O PSOE de Zapatero foi mandado plantar couves (galegas) e dedicar-se ao caldo verde, como tinha acontecido aqui no burgo com o seu homólogo PS de Sócrates...
A P*** da Crise fez mais uma vítima. E por isso mesmo avança para Bingo Don Mariano Rajoy com maioria absoluta.
Sendo um "bizinho" nosso da sempre amada Galicia (gastronomicamente, e não só) é de esperar que se entenda bem aqui com o lado mais pobre da Ibérica família...Os do lado do Mar.
segunda-feira, novembro 21, 2011
sexta-feira, novembro 18, 2011
Para Descansar a Vista
Um pouco mais tarde do que o habitual cá estamos para dar o mote ao poema desta Sexta feira.
Fui com a Santa fazer uma RM . Para muitos ( e com razão) uma RM é uma ressonância magnética, mas eu gosto de lhe chamar a "Revisão do Milhão" (de km...). A santa sempre tem oitentas...
Um tanto perigosa esta afirmação nos tempos que correm e tendo em atenção a Quadra.Se ela me ouvisse (digo, lesse) ainda me mandava apanhar as couves da Consoada eu próprio .
Mas o meu Primo chibinho está para a Guiné , onde foi oferecer uma ambulância, pelo que estou mais ou menos livre de complicações...
E o mote está dado: Longe da Vista...
Distância
Não vás para tão longe!
Vem sentar-te
Aqui na chaise-longue, ao pé de mim...
Tenho o desejo doido de contar-te
Estas saudades que não tinham fim.
Não vás para tão longe;
Quero ver
Se ainda sabes olhar-me como d'antes,
E se nas tuas mãos acariciantes,
Inda existe o perfume de que eu gosto.
Não vás para tão longe!
Tenho medo
Do silêncio pesado d'esta sala...
Como soluça o vento no arvoredo!
E a tua voz, amor, como se cala!
Não vás para tão longe!
Antigamente,
Era sempre demais o curto espaço
Que havia entre nós dois...
Agora, um embaraço,
Hesitas e depois,
Com um gesto de tédio e de cansaço,
Achas inconveniente
O meu abraço.
Não vás para tão longe!
Fica. Inda é tão cedo!
O vento continua a fustigar
Os ramos sofredores do arvoredo,
E eu ponho-me a pensar
E tenho medo!
Não vás para tão longe!
Na sombra impenetrada,
Como se agita e se debate o vento!...
Paira nas velhas ruínas do convento
Que além se avista,
A alma melancólica d'um monge
Que a vida arremessou àquela crista...
Céu apagado, negro, pessimista,
E tu sempre mais longe!...
Fernanda de Castro, in "Antemanhã
Fui com a Santa fazer uma RM . Para muitos ( e com razão) uma RM é uma ressonância magnética, mas eu gosto de lhe chamar a "Revisão do Milhão" (de km...). A santa sempre tem oitentas...
Um tanto perigosa esta afirmação nos tempos que correm e tendo em atenção a Quadra.Se ela me ouvisse (digo, lesse) ainda me mandava apanhar as couves da Consoada eu próprio .
Mas o meu Primo chibinho está para a Guiné , onde foi oferecer uma ambulância, pelo que estou mais ou menos livre de complicações...
E o mote está dado: Longe da Vista...
Distância
Não vás para tão longe!
Vem sentar-te
Aqui na chaise-longue, ao pé de mim...
Tenho o desejo doido de contar-te
Estas saudades que não tinham fim.
Não vás para tão longe;
Quero ver
Se ainda sabes olhar-me como d'antes,
E se nas tuas mãos acariciantes,
Inda existe o perfume de que eu gosto.
Não vás para tão longe!
Tenho medo
Do silêncio pesado d'esta sala...
Como soluça o vento no arvoredo!
E a tua voz, amor, como se cala!
Não vás para tão longe!
Antigamente,
Era sempre demais o curto espaço
Que havia entre nós dois...
Agora, um embaraço,
Hesitas e depois,
Com um gesto de tédio e de cansaço,
Achas inconveniente
O meu abraço.
Não vás para tão longe!
Fica. Inda é tão cedo!
O vento continua a fustigar
Os ramos sofredores do arvoredo,
E eu ponho-me a pensar
E tenho medo!
Não vás para tão longe!
Na sombra impenetrada,
Como se agita e se debate o vento!...
Paira nas velhas ruínas do convento
Que além se avista,
A alma melancólica d'um monge
Que a vida arremessou àquela crista...
Céu apagado, negro, pessimista,
E tu sempre mais longe!...
Fernanda de Castro, in "Antemanhã
quinta-feira, novembro 17, 2011
O Livro do Luiz Duran
Um Comentário de um dos nossos Leitores:
Boa tarde
Tenho estado à espera de mais informações sobre o catalogo/livro de selos do Luiz Duran. O livro já foi editado ? Tenho todos os livros do Luiz Duran e também gostava de ter este. É possível ?
Resposta: Infelizmente este Livro não estará à venda... Como foi feito desde a concepção até à impressão com colaborações graciosas de muitos, tudo pro-bono , os CTT não poderiam "fazer negócio" com ele. Foi oferecido a todos os filatelistas, designers e interessados que se deslocaram à Fundação das Comunicações no dia 11 de Outubro, para a cerimónia. E eu avisei aqui no Blogue sobre o que se iria passar e convidei os leitores para lá irem...
Boa tarde
Tenho estado à espera de mais informações sobre o catalogo/livro de selos do Luiz Duran. O livro já foi editado ? Tenho todos os livros do Luiz Duran e também gostava de ter este. É possível ?
Resposta: Infelizmente este Livro não estará à venda... Como foi feito desde a concepção até à impressão com colaborações graciosas de muitos, tudo pro-bono , os CTT não poderiam "fazer negócio" com ele. Foi oferecido a todos os filatelistas, designers e interessados que se deslocaram à Fundação das Comunicações no dia 11 de Outubro, para a cerimónia. E eu avisei aqui no Blogue sobre o que se iria passar e convidei os leitores para lá irem...
Nivelar por Baixo

-"Toma lá q'é pr'á aprenderes! Julgavas que só me tocava a mim não? Guloso!"
Coitados de uns e de outros se não entenderem que esta luta é de todos, sem excepção.
O Senhor Governo, a contar com os votos e o apoio dos "privados" , é que não deve ter gostado muito desta cena troikal em vésperas de uma Greve Geral...
Vamos lá a ver se em relação a esta "solicitação", "recomendação", "reinvindicação", "imposição" , (ou lá como lhe quiserem chamar), da Troika que nos governa , vai o Homem Gaspar ser tão expedito como costuma ser em ir mais longe do que diz o sermão...
Cá para mim acho que não. E até são capazes de se esquecer...
O que não será mal para o comércio e restauração de Portugal, e para os bolsos dos camaradas do "privado", mas aumenta a nódoa de discriminação que já se abatia sobre Passos Coelho e Cª...
Virar Trabalhadores contra Trabalhadores pode parecer uma estratégia arguta e até era capaz de o ser para os Patrões , se vivêssemos todos no dealbar do Sec XX... Nesta altura dará sempre mau resultado.
(Com desculpas aos asnos de 4 patas, que são bem espertos por sinal!)
quarta-feira, novembro 16, 2011
Definida a Troika para novo Livro Gastronómico dos CTT
Fátima Moura, José Quitério, Mário Cerdeira (o fotógrafo).
São estes três especialistas que assumirão a alta responsabilidade de pôr em prática, do ponto de vista da concepção dos conteúdos, o Livro Gastronómico "Sabores do Ar e do Fogo" que os CTT editarão em 2013, contendo selos alusivos já a lançar em 2012 e a repetir em 2013.
Trata-se de um levantamento (necessariamente limitado) de Produtos de salsicharia tradicionais portugueses, dos nossos fumeiros regionais ou secos ao ar, enchidos em tripa ou simplesmente adubados, começando pelo Montesinho e Barroso e vindo parar cá em baixo a Barrancos, sem esquecer os Açores.
Depois de "difícieis " negociações, dada a proverbial reticência de meu ( e Vosso) Mestre Quitério em envolver-se noutras aventuras fora do seu "munus publicum" semanal no Expresso, conseguimos por fim levar a bom porto este navio. Levar a bom porto será exagero...Ainda a barcaça não saíu do Tejo e já estou a ver a costa do Malabar onde Calecute esperava pelo Gama??
Será uma epopeia de alta dificuldade... Basta referir que as autoridades (Ministério da Agricultura) citam não menos de 7 dezenas de produtos destes, IGP ou não.
Este projecto podia e devia ter também a colaboração do nosso David Lopes Ramos, que connosco compartilhou muitas vezes a sua sabedoria sobre estas matérias, desejoso de finalmente poder trabalhar num projecto com o seu Amigo de sempre, Quitério.
Os Deuses não o permitiram. Encomendo daqui ao David, não direi uma cunha, que isso ele nunca faria, mas uma palavrinha de apoio dita aos ouvidos do Fado Eterno, de forma a que olhe com benevolência esta aventura .
E dado que nem o Zé, nem muito menos eu, (nem o David), podemos servir de Vénus apaziguadoura de alguma possível ira de Júpiter - por nos faltar a "embalagem" para tal (só de pensar nisso estremeço) - apenas devemos jurar em promessa alguma modesta cesta, com um ou dois chouriçitos da Guarda, umas febrinhas de presunto de porco alentejano curado ao ar e uma alheira de Vinhais com grelos... Pode ser que se tente o Homem com isto...
Aqui para nós é capaz de estar um bocado farto do néctar que manja todos os dias nesse seu Olimpo...
