Estou de férias a partir de hoje, mas por enquanto venho ainda ao trabalho. Os Posts podem deixar de ser diários, mas sempre irei dando notícias.
Logo se vê quando partirei para a Serra da Estrela, que já me está a fazer falta. Et pour cause...
Um Abraço a todos e Boas Férias para quem já lá está nesse lugar do nosso imaginário que pode ser tão longe como as Ilhas Fiji ou tão perto como a nossa casa....
Ganhámos há minutos uma medalha de Prata na canoagem olímpica K2!
Haja Deus!
quarta-feira, agosto 08, 2012
terça-feira, agosto 07, 2012
Cozido à portuguesa em Agosto??!!
Já cá tivemos uma conversa deste tipo: porque motivo existem restaurantes que teimam em oferecer pratos fora de época aos seus clientes, não deixando que o espaçamento das estações do ano lhes espevite o apetite para as coisas boas que se podem usufruir nas suas épocas próprias?
A propósito da Lampreia o Paulinho Mendonça até esgrimiu bravamente contra essas "modernices" de ter tudo durante todo o ano, graças aos progressos na tecnologia de congelação.
Em Baião, onde procurei algumas garrafas de vinho típico da região de transição entre o Douro e a zona dos vinhos verdes - único local do país onde este vinho se pode encontrar - fui almoçar à Pensão Borges, vetusta e amabilíssima casa de restauração que, por ser Sábado, apresentava o seu monumental "Cozido à Portuguesa"... E no Domingo teria o "Anho assado no forno" mais a "Vitela assada".
Restaurante da Residencial Borges
Rua de Camões
4640-147 BAIÃO
Telef - 255 541 322
Entradas: Miúdos de Anho, Carne em Vinha de Alhos.
Peixe: Bacalhau assado à moda da casa com batatas a murro.
Carne: Anho assado no forno de lenha sobre arroz de alguidar (Domingos e Feriados); Cozido à Portuguesa (Sábado), Alheiras; Vitela Arouquesa (Domingos e Feriados); Bazulaque; Entrecosto e Costeletas de vitela.
Doces: Doce da casa, Pêra em vinho da terra.
Nota: Bazulaque é um antigo prato de casamento feito com as vísceras do borrego ou carneiro, guisadas até assumirem uma consistência semelhante a uma sopa grossa ou açorda ribatejana.
Um gajo não é feito de pedra e cal. Em princípio e por princípio almejei mandar vir outro prato da carta (contida embora). Mas ao ver passar as travessas fumegantes do cozidinho, tão bem aparelhadas que fariam inveja às mulas de Sua Majestade D. João V (o Magnânimo) caíram por terra as boas intenções. Até caíram as boas, as assim-assim e mais ainda as más intenções. Caíram todas pelo apetite do insidioso Cozido.
Os emigrantes não pediam outra coisa... O proprietário conhece a sua clientela, muitos deles fazem de propósito o curto trajeto do Porto até ali (cerca de 40 minutos) para "ir ao cozido"... E este, verdadeiramente, deslumbra, embora feito com repolho e não com as couves da horta de Inverno, como soía. Ah, e aviso já que farinheira e nabo não fazem parte desta tradição em Baião.
Pé e joelho de porco ali criado na terra; chouriça, salpicão, paio do lombo, entremeada, tudo local. Galinha caseira, morcela de Baião, pá de vitela de Baião, as melhores batatas que já comi fora da nossa quintazita, arroz de forno. Uma sinfonia... Imaginem em Dezembro...
Toma lá que já almoçaste! A 12 euros a dose (grande!) é um achado... E mais umas entraditas de carne de vinha de alhos, e vinho excelente da casa (1\2 de Avesso e 1\2 de Palheto), bateu a continha nos 25 euritos.
Olhem, para disfarçar os purismos (que ainda os tenho, desde que a qualidade não seja esta) convenci-me a mim próprio que o "cozido no Verão até passa bem desde que se acompanhe com um canjirão de Avesso ou de Palheto de Baião..." Tem é de ser mesmo lá em Baião, na Pensão Borges...
Tenham paciência...
A propósito da Lampreia o Paulinho Mendonça até esgrimiu bravamente contra essas "modernices" de ter tudo durante todo o ano, graças aos progressos na tecnologia de congelação.
Em Baião, onde procurei algumas garrafas de vinho típico da região de transição entre o Douro e a zona dos vinhos verdes - único local do país onde este vinho se pode encontrar - fui almoçar à Pensão Borges, vetusta e amabilíssima casa de restauração que, por ser Sábado, apresentava o seu monumental "Cozido à Portuguesa"... E no Domingo teria o "Anho assado no forno" mais a "Vitela assada".
Restaurante da Residencial Borges
Rua de Camões
4640-147 BAIÃO
Telef - 255 541 322
Entradas: Miúdos de Anho, Carne em Vinha de Alhos.
Peixe: Bacalhau assado à moda da casa com batatas a murro.
Carne: Anho assado no forno de lenha sobre arroz de alguidar (Domingos e Feriados); Cozido à Portuguesa (Sábado), Alheiras; Vitela Arouquesa (Domingos e Feriados); Bazulaque; Entrecosto e Costeletas de vitela.
Doces: Doce da casa, Pêra em vinho da terra.
Nota: Bazulaque é um antigo prato de casamento feito com as vísceras do borrego ou carneiro, guisadas até assumirem uma consistência semelhante a uma sopa grossa ou açorda ribatejana.
Um gajo não é feito de pedra e cal. Em princípio e por princípio almejei mandar vir outro prato da carta (contida embora). Mas ao ver passar as travessas fumegantes do cozidinho, tão bem aparelhadas que fariam inveja às mulas de Sua Majestade D. João V (o Magnânimo) caíram por terra as boas intenções. Até caíram as boas, as assim-assim e mais ainda as más intenções. Caíram todas pelo apetite do insidioso Cozido.
Os emigrantes não pediam outra coisa... O proprietário conhece a sua clientela, muitos deles fazem de propósito o curto trajeto do Porto até ali (cerca de 40 minutos) para "ir ao cozido"... E este, verdadeiramente, deslumbra, embora feito com repolho e não com as couves da horta de Inverno, como soía. Ah, e aviso já que farinheira e nabo não fazem parte desta tradição em Baião.
Pé e joelho de porco ali criado na terra; chouriça, salpicão, paio do lombo, entremeada, tudo local. Galinha caseira, morcela de Baião, pá de vitela de Baião, as melhores batatas que já comi fora da nossa quintazita, arroz de forno. Uma sinfonia... Imaginem em Dezembro...
Toma lá que já almoçaste! A 12 euros a dose (grande!) é um achado... E mais umas entraditas de carne de vinha de alhos, e vinho excelente da casa (1\2 de Avesso e 1\2 de Palheto), bateu a continha nos 25 euritos.
Olhem, para disfarçar os purismos (que ainda os tenho, desde que a qualidade não seja esta) convenci-me a mim próprio que o "cozido no Verão até passa bem desde que se acompanhe com um canjirão de Avesso ou de Palheto de Baião..." Tem é de ser mesmo lá em Baião, na Pensão Borges...
Tenham paciência...
segunda-feira, agosto 06, 2012
No Mar
Em primeiro lugar desculpas são devidas aos Srs Filatelistas que esperavam entrar depois das 15,30h nos navios Sagres e Creoula (como avisei aqui) mas que depois viram a entrada a partir dessa hora vedada ...
Foram imperativos dos anfitriões, decididos já depois de eu ter saído de Lisboa. Para receber mais de 250 individualidades em cada navio não havia simplesmente lugar a bordo para manter a mesa do posto com tanta gente ali à volta...
No Creoula mantivémos o Posto no dia seguinte (Sábado) e quanto ao Sagres não foi possível manter o Posto no Domingo, mas está garantido que na Estação de Matosinhos se colocará o Carimbo "Sagres" a quem lá for nestes dias.
Quanto ao resto, e como diria o saudoso Sr. Estebes , "passou-se tudo marabilha".
O Sol compareceu à chamada, os navios ficaram bem atracados aos molhes (para mim, marinheiro de água doce, factor imperativo para tudo correr bem), os discursos foram os esperados e os selos fizeram sucesso!
Antes assim! O vosso Bloger chegou a casa já passava da meia noite, de Sábado para Domingo, com os pés um bocado inchados de tanta hora a pé, mas feliz.
Foram imperativos dos anfitriões, decididos já depois de eu ter saído de Lisboa. Para receber mais de 250 individualidades em cada navio não havia simplesmente lugar a bordo para manter a mesa do posto com tanta gente ali à volta...
