
sábado, janeiro 07, 2006
sexta-feira, janeiro 06, 2006
O Mercado Real e o Potencial - Polémica que abro neste Blogue sobre Estratégia CTT
Recordo a famosa frase de Lee Yacocka CEO que conseguiu retirar a Chrysler de um "buraco" sem precedentes nos anos 80:
"No epitáfio do gestor visionário deviam escrever o seguinte: Este gajo tinha razão, mas lixou-se porque confundiu o seu Mercado Real com o Potencial"
A política estratégica de uma Empresa - no caso presente os CTT - tem que ser construída a pensar no Mercado Potencial ( a Visão, o onde queremos estar) MAS sem nunca ignorar que quem paga as contas ( e os ordenados) são os Clientes actuais que nos compram os produtos actuais!
Numa altura em que os grandes gurus do sector das Comunicações não se conseguem ainda entender quanto à velocidade de substituição do Correio Normal pelo CorreioElectrónico\digital\virtual parece perigoso gastar as munições (ao nível do Investimento e dos meios humanos) na aposta Horizonte sem acautelar o Presente e o Futuro mais próximo.
Qual a vossa opinião?
"No epitáfio do gestor visionário deviam escrever o seguinte: Este gajo tinha razão, mas lixou-se porque confundiu o seu Mercado Real com o Potencial"
A política estratégica de uma Empresa - no caso presente os CTT - tem que ser construída a pensar no Mercado Potencial ( a Visão, o onde queremos estar) MAS sem nunca ignorar que quem paga as contas ( e os ordenados) são os Clientes actuais que nos compram os produtos actuais!
Numa altura em que os grandes gurus do sector das Comunicações não se conseguem ainda entender quanto à velocidade de substituição do Correio Normal pelo CorreioElectrónico\digital\virtual parece perigoso gastar as munições (ao nível do Investimento e dos meios humanos) na aposta Horizonte sem acautelar o Presente e o Futuro mais próximo.
Qual a vossa opinião?
Sinais sobre a 1ª Volta das Presidenciais
Existem alguns sinais por parte de algumas candidaturas que nos permitem supor que a Vitória esperada de Cavaco Silva à 1ª Volta estará tremida.
Penso que essas candidaturas já têm em seu poder resultados de sondagens que só serão publicadas dentro de dias.
Vamos acompanhando esta situação, comigo a "roer as unhas" por não poder apressar os "meus" últimos resultados da Faculdade...
Penso que essas candidaturas já têm em seu poder resultados de sondagens que só serão publicadas dentro de dias.
Vamos acompanhando esta situação, comigo a "roer as unhas" por não poder apressar os "meus" últimos resultados da Faculdade...
quinta-feira, janeiro 05, 2006
1º Almoço do Blogue "O Correio Mor"
A pedido de muitos leitores e colaboradores, fartos de ouvir falar de comida e de bebida sem resultados práticos que se vissem, tentarei organizar um almoço temático - por inscrição - no Sábado logo a seguir às Eleições Presidenciais - 28 de Janeiro.
Aberto a Leitores e a Colaboradores , mais quem entenderem ( o termo politicamente correcto actual para acompanhantes é "the significant other").
Tentarei manter o custo nos 25€ por cabeça e tentarei ainda dar-lhes o melhor que possa encontrar (por esse preço ...) em termos de comeres e beberes.
Inscrições directamente no Blogue e a partir de agora.
O local dependerá do número de inscrições.
Aberto a Leitores e a Colaboradores , mais quem entenderem ( o termo politicamente correcto actual para acompanhantes é "the significant other").
Tentarei manter o custo nos 25€ por cabeça e tentarei ainda dar-lhes o melhor que possa encontrar (por esse preço ...) em termos de comeres e beberes.
Inscrições directamente no Blogue e a partir de agora.
O local dependerá do número de inscrições.
Soares e Churchil - a 6ª crónica de JPP sobre as Presidenciais
Gosto de ler, como sabem, o Dr. Pacheco Pereira embora não compartilhe as suas opiniões políticas.
Tem uma cultura geral e uma erudição notáveis, sabe escrever e prender o leitor e (last but not the least) é meu Colega no ISCTE.
No Público de hoje apresenta a sua Sexta Crónica sobre as nossas Presidenciais, onde compara Mário Soares a Churchil do ponto de vista do fim da vida política de ambos: a "Eleição Fatal" que Churchil perdeu depois da guerra a favor dos Trabalhistas e a "Eleição Fatal" em 2006 que Mário Soares perderá para Cavaco Silva. Em ambos os casos terminaria a carreira política dos dois estadistas, com uma nota de saída pela "porta baixa" que não mereceriam face aos serviços prestados à(s) Pátria (s).
Esta comparação entre Soares e Churchil é engraçada porque - sendo muito distintos do ponto de vista da filosofia política que defendiam - pelo menos assim me parece, embora nestes tempos de miscigenação ideológica já seja difícil saber quem defende o quê e onde... têm uma presença física com semelhanças evidentes e uma forma sibarita comparável de encarar a vida e os seus Prazeres: os Charutos de Churchil, a sua ligação de uma vida inteira à grande Casa de Champagne Pol Roget, são equiparáveis ao gosto público de Soares pelos bons vinhos e pela Comida Tradicional portuguesa.
A Pol Roget até mandou inscrever uma faixa negra nas suas garrafas depois da morte de Churchil e nomeou o seu topo de gama como "Cuvée Sir Winston Churchil".
A morada da proprietária (há aqui "inuendos" que não sei destrinçar por falta de fontes credíveis) da Pol Roget em Paris era considerada por Winston Churchil "the most drinkable address in the world". A Senhora em causa retribuiu a cortesia nunca deixando que faltasse Champagne a Sir Winston durante a guerra, mesmo durante os piores meses do Blitz sobre a Inglaterra. Contam-se histórias interessantíssimas sobre a forma como as garrafinhas eram enviadas para Londres, metendo a Resistência ao barulho e passagens diplomáticas por Lisboa...
Como sabem só vou alvitrar prognósticos sobre os resultados da 1ª Volta na semana de 16 de Janeiro, mas sempre vos digo que - a existir 2ª Volta - a anunciada Vitória do Prof. Cavaco Silva não será um passeio triunfal tão grande como hoje parece.
Nesse aspecto estou de acordo com JPP...
Tem uma cultura geral e uma erudição notáveis, sabe escrever e prender o leitor e (last but not the least) é meu Colega no ISCTE.