Nem sempre Rainha , nem sempre Galinha! (Como dizia o D. José ao construtor Marquês).
São estes três especialistas que assumirão a alta responsabilidade de pôr em prática, do ponto de vista da concepção dos conteúdos, o Livro Gastronómico "Sabores do Ar e do Fogo" que os CTT editarão em 2013, contendo selos alusivos já a lançar em 2012 e a repetir em 2013.
Trata-se de um levantamento (necessariamente limitado) de Produtos de salsicharia tradicionais portugueses, dos nossos fumeiros regionais ou secos ao ar, enchidos em tripa ou simplesmente adubados, começando pelo Montesinho e Barroso e vindo parar cá em baixo a Barrancos, sem esquecer os Açores.
Depois de "difícieis " negociações, dada a proverbial reticência de meu ( e Vosso) Mestre Quitério em envolver-se noutras aventuras fora do seu "munus publicum" semanal no Expresso, conseguimos por fim levar a bom porto este navio. Levar a bom porto será exagero...Ainda a barcaça não saíu do Tejo e já estou a ver a costa do Malabar onde Calecute esperava pelo Gama??
O que querem? Sou um optimista ferveroso e crente.
Será uma epopeia de alta dificuldade... Basta referir que as autoridades (Ministério da Agricultura) citam não menos de 7 dezenas de produtos destes, IGP ou não.
Este projecto podia e devia ter também a colaboração do nosso David Lopes Ramos, que connosco compartilhou muitas vezes a sua sabedoria sobre estas matérias, desejoso de finalmente poder trabalhar num projecto com o seu Amigo de sempre, Quitério.
Os Deuses não o permitiram. Encomendo daqui ao David, não direi uma cunha, que isso ele nunca faria, mas uma palavrinha de apoio dita aos ouvidos do Fado Eterno, de forma a que olhe com benevolência esta aventura .
E dado que nem o Zé, nem muito menos eu, (nem o David), podemos servir de Vénus apaziguadoura de alguma possível ira de Júpiter - por nos faltar a "embalagem" para tal (só de pensar nisso estremeço) - apenas devemos jurar em promessa alguma modesta cesta, com um ou dois chouriçitos da Guarda, umas febrinhas de presunto de porco alentejano curado ao ar e uma alheira de Vinhais com grelos... Pode ser que se tente o Homem com isto...
Aqui para nós é capaz de estar um bocado farto do néctar que manja todos os dias nesse seu Olimpo...
Nem sempre Rainha , nem sempre Galinha! (Como dizia o D. José ao construtor Marquês).
Portugal 6 - Bósnia 2
Olha que Pôrra! Lá se vão as esperanças em manter um subsídiozinho para o ano...
Nota: O Blogger não está maluco, pelo menos não mais do que o habitual... Leiam o Post anterior e já ficam a saber.
Nota: O Blogger não está maluco, pelo menos não mais do que o habitual... Leiam o Post anterior e já ficam a saber.
terça-feira, novembro 15, 2011
A Ameaça Bósnia (Importa-se de repetir??)
Parece que hoje, no mítico Estádio da Luz, será o encontro do "tudo ou nada". Portugal joga ali as suas pretensões de se reunir com a alta roda europeia de clubes . O adversário é a...Bósnia.
Exacto! A Bósnia. Parece estranho a alguém que a selecção que foi finalista de um europeu, que estará nos top ten da FIFA (e não da UEFA) e que tem nos seus quadros o Bota de Ouro actual e dois candidatos a Bola de Ouro, esteja nestas circunstâncias? E frente à Bósnia?
Sim e Não...É "a sina que as cabras têm", como dizia o Tio Santidade lá na Beira Alta.
O povão já goza na rua com o assunto: "- Habituaram-se a isto e vai daí brincam com o coração dos adeptos".. Pode ser que asssim seja. Mas quem brinca? O Bento? O CR7? O Madail mumificado?
Mistério. Provavelmente será a tal "sina" , o atavismo árabe aqui deixado pelo último dos Emires a levar com a bota do Afonso Rei.
Uma coisa é certa: este país não precisa neste momento de mais nenhuma desgraça para somar ao rol das que já leva às costas. E se a Selecção das Quinas não for ao Europeu o Governo tem imediatamente de pensar em mitigar o desgosto generalizado e as sombras negras que não deixarão de pairar sobre a já escassa pretensão lusa a uns pingos de felicidade.
De tal forma que pode muito bem arrepiar o caminho e dar ouvidos ao Seguro, levantando a interdição a pelo menos um dos subsídiozinhos cortados em 2012 e 2013...
Pensando bem, se tal se passar até já não me parece tão mal que a Bósnia seja apurada... Queremos lá saber da bola para alguma coisa? Venha o dinheirinho sff!
Nota 1: o mesmo devem pensar (venha o dinheirinho!) noutro enquadramento, Nani, Cristiano, Fabião & Cia.... E nunca se esqueçam que o Marechal Duque de Saldanha acabou por trair os seus ideais ( e os dos outros) porque "tinha muitas despesas". Ora aí é que está o Busílis!!
Nota 2: A origem de Busílis é controversa. Uma das interpretações é a de que vem do latim "in diebus illis" (naqueles dias), frase que algum copista dividiu erradamente: ao final de uma página como "in die" e no início da outra como "bus illis" . Quem lia mais tarde esse texto sem conhecimento sério de latim pronunciava "Busilis", termo inexistente nessa língua, até que se aperceberam que o problema central era a má divisão da frase inicial. . Hoje em dia Busílis significa "o ponto central, o mais importante na solução de um problema ou na resolução de alguma dificuldade".
Exacto! A Bósnia. Parece estranho a alguém que a selecção que foi finalista de um europeu, que estará nos top ten da FIFA (e não da UEFA) e que tem nos seus quadros o Bota de Ouro actual e dois candidatos a Bola de Ouro, esteja nestas circunstâncias? E frente à Bósnia?
Sim e Não...É "a sina que as cabras têm", como dizia o Tio Santidade lá na Beira Alta.
O povão já goza na rua com o assunto: "- Habituaram-se a isto e vai daí brincam com o coração dos adeptos".. Pode ser que asssim seja. Mas quem brinca? O Bento? O CR7? O Madail mumificado?
Mistério. Provavelmente será a tal "sina" , o atavismo árabe aqui deixado pelo último dos Emires a levar com a bota do Afonso Rei.
Uma coisa é certa: este país não precisa neste momento de mais nenhuma desgraça para somar ao rol das que já leva às costas. E se a Selecção das Quinas não for ao Europeu o Governo tem imediatamente de pensar em mitigar o desgosto generalizado e as sombras negras que não deixarão de pairar sobre a já escassa pretensão lusa a uns pingos de felicidade.
De tal forma que pode muito bem arrepiar o caminho e dar ouvidos ao Seguro, levantando a interdição a pelo menos um dos subsídiozinhos cortados em 2012 e 2013...
Pensando bem, se tal se passar até já não me parece tão mal que a Bósnia seja apurada... Queremos lá saber da bola para alguma coisa? Venha o dinheirinho sff!
Nota 1: o mesmo devem pensar (venha o dinheirinho!) noutro enquadramento, Nani, Cristiano, Fabião & Cia.... E nunca se esqueçam que o Marechal Duque de Saldanha acabou por trair os seus ideais ( e os dos outros) porque "tinha muitas despesas". Ora aí é que está o Busílis!!
Nota 2: A origem de Busílis é controversa. Uma das interpretações é a de que vem do latim "in diebus illis" (naqueles dias), frase que algum copista dividiu erradamente: ao final de uma página como "in die" e no início da outra como "bus illis" . Quem lia mais tarde esse texto sem conhecimento sério de latim pronunciava "Busilis", termo inexistente nessa língua, até que se aperceberam que o problema central era a má divisão da frase inicial. . Hoje em dia Busílis significa "o ponto central, o mais importante na solução de um problema ou na resolução de alguma dificuldade".
segunda-feira, novembro 14, 2011
Teorias da Conspiração
Mario Monti ( o indigitado 1º Ministro de Itália) e Lucas Papademos (actual 1º Ministro Grego com horas de nascimento na função) e ainda Mario Draghi (Presidente do Banco Central Europeu) foram quadros superiores ou consultores da Goldman Sachs...
O que será esta tal de Goldman Sachs? Apenas um dos maiores Bancos de Investimento do mundo, embora desde a crise do Sub-Prime tanto ela como a rival J. P. Morgan tenham retomado as actividades bancárias "normais" de angariação de depósitos como core business.
Consultora de Governos, de Multimilionários e de enormes Empresas... Uma Financeira gigante, bastante envolvida na crise que nos afecta a todos neste momento. E quando digo "bastante" estou a dizer bem pouco...
Vejam aqui sff: http://en.wikipedia.org/wiki/Goldman_Sachs
Cá em Portugal são Consultores do BPI para Fundos de Investimento , delinearam a defesa da PT e do BPI contra as aquisições hostis de Sonae.com e do BCP e são parceiras do Estado na colocação dos Títulos do Tesouro. António Horta Osório e António Borges (este muito próximo do actual 1º Ministro) foram trabalhadores da Goldman.
Vejam aqui mais detalhes: http://economico.sapo.pt/noticias/os-negocios-do-goldman-sachs-com-portugal_129105.html
Conclusão: O Leopardo pode mudar as suas pintas? A Bíblia diz-nos que não (Jeremias, 13,23)... Cuidado Amigos e mandem vir a Scully e o Mulder... A Europa está em perigo. O que também não é novidade nenhuma.
O que será esta tal de Goldman Sachs? Apenas um dos maiores Bancos de Investimento do mundo, embora desde a crise do Sub-Prime tanto ela como a rival J. P. Morgan tenham retomado as actividades bancárias "normais" de angariação de depósitos como core business.