No Creoula mantivémos o Posto no dia seguinte (Sábado) e quanto ao Sagres não foi possível manter o Posto no Domingo, mas está garantido que na Estação de Matosinhos se colocará o Carimbo "Sagres" a quem lá for nestes dias.
Quanto ao resto, e como diria o saudoso Sr. Estebes , "passou-se tudo marabilha".
O Sol compareceu à chamada, os navios ficaram bem atracados aos molhes (para mim, marinheiro de água doce, factor imperativo para tudo correr bem), os discursos foram os esperados e os selos fizeram sucesso!
Antes assim! O vosso Bloger chegou a casa já passava da meia noite, de Sábado para Domingo, com os pés um bocado inchados de tanta hora a pé, mas feliz.
quinta-feira, agosto 02, 2012
Para Descansar a Vista
Tenho que fazer em Ílhavo (melhor dizendo, no Porto de Aveiro) e em Leixões, a bordo dos navios Creoula e Sagres, motivo pelo qual não apareço por aqui amanhã.
Vamos lá então ao poema da semana. Poema que será "informado" pelas últimas notícias da "saison" lusa.
Foi descoberta a identidade do nosso "Gestor das 73". Aliás, segundo relatos do próprio e contando com as companhais que gere também no estrangeiro, será mesmo o "Gestor das Cento e tal..." .
É Pais do Amaral, o aristocrático accionista de tanta companhia e administrador de outras tantas, dos universos da TVI, Reditus, Leia e etc, e etc, e etc...
Não se admirem. Sempre se trata de um Conde. Já na Idade Média o Dom Abade de Alcobaça teria o senhorio sobre mais de 500 km2, possuía 19 localidades das quais 13 eram vilas, para além de 2 portos de mar. O Dom Abade do Real Mosteiro de Alcobaça era membro por nascimento do Conselho de Sua Majestade, seu Esmoler-Mor, Donatário da Coroa, Senhor dos Coutos e Fronteiro-Mor.
Em louvor destas grandezas todas venha de lá então um poema monárquico, do grande Caldéron de la Barca, retirado da sua obra prima "La vida es sueño":
Sueña el rey que es rey, y vive
con este engaño mandando,
disponiendo y gobernando;
y este aplauso, que recibe
prestado, en el viento escribe,
y en cenizas le convierte
la muerte, ¡desdicha fuerte!
¿Que hay quien intente reinar,
viendo que ha de despertar
en el sueño de la muerte?
Sueña el rico en su riqueza,
que más cuidados le ofrece;
sueña el pobre que padece
su miseria y su pobreza;
sueña el que a medrar empieza,
sueña el que afana y pretende,
sueña el que agravia y ofende,
y en el mundo, en conclusión,
todos sueñan lo que son,
aunque ninguno lo entiende.
Yo sueño que estoy aquí
destas prisiones cargado,
y soñé que en otro estado
más lisonjero me vi.
¿Qué es la vida? Un frenesí.
¿Qué es la vida? Una ilusión,
una sombra, una ficción,
y el mayor bien es pequeño:
que toda la vida es sueño,
y los sueños, sueños son.
(De "La Vida es Sueño")
Vamos lá então ao poema da semana. Poema que será "informado" pelas últimas notícias da "saison" lusa.
Foi descoberta a identidade do nosso "Gestor das 73". Aliás, segundo relatos do próprio e contando com as companhais que gere também no estrangeiro, será mesmo o "Gestor das Cento e tal..." .
É Pais do Amaral, o aristocrático accionista de tanta companhia e administrador de outras tantas, dos universos da TVI, Reditus, Leia e etc, e etc, e etc...
Não se admirem. Sempre se trata de um Conde. Já na Idade Média o Dom Abade de Alcobaça teria o senhorio sobre mais de 500 km2, possuía 19 localidades das quais 13 eram vilas, para além de 2 portos de mar. O Dom Abade do Real Mosteiro de Alcobaça era membro por nascimento do Conselho de Sua Majestade, seu Esmoler-Mor, Donatário da Coroa, Senhor dos Coutos e Fronteiro-Mor.
Em louvor destas grandezas todas venha de lá então um poema monárquico, do grande Caldéron de la Barca, retirado da sua obra prima "La vida es sueño":
Sueña el rey que es rey, y vive
con este engaño mandando,
disponiendo y gobernando;
y este aplauso, que recibe
prestado, en el viento escribe,
y en cenizas le convierte
la muerte, ¡desdicha fuerte!
¿Que hay quien intente reinar,
viendo que ha de despertar
en el sueño de la muerte?
Sueña el rico en su riqueza,
que más cuidados le ofrece;
sueña el pobre que padece
su miseria y su pobreza;
sueña el que a medrar empieza,
sueña el que afana y pretende,
sueña el que agravia y ofende,
y en el mundo, en conclusión,
todos sueñan lo que son,
aunque ninguno lo entiende.
Yo sueño que estoy aquí
destas prisiones cargado,
y soñé que en otro estado
más lisonjero me vi.
¿Qué es la vida? Un frenesí.
¿Qué es la vida? Una ilusión,
una sombra, una ficción,
y el mayor bien es pequeño:
que toda la vida es sueño,
y los sueños, sueños son.
(De "La Vida es Sueño")
quarta-feira, agosto 01, 2012
Excentricidades lusas
a) Parece que um senhor gestor de empresas - segundo o relatório da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários - acumularia o cargo de Administrador em setenta e três (73) empresas , em Portugal e no ano de 2010... É obra! Mais que obra, é outra pirâmide do Egipto!!
b) Uma atleta olímpica luso-brasileira na modalidade de wind surf, informou por mail a chefia de missão de Portugal aos J.O. - na véspera da sua entrada em competição - que motivos pessoais e de saúde não lhe permitiam comparecer na prova. Estive a pensar o que poderiam ser estes "motivos pessoais e de saúde" que atacavam assim de véspera... Talvez uma gravidez indesejada? Para que é que as farmácias da aldeia olímpica têm à venda os testes rápidos de gravidez? Dessas coisas trata-se em casa. Acho eu...
c) Já agora, e na onda dos J.O., sabem a última anedota que corre na net? É assim: "Não perca a nova comédia que a TMN lhe apresenta no seu TeleMóvel, em tempo real: Acompanhar os resultados dos portugueses nos Jogos Olímpicos!"
d) Com vénia ao Público de hoje: "A Fundação EDP contratou uma funcionária para a secção de arte que é sobrinha-neta de Eduardo Catroga, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP. A nomeação está a causar desconforto entre sectores do grupo EDP que não poupam Catroga nem o administrador executivo da fundação que tem sido também o seu rosto público, Sérgio Figueiredo". Desconforto porquê? Então o Avô-Tio também não foi ali colocado para pagamento de bons e leais serviços ao Partido? Está-se apenas a seguir a tradição partidária, familiar e até muito lusitana, de arranjar tacho para os seus e os outros que se "lixem".
e) E com esta termino: Ao procurar a edição on-line do Diário de Notícias (DN online) de hoje para alimentar este sarcástico post, deparei com uma página que me pareceu de início algo estranha, embora lá estivesse em parangonas o "DN online". Entre outros assuntos que eram notícia estavam - "América derrota o Baruéri e retorna ao G4 da série B"; "Mãe nega relacionamento com assassino confesso"; "Rompimento de tubulação na Engenheiro Roberto Freire causa transtornos" e sobretudo uma foto (aqui anexa com chapelada) com o título "Confira o ensaio de Grazy Alcântara".
Só depois percebi que aquele DN online era o Diário de Natal do país-irmão. Vão lá ver que já ganharam o dia . Ah ganda Graziela!!http://www.dnonline.com.br/
b) Uma atleta olímpica luso-brasileira na modalidade de wind surf, informou por mail a chefia de missão de Portugal aos J.O. - na véspera da sua entrada em competição - que motivos pessoais e de saúde não lhe permitiam comparecer na prova. Estive a pensar o que poderiam ser estes "motivos pessoais e de saúde" que atacavam assim de véspera... Talvez uma gravidez indesejada? Para que é que as farmácias da aldeia olímpica têm à venda os testes rápidos de gravidez? Dessas coisas trata-se em casa. Acho eu...
c) Já agora, e na onda dos J.O., sabem a última anedota que corre na net? É assim: "Não perca a nova comédia que a TMN lhe apresenta no seu TeleMóvel, em tempo real: Acompanhar os resultados dos portugueses nos Jogos Olímpicos!"
d) Com vénia ao Público de hoje: "A Fundação EDP contratou uma funcionária para a secção de arte que é sobrinha-neta de Eduardo Catroga, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP. A nomeação está a causar desconforto entre sectores do grupo EDP que não poupam Catroga nem o administrador executivo da fundação que tem sido também o seu rosto público, Sérgio Figueiredo". Desconforto porquê? Então o Avô-Tio também não foi ali colocado para pagamento de bons e leais serviços ao Partido? Está-se apenas a seguir a tradição partidária, familiar e até muito lusitana, de arranjar tacho para os seus e os outros que se "lixem".
e) E com esta termino: Ao procurar a edição on-line do Diário de Notícias (DN online) de hoje para alimentar este sarcástico post, deparei com uma página que me pareceu de início algo estranha, embora lá estivesse em parangonas o "DN online". Entre outros assuntos que eram notícia estavam - "América derrota o Baruéri e retorna ao G4 da série B"; "Mãe nega relacionamento com assassino confesso"; "Rompimento de tubulação na Engenheiro Roberto Freire causa transtornos" e sobretudo uma foto (aqui anexa com chapelada) com o título "Confira o ensaio de Grazy Alcântara".
