorizando, os activos que fazem e farão a diferença- PESSOAS.
São elas que fazem a diferença, que constroem e destroem as Organizações. e os CTT não forem capazes de Criar e diferença num mercado liberalizado, será a Empresa da Oportunidade perdida, porque o mercado continuará a existir e os Clientes encontrarão alternativas.
Não é a Liberalização do Mercado que é o Papão, é a incapacidade, incompetência de se adaptar e de fazer aquilo que o Mercado quer, satisfazendo as expectativas dos Clientes(internos e externos), de forma sustentada ( satisfazendo todos os stakeholder´s-interessados)
Os CTT são um Empresa de Serviços, logo daí a importância do agente prestador do serviço-Pessoa, ou será um robot ou andróide?-, não basta dizer-se, o que se quer ser, é necessário COERÊNCIA e TRANSPARÊNCIA e aposta no Verdadeiro activo AS PESSOAS, que terão de ser vistas não como um Custo, mas como Activo e a Liderança? - Que nesta altura do Campeonato tão necessária é, tem de ser dada pelo Exemplo-
Líder é aquele cuja falta se nota quando está ausente, está presente quando necessário- dado que ninguém consegue cantar e assobiar ao mesmo tempo ( há muito quem dê a imagem disso e da ubiquidade).
É criminoso o desperdício de Potencial Humano e não só, a que se vem assistindo ( A Imagem é que conta, então os indicadores? comer do sono? Acorda ?). Estruturas, tecnologias, técnicas, estratégias são desenvolvidas e assumidas por Pessoas, cerne da produtividade e da Qualidade .
"Mais vale bem fiz eu, do que se eu soubesse", lá diz o povo.
Quem vai para o mar avia-se em terra. Mais vale prevenir do que remediar. É verdade que depois do ovo de Colombo pôsto de pé, não falta quem o ponha, mas não se ser capaz de Rendibilizar e adequar recursos e infra-estruturas já existentes e responder ás evoluções do Mercado...não sei como classificar essa Gestão? Será Gestão?
ERROS ESTRATÉGICOS NÃO TÊM RETORNO...ou será que estou a ver e avaliar mal?
Tantas incoerências, tantos trade off´s, tanto lay off...tanta cabeça na areia e tanto faz de conta...o Trabalhador fará ao Cliente aquilo que lhe fizerem a ele...as mudanças efectuadas sem o convencimento das pessoas, estão condenadas ao insucesso.
É necessário Credibilizar, Convencer, Conquistar e não Vencer.
Estive para nada comentar mas já está...
Comentário ao comentário: Acho que estas palavras falam por si... Acrescento apenas uma definição de Leader que encontrei num livro evocando uma cultura asiática anterior à formação da China e que partilhou o mesmo espaço geográfico:
Leader: Aquele que grita ordens (comanda) na rectaguarda...
Ah grande General! Como diríamos mais modernamente . "A Prudência é a melhor parte da Coragem"...
Bazem que o Inimigo está aí a chegar.
sexta-feira, março 09, 2007
E o Dia Mundial da Mulher?

Algumas senhoras das minhas relações estranharam a omissão.
Então aqui num Blog tão dado aos prazeres da carne ( e do peixe, ciclóstomos, queijos, vinhos e o mais que se possa tragar) esqueceram-se do Dia da Mulher??!!
Na verdade não me esqueci, mas acho que estes dias notáveis devem ser sobretudo guardados para temas mais, digamos (tem cuidado raulzinho que ainda te lixas...) "amigos do ambiente"....
O Dia Mundial da BioDiversidade , O Dia Mundial das Espécies em Vias de Extinção , O Dia Mundial das Energias Renováveis, etc...
O desgraçado do Tubarão Branco está em perigo! Os infelizes Tigres da Sibéria são cada vez menos! As perdizes (isso é me dói mais) desaparecem dos nossos prat..quero dizer campos! Onde está agora o Salmão que subia o Rio Minho ?! (até ser apanhado para delícia gastronómica de alguns felizes mortais?)- E o Galo campestre dos bosques centro-europeus? E o Faisão silvestre? E o Marisco fresco da nossa costa? Tudo catástrofes ambientais!!
Quando penso nestes desaparecimentos dá-me uma raiva tão grande que me apetece logo comer qualquer coisa (atenção!).
A Mulher já manda neste Mundo (pelo menos na parte dele em que eu habito, que é a que me interessa) pelo que considero ter pouco valor acrescentado esta celebração do dia 8 de Março.
Claro que nos Países Africanos e Asiáticos, locais onde a ordem das coisas ainda não foi alterada pela modernidade, outro Galo cantará.
Mas na Europa e nos USA cantam as Galinhas (salvo seja...)
One evening, I sat Beauty in my lap.--AndI found her bitter.--And I cursed her.
Une Saison en Enfer, 1873, Arthur Rimbaud
"HERE, take this gift,
I was reserving it for some hero, speaker, or general,
One who should serve the good old cause, the great idea, the progress and freedom of the race,
Some brave confronter of despots, some daring rebel;
But I see that what I was reserving belongs to you just as much as to any. "
Mais cedo ou mais tarde zangamo-nos com elas , à moda de Rimbaud , mas acabamos todos por lhe pedir desculpa como Walt Whitman aqui faz (embora de forma desastrada..) . E podia ser pior.
Et Vive la Diférence!
quinta-feira, março 08, 2007
A Concorrência tomará conta do Correio de Cidade?