Consultora de Governos, de Multimilionários e de enormes Empresas... Uma Financeira gigante, bastante envolvida na crise que nos afecta a todos neste momento. E quando digo "bastante" estou a dizer bem pouco...
Vejam aqui sff: http://en.wikipedia.org/wiki/Goldman_Sachs
Cá em Portugal são Consultores do BPI para Fundos de Investimento , delinearam a defesa da PT e do BPI contra as aquisições hostis de Sonae.com e do BCP e são parceiras do Estado na colocação dos Títulos do Tesouro. António Horta Osório e António Borges (este muito próximo do actual 1º Ministro) foram trabalhadores da Goldman.
Vejam aqui mais detalhes: http://economico.sapo.pt/noticias/os-negocios-do-goldman-sachs-com-portugal_129105.html
Conclusão: O Leopardo pode mudar as suas pintas? A Bíblia diz-nos que não (Jeremias, 13,23)... Cuidado Amigos e mandem vir a Scully e o Mulder... A Europa está em perigo. O que também não é novidade nenhuma.
sexta-feira, novembro 11, 2011
Para descansar a Vista
Dia de S. Martinho.
Haja castanhas e bom Vinho! E pela Golegã, como se passam as coisas? Foi provavelmente também afectada pela crise esta 36ª Feira da Golegã e 13ª Feira Nacional do Cavalo, que teve o "azar" de decorrer em 2011, de 4 a 13 de Novembro. Para o ano haverá mais ( só espero que seja "mais e melhor").
Em louvor do Cavalo serão então os poemas de hoje. E antes da poesia um delicioso "pensamento" sobre o Tema:
"If the world was truly a rational place, men would ride sidesaddle."
Rita Mae Brown
E esta hein? Bem visto e apalpado Rita!
Não quero, não
Não quero, não
Não quero, não quero, não,
ser soldado nem capitão.
Quero um cavalo só meu,
seja baio ou alazão,
sentir o vento na cara,
sentir a rédea na mão.
Não quero, não quero, não
ser soldado nem capitão.
Não quero muito do mundo:
quero saber-lhe a razão,
sentir-me dono de mim,
ao resto dizer que não.
Não quero, não quero, não,
ser soldado nem capitão.
Eugénio de Andrade
A thousand horse and none to ride!
With flowing tail, and flying mane,
Wide nostrils never stretched by pain,
Mouths bloodless to the bit or rein,
And feet that iron never shod,
And flanks unscarred by spur or rod,
A thousand horse, the wild, the free,
Like waves that follow o'er the sea,
Came thickly thundering on,...
Lord Byron, XVII, Mazeppa, 1818
The Horse
Where in this wide world can man find nobility without pride,
Friendship without envy,
Or beauty without vanity?
Here, where grace is served with muscle
And strength by gentleness confined
He serves without servility; he has fought without enmity.
There is nothing so powerful, nothing less violent.
There is nothing so quick, nothing more patient.
Ronald Duncan, "The Horse," 1954
What delight
What delight
To back the flying steed, that challenges
The wind for speed! - seems native more of air
Than earth! - whose burden only lends him fire! -
Whose soul, in his task, turns labour into sport;
Who makes your pastime his! I sit him now!
He takes away my breath! He makes me reel!
I touch not earth - I see not - hear not.
All is ecstasy of motion!
James Sheridan Knowles, The Love-Chase
Haja castanhas e bom Vinho! E pela Golegã, como se passam as coisas? Foi provavelmente também afectada pela crise esta 36ª Feira da Golegã e 13ª Feira Nacional do Cavalo, que teve o "azar" de decorrer em 2011, de 4 a 13 de Novembro. Para o ano haverá mais ( só espero que seja "mais e melhor").
Em louvor do Cavalo serão então os poemas de hoje. E antes da poesia um delicioso "pensamento" sobre o Tema:
"If the world was truly a rational place, men would ride sidesaddle."
Rita Mae Brown
E esta hein? Bem visto e apalpado Rita!
Não quero, não
Não quero, não
Não quero, não quero, não,
ser soldado nem capitão.
Quero um cavalo só meu,
seja baio ou alazão,
sentir o vento na cara,
sentir a rédea na mão.
Não quero, não quero, não
ser soldado nem capitão.
Não quero muito do mundo:
quero saber-lhe a razão,
sentir-me dono de mim,
ao resto dizer que não.
Não quero, não quero, não,
ser soldado nem capitão.
Eugénio de Andrade
A thousand horse and none to ride!
With flowing tail, and flying mane,
Wide nostrils never stretched by pain,
Mouths bloodless to the bit or rein,
And feet that iron never shod,
And flanks unscarred by spur or rod,
A thousand horse, the wild, the free,
Like waves that follow o'er the sea,
Came thickly thundering on,...
Lord Byron, XVII, Mazeppa, 1818
The Horse
Where in this wide world can man find nobility without pride,
Friendship without envy,
Or beauty without vanity?
Here, where grace is served with muscle
And strength by gentleness confined
He serves without servility; he has fought without enmity.
There is nothing so powerful, nothing less violent.
There is nothing so quick, nothing more patient.
Ronald Duncan, "The Horse," 1954
What delight
What delight
To back the flying steed, that challenges
The wind for speed! - seems native more of air
Than earth! - whose burden only lends him fire! -
Whose soul, in his task, turns labour into sport;
Who makes your pastime his! I sit him now!
He takes away my breath! He makes me reel!
I touch not earth - I see not - hear not.
All is ecstasy of motion!
James Sheridan Knowles, The Love-Chase
quinta-feira, novembro 10, 2011
Como Explicar a Crise à "Santa" ( a dos carcanhóis)
A única vantagem que eu pensava ser possível extrair desta Crise seria a maior facilidade em abrir a torneira dos fundos maternais geridos pela santa senhora cá de baixo, aliviando assim o peso da austeridade que este vosso amigo blogger já sente cada vez mais...E quem não sente que levante a mão!
"- A Mãe já viu como está cada vez menos gente nos super-mercados? É a Crise..."
"- Poupem! Poupem que foi o que eu fiz toda a vida!" (Ai, Ai, Ai que tá cada vez pior...)
"- Por exemplo, eu agora com o aumento dos impostos e a redução no vencimento e o desaparecimento dos prémios, só ganho metade do que ganhava em 2002! Quem se habitua a isto?"
"- Bem, se isso acontecer eu ajudo. Agora para copos, jantares e compras de vinhos caros para beber com os teus amigos? Nem pensar nisso! Até seria uma ofensa aos pobres!" (Pronto. Acabou-se a prudência e a cortesia! Estupor de V*** que me atarrazina!)
"- Olhe que a Mãe também está sempre a dar para a Paróquia e coisas assim. Lembre-se mas é de nós que também precisamos!"
"- Tens lá em cima na terra muito terreno para cavares se vier a fome. Vai mas é treinando. E se entretanto, com a Crise, abateres um bocado a barriga, só te fica bem." (Meterem-se com a minha barriga irrita-me! Chateia-me! Parece que passei a vida sem fazer mais nada a não ser comer e beber do bom e do melhor ... ) (Bem, Adiante ...)
"- Oh Mãe, pelo menos pelo Natal podia ajudar um bocadinho mais..."
"- Ajudo mas é menos! Já sabes que será só metade do que costumava dar! Esse é o conselho daquele Senhor muito sério que é Victor como o teu pai e dá ares ao ciclista que ganhava antigamente a Volta a Portugal, o Alves Barbosa". (Ai o R*** da V*** que´nasceu para me Chatear! Acabou-se a conversa!)
Resumindo: As negociações foram inconclusivas. Trata-se, evidentemente, de um processo em curso, tal e qual como a questão da Palestina. Pensaremos melhor em estratégia distinta para o segundo round
O que vale é que o Natal está aí a chegar. Será que posso continuar a fazer a cena do costume (100 euros por 100 contitos, 50 euros por 50 contitos)? É preciso é que a Santa passe para cá o cartanito da Caixa, como nos outros anos... Desconfiada como está já nem isso será certo!
F*** da P*** da Crise que "arrebenta" com as relações familiares!
As intenções eram boas, o princípio da coisa parecia ser são, o objectivo por demais virtuoso: antecipar alguma coisita da "herança" sem ter que esperar pelo "acontecimento inevitável".
Tal "acontecimento" há-de chegar - não duvido . Não se sabe é quando...Tal como com o Fidel, esta santa cá de baixo, aos 80 e tais, ainda parece que está para durar e engomar... o outro pode estar conservado em Rum e defumado pelos Cohibas (Ai que saudades!) enquanto que a dita cuja será mais em àgua benta. Seja como for ambos têm tido bons resultados.
Farto de esperar pelas melhoras da vida (Euromilhões e assim) , atormentado pela crise e querendo , não direi manter o nível a que estava habituado, mas pelo menos minorar os sacrifícios, engendrei um esquema articulado para "sacar" mais algum do que lá está na Caixa.
A chamada (noutros Trópicos) "Conversa do Bandido":
A chamada (noutros Trópicos) "Conversa do Bandido":
"- A Mãe já viu como está cada vez menos gente nos super-mercados? É a Crise..."
"- Pois já vi, já. Gastaram tudo quando tinham e agora remoem!" (mau, mau que a conversa
não era bem esta..).
"- Mas até o Presidente da República acha que os sacrifícios são demais! Assim não pode ser!"
"- Poupem! Poupem que foi o que eu fiz toda a vida!" (Ai, Ai, Ai que tá cada vez pior...)
"- Por exemplo, eu agora com o aumento dos impostos e a redução no vencimento e o desaparecimento dos prémios, só ganho metade do que ganhava em 2002! Quem se habitua a isto?"