No Público de hoje apresenta a sua Sexta Crónica sobre as nossas Presidenciais, onde compara Mário Soares a Churchil do ponto de vista do fim da vida política de ambos: a "Eleição Fatal" que Churchil perdeu depois da guerra a favor dos Trabalhistas e a "Eleição Fatal" em 2006 que Mário Soares perderá para Cavaco Silva. Em ambos os casos terminaria a carreira política dos dois estadistas, com uma nota de saída pela "porta baixa" que não mereceriam face aos serviços prestados à(s) Pátria (s).
Esta comparação entre Soares e Churchil é engraçada porque - sendo muito distintos do ponto de vista da filosofia política que defendiam - pelo menos assim me parece, embora nestes tempos de miscigenação ideológica já seja difícil saber quem defende o quê e onde... têm uma presença física com semelhanças evidentes e uma forma sibarita comparável de encarar a vida e os seus Prazeres: os Charutos de Churchil, a sua ligação de uma vida inteira à grande Casa de Champagne Pol Roget, são equiparáveis ao gosto público de Soares pelos bons vinhos e pela Comida Tradicional portuguesa.
A Pol Roget até mandou inscrever uma faixa negra nas suas garrafas depois da morte de Churchil e nomeou o seu topo de gama como "Cuvée Sir Winston Churchil".
A morada da proprietária (há aqui "inuendos" que não sei destrinçar por falta de fontes credíveis) da Pol Roget em Paris era considerada por Winston Churchil "the most drinkable address in the world". A Senhora em causa retribuiu a cortesia nunca deixando que faltasse Champagne a Sir Winston durante a guerra, mesmo durante os piores meses do Blitz sobre a Inglaterra. Contam-se histórias interessantíssimas sobre a forma como as garrafinhas eram enviadas para Londres, metendo a Resistência ao barulho e passagens diplomáticas por Lisboa...
Como sabem só vou alvitrar prognósticos sobre os resultados da 1ª Volta na semana de 16 de Janeiro, mas sempre vos digo que - a existir 2ª Volta - a anunciada Vitória do Prof. Cavaco Silva não será um passeio triunfal tão grande como hoje parece.
Nesse aspecto estou de acordo com JPP...
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Regresso ao Trabalho
Caros Amigos,
Chegou o Bloguista de Seia com uma grandessíssima (não perua oh inventores e pintores da desgraça alheia!) mas sim constipação. "Meninos da linha" a fazerem turismo no Maciço Central é o que dá...
... Já agora , quantas das nossas Crianças saberão escrever "Maciço Central" sem irem ao corrector ortográfico do Windows? ....
Trago-vos notícias de um Excelente ano para o Dão: Ano quentíssimo e vindimas sob um sol abrasador deram uma massa vínica notável, embora de grau proibitivo que convém saber moldar na Adega para não estragar as perspectivas deste grandioso - em potencial - "Colheita de 2005".
Provei o vinho novo em casa de minha sogra e em Vila Nova de Tázem (a abrir só lá para a Páscoa) e estava de se lhe tirar o chapéu!
Esgotámos em Blogues anteriores as Receitas dos cabritos etc... próprios da quadra, pelo que vos vou hoje falar de uma preparação simples mas que nos lembra hábitos de outras épocas e que resulta impecavelmente com pratos de carne assada: Ervas à moda da Serra da Estrela.
Cuidado ignorantes! Não se trata aqui de propor Cannabis ou Marijuana em malgas de barro, ou de vos convidar a fumar um charro para amortecer o Lombo de porco assado!!
As Ervas de que falo são, simplesmente, Esparregado de nabiças feito à moda Serrana.
" Migam-se as folhas de nabos como se faz à couve galega para o Caldo Verde, grosseiramente e à mão, com faca.
Cozem-se de seguida em água com um pouco de sal e, no fim de cozidas, escorrem-se muito bem.
Em seguida colocam-se num tacho vários dentes de alho (3 ou 4) bem picados e junta-se azeite do melhor. Deixamos aquecer mas não refogar.
Juntamos depois as nabiças escorridas e mexemos bem. Junta-se, por fim, um pouco de leite e de farinha mexendo sempre.
Ao retirar do lume dá-se um bom golpe de Vinagre de vinho."
A diferença entre estas "Ervas" e o esparregado clássico é que neste último o preparado é todo passado pela máquina, enquanto que as "Ervas da Beira Alta" vão para o prato como o feijão verde ou os grelos salteados, com mais comsistência e sabor.
Experimentem e depois digam alguma coisa...
Chegou o Bloguista de Seia com uma grandessíssima (não perua oh inventores e pintores da desgraça alheia!) mas sim constipação. "Meninos da linha" a fazerem turismo no Maciço Central é o que dá...
... Já agora , quantas das nossas Crianças saberão escrever "Maciço Central" sem irem ao corrector ortográfico do Windows? ....
Trago-vos notícias de um Excelente ano para o Dão: Ano quentíssimo e vindimas sob um sol abrasador deram uma massa vínica notável, embora de grau proibitivo que convém saber moldar na Adega para não estragar as perspectivas deste grandioso - em potencial - "Colheita de 2005".
Provei o vinho novo em casa de minha sogra e em Vila Nova de Tázem (a abrir só lá para a Páscoa) e estava de se lhe tirar o chapéu!
Esgotámos em Blogues anteriores as Receitas dos cabritos etc... próprios da quadra, pelo que vos vou hoje falar de uma preparação simples mas que nos lembra hábitos de outras épocas e que resulta impecavelmente com pratos de carne assada: Ervas à moda da Serra da Estrela.
Cuidado ignorantes! Não se trata aqui de propor Cannabis ou Marijuana em malgas de barro, ou de vos convidar a fumar um charro para amortecer o Lombo de porco assado!!
As Ervas de que falo são, simplesmente, Esparregado de nabiças feito à moda Serrana.
" Migam-se as folhas de nabos como se faz à couve galega para o Caldo Verde, grosseiramente e à mão, com faca.
Cozem-se de seguida em água com um pouco de sal e, no fim de cozidas, escorrem-se muito bem.
Em seguida colocam-se num tacho vários dentes de alho (3 ou 4) bem picados e junta-se azeite do melhor. Deixamos aquecer mas não refogar.
Juntamos depois as nabiças escorridas e mexemos bem. Junta-se, por fim, um pouco de leite e de farinha mexendo sempre.
Ao retirar do lume dá-se um bom golpe de Vinagre de vinho."
A diferença entre estas "Ervas" e o esparregado clássico é que neste último o preparado é todo passado pela máquina, enquanto que as "Ervas da Beira Alta" vão para o prato como o feijão verde ou os grelos salteados, com mais comsistência e sabor.