Só depois percebi que aquele DN online era o Diário de Natal do país-irmão. Vão lá ver que já ganharam o dia . Ah ganda Graziela!!http://www.dnonline.com.br/
terça-feira, julho 31, 2012
Ontem em Gaia
Ontem não passei por aqui, às 10,30h já estava na cidade de Vila Nova de Gaia para o lançamento da emissão comemorativa que dedicámos ao Rio Douro, a bordo de um navio que partiu do cais de Gaia e fez um pequeno trajeto pelo mesmo Douro.
Esta emissão foi acompanhada pelo Delegação Regional do Turismo do Porto e Norte e sempre pelo Instituto Portuário e de Transportes Marítimos, Delegação do Norte e Douro.
Patrocinavam o lançamento - nesta época de vacas magras para os serviços públicos - a marca Porto Rosés (com um Porto de Honra) e a empresa de barcos Barcadouro que nos proporcionou o velhinho "Independência" para a sessão.
Duas notas engraçadas:
a) Tomaram muitos cocktails em Lisboa terem a abundância e a categoria daquele que nos foi apresentado pela Rosés! Fiquei cliente. É assim que se apanham "moscas"... Bravo Rosés!!
b) O Navio Independência tinha já sido palco de um lançamento de selos! Imaginem que em 1992 fazia a rota Funchal-Porto Santo e apareceu num dos selos que dedicámos aos "Barcos da Madeira" nesse mesmo ano...
Sobre o Douro está tudo dito e por melhor gente do que eu. Reparem em meu Mestre Torga e nesta maravilha da prosa lusa que se segue:
Esta emissão foi acompanhada pelo Delegação Regional do Turismo do Porto e Norte e sempre pelo Instituto Portuário e de Transportes Marítimos, Delegação do Norte e Douro.
Patrocinavam o lançamento - nesta época de vacas magras para os serviços públicos - a marca Porto Rosés (com um Porto de Honra) e a empresa de barcos Barcadouro que nos proporcionou o velhinho "Independência" para a sessão.
Duas notas engraçadas:
a) Tomaram muitos cocktails em Lisboa terem a abundância e a categoria daquele que nos foi apresentado pela Rosés! Fiquei cliente. É assim que se apanham "moscas"... Bravo Rosés!!
b) O Navio Independência tinha já sido palco de um lançamento de selos! Imaginem que em 1992 fazia a rota Funchal-Porto Santo e apareceu num dos selos que dedicámos aos "Barcos da Madeira" nesse mesmo ano...
Sobre o Douro está tudo dito e por melhor gente do que eu. Reparem em meu Mestre Torga e nesta maravilha da prosa lusa que se segue:
«O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta.»
sexta-feira, julho 27, 2012
Citius, Altius,Fortius
Começam hoje oficialmente os Jogos Olímpicos em Londres.
Boa Sorte Cambada Lusa!
Boa Sorte Cambada Lusa!
Para Descansar a Vista
De meu mestre Eugénio de Andrade deixo aqui um poema condizente com o descanso que o mês de Agosto evoca (ou evocava...).
Até Amanhã
Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.
É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.
É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.
Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou
para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.
Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"
Até Amanhã
Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.
É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.
É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.
Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou
para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.
Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"
quinta-feira, julho 26, 2012
Lampreia e sável
Um dos nossos leitores comenta (e bem!):
Legalmente nada impede um restaurante de congelar e servir lampreia ou sável todo o ano desde que o faça cumprindo a legislação e utilizando equipamento de ultracongelação (que aliás é obrigatório por lei não sendo permitido congelar nenhum tipo de alimento sem este equipamento).
No entanto servir estas iguarias fora de época além de imediatamente passar a informação de que não se trata de produto fresco seria quase como que um sacrilégio a nível gastronómico.
A nível pessoal devo no entanto dizer que se congelados com rigor e cozinhados com primor muito dificilmente a grande maioria dos consumidores seria capaz de diferenciar o fresco do ultra congelado.
Já no que concerne ás lampreias de barragens a sua qualidade é duvidosa pois têm uma textura mole fácilmente identificável e no caso da lampreia o seu sangue é muito mais espesso.
Pessoalmente só me vejo a consumir estas maravilhas na sua época, tal como não sou capaz de consumir um vinho cuja garrafa não tenha uma rolha (chamem-lhe paixão pelo saca-rolhas).
No futuro incerto em que vivemos e sabendo que na actualidade verificamos o consumo generalizado de produtos fora de época (por exemplo de morangos e melões no Inverno) não podemos dizer que tal não se venha a verificar também com o Sável e com a Lampreia...
Mas para isso não contem comigo! Lampreia fora de época só seca e fumada.
Comentário ao comentário: Ganhei a disputa!! Era como eu pensava. Não é o restaurante que está proíbido de servir, mas apenas a pesca que está limitada em determinadas alturas.
Legalmente nada impede um restaurante de congelar e servir lampreia ou sável todo o ano desde que o faça cumprindo a legislação e utilizando equipamento de ultracongelação (que aliás é obrigatório por lei não sendo permitido congelar nenhum tipo de alimento sem este equipamento).
No entanto servir estas iguarias fora de época além de imediatamente passar a informação de que não se trata de produto fresco seria quase como que um sacrilégio a nível gastronómico.
A nível pessoal devo no entanto dizer que se congelados com rigor e cozinhados com primor muito dificilmente a grande maioria dos consumidores seria capaz de diferenciar o fresco do ultra congelado.
Já no que concerne ás lampreias de barragens a sua qualidade é duvidosa pois têm uma textura mole fácilmente identificável e no caso da lampreia o seu sangue é muito mais espesso.
Pessoalmente só me vejo a consumir estas maravilhas na sua época, tal como não sou capaz de consumir um vinho cuja garrafa não tenha uma rolha (chamem-lhe paixão pelo saca-rolhas).
No futuro incerto em que vivemos e sabendo que na actualidade verificamos o consumo generalizado de produtos fora de época (por exemplo de morangos e melões no Inverno) não podemos dizer que tal não se venha a verificar também com o Sável e com a Lampreia...
Mas para isso não contem comigo! Lampreia fora de época só seca e fumada.
Comentário ao comentário: Ganhei a disputa!! Era como eu pensava. Não é o restaurante que está proíbido de servir, mas apenas a pesca que está limitada em determinadas alturas.
Lampreia e Sável todo o ano?
Não é que já me dêem as saudades da lampreiazinha ou da açorda do sável, mas numa daquelas conversas de dois chatos teimosos (sendo eu um deles) veio à liça a questão do serviço da lampreia e do sável em restaurante. Nomeadamente se seria permitido (ou não) servir Lampreia e Sável em qualquer altura do ano - mesmo que contra todas as regras civilizadas do gastrónomo.
Como sabemos, por lei a Lampreia e o Sável têm a captura limitada em Portugal ao período de 1 de Janeiro e 10 de Maio, para a primeira , e de 1 de Março e 10 de Maio para a segunda espécie. Parece que estes limites não serão iguais para todos os rios (no Lima e no Cávado por exemplo) e que também podem variar de ano para ano em pequenos detalhes, mas de uma forma geral será assim.
Mas não era isso que estava em causa!! O que se questionava era se num restaurante que, por exemplo, congelasse Sável ou Lampreias, ou as importasse do Canadá ou de França (onde nalguns casos constituem uma praga nas barragens e por isso não têm limitações à pesca) poderia servi-las em qualquer dia do ano.
Não conseguimos arranjar argumentos válidos para avançar com esta questão.
Algum dos leitores pode ajudar?
Como sabemos, por lei a Lampreia e o Sável têm a captura limitada em Portugal ao período de 1 de Janeiro e 10 de Maio, para a primeira , e de 1 de Março e 10 de Maio para a segunda espécie. Parece que estes limites não serão iguais para todos os rios (no Lima e no Cávado por exemplo) e que também podem variar de ano para ano em pequenos detalhes, mas de uma forma geral será assim.