"- Olha que metade de muito ainda é bastante! E para que precisas tu de mais dinheiro? Só se for para poupar..." (Está o caldo a entornar não tarda!"
"- A Mãe já viu que se o seu Neto ou eu formos para um Hospital já não tenho tudo de graça? E que até os remédios têm menos participações? ""- Bem, se isso acontecer eu ajudo. Agora para copos, jantares e compras de vinhos caros para beber com os teus amigos? Nem pensar nisso! Até seria uma ofensa aos pobres!" (Pronto. Acabou-se a prudência e a cortesia! Estupor de V*** que me atarrazina!)
"- Olhe que a Mãe também está sempre a dar para a Paróquia e coisas assim. Lembre-se mas é de nós que também precisamos!"
"- Tens lá em cima na terra muito terreno para cavares se vier a fome. Vai mas é treinando. E se entretanto, com a Crise, abateres um bocado a barriga, só te fica bem." (Meterem-se com a minha barriga irrita-me! Chateia-me! Parece que passei a vida sem fazer mais nada a não ser comer e beber do bom e do melhor ... ) (Bem, Adiante ...)
"- Oh Mãe, pelo menos pelo Natal podia ajudar um bocadinho mais..."
"- Ajudo mas é menos! Já sabes que será só metade do que costumava dar! Esse é o conselho daquele Senhor muito sério que é Victor como o teu pai e dá ares ao ciclista que ganhava antigamente a Volta a Portugal, o Alves Barbosa". (Ai o R*** da V*** que´nasceu para me Chatear! Acabou-se a conversa!)
Resumindo: As negociações foram inconclusivas. Trata-se, evidentemente, de um processo em curso, tal e qual como a questão da Palestina. Pensaremos melhor em estratégia distinta para o segundo round
O que vale é que o Natal está aí a chegar. Será que posso continuar a fazer a cena do costume (100 euros por 100 contitos, 50 euros por 50 contitos)? É preciso é que a Santa passe para cá o cartanito da Caixa, como nos outros anos... Desconfiada como está já nem isso será certo!
F*** da P*** da Crise que "arrebenta" com as relações familiares!
quarta-feira, novembro 09, 2011
Tudo por água baixo?
Itália, Grécia (ainda existe? Até quando?) Portugal e Espanha aguardam pela próxima "cajadada" que lhes derem os famigerados "Mercados". Já nem deve haver pachorra para estar sempre a falar do mesmo...Nem eu a tenho para escrever, nem os Leitores a devem ter para ler...A Negritude parece alastrar por todo o lado, contaminando os "egos" pátrios. Se calhar por causa disso é que o "galego" do Benfica chamou "preto" a um dos "negros" do Braga...
Racismos à parte, viram como ficámos todos de cauda a abanar quando o TóZé veio dizer que "haveria espaço para se poupar um subsídio e uma pensão" nos cortes anunciados para 2012 e 2013? E como, sem o afirmar ninguém explicitamente, todos julgámos que "aquilo" tinha já sido combinado nos gabinetes, entre os dois lideres?
Era a esperançazinha do náufrago que agarrado a uma reles bóia tem a miragem de um navio no horizonte...
Mas veio logo o Tio Rangel laranja mecânica esclarecer as turbas: "Tirem os cavalos da chuva que aqui não há pão para malucos! Não haverá subsídios e pronto!"
TóZé bem pode agitar a figura do isolacionismo do Dr Passos, mas deve contar para pouco ou quase nada. O PS está feito um verbo de encher na presente conjuntura. Por culpa dele próprio, está claro!
Por isso mesmo muitos simpatizantes e afiliados exigiam que o mesmo PS votasse contra o OE.
Como sabem defendo o contrário, mesmo que as boas intenções de Seguro não passem disso mesmo quando chegarmos todos aos "finalmentes". A razão é simples: Quem faz agora de incendiário terá pouca ou nenhuma credibilidade para exigir solidariedade quando lhe calhar a vez de governar.
Quando será isso? E valerá nessa altura a pena?
Perguntas difíceis de responder. Vejam como na Grécia não se encontra ninguém que queira ser queimado numa governação impossível de 100 dias de Inferno...Só falta botarem anúncio nos classificados do Correio da Manhã para ver se arranjam Primeiro Ministro.
Na melhor das hipóteses o PSD e o CDS concluirão a sua legislatura. "Melhor" porque significaria que , apesar de tudo, o País se aguentava "ao bife"... Depois de 2015 falaremos.
Mas basta de política!
Uma sugestão para estas noites invernosas: acham que conseguem convencer a malta lá de casa para passarem todos uma noite sem TV? Bem sei que é difícil, mas se conseguirem pregar esse Evangelho com sucesso preparem um serão "à antiga", com jogos - o velho Monopólio pode dar algum azar nesta altura, mas tentem o Scrabble, ou organizem um campeonato de Damas ou de Sueca .
Quem ganhar tem direito a uma fotografia da Merkl em formato A4 (tirada da Net) para servir de alvo para setas , o que daria logo outra ideia para mais uma noitada... Tenham é cuidado com o local onde pendurem o "alvo"... Longe das carteiras e dos porta-moedas!
Racismos à parte, viram como ficámos todos de cauda a abanar quando o TóZé veio dizer que "haveria espaço para se poupar um subsídio e uma pensão" nos cortes anunciados para 2012 e 2013? E como, sem o afirmar ninguém explicitamente, todos julgámos que "aquilo" tinha já sido combinado nos gabinetes, entre os dois lideres?
Era a esperançazinha do náufrago que agarrado a uma reles bóia tem a miragem de um navio no horizonte...
Mas veio logo o Tio Rangel laranja mecânica esclarecer as turbas: "Tirem os cavalos da chuva que aqui não há pão para malucos! Não haverá subsídios e pronto!"
TóZé bem pode agitar a figura do isolacionismo do Dr Passos, mas deve contar para pouco ou quase nada. O PS está feito um verbo de encher na presente conjuntura. Por culpa dele próprio, está claro!
Por isso mesmo muitos simpatizantes e afiliados exigiam que o mesmo PS votasse contra o OE.
Como sabem defendo o contrário, mesmo que as boas intenções de Seguro não passem disso mesmo quando chegarmos todos aos "finalmentes". A razão é simples: Quem faz agora de incendiário terá pouca ou nenhuma credibilidade para exigir solidariedade quando lhe calhar a vez de governar.
Quando será isso? E valerá nessa altura a pena?
Perguntas difíceis de responder. Vejam como na Grécia não se encontra ninguém que queira ser queimado numa governação impossível de 100 dias de Inferno...Só falta botarem anúncio nos classificados do Correio da Manhã para ver se arranjam Primeiro Ministro.
Na melhor das hipóteses o PSD e o CDS concluirão a sua legislatura. "Melhor" porque significaria que , apesar de tudo, o País se aguentava "ao bife"... Depois de 2015 falaremos.
Mas basta de política!
Uma sugestão para estas noites invernosas: acham que conseguem convencer a malta lá de casa para passarem todos uma noite sem TV? Bem sei que é difícil, mas se conseguirem pregar esse Evangelho com sucesso preparem um serão "à antiga", com jogos - o velho Monopólio pode dar algum azar nesta altura, mas tentem o Scrabble, ou organizem um campeonato de Damas ou de Sueca .
Quem ganhar tem direito a uma fotografia da Merkl em formato A4 (tirada da Net) para servir de alvo para setas , o que daria logo outra ideia para mais uma noitada... Tenham é cuidado com o local onde pendurem o "alvo"... Longe das carteiras e dos porta-moedas!
terça-feira, novembro 08, 2011
Em Odivelas também se manduca bem!
Depois daquele Post de "arrebenta pessegueiro" sobre um dos restaurantes de Odivelas, logo vários leitores da zona se "enxofraram" com a nódoa espalhada na reputação gastronómica da localidade de D. Dinis e me fizeram chegar várias alternativas.
Uma que me saíu interessante e à qual meu Mestre Quitério também já deu "Fiat" (não o "Punto" ou o "500" leitores! Mas sim o seu beneplácito "papal") foi o:
Forno da Cidade
Urbanização da Ribeirada - Lote 65
Odivelas
Telefone - 219 344 770
Para lá chegar tome-se a socrática via CRIL até à saída Odivelas Centro. Depois de passar por cima do viaduto o sentido é Odivelas Centro. Sempre a direito e a subir veremos o Liceu (agora Escola Secundária) à esquerda. À direita é que vamos, depois da Secundária. Andamos uns 300 metros e aparece-nos a Urbanização da Ribeirada (com Placa). Ali mesmo, em edifício de amplas janelas vidradas, existe o Talho, a Peixaria (de congelados embora) e o Restaurante em causa.
Boa apresentação, com padaria\pastelaria ao centro, montra de vinhos (estão lá os melhores!) à esquerda e mesas de refeiçoar espalhadas. Dois ambientes. Um no r\c parece ser mais proletário, o outro em mezanine parece ter mais algum requinte. Contudo os preços são iguais. idem para o serviço e idem, idem para o Menu.
O ex-Libris da casa é o leitão feito à moda da Bairrada. E com uma vantagem: é possível, para quem goste, pedir uma dose só de costela!! Vende-se na mesa a 60 euros o kg (com os acompanhamentos). A 18 euros a dose (com 320g)
Tem um agradável espumante bruto da casa ( a 9,90 euros, vinificado na Bairrada pelo método tradicional de Champagne.