Experimentem e depois digam alguma coisa...
segunda-feira, janeiro 02, 2006
domingo, janeiro 01, 2006
sexta-feira, dezembro 30, 2005
Só acontece aos outros...

Mais de metade dos portugueses mantêm relações sexuais com indiferença ante os riscos da sida, segundo os resultados de um inquérito EXPRESSO/Eurosondagem.
Com efeito, 52,2% dos inquiridos responderam que a ameaça da doença não condiciona (ou condicionou no passado) a sua actividade sexual. Um sentimento mais assumido pelas mulheres (60,2%) do que pelos homens (44%).
Esta atitude de alheamento em relação aos perigos da enfermidade está também patente na resposta sobre o preservativo: um terço dos entrevistados (33,5%) diz que nunca usa, enquanto 28,8% só o fazem em certos casos.
EXPRESSO
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Ary dos Santos
Natal
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre de uma mulher
Ary dos Santos
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre de uma mulher
Ary dos Santos
sexta-feira, dezembro 23, 2005
O Bloguista Vai para a Beira Alta - Regresso a este Blogue a 3 de Janeiro
Amigos Leitores,
Vou para Seia entre o Natal e o Ano Novo.
Até ao meu regresso passem todos bem e tenham muita saúde (para além dos vinhos que vos fui recomendando neste ano também não se esqueçam dos guronsans, pankreoflats, hepaquifas e legallons - protectores hepáticos, defensores estomacais e reconstituintes) .
Um Santo Natal e uma Excelente Ano Novo para todos!!
Vou para Seia entre o Natal e o Ano Novo.
Até ao meu regresso passem todos bem e tenham muita saúde (para além dos vinhos que vos fui recomendando neste ano também não se esqueçam dos guronsans, pankreoflats, hepaquifas e legallons - protectores hepáticos, defensores estomacais e reconstituintes) .
Um Santo Natal e uma Excelente Ano Novo para todos!!
Os Vinhos e Comidas do Ano Novo e da Passagem de Ano
Depois de ter demorado alguns dias a cozer a Grandessíssima Perua apanhada no decorrer da execução cuidadosa e rigorosa da Receita de Perú constante no Post anterior, o cozinheiro e suas hostes familiares preparam-se para resolver um Dilema:
Passar o Fim de Ano fora ou dentro da sua casa?
Com os Filhos normalmente não se conta nesses dias. Irmãos e irmãs, Primos e Primas, Sogros, Pais e Mães são envolvidos na equação.
Analisadas as hipóteses possíveis - e tendo em atenção a Crise - decidiu-se adiar para o ano que vem a reserva de mesa para 15 pessoas na Hotelaria de luxo, a uns módicos 350€ por cabeça, e pôr em marcha a "Operação Ano Novo em Casa".
Estamos a 28\12 (supomos...) e é altura para começar a comprar o que se vai comer e beber na Passagem e no Dia de Ano Novo.
Passagem do Ano
No meu caso não faço comida "a sério" para a véspera, para dar mais espaço ao convívio familiar e para tornar possível ter a mesa posta (e bem posta) durante toda a noite sem necessidade do "tira prato e pôe prato e mete lá na máquina e já não temos travessas que estão a lavar".
Abasteço-me de Patês, Foie gras e de fumados (peixes e carnes).
Dou aqui uma dica interessante (e passe a publicidade): O Grupo Aucham - Pão de Açucar, tem produtos deste tipo e de marca própria com uma qualidade muito razoável e a preços que não se comparam com os praticados no Corte Inglês e outros para as grandes marcas de Foie Gras e de Patês , como as do Fauchons, Rogier, etc... O Salmão fumado Irlandês Aucham tembém é muito bom.
Não me esqueço dos queijos - Serra ou Serpa, Azeitão, S. Jorge para as tapas. Aqui gasta-se um pouco mais se quisermos ter material de primeira. O Serra está a ap. 23€ o Kg, assim como os outros do mesmo gabarito.
Se possível (depende da "massa") encomendo um bom Presunto cortado à mão. Mas aqui não há volta a dar-lhe: deve ser Espanhol, Pata Negra ou Bolota e não se compra por menos de 110€ o Kg (e pode ser muito mais caro...). Junto-lhe um Paio do Lombo de idêntica origem e dois ou três salpicões de porco Bísaro, de Montezinho. Tudo fatiado tão fino quanto for possível.
Normalmente faço as minhas próprias tostas no forno, com pão rústico fatiado. Tem a vantagem de se irem fazendo e de estarem sempre quentes.
Por acaso ainda tenho em Alcabideche padaria artesanal para este tipo de pão a que se chama "de Mafra", mas nos super-mercados já se compra um pão especial bom para este fim.
Compôem a mesa Frutos secos, Laranjas, Maçãs Bravo de Esmolfe e Ananaz dos Açores - desde que se encontre bem maduro. É sina dos desgraçados dos continentais levar com os ananases de estufa ainda não amadurecidos, e que se tornam intragáveis se consumidos nesse ponto.
Convém ter Caldo Verde feito de véspera, para ser só aquecer lá mais para o fim da noite. Hoje em dia é fácil fazer esta sopa confortável para o estômago, já que se compram as couves já lavadas e migadas.
Quanto aos Vinhos para a Passagem do ano, e para evitar misturas que afectem o estômago, já de si ainda castigado pelos excessos do Natal, recomendo usarmos SÓ Espumantes.
Começando pelos novos e leves (o excelente Branco de Uvas Brancas Loridos, da Bacalhoa é uma boa opção).
Para a Meia-Noite nada melhor - em Portugal e com vinhos Portugueses - do que abrir uma ou duas garrafas do Espumante Rosé da Quinta dos Carvalhais de 2002.
Para fechar a noite, antes de deitar, um Espumante Nacional mais evoluído, como o Grande Reserva Vértice de 1999 ou de 2000.
Dia de Ano Novo
Existe uma tradição (parola mas justificável pela hora da "deita" na véspera) de que as famílias portuguesas comem fora no dia de Ano Novo.
Nada de mais errado!! Os restaurantes, mesmo os de preços superiores estão a abarrotar, a qualidade do atendimento e da comida ressente-se, espera-se horas a fio para sermos servidos, Enfim, é tudo mau!!
Coma-se em Casa nesse dia e deixem-se os Restaurantes para serem apreciados noutras alturas.