Mas não era isso que estava em causa!! O que se questionava era se num restaurante que, por exemplo, congelasse Sável ou Lampreias, ou as importasse do Canadá ou de França (onde nalguns casos constituem uma praga nas barragens e por isso não têm limitações à pesca) poderia servi-las em qualquer dia do ano.
Não conseguimos arranjar argumentos válidos para avançar com esta questão.
Algum dos leitores pode ajudar?
quarta-feira, julho 25, 2012
Alteração do horário do Posto de Ílhavo 3 de Agosto
Informo os Leitores mais ligados a estas coisas da filatelia que por solicitação da Câmara Municipal de Ílhavo - por ter de ir montar uma estrutura dentro do Creoula na parte da manhã - o horário do Posto de Correios que vai marcar a correspondência com o carimbo "Ílhavo-Creoula", a bordo do Creoula, será a partir das 1530h.
À Sombra do Leão
Infelizmente (o tempo não perdoa) contam-se pelos dedos de uma mão os restaurantes a que eu costumava ir com meu pai .
O meu pai trabalhou muitos anos no Ministério das Obras Públicas (já era sina minha acabar aqui debaixo da mesma tutela) e é normal que alguns desses restaurantes fossem na Baixa: O Gambrinus, o João do Grão, o Muni (já fechado), o Paris (hoje indiano).
Mas havia também um local mais afastado onde comíamos juntos pelo menos duas vezes por ano, quando havia os jogos Sporting-Benfica ou Sporting-Estoril-Praia.
Meu Pai era antigo guarda-redes do Estoril (nos tempos do Úria) e adepto ferveroso do Benfica, tendo eu herdado ambas as adições. Sou atualmente secretário da AG do velho clube da linha e , como é do conhecimento geral, simpatizante fervoroso (mas não doente) das "águias"...
Pois o Sr. Victor da Cruz Moreira (conhecido no MOP por "Cruz" para não se confundir com o irmão mais velho, que era o "Moreira") só visitava o Solar do Leão naquelas duas ocasiões. E quando o Estoril deixou de estar na 1ª divisão, a frequência baixou logo para metade. Mas era certo e sabido que em Domingo de jogo tínhamos que ir almoçar o Frango Assado à:
Churrasqueira do Campo Grande
Campo Grande 402/410
1700-098 LISBOA
telef - 217 590 131
Esta antiga morada refeiçoeira de Lisboa, que existe desde 1962, continua prazenteira, de cara lavada e ambiente muito mais cuidado do que quando a conheci.
Nessa altura - lá para o final dos 60's - tinha papel nas mesas e para afeiçoar os lábios, tinha esplanada mas também tinha moscas e melgas por causa da água que se concentrava das obras do estádio e de outros edifícios logo ali colados. Era paradouro de sportinguistas (claro!) mas também poiso de famílias inteiras aos fins de semana (vocação que, como veremos, hoje ainda parece manter-se).
Hoje não há esplanada, mas existem salas amplas e refrescadas pelo AC da praxe. Muito boas casas de banho, mesas bem vestidas de pano, guardanapos idem, idem. O serviço é que parece saído daqueles tempos antigos - o que não deixa de ser bom sinal da manutenção dos bons e leais empregados, alguns talvez um pouco já "usados" e a aguardar reformas merecidas.
É o reino da grelha, pois claro:
Carne: Frango na brasa; Entrecosto de porco; Picanha. Carnes certificadas de Miranda para Posta à Mirandesa e Costoleta Mirandesa.
Peixe: Bacalhau com batata a murro e Peixes grelhados do Dia.
Acompanhamentos, a cerca de 3€ a dose, são propostos à parte: legumes cozidos ou salteados, batatas cozidas, a murro, fritas; arrozes diversos, saladas também diversas.
Apresenta um ou dois pratos do dia ditos "de tacho". A nós calharam os Rojões. O ambiente é muito familiar. Boa carta de vinhos, embora ligeiramente inclinada para os verdes e brancos.
Preços bastante razoáveis para os tempos que correm, mas sobretudo qualidade muito aceitável e quantidade que chega para dar de comer aos vizinhos "leões"...
Numa visita com o meu senhorio comemos Posta Mirandesa a 16€ (ele) com couve salteada e batata a murro, e Frango na grelha a 11€ (eu, em romagem de saudade pelas visitas que lá fiz com o meu velhote). O galináceo vinha com batata frita, arroz e salada mista pedida à parte. Doses imperiais! A Posta Mirandesa de carne certificada foi pedida "mal passada" e assim apareceu na mesa. Muitíssimo boa! As batatas do Frango Assado eram mesmo fritas na casa sem serem das congeladas, praga que infesta muitas casas deste nível, por exemplo o velhinho Bonjardim... Se dou conta dessa tramóia em restaurante onde vá podem ter a certeza que nunca mais lá ponho os pés!
Nem por acaso beberam-se 6 Imperiais (muito bem tiradas) que o calor apertava e nem sempre de vinho vive o homem. 2 cafés. Queijinhos frescos de entrada, Pão e manteigas, patés ( etc...)
Cerca de 40 euros.
Conclusão: boa impressão geral. Boa comida feita ao momento (pudera!). Excelente matéria prima! Não ganhará nenhum prémio de gastronomia, mas para quem deseja descansar das metrosexualidades culinárias e das "espumas" e da (horror!) "cozinha molecular" trata-se de uma boa alternativa burguesa em Lisboa.
Enquanto houver alguns burgueses, está claro, que isto da classe média já terá sido chão que deu mais uvas...
O meu pai trabalhou muitos anos no Ministério das Obras Públicas (já era sina minha acabar aqui debaixo da mesma tutela) e é normal que alguns desses restaurantes fossem na Baixa: O Gambrinus, o João do Grão, o Muni (já fechado), o Paris (hoje indiano).
Mas havia também um local mais afastado onde comíamos juntos pelo menos duas vezes por ano, quando havia os jogos Sporting-Benfica ou Sporting-Estoril-Praia.
Meu Pai era antigo guarda-redes do Estoril (nos tempos do Úria) e adepto ferveroso do Benfica, tendo eu herdado ambas as adições. Sou atualmente secretário da AG do velho clube da linha e , como é do conhecimento geral, simpatizante fervoroso (mas não doente) das "águias"...
Pois o Sr. Victor da Cruz Moreira (conhecido no MOP por "Cruz" para não se confundir com o irmão mais velho, que era o "Moreira") só visitava o Solar do Leão naquelas duas ocasiões. E quando o Estoril deixou de estar na 1ª divisão, a frequência baixou logo para metade. Mas era certo e sabido que em Domingo de jogo tínhamos que ir almoçar o Frango Assado à:
Churrasqueira do Campo Grande
Campo Grande 402/410
1700-098 LISBOA
telef - 217 590 131
Esta antiga morada refeiçoeira de Lisboa, que existe desde 1962, continua prazenteira, de cara lavada e ambiente muito mais cuidado do que quando a conheci.
Nessa altura - lá para o final dos 60's - tinha papel nas mesas e para afeiçoar os lábios, tinha esplanada mas também tinha moscas e melgas por causa da água que se concentrava das obras do estádio e de outros edifícios logo ali colados. Era paradouro de sportinguistas (claro!) mas também poiso de famílias inteiras aos fins de semana (vocação que, como veremos, hoje ainda parece manter-se).
Hoje não há esplanada, mas existem salas amplas e refrescadas pelo AC da praxe. Muito boas casas de banho, mesas bem vestidas de pano, guardanapos idem, idem. O serviço é que parece saído daqueles tempos antigos - o que não deixa de ser bom sinal da manutenção dos bons e leais empregados, alguns talvez um pouco já "usados" e a aguardar reformas merecidas.
É o reino da grelha, pois claro:
Carne: Frango na brasa; Entrecosto de porco; Picanha. Carnes certificadas de Miranda para Posta à Mirandesa e Costoleta Mirandesa.
Peixe: Bacalhau com batata a murro e Peixes grelhados do Dia.
Acompanhamentos, a cerca de 3€ a dose, são propostos à parte: legumes cozidos ou salteados, batatas cozidas, a murro, fritas; arrozes diversos, saladas também diversas.
Apresenta um ou dois pratos do dia ditos "de tacho". A nós calharam os Rojões. O ambiente é muito familiar. Boa carta de vinhos, embora ligeiramente inclinada para os verdes e brancos.
Preços bastante razoáveis para os tempos que correm, mas sobretudo qualidade muito aceitável e quantidade que chega para dar de comer aos vizinhos "leões"...
