segunda-feira, julho 31, 2006

Agosto e o Algarve



As referências na Imprensa escrita deste fim de semana passado sobre os problemas de Mães e de Pais de família em Férias, num Algarve sobrelotado e pouco - digamos assim - "user friendly" para os portugueses , foram várias.

De entre elas recomendo o Expresso e a Clara Ferreira Alves.

Num texto muito bem concebido Clara F. Alves questiona-se sobre o porquê da escolha de um local e de um mês onde a qualidade de vida baixa drasticamente: restaurantes cheios e mau serviço, praias sujas e a abarrotar, filas para os jornais, para a água, etc...

Terá sido de tal ordem a "sem vergonhice" do atendimento em restaurante de praia que apenas o facto da Autora ser reconhecida como "aquela senhora da TV" fez com que tivesse um tratamento mais ou menos igual ao dos turistas estrangeiros que também lá se encontravam...

Mesmo descontando alguma "licença poética" o facto é que, por norma, só quem tem muito dinheiro e possibilidades de passar as férias - por exemplo - num barco ao largo da costa algarvia, ou ainda num daqueles resorts de luxo asiático tipo "bunker" de onde não há necessidade de sair, é que se pode vangloriar de umas Férias Algarvias em Agosto bem passadas!

Por mim, prefiro sempre o Algarve em Setembro ou Outubro.

Em Agosto, por estranho que pareça, gosto de estar em Lisboa.

Por entre as mordomias de que tenho o usufruto nesse mês em Lisboa conto a de estacionar quase que ao lado daqueles Restaurantes de Bairro onde só se pode ir normalmente de Táxi, como o excelente "A Travessa" ao Convento das Bernardas. Será alvo de um próximo Post.

A Insuportável e Imunda Guerra às Crianças


Parem já com os Bombardeamentos e com os Atentados que matam Crianças, Mulheres e Velhos sem discernimento algum, apenas para provocar o terror das populações e assim enfraquecer-lhes o espírito.

Por entre a Demagogia de Israelitas e do Hezbollah impôem-se as imagens das crianças dilaceradas . Insuportável de ver!!

Seja em Haifa ou em Canã!!

Zabaione com Porto - Uma sugestão

Paulo Mendonça apoia o Vinho do Porto:


Olá Caro Amigo!

Experimente esta receita no verão para quem gosta de vinho do Porto é uma delícia !

Como a receita é para 10 pax ofereço-me como voluntário para ajudar... a comer...

Zabaione Gelado

INGREDIENTES - Ovos 15 unid. Açúcar em pó 400 g Vinho do Porto 4 dl Limão 2 unid. Natas 4 dl Língua de veado 10 unid.

MÉTODO DE CONFECÇÃO• Raspe a casca de limão• Esprema o limão e reserve o sumo• Desclare os ovos• Monte as gemas, a raspa e sumo de limão e o vinho do porto em banho-maria• Batas as natas com o açúcar• Envolva o chantilly no preparado com as gemas depois de este esfriar • Emprate o zabaione• Sirva com a língua de veado

Um abraço e boas férias!

sexta-feira, julho 28, 2006

É de visitar!!

Recomendo o site da Comissão Organizadora das Comemorações dos 250 Anos da Região demarcada do Douro:

www.250rdd.utad.pt

Sobretudo para quem é maníaco de Jazz!! (Como eu...).

Vêm aí grandes surpresas para os meses de Setembro e seguintes...

Estejam atentos e corram a reservar bilhetes, porque o Jazz e o Vinho do Porto são irmãos de sangue e qualquer espectáculo de jazz esgota sempre no Porto e no Douro.

Um Dia Na Régua


Ontem fui a Peso da Régua falar com os responsáveis pela Casa do Douro e com a Comissão Executiva das Comemorações dos 250 Anos da Região Demarcada, tendo por objectivo preparar o lançamento do nosso Livro " O Vinho em Portugal - Saberes de Ontem e de Hoje" de João Paulo Martins, bem assim como a saída do Bloco filatélico dedicado ao mesmo acontecimento, do designer Eduardo Aires.

Óptima oportunidade para experimentar um Restaurante que ainda desconhecia:

"A Varanda da Régua" situado no Lugar da Boavista, Loureiro, Peso da Régua - Tel - 254 336 949.


Vamos então dar notícia do que se experimentou:

Em primeiro lugar uma panorâmica impressionante sobre o Vale do Douro, com a Régua bem lá em baixo. Uma das vistas mais carismáticas e tentadoras que se podem usufruir, apenas ligeiramente tocada por algum "cimento" de péssimo tom construído mesmo ali à beira Douro.

Um Restaurante nitidamente vocacionado para os Fins de Semana, com várias salas espalhadas por três andares, todas com largas janelas rasgadas sobre o Rio.

A última sala, no topo da Casa, está reservada para Eventos, com mesas e cadeiras ataviadas com panos brancos e rosa, ao gosto dos casamentos destes tempos (enfim...).

Em Restaurante tão grande a sensação de espaço torna-se confrangedora num almoço de Quinta Feira onde a nossa Mesa era a única com Clientes!

Culpa dos tempos de crise que por aí se perfilam, também alguma mão relativamente pesada na elaboração dos preços do cardápio (para Homens do Norte, habituados a comer bem e barato nos seus feudos tradicionais, porque aqui para nós do Sul os preços são aceitáveis).

Entradas de belos enchidos locais, torrados na frigideira, Presunto de Lamego (aceitável, mas longe dos espanhóis de referência), bolinhos de bacalhau e rissóis de camarão em versão mini, bem fritos e bem condimentados.