Como resolver então a questão das horas tardias a que nos levantamos? O Cozinheiro - embora nunca se embebede visivelmente dada a prática adquirida nestas lides báquicas - também tem direito a curtir a cama!
Sugiro que se faça aqui um pouco de batota, tal como para o Caldo Verde da véspera, e que se escolham as coisas comestíveis de acordo com estas restrições.
Deixemos o Cabrito ou a Perna de Borrego no Forno para outro Fim de Semana onde haja mais vagar e, para desenjoar da carne e dos enchidos, foies gras, etc... proponha-se a um Público (muitas vezes ingrato) uma... Caldeirada!!
A batota consiste em que a Caldeirada, com tudo para ser feito em cru, pode estar já de véspera num panelão, no frigorífico ou até numa Cave, com a tampa do Tacho bem atada, só à espera de ir para o Lume!
Na véspera, pela tarde, enquanto a malta menos habilidosa corta os enchidos e prapara a mesa com o resto dos acepipes, O Cozinheiro:
Retira ameijoas das brancas (as menos caras) e pôe no fundo de um Tacho grande até o cobrir completamente. Em cima das ameijoas coloca grandes e grossas rodelas de boa cebola. Por cima batata cortada também em rodelas grossas, Tomate maduro e fresco, Pimentos das duas cores, um ramo com salsa e coentros, alhos novos em corte grosseiro, malaguetas, e ... é começar a pôr o Peixe às postas. Deita-se Vinho Branco que baste, no máximo 20 cl.
Como gordura apenas Azeite!! Do melhor! Trás-os Montes, Murça, etc, etc, etc,
Recomendo que se compre um Tamboril inteiro para aproveitar os fígados (é mais barato e a cabeça serve para fazer um arroz magnífico, para outra vez) e que se junte uma posta por pessoa de pargo ou garoupa. Continuamos com lulas da traineira (não congeladas) e com pedaços de Safio e de Raia, também um por pessoa. Por mim nada mais ponho. Este peixe deve entrar no Tacho às camadas, alternando com as batatas e Tomate fresco aos bocados e Cebola.
Uma mão cheia de Sal grosso e... cerca de uma hora de lume forte, sem nunca mexer mas abanando uma ou outra vez o tacho para despegar..
Se tudo estiver nos conformes estamos à mesa por volta das 14.00H, tendo-nos levantado pelas 1200H .
Nada mau, não acham?
E quanto aos Vinhos para a Caldeirada? Cabe aqui tudo : Brancos ou Tintos como mais agradar ao freguês.
Recomendo Brancos mais evoluídos, como o Madrigal da Quinta do Monte D'Oiro, o Foz de Arouce ou o Quinta de Carvalhais Encruzado.
Em Tintos, precisamos de corpo mas não de aromas secundários ou terciários que denotam velhice. Tintos vigorosos e novos, como o Quinta do Vale de Dª Maria Douro, em garrafa Magnum de 2002 a 65€ ou ainda Confradeiro, Reserva Douro de 2002, a €15.
Manda a tradição que se "desgaste" a Caldeirada com uma boa bagaceira branca. Não conheço melhor, em Portugal, do que as que são feitas com engaços de cepas de vinhos verdes:
Palácio da Brejoeira , Alderiz ou Casa dos Cunhas são boas hipóteses.
Boas Festas para todos!!
Passar o Fim de Ano fora ou dentro da sua casa?
Com os Filhos normalmente não se conta nesses dias. Irmãos e irmãs, Primos e Primas, Sogros, Pais e Mães são envolvidos na equação.
Analisadas as hipóteses possíveis - e tendo em atenção a Crise - decidiu-se adiar para o ano que vem a reserva de mesa para 15 pessoas na Hotelaria de luxo, a uns módicos 350€ por cabeça, e pôr em marcha a "Operação Ano Novo em Casa".
Estamos a 28\12 (supomos...) e é altura para começar a comprar o que se vai comer e beber na Passagem e no Dia de Ano Novo.
Passagem do Ano
No meu caso não faço comida "a sério" para a véspera, para dar mais espaço ao convívio familiar e para tornar possível ter a mesa posta (e bem posta) durante toda a noite sem necessidade do "tira prato e pôe prato e mete lá na máquina e já não temos travessas que estão a lavar".
Abasteço-me de Patês, Foie gras e de fumados (peixes e carnes).
Dou aqui uma dica interessante (e passe a publicidade): O Grupo Aucham - Pão de Açucar, tem produtos deste tipo e de marca própria com uma qualidade muito razoável e a preços que não se comparam com os praticados no Corte Inglês e outros para as grandes marcas de Foie Gras e de Patês , como as do Fauchons, Rogier, etc... O Salmão fumado Irlandês Aucham tembém é muito bom.
Não me esqueço dos queijos - Serra ou Serpa, Azeitão, S. Jorge para as tapas. Aqui gasta-se um pouco mais se quisermos ter material de primeira. O Serra está a ap. 23€ o Kg, assim como os outros do mesmo gabarito.
Se possível (depende da "massa") encomendo um bom Presunto cortado à mão. Mas aqui não há volta a dar-lhe: deve ser Espanhol, Pata Negra ou Bolota e não se compra por menos de 110€ o Kg (e pode ser muito mais caro...). Junto-lhe um Paio do Lombo de idêntica origem e dois ou três salpicões de porco Bísaro, de Montezinho. Tudo fatiado tão fino quanto for possível.
Normalmente faço as minhas próprias tostas no forno, com pão rústico fatiado. Tem a vantagem de se irem fazendo e de estarem sempre quentes.
Por acaso ainda tenho em Alcabideche padaria artesanal para este tipo de pão a que se chama "de Mafra", mas nos super-mercados já se compra um pão especial bom para este fim.
Compôem a mesa Frutos secos, Laranjas, Maçãs Bravo de Esmolfe e Ananaz dos Açores - desde que se encontre bem maduro. É sina dos desgraçados dos continentais levar com os ananases de estufa ainda não amadurecidos, e que se tornam intragáveis se consumidos nesse ponto.
Convém ter Caldo Verde feito de véspera, para ser só aquecer lá mais para o fim da noite. Hoje em dia é fácil fazer esta sopa confortável para o estômago, já que se compram as couves já lavadas e migadas.
Quanto aos Vinhos para a Passagem do ano, e para evitar misturas que afectem o estômago, já de si ainda castigado pelos excessos do Natal, recomendo usarmos SÓ Espumantes.
Começando pelos novos e leves (o excelente Branco de Uvas Brancas Loridos, da Bacalhoa é uma boa opção).