Obviamente que o facto do proprietário ter um Talho mesmo ao lado ( e , diga-se já, com um aspecto espectacular! Com carnes de regiões demarcadas) influencia a carta, construída muito em redor das propostas carnívoras: Bifes vários, tornedós, entrecôtes, entremeada, bitoques. De peixe o Dom Bacalhau e a Pescada do Chile (congelada como honestamente se refere). Também Gambas em caril ou de açorda.
Nas sobremesas destaque para a Marmelada Branca do convento de Odievelas, feita ali no Restaurante ( e pode-se levar para casa) e para os Crepes e Gauffres, recheados com tudo o que se possa imaginar...
Mas o leitão é que é o chamariz!
Para duas pessoas: 2 Doses de Leitão da Costela, com batata frita da "autêntica" e salada. Cesto de Pão (feito lá em casa). Paio do lombo (industrial). 1 garrafa de Espumante Bruto. 2 Cafés e 2 pastéis de nata miniatura. Tudo por 48 euros.
O Leitão ( e aqui será o principal) tinha muita qualidade. Bem feito e bem assado. Não é o da Mealhada... mas sempre poupamos na gasolina e dá bem para matar saudades...
E podemos sempre sair dali com um avio de bolos caseiros ou pão a sair do forno... para já não falar dos vinhos em exposição. Mas esses serão para bolsos de Rappers norte-americanos ou de jogadores do Real...
Conclusão: Recomendado. Mas evitem o Paio...
Uma que me saíu interessante e à qual meu Mestre Quitério também já deu "Fiat" (não o "Punto" ou o "500" leitores! Mas sim o seu beneplácito "papal") foi o:
Forno da Cidade
Urbanização da Ribeirada - Lote 65
Odivelas
Telefone - 219 344 770
Para lá chegar tome-se a socrática via CRIL até à saída Odivelas Centro. Depois de passar por cima do viaduto o sentido é Odivelas Centro. Sempre a direito e a subir veremos o Liceu (agora Escola Secundária) à esquerda. À direita é que vamos, depois da Secundária. Andamos uns 300 metros e aparece-nos a Urbanização da Ribeirada (com Placa). Ali mesmo, em edifício de amplas janelas vidradas, existe o Talho, a Peixaria (de congelados embora) e o Restaurante em causa.
Boa apresentação, com padaria\pastelaria ao centro, montra de vinhos (estão lá os melhores!) à esquerda e mesas de refeiçoar espalhadas. Dois ambientes. Um no r\c parece ser mais proletário, o outro em mezanine parece ter mais algum requinte. Contudo os preços são iguais. idem para o serviço e idem, idem para o Menu.
O ex-Libris da casa é o leitão feito à moda da Bairrada. E com uma vantagem: é possível, para quem goste, pedir uma dose só de costela!! Vende-se na mesa a 60 euros o kg (com os acompanhamentos). A 18 euros a dose (com 320g)
Tem um agradável espumante bruto da casa ( a 9,90 euros, vinificado na Bairrada pelo método tradicional de Champagne.
Obviamente que o facto do proprietário ter um Talho mesmo ao lado ( e , diga-se já, com um aspecto espectacular! Com carnes de regiões demarcadas) influencia a carta, construída muito em redor das propostas carnívoras: Bifes vários, tornedós, entrecôtes, entremeada, bitoques. De peixe o Dom Bacalhau e a Pescada do Chile (congelada como honestamente se refere). Também Gambas em caril ou de açorda.
Nas sobremesas destaque para a Marmelada Branca do convento de Odievelas, feita ali no Restaurante ( e pode-se levar para casa) e para os Crepes e Gauffres, recheados com tudo o que se possa imaginar...
Mas o leitão é que é o chamariz!
Para duas pessoas: 2 Doses de Leitão da Costela, com batata frita da "autêntica" e salada. Cesto de Pão (feito lá em casa). Paio do lombo (industrial). 1 garrafa de Espumante Bruto. 2 Cafés e 2 pastéis de nata miniatura. Tudo por 48 euros.
O Leitão ( e aqui será o principal) tinha muita qualidade. Bem feito e bem assado. Não é o da Mealhada... mas sempre poupamos na gasolina e dá bem para matar saudades...
E podemos sempre sair dali com um avio de bolos caseiros ou pão a sair do forno... para já não falar dos vinhos em exposição. Mas esses serão para bolsos de Rappers norte-americanos ou de jogadores do Real...
Conclusão: Recomendado. Mas evitem o Paio...
segunda-feira, novembro 07, 2011
Feijoada "Magra"
Fiz para este Domingo uma feijoada “Magra”. Nem tanto a contar com a crise, magra de baratinha, mas Magra, magra mesmo, sem recurso a carnes e enchidos mais “gordos”. Mas claro que também é sempre um prato económico...
Demolhamos o feijão manteiga de véspera. No dia deixamos ao lume litro e meio de água para meio litro de feijão durante aproximadamente uma hora . Depois dá-se uma entaladela aos enchidos e carnes numa sertã (1 chouriço de carne, 1 morcela da Guarda, meio kg de entrecosto previamente salgado e temperado também de véspera, tudo aos pedaços ). Reservamos tudo – tacho do feijão e carnes - enquanto fazemos um bom refogado (cebola, alho, malagueta, bem picadinhos, sal e azeite).
Nessa altura tenham já duas cenouras cruas e descascadas cortadas às rodelas grossas . Juntamos as cenouras, carnes e o refogado ao tacho do feijão com a água da cozedura e este vai outra vez ao lume. Quando levantar fervura reduz-se o lume e fica a fervinhar mais meia hora. Durante este processo vejam se necessita de mais alguma concha de água (quente).
Para finalizar costumo pôr no forno médio mais uma meia hora para apurar lentamente, com o Tacho destapado. É nessa altura que ponho por cima do tacho uma Farinheira de boa qualidade (de porco alentejano) a qual se corta uns minutos antes de tirarmos para a mesa e se mistura aos restantes ingredientes no tacho.
Atenção: Se cozerem o feijão com sal tenham cuidado com o sal que põem no refogado , pois o entrecosto já está também ele salgado de véspera. Provem antes de ir ao forno, pecando sempre por defeito, já se sabe, pois é muito mais fácil de resolver a falta de sal que o seu abuso…
Demolhamos o feijão manteiga de véspera. No dia deixamos ao lume litro e meio de água para meio litro de feijão durante aproximadamente uma hora . Depois dá-se uma entaladela aos enchidos e carnes numa sertã (1 chouriço de carne, 1 morcela da Guarda, meio kg de entrecosto previamente salgado e temperado também de véspera, tudo aos pedaços ). Reservamos tudo – tacho do feijão e carnes - enquanto fazemos um bom refogado (cebola, alho, malagueta, bem picadinhos, sal e azeite).
Nessa altura tenham já duas cenouras cruas e descascadas cortadas às rodelas grossas . Juntamos as cenouras, carnes e o refogado ao tacho do feijão com a água da cozedura e este vai outra vez ao lume. Quando levantar fervura reduz-se o lume e fica a fervinhar mais meia hora. Durante este processo vejam se necessita de mais alguma concha de água (quente).
Para finalizar costumo pôr no forno médio mais uma meia hora para apurar lentamente, com o Tacho destapado. É nessa altura que ponho por cima do tacho uma Farinheira de boa qualidade (de porco alentejano) a qual se corta uns minutos antes de tirarmos para a mesa e se mistura aos restantes ingredientes no tacho.
Atenção: Se cozerem o feijão com sal tenham cuidado com o sal que põem no refogado , pois o entrecosto já está também ele salgado de véspera. Provem antes de ir ao forno, pecando sempre por defeito, já se sabe, pois é muito mais fácil de resolver a falta de sal que o seu abuso…
sexta-feira, novembro 04, 2011
Para Descansar a Vista
Hoje ouvia de manhã cedo, na TSF, aquela história meio macabra, meio jocosa, de uma doente a quem foi diagnosticado um aneurisma cerebral depois de ter feito uma RM. Sabedora de que tinha a vida a prazo - o aneurisma podia rebentar a qualquer momento - essa senhora desempregou-se, gastou tudo o que tinha ( e se calhar o que não tinha...) num ano e vive há 17 anos (Dezassete!!) na maior das misérias... Mas vive...
Moral da história: A prazo estamos todos nós. A mortezinha deve ser a única coisa que está garantida. Porquê sofrer ataques de ansiedade por causa disso?
Nestes tempos em que TóZé Seguro revelou que o PS se vai abster na votação do Orçamento de Estado ( e na minha opinião foi bem decidido , que me desculpem alguns Amigos que votariam contra) em que FCP, Sporting e Benfica desiludem os seus adeptos e em que ninguém percebe já o que se passa na Grécia, será a altura ideal para irmos ler uns poemas de saudável Anarquia. E aqui vão:
O primeiro é de um famoso anarquista brasileiro - José Rodrigues Leite e Oiticica (Oliveira, 22 de Julho de 1882 — Rio de Janeiro, 30 de junho de 1957) foi um professor, dramaturgo, poeta parnasiano e filólogo e notável anarquista brasileiro. Foi membro da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, estudou Direito e Medicina, não tendo concluído nenhum dos dois cursos em favor do magistério e da pesquisa filológica. Foi vegetariano.
No plano político foi um dos grandes articuladores da Insurreição anarquista de 1918 que inspirada pela Revolução Russa pretendia derrubar o governo central na capital do país.
"Se não houver rebelião, não haverá sobrevivência". Era esta a sua "palavra de ordem".
Seria um Profeta? (isto digo eu...)
Anarquia
Para a anarquia vai a humanidade
Que da anarquia a humanidade vem!
Vide como esse ideal do acordo invade
As classes todas pelo mundo além!
Que importa que a fração dos ricos brade
Vendo que a antiga lei não se mantém?