quarta-feira, março 07, 2007
Grande Prémio Gastronómico da Cidade de Lisboa

terça-feira, março 06, 2007
Mais um Selo Corporate

segunda-feira, março 05, 2007
Ainda os CTT face à Privatização e tendo como pano de fundo a defunta OPA

sexta-feira, março 02, 2007
OPA Chumbada!!
Como consequência a OPA da SONAE COM morreu.
A Caixa Geral de Depósitos a quem o Estado "teria dado liberdade de voto" votou contra, ao lado do BES, de Berardo, da Administração actual e dos Trabalhadores, que na Rua rodearam esta Assembleia de um cor particular, que deve ter parecido estranha aos Senhores da Telefónica que, pressurosos, entraram para Votar SIM.
Sérvulo Correia, o "empunhador" (salvo seja) da Golden Share do Estado nesta tarde, não o exerceu (na prática não permitiu a desblindagem).
Estarei enganado ou foi o Estado, o Governo e José Sócrates os artífices desta "vingança do Sul"?
A ver vamos as reacções de Belmiro, mas estou a prever - para além da desilusão - um certo cansaço para com o País.
E que lições para os CTT CORREIOS?
Talvez a mais importante seja a de que a Privatização não é necessariamente uma porta aberta para a "desbunda" capitalista e que o Mercado (neste caso o das Comunicações) em Portugal é ainda e será por mais algum tempo "Cosa Nostra" , Fechado e para os que cá estão...
E olhem que existirão coisas bem piores para os Trabalhadores....
Dia D para a OPA da PT

quinta-feira, março 01, 2007
Não Servas, mas antes Senhoras...

S. Bento do Ameixial
Os Vinhos são divididos em 3 grupos:
a) Branco e Tinto Monte das Servas (Preço médio em Retalho - abaixo dos 6€)
b) Tinto Colheita Seleccionada (abaixo dos 10€)
c) Tintos Especiais - Touriga e Reserva (já mais próximos dos 20€).
Devo dizer que provei pela primeira vez o Tinto normal Monte das Servas no velho clássico "O Polícia" onde era Vinho da Casa ( e que bom que ele era quando comparado com alguns Vinhos da Casa que por aí se bebem...).
Evoluí seguidamente para o Colheita Seleccionada, vinho de que gostei tanto que se tornou o meu habitual lá em casa dos fins de semana.
Por fim, no excelente "Tasquinha do Oliveira" em Évora, fui iniciado por Mestre Oliveira nos Premium (Touriga e Reserva) da mesma Herdade. Que depois repeti, em minha casa e fora dela, bastas vezes.
Para não estar aqui a escrever muito mais limito-me a dizer que se se pretendesse qualidade semelhante (mutatis mutandis) a estes Premium, no Douro, teríamos de a pagar quase que ao dobro.
E penso que está tudo dito...
Aqui vai uma sugestão de Fim-de-Semana:
Aos visitantes acolhidos na reconfortante casa rural, erguida no cimo de uma suave colina, é colocado ao seu dispor, um espaço onde poderão provar, degustar e adquirir os produtos criados e desenvolvidos na Herdade.