Para a Meia-Noite nada melhor - em Portugal e com vinhos Portugueses - do que abrir uma ou duas garrafas do Espumante Rosé da Quinta dos Carvalhais de 2002.
Para fechar a noite, antes de deitar, um Espumante Nacional mais evoluído, como o Grande Reserva Vértice de 1999 ou de 2000.
Dia de Ano Novo
Existe uma tradição (parola mas justificável pela hora da "deita" na véspera) de que as famílias portuguesas comem fora no dia de Ano Novo.
Nada de mais errado!! Os restaurantes, mesmo os de preços superiores estão a abarrotar, a qualidade do atendimento e da comida ressente-se, espera-se horas a fio para sermos servidos, Enfim, é tudo mau!!
Coma-se em Casa nesse dia e deixem-se os Restaurantes para serem apreciados noutras alturas.
Como resolver então a questão das horas tardias a que nos levantamos? O Cozinheiro - embora nunca se embebede visivelmente dada a prática adquirida nestas lides báquicas - também tem direito a curtir a cama!
Sugiro que se faça aqui um pouco de batota, tal como para o Caldo Verde da véspera, e que se escolham as coisas comestíveis de acordo com estas restrições.
Deixemos o Cabrito ou a Perna de Borrego no Forno para outro Fim de Semana onde haja mais vagar e, para desenjoar da carne e dos enchidos, foies gras, etc... proponha-se a um Público (muitas vezes ingrato) uma... Caldeirada!!
A batota consiste em que a Caldeirada, com tudo para ser feito em cru, pode estar já de véspera num panelão, no frigorífico ou até numa Cave, com a tampa do Tacho bem atada, só à espera de ir para o Lume!
Na véspera, pela tarde, enquanto a malta menos habilidosa corta os enchidos e prapara a mesa com o resto dos acepipes, O Cozinheiro:
Retira ameijoas das brancas (as menos caras) e pôe no fundo de um Tacho grande até o cobrir completamente. Em cima das ameijoas coloca grandes e grossas rodelas de boa cebola. Por cima batata cortada também em rodelas grossas, Tomate maduro e fresco, Pimentos das duas cores, um ramo com salsa e coentros, alhos novos em corte grosseiro, malaguetas, e ... é começar a pôr o Peixe às postas. Deita-se Vinho Branco que baste, no máximo 20 cl.
Como gordura apenas Azeite!! Do melhor! Trás-os Montes, Murça, etc, etc, etc,
Recomendo que se compre um Tamboril inteiro para aproveitar os fígados (é mais barato e a cabeça serve para fazer um arroz magnífico, para outra vez) e que se junte uma posta por pessoa de pargo ou garoupa. Continuamos com lulas da traineira (não congeladas) e com pedaços de Safio e de Raia, também um por pessoa. Por mim nada mais ponho. Este peixe deve entrar no Tacho às camadas, alternando com as batatas e Tomate fresco aos bocados e Cebola.
Uma mão cheia de Sal grosso e... cerca de uma hora de lume forte, sem nunca mexer mas abanando uma ou outra vez o tacho para despegar..
Se tudo estiver nos conformes estamos à mesa por volta das 14.00H, tendo-nos levantado pelas 1200H .
Nada mau, não acham?
E quanto aos Vinhos para a Caldeirada? Cabe aqui tudo : Brancos ou Tintos como mais agradar ao freguês.
Recomendo Brancos mais evoluídos, como o Madrigal da Quinta do Monte D'Oiro, o Foz de Arouce ou o Quinta de Carvalhais Encruzado.
Em Tintos, precisamos de corpo mas não de aromas secundários ou terciários que denotam velhice. Tintos vigorosos e novos, como o Quinta do Vale de Dª Maria Douro, em garrafa Magnum de 2002 a 65€ ou ainda Confradeiro, Reserva Douro de 2002, a €15.
Manda a tradição que se "desgaste" a Caldeirada com uma boa bagaceira branca. Não conheço melhor, em Portugal, do que as que são feitas com engaços de cepas de vinhos verdes:
Palácio da Brejoeira , Alderiz ou Casa dos Cunhas são boas hipóteses.
Boas Festas para todos!!
João Araújo dá Receita Original para Perú de Natal
O nosso Amigo J. Araújo, cheio de sentimentos natalícios , não quis deixar de colaborar no receituário típico da Quadra, enviando-nos esta receita de Perú que parece ser , no mínimo, "envolvente":
RECEITA DE PERÚ COM WHISKY
Ingredientes: 1 garrafa de whisky (do bom, é claro!) 1 perú de aproximadamente 5 kg Sal, pimenta e molho verde a gosto 350 ml de azeite extra-virgem 500 g de bacon em fatias Nozes moídas q.b.
Modo de preparar: Envolver o perú no bacon e temperá-lo com sal, pimenta e molho verde a gosto. Massajá-lo com azeite.
Pré-aquecer o forno durante aprox. 10 minutos.
Beber uma boa dupla dose de whisky enquanto aguarda. Colocar o perú numa assadeira grande.
Sirva-se de mais duas doses de whisky.
Dar os retoques de elegância ao bicho: Aprumar-lhe o peito, empinar-lhe as asas e meter-lhe um bocadinho de salsa na cloaca (vulgo Cu) depois de, se assim o entender, previamente a ter devidamente limpa.
Mamar mais uma, milhor, talbez duas dosses do tal whisky caté é de boa qalidade, hein?
Ajustar o terbostato na marca 3 e, debois de uns binte bidutos, bonha para assassinar. Digu, assar a ave.
Beber bais uba dose de whisky.
Debois de bais beia hoda, fornar a prozeder à cabertura e controlar a asssadura do pato.
Tentar zentar na gadeira, zervir-se de uooooootra dosssse boa de whisky.
Gozer (?), gosturar(?), gozinhar (?), sei lá, f***-se lá o bedú.
Deixááár o vilho da buta do carbito ou galo ou o c****** no vorno bor ubas boas 4 a 8 horaz.
Tentar dirar a berda do cuelho ou berú, sei lá, de lá do couso… do corno… du forno.
Bandar bais uba boa dosssse de whisky pa dentro. Dendar nobabente dirar o cabrããão do berú do vorno, borgue na bribeira denndadiiiva dãão deeeeeeeuuuu.
Begar o berú, que gaiu no jão, e enjugar o vilho da buta gom o bano de limparrr o jão e gologá-lo duba pandeja, no caissote do lisso ou em galguer oudra bôrra, bois avinal, vozê até nem gossssssssta buito dessssa berda de bedú!
Brontos!