Hão de ruir as muralhas da Cidade,
Que não há fortalezas contra o bem
Façam da ação dos subversivos crime,'
Persigam, matem, zombem... tudo em vão...
A ideia, perseguida, é mais sublime,
Pois nos rude ataques à opressão,
A cada herói que morra ou desanime
Dezenas de outros bravos surgirão.
José Oiticica
Oiticica? Sim Senhores, este apelido já de si também será algo anárquico...
E agora um poema de humor nonsense, à boa moda de uma anarquia mais de trazer por casa . É preciso ter cuidado, não vá a (o) amante julgar que o ser amado aprecia altas cozinhas e vinhos da moda, Restaurantes "miquelinos" e salamaleques de 11 lacaios, quando afinal a sua perdição será mais pelas Tascas de mesas de mármore, Iscas com elas e verde tinto ... Problemas de identificação.
Wrong Recipe
The vichyssoise is almost chilled,
The salad's crisp and crunchy,
The duck l'orange smells divine,
The apple pie looks muchy,
The coffee's brewing on the stove,
The Riesling's my love potion -
Surely when he's had his fill
He'll speak of his devotion?
I scrape the plates, I clear the decks,
I glumly fill the dregs-can.
I should have know it (damn his eyes!)
He was a steak-and-eggs man.
Roslyn Taylor
Nota: Roslyn Taylor nasceu e viveu no País de Gales (NewCastle) antes de emigrar para a Austrália, onde começou a sua carreira de escritora em 1966. Publicou diversos livros e peças de teatro. Conduziu programas de rádio e ateliers de escrita criativa para jovens. Vive actualmente em Wagga Wagga, Riverina.
Só este nome Wagga Wagga me faria sorrir nesta manhã... Wagga Wagga para vocês também, Leitores! E Oiticica for ever!
Moral da história: A prazo estamos todos nós. A mortezinha deve ser a única coisa que está garantida. Porquê sofrer ataques de ansiedade por causa disso?
Nestes tempos em que TóZé Seguro revelou que o PS se vai abster na votação do Orçamento de Estado ( e na minha opinião foi bem decidido , que me desculpem alguns Amigos que votariam contra) em que FCP, Sporting e Benfica desiludem os seus adeptos e em que ninguém percebe já o que se passa na Grécia, será a altura ideal para irmos ler uns poemas de saudável Anarquia. E aqui vão:
O primeiro é de um famoso anarquista brasileiro - José Rodrigues Leite e Oiticica (Oliveira, 22 de Julho de 1882 — Rio de Janeiro, 30 de junho de 1957) foi um professor, dramaturgo, poeta parnasiano e filólogo e notável anarquista brasileiro. Foi membro da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, estudou Direito e Medicina, não tendo concluído nenhum dos dois cursos em favor do magistério e da pesquisa filológica. Foi vegetariano.
No plano político foi um dos grandes articuladores da Insurreição anarquista de 1918 que inspirada pela Revolução Russa pretendia derrubar o governo central na capital do país.
"Se não houver rebelião, não haverá sobrevivência". Era esta a sua "palavra de ordem".
Seria um Profeta? (isto digo eu...)
Anarquia
Para a anarquia vai a humanidade
Que da anarquia a humanidade vem!
Vide como esse ideal do acordo invade
As classes todas pelo mundo além!
Que importa que a fração dos ricos brade
Vendo que a antiga lei não se mantém?
Hão de ruir as muralhas da Cidade,
Que não há fortalezas contra o bem
Façam da ação dos subversivos crime,'
Persigam, matem, zombem... tudo em vão...
A ideia, perseguida, é mais sublime,
Pois nos rude ataques à opressão,
A cada herói que morra ou desanime
Dezenas de outros bravos surgirão.
José Oiticica
Oiticica? Sim Senhores, este apelido já de si também será algo anárquico...
E agora um poema de humor nonsense, à boa moda de uma anarquia mais de trazer por casa . É preciso ter cuidado, não vá a (o) amante julgar que o ser amado aprecia altas cozinhas e vinhos da moda, Restaurantes "miquelinos" e salamaleques de 11 lacaios, quando afinal a sua perdição será mais pelas Tascas de mesas de mármore, Iscas com elas e verde tinto ... Problemas de identificação.
Wrong Recipe
The vichyssoise is almost chilled,
The salad's crisp and crunchy,
The duck l'orange smells divine,
The apple pie looks muchy,
The coffee's brewing on the stove,
The Riesling's my love potion -
Surely when he's had his fill
He'll speak of his devotion?
I scrape the plates, I clear the decks,
I glumly fill the dregs-can.
I should have know it (damn his eyes!)
He was a steak-and-eggs man.
Roslyn Taylor
Nota: Roslyn Taylor nasceu e viveu no País de Gales (NewCastle) antes de emigrar para a Austrália, onde começou a sua carreira de escritora em 1966. Publicou diversos livros e peças de teatro. Conduziu programas de rádio e ateliers de escrita criativa para jovens. Vive actualmente em Wagga Wagga, Riverina.
Só este nome Wagga Wagga me faria sorrir nesta manhã... Wagga Wagga para vocês também, Leitores! E Oiticica for ever!
quinta-feira, novembro 03, 2011
Abusos
Tenho andado a abusar da sorte. Mais tarde, quando escrever as minhas memórias, direi até que ponto - profissionalmente - tem ido este abuso.
Para já e no que toca a esse importante vector da nossa existência (o trabalhinho de todos os dias) , basta dizer que com 22 ausências por reforma (antecipada ou não) em 72 trabalhadores activos, e sem lugar para substituições, é um verdadeiro milagre que as "coisinhas" se continuem a fazer , mais ou menos como dantes, quando o nosso quartel-general ainda era em Abrantes...
Mas adiante que não estamos em Amarante!
Do ponto de vista pessoal também me farto de abusar. Abuso sobretudo da cama e dos sonhos. Sempre que posso, aos fins de semana. Dizem os entendidos que dormir em demasia será sinal de depressão. Pode ser que assim seja., mas prefiro sonhar do que passar as tardes de Sábado e de Domingo a pensar no que posso fazer ( e é pouco, e é quase nada) para resolver as situações precárias de cada vez mais Amigos e Empresas, que nos acompanham há muitos anos, agora com a corda ao pescoço.
Há que recuperar energias para enfrentar o dia-a-dia cada vez mais complicado desta existência enfeudada às "Troikas"... E sem que nenhuma esperança seja visível a curto ou a médio prazo. Esta será talvez a pior característica destes tempos: a ausência da esperança. E, na minha opinião, a mais criticável vertente da actuação do Governo actual: o facto de nunca ter conseguido entremear os apelos à sobriedade e à austeridade com o acenar de uma leve brisa de esperança para os que sofrem e vão ainda mais sofrer.
Amigo antigo dizia-me um destes dias: "Mas vamos todos passar as passas do Algarve para quê? Se o resultado for sempre o mesmo apesar destas austeridades?"
Também este é outro tipo de abuso: o abuso da confiança que os portugueses depositaram pelo voto.
Sofrer sempre, se à vista estiver um caminho doloroso com final feliz... Mas quem terá coragem de se fazer a esse caminho se , pelo menos, não ressoar um boato de melhores dias no fim da travessia ? Nem Jeová, o Deus justiceiro do Antigo Testamento foi tão longe... E levou o seu Povo à Terra prometida, apesar dos 40 anos de sede e de fome.
Na indigência anunciada de um futuro mais que incerto falta a quem (nos) manda erguer a bandeira de um amanhã mais feliz para todos os portugueses. Se não o fizer - mesmo que seja mentira - corremos o risco de ir morrendo todos a pouco e pouco.
Mente-me, anda! Porque eu gosto! ( E faz falta...)
Para já e no que toca a esse importante vector da nossa existência (o trabalhinho de todos os dias) , basta dizer que com 22 ausências por reforma (antecipada ou não) em 72 trabalhadores activos, e sem lugar para substituições, é um verdadeiro milagre que as "coisinhas" se continuem a fazer , mais ou menos como dantes, quando o nosso quartel-general ainda era em Abrantes...
Mas adiante que não estamos em Amarante!
Do ponto de vista pessoal também me farto de abusar. Abuso sobretudo da cama e dos sonhos. Sempre que posso, aos fins de semana. Dizem os entendidos que dormir em demasia será sinal de depressão. Pode ser que assim seja., mas prefiro sonhar do que passar as tardes de Sábado e de Domingo a pensar no que posso fazer ( e é pouco, e é quase nada) para resolver as situações precárias de cada vez mais Amigos e Empresas, que nos acompanham há muitos anos, agora com a corda ao pescoço.
Há que recuperar energias para enfrentar o dia-a-dia cada vez mais complicado desta existência enfeudada às "Troikas"... E sem que nenhuma esperança seja visível a curto ou a médio prazo. Esta será talvez a pior característica destes tempos: a ausência da esperança. E, na minha opinião, a mais criticável vertente da actuação do Governo actual: o facto de nunca ter conseguido entremear os apelos à sobriedade e à austeridade com o acenar de uma leve brisa de esperança para os que sofrem e vão ainda mais sofrer.
Amigo antigo dizia-me um destes dias: "Mas vamos todos passar as passas do Algarve para quê? Se o resultado for sempre o mesmo apesar destas austeridades?"
Também este é outro tipo de abuso: o abuso da confiança que os portugueses depositaram pelo voto.
Sofrer sempre, se à vista estiver um caminho doloroso com final feliz... Mas quem terá coragem de se fazer a esse caminho se , pelo menos, não ressoar um boato de melhores dias no fim da travessia ? Nem Jeová, o Deus justiceiro do Antigo Testamento foi tão longe... E levou o seu Povo à Terra prometida, apesar dos 40 anos de sede e de fome.