Numa visita com o meu senhorio comemos Posta Mirandesa a 16€ (ele) com couve salteada e batata a murro, e Frango na grelha a 11€ (eu, em romagem de saudade pelas visitas que lá fiz com o meu velhote). O galináceo vinha com batata frita, arroz e salada mista pedida à parte. Doses imperiais! A Posta Mirandesa de carne certificada foi pedida "mal passada" e assim apareceu na mesa. Muitíssimo boa! As batatas do Frango Assado eram mesmo fritas na casa sem serem das congeladas, praga que infesta muitas casas deste nível, por exemplo o velhinho Bonjardim... Se dou conta dessa tramóia em restaurante onde vá podem ter a certeza que nunca mais lá ponho os pés!
Nem por acaso beberam-se 6 Imperiais (muito bem tiradas) que o calor apertava e nem sempre de vinho vive o homem. 2 cafés. Queijinhos frescos de entrada, Pão e manteigas, patés ( etc...)
Cerca de 40 euros.
Conclusão: boa impressão geral. Boa comida feita ao momento (pudera!). Excelente matéria prima! Não ganhará nenhum prémio de gastronomia, mas para quem deseja descansar das metrosexualidades culinárias e das "espumas" e da (horror!) "cozinha molecular" trata-se de uma boa alternativa burguesa em Lisboa.
Enquanto houver alguns burgueses, está claro, que isto da classe média já terá sido chão que deu mais uvas...
terça-feira, julho 24, 2012
Aviso à Navegação!
Nos próximos dias 3 e 4 de Agosto os Navios NTM Creoula e NRP Sagres estarão em Ílhavo e Leixões, respetivamente, para neles fazermos a cerimónia do lançamento da emissão de selos que dedicámos aos 75 anos de vida destes veleiros. Serão 2 selos e 2 blocos. Nos selos teremos os navios a navegar e nos blocos alguns detalhes de ambos: a figura de proa , o sino e o cordame do Sagres, e os dories do Creoula, lembrando o seu passado na pesca do bacalhau.
Teremos "Bar Aberto", (Ooopps!!!) quero dizer, desculpem, "Navio Aberto" ao público entre as 10h e as 17h , sendo depois dessa altura reservado o tombadilho (acho que é assim que se chama...) para as cerimónias. A Banda da Armada vai atuar pelas 22h, em ambos os locais, para animar o povo ( que bem precisa).
Faremos um Posto de Correios a bordo do Creoula no dia 3 de Agosto, com carimbo "Ílhavo - Creoula" e outro a bordo do Sagres no dia seguinte, com Carimbo "Leixões-Sagres". Estes Postos estão também abertos ao público entre as 11h e as 16h.
Teremos "Bar Aberto", (Ooopps!!!) quero dizer, desculpem, "Navio Aberto" ao público entre as 10h e as 17h , sendo depois dessa altura reservado o tombadilho (acho que é assim que se chama...) para as cerimónias. A Banda da Armada vai atuar pelas 22h, em ambos os locais, para animar o povo ( que bem precisa).
Faremos um Posto de Correios a bordo do Creoula no dia 3 de Agosto, com carimbo "Ílhavo - Creoula" e outro a bordo do Sagres no dia seguinte, com Carimbo "Leixões-Sagres". Estes Postos estão também abertos ao público entre as 11h e as 16h.
O Navio da República Portuguesa “Sagres”
Construído nos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, para a Marinha Alemã, o atual navio-escola Sagres foi batizado em 1937 com o nome Albert Leo Schlageter.
Em 1945, danificado durante a guerra, foi capturado em Bremerhaven pelas forças americanas e posteriormente vendido, por um preço simbólico, ao Brasil, sendo rebatizado com o nome Guanabara, em 1948. Não satisfazendo as necessidades de instrução e de treino que a armada brasileira tinha na altura, o então Guanabara foi adquirido pela Marinha Portuguesa em 1962, numa altura em que procurava um veleiro que substituísse o então N.R.P. Sagres, em fase final da sua vida útil.
Há 50 anos que faz viagens de instrução e representa Portugal e a Marinha Portuguesa.
O Navio de Treino de Mar “Creoula”
A construção do lugre Creoula tem início em 1936, inserida no plano de renovação da frota dos bacalhoeiros, da Parceria Geral das Pescarias. As inovações introduzidas permitiriam que os novos navios navegassem e pescassem bacalhau nos mares gelados da Terra Nova e da Gronelândia.
Construído num tempo recorde de 62 dias de trabalho, o Creoula é lançado à água em 1937.
Após 37 campanhas de pesca e tendo navegado mais 300 000 milhas até 1973, o navio foi encostado com vista a uma posterior venda ou desmantelamento. Apesar do interesse na sua aquisição por parte de empresas estrangeiras, generalizou-se uma vontade de manter o Creoula em Portugal e este foi vendido ao Estado Português em 1979 por um preço simbólico. Verificado o bom estado do seu casco para a navegação, foi abandonada a ideia inicial de convertê-lo em Museu da Pesca e o navio foi transformado em navio de treino de mar para jovens em 1981.
Adaptado de acordo com a sua nova missão, o N.T.M. Creoula foi entregue à Marinha Portuguesa em 1987 e desde então tem efetuado enumeras viagens de treino de mar, com jovens das mais variadas instituições.
segunda-feira, julho 23, 2012
Europa já era?
Parece que o novo empréstimo\resgate (será o 5º, o 6º ou o 7º? Também pouco interessa) da Grécia está em perigo. O FMI terá feito constar que não participa e o Ministro das Finanças da Alemanha já disse no Domingo que:
- " ...se a Grécia sair do Euro não será um problema assim tão grande...".
O que pode acontecer se a Grécia declarar falência em Setembro? Tenho algum dificuldade em medir aquilo a que os entendidos chamam "contágio por contato direto" nestas circunstâncias, não sou perito em mercados financeiros , nem em nada que com isso se pareça....
O mais que posso imaginar é que esse seria um sinal inequívoco aos famigerados investidores internacionais que "mandam" nas taxas de juro das dívidas soberanas. Um sinal de que " A Europa já era..." ou seja, que ninguém que possa (leia-se: os países pagantes ) está interessado em investir mais no assunto. E se "eles" ,que têm obrigações morais, não estão interessados, quem o vai fazer?
Sem investidores privados (os tais ubíquos "mercados") as finanças de cada país deficitário, depois da queda da Grécia, vão passar a depender quase que exclusivamente das exportações (mas para onde? ) e da caridade do BCE. E mesmo esta terá um limite, que se confunde com o limite da paciência dos tais países financiadores...
Com a Espanha a passar pelas passas do Algarve, com taxas de juro acima dos 7% e Portugal a respirar por um tubo cada vez mais fininho, esta "falência" grega vai apontando o caminho aos outros.
Tal como num dominó muito arranjadinho, o mal será tombar a primeira pedra.
E depois? Depois virá outra vez a "Idade Média" (dita das Trevas) para a Europa do Sul... Passa tudo a viver com aquilo que produz - e que já foi muito mais antes da entrada no Euro e da adesão à UE, por culpa dos tais feiticeiros boreais que se dignaram criar no ghetto uma escola de aprendizes a ricos sem incluir no curriculum umas disciplinas sobre regras básicas de economia doméstica...
A única esperança que existe é a de que os "bruxos do norte" façam as contas e consigam prever que saíria ainda mais caro para todos (incluindo para a Alemanha, Finlândia, Países Baixos e etc...) deixar cair o Sul da Europa do que continuar a financiá-lo e a receber os juros dessas operações.
No fim de contas tudo se resume ( e sempre se resumiu) a isso: Onde está o Lucro?
- " ...se a Grécia sair do Euro não será um problema assim tão grande...".
O que pode acontecer se a Grécia declarar falência em Setembro? Tenho algum dificuldade em medir aquilo a que os entendidos chamam "contágio por contato direto" nestas circunstâncias, não sou perito em mercados financeiros , nem em nada que com isso se pareça....
O mais que posso imaginar é que esse seria um sinal inequívoco aos famigerados investidores internacionais que "mandam" nas taxas de juro das dívidas soberanas. Um sinal de que " A Europa já era..." ou seja, que ninguém que possa (leia-se: os países pagantes ) está interessado em investir mais no assunto. E se "eles" ,que têm obrigações morais, não estão interessados, quem o vai fazer?
Sem investidores privados (os tais ubíquos "mercados") as finanças de cada país deficitário, depois da queda da Grécia, vão passar a depender quase que exclusivamente das exportações (mas para onde? ) e da caridade do BCE. E mesmo esta terá um limite, que se confunde com o limite da paciência dos tais países financiadores...