F***-ssssssse que tou zêco...
Maizum viskito pada limpade a guela!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!! Qa voa vinguita, …da-se!
Hic!
RECEITA DE PERÚ COM WHISKY
Ingredientes: 1 garrafa de whisky (do bom, é claro!) 1 perú de aproximadamente 5 kg Sal, pimenta e molho verde a gosto 350 ml de azeite extra-virgem 500 g de bacon em fatias Nozes moídas q.b.
Modo de preparar: Envolver o perú no bacon e temperá-lo com sal, pimenta e molho verde a gosto. Massajá-lo com azeite.
Pré-aquecer o forno durante aprox. 10 minutos.
Beber uma boa dupla dose de whisky enquanto aguarda. Colocar o perú numa assadeira grande.
Sirva-se de mais duas doses de whisky.
Dar os retoques de elegância ao bicho: Aprumar-lhe o peito, empinar-lhe as asas e meter-lhe um bocadinho de salsa na cloaca (vulgo Cu) depois de, se assim o entender, previamente a ter devidamente limpa.
Mamar mais uma, milhor, talbez duas dosses do tal whisky caté é de boa qalidade, hein?
Ajustar o terbostato na marca 3 e, debois de uns binte bidutos, bonha para assassinar. Digu, assar a ave.
Beber bais uba dose de whisky.
Debois de bais beia hoda, fornar a prozeder à cabertura e controlar a asssadura do pato.
Tentar zentar na gadeira, zervir-se de uooooootra dosssse boa de whisky.
Gozer (?), gosturar(?), gozinhar (?), sei lá, f***-se lá o bedú.
Deixááár o vilho da buta do carbito ou galo ou o c****** no vorno bor ubas boas 4 a 8 horaz.
Tentar dirar a berda do cuelho ou berú, sei lá, de lá do couso… do corno… du forno.
Bandar bais uba boa dosssse de whisky pa dentro. Dendar nobabente dirar o cabrããão do berú do vorno, borgue na bribeira denndadiiiva dãão deeeeeeeuuuu.
Begar o berú, que gaiu no jão, e enjugar o vilho da buta gom o bano de limparrr o jão e gologá-lo duba pandeja, no caissote do lisso ou em galguer oudra bôrra, bois avinal, vozê até nem gossssssssta buito dessssa berda de bedú!
Brontos!
F***-ssssssse que tou zêco...
Maizum viskito pada limpade a guela!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!! Qa voa vinguita, …da-se!
Hic!
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Os Vinhos para as Festas
Mal parecia deixar por alguns dias o vosso convívio sem falar um pouco nos Vinhos para as Festas que se aproximam.
Véspera de Natal - Para o Bacalhau sugiro um Vinho alentejano novo Tinto, mas encorpado e com "raça": "Monte das Servas Reserva Seleccionada de 2003" .
Um Porto Vintage Fonseca Guimaraens de 1967 para acabar a noite com os fritos do costume, ou - no meu caso - um balão de Lagavullin Malte de 16 anos da Ilha de Islay para ajudar à desgraça...
Dia de Natal - Para quem ainda apresenta dois pratos à mesa - Um Peixe em Filetes, e o Cabrito ou o Perú - sugiro:
Filetes de Pescada - Quinta de Camarate Branco Seco 2002 (leve e aromático)
Foz de Arouce Branco de 2003 (este muito mais "vinho", se bebido de olhos fechados parece um Tinto...
Cabrito Assado - Uma Novidade de altíssimo Nível - Meruje 2003, Vinho Tinto do Douro feito especialmente por Dirk Niepoort para a "Lavradores de Feitoria". A €32 está um Espanto!!
Perú Assado - Para o McDonalds ambulante temos de beber um Vinho "vinhão" cujos sabor e bouquet esmaguem a insapidez da carne. Ora experimentem lá um Gouvyas de 2003 do Douro (a €35) ou um Vinha Paz Reserva de 2003 (Dão excelentíssimo) a cerca de 32€.
Amanhã falarei dos Vinhos para o Fim do Ano!
Véspera de Natal - Para o Bacalhau sugiro um Vinho alentejano novo Tinto, mas encorpado e com "raça": "Monte das Servas Reserva Seleccionada de 2003" .
Um Porto Vintage Fonseca Guimaraens de 1967 para acabar a noite com os fritos do costume, ou - no meu caso - um balão de Lagavullin Malte de 16 anos da Ilha de Islay para ajudar à desgraça...
Dia de Natal - Para quem ainda apresenta dois pratos à mesa - Um Peixe em Filetes, e o Cabrito ou o Perú - sugiro:
Filetes de Pescada - Quinta de Camarate Branco Seco 2002 (leve e aromático)
Foz de Arouce Branco de 2003 (este muito mais "vinho", se bebido de olhos fechados parece um Tinto...
Cabrito Assado - Uma Novidade de altíssimo Nível - Meruje 2003, Vinho Tinto do Douro feito especialmente por Dirk Niepoort para a "Lavradores de Feitoria". A €32 está um Espanto!!
Perú Assado - Para o McDonalds ambulante temos de beber um Vinho "vinhão" cujos sabor e bouquet esmaguem a insapidez da carne. Ora experimentem lá um Gouvyas de 2003 do Douro (a €35) ou um Vinha Paz Reserva de 2003 (Dão excelentíssimo) a cerca de 32€.
Amanhã falarei dos Vinhos para o Fim do Ano!
terça-feira, dezembro 20, 2005
Soares - Cavaco
Vencedores:
à direita: Cavaco
à esquerda: Alegre, Louçã e Jerónimo
Soares é arrogante.
É o dono da bola: ele é que sabe, ele é que manda.
A sua postura favoreceu Cavaco
à direita: Cavaco
à esquerda: Alegre, Louçã e Jerónimo
Soares é arrogante.
É o dono da bola: ele é que sabe, ele é que manda.
A sua postura favoreceu Cavaco
Como ajudar a transformar o Perú (ou similar) em algo comestível
Já aqui disse o que era um Perú. Ave de tenra carne (sobretudo as peruas novinhas. Atenção que não há aqui segundas intenções!!) que vivia em tratamento ambulatório nas planícies e que comia frutos, couves, milho, etc...
Essa ave, excepto para alguns priveligiados, acabou.