Na indigência anunciada de um futuro mais que incerto falta a quem (nos) manda erguer a bandeira de um amanhã mais feliz para todos os portugueses. Se não o fizer - mesmo que seja mentira - corremos o risco de ir morrendo todos a pouco e pouco.
Mente-me, anda! Porque eu gosto! ( E faz falta...)
quarta-feira, novembro 02, 2011
Dia de Los Muertos
Hoje era dia de visitar os cemitérios, já convenientemenete arranjadas as campas no feriado de ontem. Digo "era" porque provavelmente apenas as velhas e os velhos continuam a manter esta observação ritual aqui na paróquia... Ontem sim, foram à Missa e aos cemitérios mais cristãos.
Nesta altura da vida, o combate pela sobrevivência das nossas finanças - reparem que pela primeira vez desde que existem registos , o número de famílias falidas oficialmente em Portugal ultrapassou o das Empresas - deve ser a grande prioridade das nossas existências. E lembrar os que já passaram pode ser importante para a saúde mental de todos.
Aquele crescendo de desafogo que começou com o 25 de Abril para as classes média e baixa, revelando-se hoje fugaz e passageiro - durou pouco mais que 30 anos - já antes tinha sido experimentado cá no burgo, nas alturas dos ciclos das Especiarias, do Ouro e das Pedras Preciosas, das Ìndias e do Brasil.
Nessas alturas, como agora, pouco ou nada se investiu na modernização da Nação. Fizeram-se alguns ricos-homens (que se calhar já o eram) e as oportunidades para os outros , para os pobres, limitavam-se à guerra ou ao embarque nas naus do tempo... Desenvolveu-se o Comércio! Dirão alguns. É verdade. Mas ao contrário dos Holandeses e Ingleses, mesmo esse Comércio não passou de um fogacho de amadores que cedo deu lugar ao profissionalismo das Companhias das Indias e etc...
Pouco ou nada aprendemos com a história antiga. Visitem-se por isso os Mortos, nem que seja em espírito, lendo os livros bons que alguns dos ainda vivos escreveram sobre estas matérias. Pode ser - mas não aposto - que alguém aprenda com o passado.
Vejam lá como a Grécia, berço da civilização ocidental, Pátria da Filosofia e da Ciência, acaba por ser hoje em dia a sepultura dessa mesma Europa que ajudou a criar..
E, para terminar em beleza, responda quem puder:
Se em Dezembro fizéssemos aqui em Portugal um Referendo à moda dos gregos. sobre se o Povo queria as restrições impostas à sua vida ou não, qual seria o resultado?
Resposta: mesmo sabendo que a alternativa seria voltar ao escudo - já aqui falei sobre essa desgraça - mesmo assim, repito, não me atrevo a prever o resultado... Só sei uma coisa: quanto mais tarde no tempo for feito esse Referendo, pior para aqueles que querem continuar com a Troika e com a UE...
Notas para leitura:
História Económica de Portugal 1700-2000 - Volume I - O século XVIII
História Económica de Portugal 1700-2000 - Volume II - O século XIX
História Económica de Portugal 1700-2000 - Volume III -O século XX
De Álvaro Ferreira da Silva e Pedro Lains (ICS), a cerca de 27 euros cada volume.
E vejam também aqui (http://www.uc.pt/media_uc/discursos/090916DO.pdf) o discurso do Professor Romero de Magalhães sobre estas matérias, para encontrarem pistas para mais leituras.
Nesta altura da vida, o combate pela sobrevivência das nossas finanças - reparem que pela primeira vez desde que existem registos , o número de famílias falidas oficialmente em Portugal ultrapassou o das Empresas - deve ser a grande prioridade das nossas existências. E lembrar os que já passaram pode ser importante para a saúde mental de todos.
Aquele crescendo de desafogo que começou com o 25 de Abril para as classes média e baixa, revelando-se hoje fugaz e passageiro - durou pouco mais que 30 anos - já antes tinha sido experimentado cá no burgo, nas alturas dos ciclos das Especiarias, do Ouro e das Pedras Preciosas, das Ìndias e do Brasil.
Nessas alturas, como agora, pouco ou nada se investiu na modernização da Nação. Fizeram-se alguns ricos-homens (que se calhar já o eram) e as oportunidades para os outros , para os pobres, limitavam-se à guerra ou ao embarque nas naus do tempo... Desenvolveu-se o Comércio! Dirão alguns. É verdade. Mas ao contrário dos Holandeses e Ingleses, mesmo esse Comércio não passou de um fogacho de amadores que cedo deu lugar ao profissionalismo das Companhias das Indias e etc...
Pouco ou nada aprendemos com a história antiga. Visitem-se por isso os Mortos, nem que seja em espírito, lendo os livros bons que alguns dos ainda vivos escreveram sobre estas matérias. Pode ser - mas não aposto - que alguém aprenda com o passado.
Vejam lá como a Grécia, berço da civilização ocidental, Pátria da Filosofia e da Ciência, acaba por ser hoje em dia a sepultura dessa mesma Europa que ajudou a criar..
E, para terminar em beleza, responda quem puder:
Se em Dezembro fizéssemos aqui em Portugal um Referendo à moda dos gregos. sobre se o Povo queria as restrições impostas à sua vida ou não, qual seria o resultado?
Resposta: mesmo sabendo que a alternativa seria voltar ao escudo - já aqui falei sobre essa desgraça - mesmo assim, repito, não me atrevo a prever o resultado... Só sei uma coisa: quanto mais tarde no tempo for feito esse Referendo, pior para aqueles que querem continuar com a Troika e com a UE...
Notas para leitura:
História Económica de Portugal 1700-2000 - Volume I - O século XVIII
História Económica de Portugal 1700-2000 - Volume II - O século XIX
História Económica de Portugal 1700-2000 - Volume III -O século XX
De Álvaro Ferreira da Silva e Pedro Lains (ICS), a cerca de 27 euros cada volume.
E vejam também aqui (http://www.uc.pt/media_uc/discursos/090916DO.pdf) o discurso do Professor Romero de Magalhães sobre estas matérias, para encontrarem pistas para mais leituras.
segunda-feira, outubro 31, 2011
O que comer na Noite de hoje?
É tradição deste Blogue sugerir uma refeição para a noite do Halloween. Não vou entrar em detalhes sobre se a "verdadeira" Noite de Halloween deveria ter sido ontem à noite ou hoje. Será hoje para os efeitos julgados convenientes aqui do Blog e pronto.
Já se sabe que falaremos de comida para 5 pessoas . Porquê para mais uma? Nesta altura de crise admito que em muitos lares remediados o estupor do namorado da filha (ou a namorada do filho, ou a cunhada solteira, ou a comadre divorciada, ou lá quem quer que apareça) se pendure lá em casa até saírem para a night, lá para as 23h...
Tentarei manter os gastos totais na casa dos 40 euros para 5 pessoas. Não me peçam é "Foie Gras" ou Rosbife... E muito menos peixe do mar ... Então vamos a isso:
Entrada - Salmão Fumado com anchovas (para quem gosta) , decorem com gomos de limão e com alcaparras, tenham o moinho de pimenta preta em cima da mesa. Procurem os produtos brancos para ter um muito aceitável salmão fumado, 200g entre 4 euros e 6 euros. Anchovas e alcaparras compoem a travessa juntamente com o limão. Acompanhem com pão alemão de centeio preto ou com tostas integrais.
Para beber: Espumante Bruto Loridos de 2009 , a cerca de 7 euros.
Prato principal - Cachaço de porco assado no forno. Para 5 pessoas assem cerca de 2,5 kg (podem apanhá-lo a menos de 6 euros o kg). Sobra sempre, eu sei, mas faz umas excelentes sandes para o dia seguinte... Temperem a carne de véspera com alho, massa de pimentão, louro, malagueta a gosto, vinho branco e salsa. No próprio dia tirem da vinha de alhos , salguem e esfreguem o cachaço com uma boa mostarda francesa com pimenta verde. Ponham por cima 3 colheres de sopa de banha de porco preto, façam a cama no tabuleiro de ir ao forno com cebola nova em rodelas finas e levem a forno quente (250º) durante 20 minutos. Depois baixem a temperatura (170º) para que asse lentamente ( 2 horas ou mais). Não se esqueçam de ir sempre virando a carne de meia em meia hora. Acompanhem com batatas assadas simplesmente cortadas em gomos e temperadas com chalotas, alhos esmagados grossos, azeite, sal e uma colher de sopa de massa de pimentão também.
Para beber: Damasceno Tinto (Poceirão, magnífico. Parece tinta da china!) de 2010 ( a 9, 5 euros).
Sobremesa - Já se gastaram os 40 euritos... Porque não assar umas castanhas? E em havendo um Porto ou Madeira (novos) para acompanhar, melhor.
Depois da malta nova bazar exibem-se na MOV os episódios 8 e 9 (2ª temporada) da série de culto (espectacular!) Masters of Horror. Em (boa) alternativa, o casal pode dedicar-se a namorar (um com o outro!). Se ainda se lembrarem... Mas deve ser como andar de bicicleta.
Já se sabe que falaremos de comida para 5 pessoas . Porquê para mais uma? Nesta altura de crise admito que em muitos lares remediados o estupor do namorado da filha (ou a namorada do filho, ou a cunhada solteira, ou a comadre divorciada, ou lá quem quer que apareça) se pendure lá em casa até saírem para a night, lá para as 23h...

Entrada - Salmão Fumado com anchovas (para quem gosta) , decorem com gomos de limão e com alcaparras, tenham o moinho de pimenta preta em cima da mesa. Procurem os produtos brancos para ter um muito aceitável salmão fumado, 200g entre 4 euros e 6 euros. Anchovas e alcaparras compoem a travessa juntamente com o limão. Acompanhem com pão alemão de centeio preto ou com tostas integrais.