Com a Espanha a passar pelas passas do Algarve, com taxas de juro acima dos 7% e Portugal a respirar por um tubo cada vez mais fininho, esta "falência" grega vai apontando o caminho aos outros.
Tal como num dominó muito arranjadinho, o mal será tombar a primeira pedra.
E depois? Depois virá outra vez a "Idade Média" (dita das Trevas) para a Europa do Sul... Passa tudo a viver com aquilo que produz - e que já foi muito mais antes da entrada no Euro e da adesão à UE, por culpa dos tais feiticeiros boreais que se dignaram criar no ghetto uma escola de aprendizes a ricos sem incluir no curriculum umas disciplinas sobre regras básicas de economia doméstica...
A única esperança que existe é a de que os "bruxos do norte" façam as contas e consigam prever que saíria ainda mais caro para todos (incluindo para a Alemanha, Finlândia, Países Baixos e etc...) deixar cair o Sul da Europa do que continuar a financiá-lo e a receber os juros dessas operações.
No fim de contas tudo se resume ( e sempre se resumiu) a isso: Onde está o Lucro?
sexta-feira, julho 20, 2012
Para Descansar a Vista
Ontem não passei por aqui. Tive de acompanhar a senhora santa cá de baixo numa cegarega de médicos e hospitais. O muito calor afeta os nossos velhotes, e as arritmias e dificuldades respiratórias sucedem-se frequentemente.
Mas tudo está bem quando acaba bem, e por isso vamos pôr as mágoas de lado e saudar com enfâse a Regata "Tall Ships 2012" cujos belos navios aqui estão bem perto de nós, nesta Lisboa incomparável na sua luz tão peculiar.
De Walt Whitman aqui deixo este seu hino de louvor ao Mar e aos Marinheiros:
1
To-day a rude brief recitative,
Of ships sailing the Seas, each with its special flag or ship-signal;
Of unnamed heroes in the ships—Of waves spreading and spreading, far as the eye can reach;
Of dashing spray, and the winds piping and blowing;
And out of these a chant, for the sailors of all nations,
Fitful, like a surge.
Of Sea-Captains young or old, and the Mates—and of all intrepid Sailors;
Of the few, very choice, taciturn, whom fate can never surprise, nor death dismay,
Pick’d sparingly, without noise, by thee, old Ocean—chosen by thee,
Thou Sea, that pickest and cullest the race, in Time, and unitest Nations!
Suckled by thee, old husky Nurse—embodying thee!
Indomitable, untamed as thee.
(Ever the heroes, on water or on land, by ones or twos appearing,
Ever the stock preserv’d, and never lost, though rare—enough for seed preserv’d.)
2
Flaunt out O Sea, your separate flags of nations!
Flaunt out, visible as ever, the various ship-signals!
But do you reserve especially for yourself, and for the soul of man, one flag above all the rest,
A spiritual woven Signal, for all nations, emblem of man elate above death,
Token of all brave captains, and all intrepid sailors and mates,
And all that went down doing their duty;
Reminiscent of them’twined from all intrepid captains, young or old;
A pennant universal, subtly waving, all time, o’er all brave sailors,
All seas, all ships.
Mas tudo está bem quando acaba bem, e por isso vamos pôr as mágoas de lado e saudar com enfâse a Regata "Tall Ships 2012" cujos belos navios aqui estão bem perto de nós, nesta Lisboa incomparável na sua luz tão peculiar.
De Walt Whitman aqui deixo este seu hino de louvor ao Mar e aos Marinheiros:
1
To-day a rude brief recitative,
Of ships sailing the Seas, each with its special flag or ship-signal;
Of unnamed heroes in the ships—Of waves spreading and spreading, far as the eye can reach;
Of dashing spray, and the winds piping and blowing;
And out of these a chant, for the sailors of all nations,
Fitful, like a surge.
Of Sea-Captains young or old, and the Mates—and of all intrepid Sailors;
Of the few, very choice, taciturn, whom fate can never surprise, nor death dismay,
Pick’d sparingly, without noise, by thee, old Ocean—chosen by thee,
Thou Sea, that pickest and cullest the race, in Time, and unitest Nations!
Suckled by thee, old husky Nurse—embodying thee!
Indomitable, untamed as thee.
(Ever the heroes, on water or on land, by ones or twos appearing,
Ever the stock preserv’d, and never lost, though rare—enough for seed preserv’d.)
2
Flaunt out O Sea, your separate flags of nations!
Flaunt out, visible as ever, the various ship-signals!
But do you reserve especially for yourself, and for the soul of man, one flag above all the rest,
A spiritual woven Signal, for all nations, emblem of man elate above death,
Token of all brave captains, and all intrepid sailors and mates,
And all that went down doing their duty;
Reminiscent of them’twined from all intrepid captains, young or old;
A pennant universal, subtly waving, all time, o’er all brave sailors,
All seas, all ships.
quarta-feira, julho 18, 2012
Libertações
Chegada a "idade média" da humanidade (homem aparentemente mais tarde, pelos 50's, e a da mulher talvez mais cedo, em redor dos 45's) é muito comum assumirem-se comportamentos de maior risco social, uma especie de "libertação" das mentes até então preocupadas com as três fundamentais vertentes que fazem mexer ambos : o poder, o estômago e o sexo (para o Homem); o poder, a aparência e o amor (para a Mulher).
É a altura de muito divórcio, de muita mudança de vida, de muito olhar para dentro e verificar que, afinal, as esperanças da juventude tinham ficado na gaveta enquanto que o corpo fazia pela vida da forma mais prática e possível.
Do ponto de vista da malta endinheirada, pelos 50's há homens que compram o mítico 911, enquanto que muitas das mulheres esperam pelos tais 45's para a primeira "recauchutagem". Ambos talvez em busca da juventude perdida, agarrando-se por unhas e dentes ao sonho daquilo que já foi.
D. Camilo José Cela tinha já brilhantemente escrito sobre esssa matéria. A excelente banda desenhada "La course d'un rat" de Gérad Lauzier (Dargaud) também é paradigmática destas emoções um pouco burguesas. E que bem as retrata!
Mas se o ponto de vista for o da gente pobre e remediada, notar-se -á que é bem mais difícil estereotipar este tipo de comportamentos da "meia idade". Tais divagações são coisas de élites com pouco que fazer - lá está, a não ser os jogos de poder, escolher onde vão almoçar ou quem lhes deve tratar da "fachada", e com quem lhes estará a apetecer "dar uma cambalhota".
Os remediados poderão sentir que o tempo também lhes está a passar ao lado, mas com as preocupações da hipoteca da casa, da prestação do carrito, do corte nos subsídios, e com os filhos desempregados, não deve haver libido que resista.
Uma ou outra noite de sonhos de grandeza, se tiverem sorte, podem ser "ersatz" para mascarar as insuficiências do dia-a-dia. E se bater bem forte este trauma da andropausa ou menopausa psicológica, é bem possível que o escape real desta humanidade mais na penúria seja aquele que mais barato se torna: a infidelidade conjugal, ou dito no linguarejar típico da classe em causa, "a facadinha no matrimónio" para os casados, ou o "mudar de parceiro" para os outros solteiros, viúvos ou separados.
A sardinha não substitui a lagosta, mas às vezes (para mim quase sempre) apetece bem mais do que aquela. Uma garrafa de Salon Millésimé é uma dádiva divina , mas muita satisfação sensorial também se retira de uma taça de vinhão diretamente do pipo, lá no Alto Minho.
Já aqui disse que não seria capaz de comer todos os dias no Tavares, embora admire muito o trabalho de Mestre Aimé Barroyer. E quanto ao Barca Velha, quem não o enjoaria depois de um mês ou dois a bebê-lo continuamente?
De tudo se cansa o homem e a mulher. Quanto mais um do outro...
Leiam muito (que ainda é mais barato do que os anti-depressivos e ansiolíticos). Pelos livros segue à noitinha a nossa imaginação. E assim se evitam despesas e sobressaltos.
Nota: Não estou a dizer com isto que pelo facto da leitora ter acabado de ler "O Monte dos Vendavais", a roncadora criatura que dorme ao seu lado se transformará no Brad Pitt... Mas com as luzes apagadas (e se ele não disser nada) pode ser que disfarce... E meta-lhe água de colónia para cima do coiro, que também ajuda à transformação.
terça-feira, julho 17, 2012
O Verão Iô-Iô
Hoje e amanhã parece que as temperaturas vão fazer estalar o alcatrão - mais de 40º. Para 5ª feira prevê-se uma descida considerável e ninguém se surpreenderia se neste fim de semana as nuvens aparecessem...Outra vez!