Conto uma história curiosa:
Tinha casado há muito pouco tempo e ia passar o Natal, pela primeira vez, à quinta dos meus sogros na Beira Alta. A minha sogra criava perús, patos, galinhas e porcos (com vossa licença) lá na quinta e complementava-lhes a dieta de milho produzido na quinta com alfaces (no verão) e couves (no Inverno) . Matou-se a perua escolhida para o Natal de véspera, depois de a terem embebedado com boa bagaceira, depenou-se e deitou-se num alguidar de barro, com água, vinho branco , rodelas de laranja e de limão.
Antes de me deitar passei pela cozinha e fiquei assustado com o que vi. Subi para o quarto e falei com a minha mulher:"Oh Natália, não sei o que havemos de dizer à tua Mãe. Tanto trabalho com a perua e o animal estava doente...
- "Doente?!"
- "Sim. Está toda amarela , deve ser icterícia..."
Imaginem a risada que foi à conta do Alarve de Cascais que só tinha visto perus no supermercado, brancos como a neve depois de mortos e depenados!
Agora voltando ao tema, como se disfarça um Perú de aviário em algo agradável ao palato?
Comçamos a pensar no assunto, no mínimo, 48 horas antes da refeição.
O Banho de imersão de 24h, em água, rodelas de laranja e de limão é obrigatório. Antes disso, e em vez de misturar vinho branco na água, lavo muito bem o Perú com o vinho.
A seguir esfrego-o todo com "massa de pimentão" e com "massa de alho" (preparado com sal e alho amassados em conjunto). A "massa de alho" já se compra em qualquer super mercado sem problema. A "massa de Pimentão" é que é mais difícil de arranjar, pois na grande maioria as comerciais não têm qualidade. Tentem nalguma boa mercearia ou charcutaria. Eu utilizo a que compro no El Corte Inglês, mas quando vou ao Alentejo ou à Beira tento comprá-la nos mercados locais.
Fica assim mais 24h.
No dia do Almoço acendemos o forno nos 210º logo às 7.00H. Meia hora depois mete-se o Perú. Costumo colocar algumas nozes da melhor banha possível em cima da ave, bem assim como duas ou três malaguetas vermelhas.
Nota sobre a Banha: há quem utilize margarina. Desde que fui convidado para visitar a fábrica de margarinas da Lever fiquei-lhes com um enjoo tão grande que nunca mais a pude utilizar. Banha, Azeite ou Manteiga é o que recomendo. Mas a banha, para o caso vertente de um animal de aviário, tem mais sabor...
Quando há recheio - picado mandado fazer no talho com um chouriço de carne, 150g de vitela, 150g de porco, temperados com sal e pimenta, a que se juntam dois pães embebidos em leite - introduz-se no bucho do Perú nessa altura.
Quando não há (o que prefiro) enfio um Limão partido ao meio e muito bem lavado nos "interiores" do animal.
Rego o perú com bom vinho da Madeira.
Em princípio e por causa da "massa de alho" não precisa de mais sal. Mas vão provando o molho...
Vamos virando o Perú e regando sempre com o Madeira. Demora cerca de 5 horas a assar, para uma ave de perto de 5 Kg. Espeta-se um palito para termos a certeza. Quando sair seco está assado.
Antes de servir abre-se a janela da cozinha e deixa-se o Perú "a constipar" alguns minutos. Serve esta operação para estalar a pele.
E pronto, lá se consegue disfarçar a coisa...
Essa ave, excepto para alguns priveligiados, acabou.
Conto uma história curiosa:
Tinha casado há muito pouco tempo e ia passar o Natal, pela primeira vez, à quinta dos meus sogros na Beira Alta. A minha sogra criava perús, patos, galinhas e porcos (com vossa licença) lá na quinta e complementava-lhes a dieta de milho produzido na quinta com alfaces (no verão) e couves (no Inverno) . Matou-se a perua escolhida para o Natal de véspera, depois de a terem embebedado com boa bagaceira, depenou-se e deitou-se num alguidar de barro, com água, vinho branco , rodelas de laranja e de limão.
Antes de me deitar passei pela cozinha e fiquei assustado com o que vi. Subi para o quarto e falei com a minha mulher:"Oh Natália, não sei o que havemos de dizer à tua Mãe. Tanto trabalho com a perua e o animal estava doente...
- "Doente?!"
- "Sim. Está toda amarela , deve ser icterícia..."
Imaginem a risada que foi à conta do Alarve de Cascais que só tinha visto perus no supermercado, brancos como a neve depois de mortos e depenados!
Agora voltando ao tema, como se disfarça um Perú de aviário em algo agradável ao palato?
Comçamos a pensar no assunto, no mínimo, 48 horas antes da refeição.
O Banho de imersão de 24h, em água, rodelas de laranja e de limão é obrigatório. Antes disso, e em vez de misturar vinho branco na água, lavo muito bem o Perú com o vinho.
A seguir esfrego-o todo com "massa de pimentão" e com "massa de alho" (preparado com sal e alho amassados em conjunto). A "massa de alho" já se compra em qualquer super mercado sem problema. A "massa de Pimentão" é que é mais difícil de arranjar, pois na grande maioria as comerciais não têm qualidade. Tentem nalguma boa mercearia ou charcutaria. Eu utilizo a que compro no El Corte Inglês, mas quando vou ao Alentejo ou à Beira tento comprá-la nos mercados locais.
Fica assim mais 24h.
No dia do Almoço acendemos o forno nos 210º logo às 7.00H. Meia hora depois mete-se o Perú. Costumo colocar algumas nozes da melhor banha possível em cima da ave, bem assim como duas ou três malaguetas vermelhas.
Nota sobre a Banha: há quem utilize margarina. Desde que fui convidado para visitar a fábrica de margarinas da Lever fiquei-lhes com um enjoo tão grande que nunca mais a pude utilizar. Banha, Azeite ou Manteiga é o que recomendo. Mas a banha, para o caso vertente de um animal de aviário, tem mais sabor...
Quando há recheio - picado mandado fazer no talho com um chouriço de carne, 150g de vitela, 150g de porco, temperados com sal e pimenta, a que se juntam dois pães embebidos em leite - introduz-se no bucho do Perú nessa altura.
Quando não há (o que prefiro) enfio um Limão partido ao meio e muito bem lavado nos "interiores" do animal.
Rego o perú com bom vinho da Madeira.
Em princípio e por causa da "massa de alho" não precisa de mais sal. Mas vão provando o molho...
Vamos virando o Perú e regando sempre com o Madeira. Demora cerca de 5 horas a assar, para uma ave de perto de 5 Kg. Espeta-se um palito para termos a certeza. Quando sair seco está assado.
Antes de servir abre-se a janela da cozinha e deixa-se o Perú "a constipar" alguns minutos. Serve esta operação para estalar a pele.