Para beber: Espumante Bruto Loridos de 2009 , a cerca de 7 euros.
Prato principal - Cachaço de porco assado no forno. Para 5 pessoas assem cerca de 2,5 kg (podem apanhá-lo a menos de 6 euros o kg). Sobra sempre, eu sei, mas faz umas excelentes sandes para o dia seguinte... Temperem a carne de véspera com alho, massa de pimentão, louro, malagueta a gosto, vinho branco e salsa. No próprio dia tirem da vinha de alhos , salguem e esfreguem o cachaço com uma boa mostarda francesa com pimenta verde. Ponham por cima 3 colheres de sopa de banha de porco preto, façam a cama no tabuleiro de ir ao forno com cebola nova em rodelas finas e levem a forno quente (250º) durante 20 minutos. Depois baixem a temperatura (170º) para que asse lentamente ( 2 horas ou mais). Não se esqueçam de ir sempre virando a carne de meia em meia hora. Acompanhem com batatas assadas simplesmente cortadas em gomos e temperadas com chalotas, alhos esmagados grossos, azeite, sal e uma colher de sopa de massa de pimentão também.
Para beber: Damasceno Tinto (Poceirão, magnífico. Parece tinta da china!) de 2010 ( a 9, 5 euros).
Sobremesa - Já se gastaram os 40 euritos... Porque não assar umas castanhas? E em havendo um Porto ou Madeira (novos) para acompanhar, melhor.
Depois da malta nova bazar exibem-se na MOV os episódios 8 e 9 (2ª temporada) da série de culto (espectacular!) Masters of Horror. Em (boa) alternativa, o casal pode dedicar-se a namorar (um com o outro!). Se ainda se lembrarem... Mas deve ser como andar de bicicleta.
Vêm aí as Bruxas!!?? Não Senhor! Já cá estão há algum tempo....
31 de Outubro é Dia das Bruxas (porquê? Já escrevi em 31 de Outubro de 2006 sobre isso). Falámos da origem Celta desta comemoração, da sua adopção generalizada nos USA e de como o MKT moderno a transformou num fenómeno quase global. Parece, contudo, que em Portugal - neste ano de todas as Bruxas - não se fala muito no evento.

Claro que nos locais habituais (http://www.destinoslusos.com/2011/10/festas-de-halloween-2011-noite-das.html) aparecem as sugestões do costume, mas assim de repente não vejo muita emoção em redor desta "festa".
Claro que cada vez há mais Bruxas. De todos os tipos. Basta pensar na Ângela "Brunhild". Mas que ganda bruxa! E nem sei se era preciso tirar a vestimenta habitual de Valquíria para enfiar o chapéu preto de bico. Vassoura acho que já lá tem. Pelo menos tenho sentido qualquer coisa a bater-me nas costas com sotaque alemão.
Mesmo aqui em Portugal Bruxas e Bruxos não faltam. O que será a Troika se não um grupo de Feiticeiros do Norte que vem meter na ordem os "Pândegos" do Sul? E já repararam (sem maldade) como o nosso anterior Chefe do Grupo Parlamentar do PSD - Duarte Lima - à média luz e de perfil ,se parece com o Voldemort ? (sem contar com o nariz que foi ganho numa plástica. O do Voldemort, claro.)
Bruxas são aos pontapés. Até eu tenho duas para a troca: cá em casa tenho uma e na quinta tenho outra...Ainda aproveitáveis! Bem, não se criem grandes expectativas, mas as revisões têm sido bem feitas, a da terra lá no endireita e nas curandeiras, a cá de baixo no stand de origem...(Chiu!)
E os meus leitores? Maridos e Mulheres (legítimos) à parte, como estão de bruxas ou de bruxos? Espero que estejam bem e as(os) poupem . Como estão as coisas eu acho que para o ano, ou daqui a dois ou três anos, ainda vamos sentir saudades das bruxas que hoje mantemos. Pelo menos das de trazer por casa, porque as outras venha o Demo e leve-as. Depressa.

Claro que nos locais habituais (http://www.destinoslusos.com/2011/10/festas-de-halloween-2011-noite-das.html) aparecem as sugestões do costume, mas assim de repente não vejo muita emoção em redor desta "festa".
Os tempos não irão para Festas, e esta até não é uma das nossas tradicionais celebrações. Veremos lá para a semana do Natal como se comportam as coisas este ano, em que ainda haverá metade do subsídio para qualquer coisinha.
Mesmo aqui em Portugal Bruxas e Bruxos não faltam. O que será a Troika se não um grupo de Feiticeiros do Norte que vem meter na ordem os "Pândegos" do Sul? E já repararam (sem maldade) como o nosso anterior Chefe do Grupo Parlamentar do PSD - Duarte Lima - à média luz e de perfil ,se parece com o Voldemort ? (sem contar com o nariz que foi ganho numa plástica. O do Voldemort, claro.)
Bruxas são aos pontapés. Até eu tenho duas para a troca: cá em casa tenho uma e na quinta tenho outra...Ainda aproveitáveis! Bem, não se criem grandes expectativas, mas as revisões têm sido bem feitas, a da terra lá no endireita e nas curandeiras, a cá de baixo no stand de origem...(Chiu!)
E os meus leitores? Maridos e Mulheres (legítimos) à parte, como estão de bruxas ou de bruxos? Espero que estejam bem e as(os) poupem . Como estão as coisas eu acho que para o ano, ou daqui a dois ou três anos, ainda vamos sentir saudades das bruxas que hoje mantemos. Pelo menos das de trazer por casa, porque as outras venha o Demo e leve-as. Depressa.
Jack Nicholson
Lembra um dos nossos Leitores que o velho e bom Jack não entrou no Independence day. E tem razão.. Entrou sim no impagável "Mars Atacks"! onde se não me engano fazia de Presidente dos USA... As minhas desculpas.
sexta-feira, outubro 28, 2011
Para Descansar a Vista
Entra Novembro e não tarda temos os Finados à porta. Também o Halloween, se é que ainda existe alguém que dê hoje importância a essas coisas...
Flores nos cemitérios será a ementa deste sábado...Seguidas de um almoço de Amigos em Cascais. Tempo para dizer mal dos "outros": dos políticos, das Angelas Merkls, dos Pinóquios e destes seus "substibrutos" actuais, os "esfíngicos" financeiros e E.T's que pairam sobre a nossa economia, tal e qual a nave-mãe pairava sobre Nova Iorque no impagável filme "Independence Day "(notável Jack Nicholson, entre outros ) ....
O Poema escolhido tem por base a incerteza com que ficámos todos nestes tempos conturbados. É do grande Poeta Mário de Sá-Carneiro:
Angulo
Aonde irei neste sem-fim perdido,
Neste mar ôco de certezas mortas? -
Fingidas, afinal, todas as portas
Que no dique julguei ter construido...
- Barcaças dos meus impetos tigrados,
Que oceano vos dormiram de Segrêdo?
Partiste-vos, transportes encantados,
De embate, em alma ao rôxo, a que rochêdo?...
- Ó nau de festa, ó ruiva de aventura
Onde, em Champanhe, a minha ânsia ia,
Quebraste-vos também ou, por ventura,
Fundeaste a Ouro em portos d'alquimia?...
Chegaram à baía os galeões
Com as sete Princesas que morreram.
Regatas de luar não se correram...
As bandeiras velaram-se, orações...
Detive-me na ponte, debruçado,
Mas a ponte era falsa - e derradeira.
Segui no cais. O cais era abaulado,
Cais fingido sem mar á sua beira...
- Por sôbre o que Eu não sou há grandes pontes
Que um outro, só metade, quer passar
Em miragens de falsos horizontes -
Um outro que eu não posso acorrentar...
Mário de Sá-Carneiro, in 'Indícios de Oiro'
Flores nos cemitérios será a ementa deste sábado...Seguidas de um almoço de Amigos em Cascais. Tempo para dizer mal dos "outros": dos políticos, das Angelas Merkls, dos Pinóquios e destes seus "substibrutos" actuais, os "esfíngicos" financeiros e E.T's que pairam sobre a nossa economia, tal e qual a nave-mãe pairava sobre Nova Iorque no impagável filme "Independence Day "(notável Jack Nicholson, entre outros ) ....
O Poema escolhido tem por base a incerteza com que ficámos todos nestes tempos conturbados. É do grande Poeta Mário de Sá-Carneiro:
Angulo
Aonde irei neste sem-fim perdido,
Neste mar ôco de certezas mortas? -
Fingidas, afinal, todas as portas
Que no dique julguei ter construido...
- Barcaças dos meus impetos tigrados,
Que oceano vos dormiram de Segrêdo?
Partiste-vos, transportes encantados,
De embate, em alma ao rôxo, a que rochêdo?...
- Ó nau de festa, ó ruiva de aventura
Onde, em Champanhe, a minha ânsia ia,
Quebraste-vos também ou, por ventura,
Fundeaste a Ouro em portos d'alquimia?...
Chegaram à baía os galeões
Com as sete Princesas que morreram.
Regatas de luar não se correram...
As bandeiras velaram-se, orações...
Detive-me na ponte, debruçado,
Mas a ponte era falsa - e derradeira.
Segui no cais. O cais era abaulado,
Cais fingido sem mar á sua beira...
- Por sôbre o que Eu não sou há grandes pontes
Que um outro, só metade, quer passar
Em miragens de falsos horizontes -
Um outro que eu não posso acorrentar...
Mário de Sá-Carneiro, in 'Indícios de Oiro'
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