Lá quem manda superiormente nestas coisas do tempo - seja a Potestade judaico-cristã, o grande chefe Nuvem Vermelha (infelizmente já falecido) ou um funcionário superior da NSA em Washington com os seus satélites - deve ter compreendido que aqui para a Europa do Sul o tempo não vai para férias fora de casa , e daí premeia os indígenas com estes balanços sinusoidais da temperatura estival.
A intenção é boa e caritativa. Mas devemos dizer ao benfazejo administrador do Sol e do Vento que também nas suas casas as pessoas têm direito a usufruir do bom tempo sem surpresas. E de dar algum trabalho às esplanadas das suas zonas que por enquanto ainda não fecharam.
Se não houver "massa" (nem disposição) para as sangrias de champagne com gambas da nossa costa, venham de lá umas bejecas com uns caracóis.
E os banhos de mar por enquanto não implicam entrada paga. Tem é de estar a água a uma temperatura mais ou menos condizente para proporcionar a felicidade do triste. Para uns a partir dos 20 grauzinhos, para outros (garganeiros) só a partir dos 22...
Já perceberam que o grande truque dos Sábados e Domingos é trocar as voltas às refeições tradicionais: Não almocem. Embrulhem umas sandes para a praia ou para o campo, regressem a casa a tempo de tomar um duche (coletivo sai mais barato e proporciona outro tipo de conforto, a dois). Jantem coisas levezinhas ou daquelas que se podem deixar feitas de véspera. Tornem a sair para tomar o ar fresco da noite em boa companhia.
Arroz de Bacalhau seco no forno - Cozam 3 boas postas de bacalhau para 4 pessoas. Limpem de espinhas e de peles. Desfaçam em lascas. Aproveitem a água.
Num tacho façam uma puxadinha com bom azeite, cebola picada, alho picado, tomate fresco limpo de pele e de sementes, coentros partidos, pimentos verdes e vermelhos também partidos finos depois de bem limpos. Um copo pequeno de Moscatel depois de uns minutos a puxar fica sempre bem.
Introduzam as lascas de bacalhau e meio frasco de azeitonas pretas descaroçadas partidas ao meio. Refoguem tudo por alguns minutos em lume brando. Deitem pimenta preta moída a gosto. Depois deitem o arroz (chávena e meia). Fritem um minuto. Acrescentem com a água de cozer o bacalhau (3 chávenas e meia). Aumentem o lume e deixem cozer o arroz. Corrijam de sal.
Em estando "al dente" apaguem o lume, deixem abrir o arroz um bocadinho envolvendo o tacho num pano de cozinha grosso.
Se for para guardar deixem estar assim e no dia de utilizar vai ao forno a 170º por 15 a 20 minutos com uma meia chávena de caldo de peixe por cima para não secar em demasia (desfaçam um cubo gourmet de peixe ou marisco - fumet - num pouco de vinho branco e água ao lume) . Decorem com coentros cortados no momento mesmo antes de ir para a mesa, uns tomatinhos cherry e azeitonas pretas inteiras..
Aguenta-se perfeitamente no frigorífico 3 ou 4 dias.
Lá quem manda superiormente nestas coisas do tempo - seja a Potestade judaico-cristã, o grande chefe Nuvem Vermelha (infelizmente já falecido) ou um funcionário superior da NSA em Washington com os seus satélites - deve ter compreendido que aqui para a Europa do Sul o tempo não vai para férias fora de casa , e daí premeia os indígenas com estes balanços sinusoidais da temperatura estival.
A intenção é boa e caritativa. Mas devemos dizer ao benfazejo administrador do Sol e do Vento que também nas suas casas as pessoas têm direito a usufruir do bom tempo sem surpresas. E de dar algum trabalho às esplanadas das suas zonas que por enquanto ainda não fecharam.
Se não houver "massa" (nem disposição) para as sangrias de champagne com gambas da nossa costa, venham de lá umas bejecas com uns caracóis.
E os banhos de mar por enquanto não implicam entrada paga. Tem é de estar a água a uma temperatura mais ou menos condizente para proporcionar a felicidade do triste. Para uns a partir dos 20 grauzinhos, para outros (garganeiros) só a partir dos 22...
Já perceberam que o grande truque dos Sábados e Domingos é trocar as voltas às refeições tradicionais: Não almocem. Embrulhem umas sandes para a praia ou para o campo, regressem a casa a tempo de tomar um duche (coletivo sai mais barato e proporciona outro tipo de conforto, a dois). Jantem coisas levezinhas ou daquelas que se podem deixar feitas de véspera. Tornem a sair para tomar o ar fresco da noite em boa companhia.
Arroz de Bacalhau seco no forno - Cozam 3 boas postas de bacalhau para 4 pessoas. Limpem de espinhas e de peles. Desfaçam em lascas. Aproveitem a água.
Num tacho façam uma puxadinha com bom azeite, cebola picada, alho picado, tomate fresco limpo de pele e de sementes, coentros partidos, pimentos verdes e vermelhos também partidos finos depois de bem limpos. Um copo pequeno de Moscatel depois de uns minutos a puxar fica sempre bem.
Introduzam as lascas de bacalhau e meio frasco de azeitonas pretas descaroçadas partidas ao meio. Refoguem tudo por alguns minutos em lume brando. Deitem pimenta preta moída a gosto. Depois deitem o arroz (chávena e meia). Fritem um minuto. Acrescentem com a água de cozer o bacalhau (3 chávenas e meia). Aumentem o lume e deixem cozer o arroz. Corrijam de sal.
Em estando "al dente" apaguem o lume, deixem abrir o arroz um bocadinho envolvendo o tacho num pano de cozinha grosso.
Se for para guardar deixem estar assim e no dia de utilizar vai ao forno a 170º por 15 a 20 minutos com uma meia chávena de caldo de peixe por cima para não secar em demasia (desfaçam um cubo gourmet de peixe ou marisco - fumet - num pouco de vinho branco e água ao lume) . Decorem com coentros cortados no momento mesmo antes de ir para a mesa, uns tomatinhos cherry e azeitonas pretas inteiras..
Aguenta-se perfeitamente no frigorífico 3 ou 4 dias.
segunda-feira, julho 16, 2012
Já não se aguentam...
Refiro-me às anedotas sobre o desgraçado do Relvas e do seu "curso"...
Alberto João Jardim foi o último a contribuir para essa coleta:
-"Depois de 30 anos de Presidente do Governo Regional, tendo o grau de Engenheiro reconhecido pela Ordem e ainda um Doutoramento Honoris Causa , vou requerer a equivalência a mais 4 licenciaturas: Biologia, Veterinária, Informática e Astronomia!"
A malta mais dada a frequentar a "praia" - como o famoso ZéZé Camarinha, figura tutelar do engatanço algarvio - já parece que terá obtido a equivalência à Licenciatura em Relações Internacionais...
Mestre Mendonça e seus pares - caçadores de perdizes, lebres e de tudo o resto que mexa - já apresentaram a candidatura a Licenciados em Engenharia Zootécnica pelo ISA.
O meu amigo lá da serra alta - Tio Santidade - que toda a vida se aliviou na mata, fosse do que fosse, sendo vivo teria hoje hipótese de ser licenciado em Engenharia Florestal e dos Recursos Naturais, pela experiência de mais de 50 anos a regar as árvores e a adubar o solo com fertilizante natural da sua lavra.
O Chico do "cavalo" - conhecida personagem que as injustiças sociais do presidente António Costa arredaram da sua atividade profissional no Intendente - requereu equivalência em Fitofarmácia, Plantas Aromáticas e Medicinais, na Universidade de Trás-os-Montes.
Por outro lado, já consta que o Ti Rosa em Cascais (conhecido ceguinho - digo, invisual - frequentador da praça e frequente apalpador das "prateleiras" das senhoras peixeiras, segundo ele para não cair) terá requerido equivalência curricular para a licenciatura em Design de Equipamento nas Belas Artes.
Por fim, analisado o meu CV à mesa, a minha experiência de 30 anos (desde que ganhei o 1º ordenado) a comer e a beber fora de casa, seria mais que justo que me fosse concedida a Licenciatura em Enologia (regime pós-laboral). Mesmo sem ela preparo já a Tese de Doutoramento: "Vinho Tinto - Consequências do charuto Partagas Lusitânia na apreciação gustativa: o palato ainda conseguiria distinguir a esteva e o mato verde, em torno do apimentado gosto das amoras e frutos pretos do bosque, com um toque de baunilha em vagem?"
Alberto João Jardim foi o último a contribuir para essa coleta:
-"Depois de 30 anos de Presidente do Governo Regional, tendo o grau de Engenheiro reconhecido pela Ordem e ainda um Doutoramento Honoris Causa , vou requerer a equivalência a mais 4 licenciaturas: Biologia, Veterinária, Informática e Astronomia!"