E pronto, lá se consegue disfarçar a coisa...
A Gastronomia Inevitável da "Saison"
Estejam descansados que não vou falar só de Perú, ave que era de carne delicadíssima quando selvagem nas suas origens Ameríndias, ou mesmo quando , já domesticada e aqui em Portugal, viajava em bandos e comia da terra o que lá havia, no Alentejo e no Ribatejo.
Hoje é um McDonald´s ambulante alimentado a farinha de peixe...
Venho sim e obviamente, falar um pouco da Tradição do Natal: Consoada e Dia de Natal em terras portuguesas.
Aqui começa o problema, porque existe só um Natal, mas há várias formas de o celebrar gastronomicamente, de acordo com as regiões do País.
Desde a célebre refeição de Natal do Minho - que segundo Ramalho Ortigão, "desbancava todos os banquetes de Paris" - até às formas alternativas que os transtaganos têm de celebrar a mesma data.
Quando a Missa do Galo ainda era mais do que um episódio social compreende-se que não havia muito tempo, na véspera de Natal, para estarem as donas de casa atascadas na cozinha.
A mesa ficava posta de tarde - e assim se mantinha até aos Reis - e a comidinha da ceia tinha de ser escolhida para ser integrada no ritmo da liturgia.
Quando a Missa era à meia-noite, comia-se antes. Quando a Missa era às 21.00H comia-se depois.
Daí que o "fiel amigo" fosse "apertado" em breve fervura, assim como as batatas e as pencas (couves portuguesas) para depois da chegada da Missa ser apenas necessário um quarto de hora para começar a ceia.
No Norte o Polvo, em filetes, destrona o Bacalhau cozido como Ceia preferente.
Ainda antes de deitar fazem-se os fritos: filhoses, rabanadas, sonhos de abóbora, etc... bebe-se um Porto Vintage ou um Grogue, feito com Vinho Verde, açucar e canela.
A "deita" nunca se fazia antes das 2h ou das 3h da manhã.
Começava o Dia de Natal com mais outra Missa - desta vez às 10.00H ou às 11.00H - e vinha-se tratar do almoçinho.
Para quem se deitou tarde, almoçavasse "roupa velha " feita com as sobras do bacalhau da véspera e das couves.
Ao Jantar (ou ao almoço dos bem dormidos) : Cabrito serrano com batatinhas pequenas, no Norte e Centro; Lombo de Porco ou Caça, no Alentejo e Sul. E o tal Perú que se introduziu nos nossos hábitos alimentares a partir do Século XIX, um pouco por todo o País.
Em Trás-os -Montes era tradição fazer neste dia o Cozido Rico, onde entravam todas as espécies de carnes de vaca e de porco, frescas ou fumadas. Também - o que é curioso - em certas localidades Algarvias.
Sobremesas tradicionais eram o Leite Creme queimado no fogão com ferro em brasa e o Arroz Doce, numas terras sem ovos, para comer junto com o leite-creme, noutras com as gemas incorporadas.
Hoje é um McDonald´s ambulante alimentado a farinha de peixe...
Venho sim e obviamente, falar um pouco da Tradição do Natal: Consoada e Dia de Natal em terras portuguesas.
Aqui começa o problema, porque existe só um Natal, mas há várias formas de o celebrar gastronomicamente, de acordo com as regiões do País.
Desde a célebre refeição de Natal do Minho - que segundo Ramalho Ortigão, "desbancava todos os banquetes de Paris" - até às formas alternativas que os transtaganos têm de celebrar a mesma data.
Quando a Missa do Galo ainda era mais do que um episódio social compreende-se que não havia muito tempo, na véspera de Natal, para estarem as donas de casa atascadas na cozinha.
A mesa ficava posta de tarde - e assim se mantinha até aos Reis - e a comidinha da ceia tinha de ser escolhida para ser integrada no ritmo da liturgia.
Quando a Missa era à meia-noite, comia-se antes. Quando a Missa era às 21.00H comia-se depois.
Daí que o "fiel amigo" fosse "apertado" em breve fervura, assim como as batatas e as pencas (couves portuguesas) para depois da chegada da Missa ser apenas necessário um quarto de hora para começar a ceia.
No Norte o Polvo, em filetes, destrona o Bacalhau cozido como Ceia preferente.
Ainda antes de deitar fazem-se os fritos: filhoses, rabanadas, sonhos de abóbora, etc... bebe-se um Porto Vintage ou um Grogue, feito com Vinho Verde, açucar e canela.
A "deita" nunca se fazia antes das 2h ou das 3h da manhã.
Começava o Dia de Natal com mais outra Missa - desta vez às 10.00H ou às 11.00H - e vinha-se tratar do almoçinho.
Para quem se deitou tarde, almoçavasse "roupa velha " feita com as sobras do bacalhau da véspera e das couves.
Ao Jantar (ou ao almoço dos bem dormidos) : Cabrito serrano com batatinhas pequenas, no Norte e Centro; Lombo de Porco ou Caça, no Alentejo e Sul. E o tal Perú que se introduziu nos nossos hábitos alimentares a partir do Século XIX, um pouco por todo o País.
Em Trás-os -Montes era tradição fazer neste dia o Cozido Rico, onde entravam todas as espécies de carnes de vaca e de porco, frescas ou fumadas. Também - o que é curioso - em certas localidades Algarvias.
Sobremesas tradicionais eram o Leite Creme queimado no fogão com ferro em brasa e o Arroz Doce, numas terras sem ovos, para comer junto com o leite-creme, noutras com as gemas incorporadas.
segunda-feira, dezembro 19, 2005
sexta-feira, dezembro 16, 2005
As sondagens e as desistências

Como observador não gostei nada da investida dos amigos de Mário Soares apelando à desistência dos restantes candidatos de esquerda
Será que este apelo é mesmo sincero?
Será que querem mesmo a desistência?
Na minha opinião a resposta é: Não.
A desistência dos três candidatos não gera mais votantes do que a soma das partes... sendo até mesmo provável que alguns se abstivessem.
Mas se a resposta é não, pergunta-se: Porque esta investida?
Este apelo cria um “facto político”: cria a sensação de não haver dúvidas que o Mário Soares passa à segunda volta.
E com este movimento gera-se a desmotivação, a descrença e o desânimo nas outras candidaturas de esquerda.
Consequência imediata: é uma ajuda forte para que finalmente nas sondagens Soares descole do Alegre.
Esta é a minha leitura
E continuo a afirmar que não gosto deste tipo de golpes baixos
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