A malta mais dada a frequentar a "praia" - como o famoso ZéZé Camarinha, figura tutelar do engatanço algarvio - já parece que terá obtido a equivalência à Licenciatura em Relações Internacionais...
Mestre Mendonça e seus pares - caçadores de perdizes, lebres e de tudo o resto que mexa - já apresentaram a candidatura a Licenciados em Engenharia Zootécnica pelo ISA.
O meu amigo lá da serra alta - Tio Santidade - que toda a vida se aliviou na mata, fosse do que fosse, sendo vivo teria hoje hipótese de ser licenciado em Engenharia Florestal e dos Recursos Naturais, pela experiência de mais de 50 anos a regar as árvores e a adubar o solo com fertilizante natural da sua lavra.
O Chico do "cavalo" - conhecida personagem que as injustiças sociais do presidente António Costa arredaram da sua atividade profissional no Intendente - requereu equivalência em Fitofarmácia, Plantas Aromáticas e Medicinais, na Universidade de Trás-os-Montes.
Por outro lado, já consta que o Ti Rosa em Cascais (conhecido ceguinho - digo, invisual - frequentador da praça e frequente apalpador das "prateleiras" das senhoras peixeiras, segundo ele para não cair) terá requerido equivalência curricular para a licenciatura em Design de Equipamento nas Belas Artes.
Por fim, analisado o meu CV à mesa, a minha experiência de 30 anos (desde que ganhei o 1º ordenado) a comer e a beber fora de casa, seria mais que justo que me fosse concedida a Licenciatura em Enologia (regime pós-laboral). Mesmo sem ela preparo já a Tese de Doutoramento: "Vinho Tinto - Consequências do charuto Partagas Lusitânia na apreciação gustativa: o palato ainda conseguiria distinguir a esteva e o mato verde, em torno do apimentado gosto das amoras e frutos pretos do bosque, com um toque de baunilha em vagem?"
sexta-feira, julho 13, 2012
A pretexto de um Tinto
Bem, tinto não foi bem o único pretexto, como se verá, mas combinou bem com tudo o resto.
A Lavradores de Feitoria fez um Douro (relativamente novo no mercado) o "Quinta da Costa das Aguaneiras". Provámos ontem o de 2007 à mesa do Galito.
Para lhe dar conversa de jeito o Sr. Henrique tinha proposto Sopa de Beldroegas para uns, Gaspacho com Pataniscas para outros, Borrego Assado no forno e Pézinhos de Porco de Coentrada.
Antes disso já a "quadrilha" tinha entretido o apetite com os habituais mata-bichos do jovem pretendente a galo: os torresmos do rissol, os queijos de ovelha secos, o coelho S. Cristóvão, a cabeça de xara, o paio de Portalegre, a tarte de espargos verdes com queijo e as excelentes empadas de javali ...
Voltando então ao Vinho, aqui deixo (com chapelada) uma paciente apreciação de um blogger bem conhecido (João Pedro Carvalho do copode3) com a qual concordo inteiramente - à parte alguma poesia verbal que , sendo já esperada nestas "libações", ainda considero um pouco fantasiosa. Mas isso devo ser eu que de vinhos só percebo o suficiente para pôr o copo à boca e Beber ou Não (caso me agrade ou nem por isso..). E este Quinta da Costa das Aguaneiras agradou-me mesmo muito. Até pelo civilizadíssimo preço com que chegou à mesa (cerca de 30€, custando 18€ no produtor).
A Lavradores de Feitoria fez um Douro (relativamente novo no mercado) o "Quinta da Costa das Aguaneiras". Provámos ontem o de 2007 à mesa do Galito.
Para lhe dar conversa de jeito o Sr. Henrique tinha proposto Sopa de Beldroegas para uns, Gaspacho com Pataniscas para outros, Borrego Assado no forno e Pézinhos de Porco de Coentrada.
Antes disso já a "quadrilha" tinha entretido o apetite com os habituais mata-bichos do jovem pretendente a galo: os torresmos do rissol, os queijos de ovelha secos, o coelho S. Cristóvão, a cabeça de xara, o paio de Portalegre, a tarte de espargos verdes com queijo e as excelentes empadas de javali ...
Um comentário à parte para dizer que se não fosse alguma falta de sal nos pézinhos (nota do paladar feminino à mesa) tudo o que se comeu estava como é costume: Muito bom!
Nesta reunião à volta dos talheres (ainda são as melhores) para discutirmos o andamento do nosso Livro temático "Sabores do Ar e do Fogo" compareceram os 3 autores: Fátima Moura, Quitério e Cerdeira. O livro apresenta-se de momento algo "enconapado" , mas tudo indica que aproveitará bem o Verão para medrar (cuidado!) e atingir a máxima pujança.
A data da entrega do original ficou apalavrada para o final deste ano . E assim deixámos ir para férias os 3 impetrantes, não sem antes terem visto e apreciado as maquetes dos selos das mesmas chouriças , presuntos e etc... que editaremos dentro em pouco . Parabéns bem merecidos foram na altura enviados ao Amigo Acácio!
É curioso que o barulho que outros fazem acaba por deixar vinhos como este um pouco esquecidos e fora do destaque que sem dúvida merece e merecem, afinal de contas todos procuramos vinhos com a melhor relação preço/qualidade possível, este é um desses exemplos cujo preço ronda os 18€.
O lote é composto por um domínio de 70% da Touriga Nacional, com 10% de Tinta Roriz e 20% de outras castas, passando por barrica nova e usada de carvalho francês.
O vinho conquistou-me pela qualidade de conjunto, pela forma como se mostrou com aquele toque vegetal mais agreste, mais raçudo e com nervo, fora de facilitismos que tanto abundam por aí... mostrou-se de aroma intenso com bastante fruta vermelha (amora, framboesa, cereja) bem limpa e madura, a barrica em plena integração sem qualquer beliscar de conjunto, aporta aromas com peso e medida, aumentando assim a complexidade e refinando o conjunto. Depois mostra aquele toque de Douro com vegetal do monte, andar pelas encostas a cheirar a esteva e o mato verde, leve baunilha e apimentado, floral presente com muita frescura à mistura. Boca muito feliz e de perfil gastronómico, amplo a mostrar vigor e energia, com boa profundidade e uma frescura a mostrar-se muito bem, dando ao vinho uma vontade de beber mais um copo, sente-se a boa doçura da fruta pura e limpa, sente-se a madeira que serve de encosto, sente-se aquele travo a pimenta preta, fresco e apimentado, e lá no fundo a secura de alguns taninos em final longo e persistente com um travo fresco e mineral.
Para Descansar a Vista
Lembro hoje o poeta Cruz e Sousa, do país irmão.
Cruz e Sousa (1861-1898) foi um mestre do simbolismo no Brasil. Um negro numa sociedade ainda marcada pelo estigma da escravatura, não só participou do movimento abolicionista, proferindo palestras e escrevendo sempre em jornais e panfletos, como ao mesmo tempo prosseguia uma atividade poética de grande envergadura, que o colocou ao lado de Mallarmé, Rimbaud e Verlaine. Este “cisne negro” (como era conhecido nos meios literários) morreu pobre e pouco conhecido do público em geral, embora já devidamente apreciado pelos círculos intelectuais mais liberais do Rio de Janeiro.
Cruz e Sousa (1861-1898) foi um mestre do simbolismo no Brasil. Um negro numa sociedade ainda marcada pelo estigma da escravatura, não só participou do movimento abolicionista, proferindo palestras e escrevendo sempre em jornais e panfletos, como ao mesmo tempo prosseguia uma atividade poética de grande envergadura, que o colocou ao lado de Mallarmé, Rimbaud e Verlaine. Este “cisne negro” (como era conhecido nos meios literários) morreu pobre e pouco conhecido do público em geral, embora já devidamente apreciado pelos círculos intelectuais mais liberais do Rio de Janeiro.
Cavador do Infinito
Com a lâmpada do Sonho desce aflito
E sobe aos mundos mais imponderáveis,
Vai abafando as queixas implacáveis,
Da alma o profundo e soluçado grito.
Ânsias, Desejos, tudo a fogo, escrito
Sente, em redor, nos astros inefáveis.
Cava nas fundas eras insondáveis
O cavador do trágico Infinito.
E quanto mais pelo Infinito cava
mais o Infinito se transforma em lava
E o cavador se perde nas distâncias...
Alto levanta a lâmpada do Sonho.
E como seu vulto pálido e tristonho
Cava os abismos das eternas ânsias!
Cruz e Sousa
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