Pratos do Dia

- O Cabritinho assado no Forno, inexcedível de sapidez e bonomia. Chibo infante competentemente assado e acolitado por batatas novas de forno e arroz também de forno.

- Arroz de Troncha com enchidos regionais ou entrecosto, à escolha. Este arroz é feito com Couve Troncha, apresentado "a correr" no prato e tão bem temperado que quase parecia uma canja de galinha caseira. No molho abundante nadavam troços de morcela e de linguiça, à parte servia-se o entrecosto.

Bebeu-se um branco 2004 da Quinta da Gaivosa, excelente, bem assim como um Tinto estreme de Tinta Barroca de Calços do Tanha, de 1999, que com 14,5º aguentou soberanamente o Cabrito e o Arroz de Troncha.

6 pessoas a comer e a beber (2 garrafas de cada) mais as competentes águas, cafés, queijo (fraquito, o pior da refeição por estar frigorificado demais) e Melão para sobremesa.

Preço - 145€ , caro para os Durienses, Aceitável para os Lisboetas (digo eu).

quarta-feira, julho 26, 2006

Minhoca 2 - a Vingança do Bloger

Com esta conversa toda lembrei-me de que já tinha comido minhocas!!

Obviamente na China!

Não me lembro do nome do Prato, mas sei que era picante e servido com um molho avermelhado. Sabia ao...molho picante, tanto quanto me lembro.

A Importância da Minhoca


Calma Leitores, que a "minhoca" aqui em causa não é a famosa "corda do mijo" , atributo masculino que tanta falta faz e cuja importância nunca será demais enfatizar.

Falo mesmo da comum e simples Minhoca...

A propósito de quê? Perguntarão (e bem) os Leitores.

Lembram-se que quando ontem escrevi aqui sobre a "Gravitas" dei como exemplo de assunto de somenos importância " a vida sexual das minhocas, que apenas interessaria às próprias e a alguns biólogos"?

Pois bem, recebi um telefonema de um Amigo meu, Engenheiro Agrário, que me alcunhou de "Ignorante" por desconhecer que sem minhocas não haverá arejamento, oxigenação (ou lá o que é...) das camadas de terra arável, o que levaria ao respectivo "apodrecimento" e à impossibilidade de se cultivarem?

Sem Minhocas adeus ao batatame, ao cebolame, ao feijão , etc, etc...

Estamos sempre a aprender...

E ainda tive sorte por não levar com alguma cana de pesca em cima manejada por pescador desportivo ofendido com a referência à pouca importância do seu "isco"...

Regressa Minhoca! Estás perdoada...

terça-feira, julho 25, 2006

Para Descansar a Vista



Faz do Mar brando a tua rota

e constrói mundos de fantasia

de pedra em pedra pela água

remota...

Falta de "Gravitas"

Na Roma Antiga esta palavra "Gravitas" comunicava um sentido de Seriedade, Dignidade e de Dever que devia ser próprio não só ao ao Homem de Estado como também a todo o cidadão , enveredasse ou não pela vida pública (cursus honorum).

Hoje em dia esta palavra significa outras coisas um pouco fora do sentido inicial, como por exemplo - e cito :

"A habilidade de fazer parecer aquilo de que estamos a falar como sendo extremamente importante para a vida pública nacional, mesmo que o assunto seja a vida sexual das minhocas - o que terá importância para as próprias e para alguns biólogos, concerteza, mas para poucos mais".

A minha teoria é que existem assuntos que são tratados nos MCS portugueses com manifesta falta de "Gravitas", sendo importantes para todos nós, enquanto que a outros "fait divers" , menos que anedotas para entreter nos intervalos dos filmes, é dada importância noticiosa e tratamento jornalístico de Prime Time (ou de Primeira Página).

Os melhores exemplos do que afirmo são os Telejornais da Noite ( o Prime Time por excelência) e a forma como "inventam" assunto fazendo uma espécie de "arrasto" das desgraças que sucederam durante o dia , ou nos dias anteriores, desde os crimes passionais até aos acidentes domésticos (com sangue, quanto mais sangue e mortos melhor, mais notícia será).

Até aqui a RTP 1 lá se ia livrando desta tentação mas ultimamente, não sei se por influência da "silly season" , está já a imitar as congéneres, com destaque para a TVI, autêntico tablóide televisivo que nos entra pela casa dentro.

As audiências mandam, a TVI é uma Empresa Privada, o Lucro é fundamental na sua estratégia, e.. quem não estiver de acordo mude de Canal!

Certo, certo, têm razão.

Já os velhos Romanos - por onde começámos - também diziam : "Panem et Circenses" e logo o bom Povo se acalmará, e não pensará nas "outras "coisas...

Agora que o "Circo" do Mundial de Futebol acabou há que inventar mais estímulos visuais que façam os portugueses pensar menos nos Impostos, na falta de dinheiro, na Reforma e na Segurança social, etc...

Nesse sentido até que as TV's do tipo "Sun" estão a fazer um bom serviço aos Poderes públicos.

Deviam ser subsidiadas ( como a RTP).

segunda-feira, julho 24, 2006

Poema de Verão à Paz no Médio Oriente



"É urgente o amor.

É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras, ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas.

É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas,

É urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer.

É urgente o amor, é urgente permanecer."

Eugénio de Andrade

Gestão Horta e Costa nos CTT - Comentários

O nosso Amigo "Zé" comenta:


A presunção de inocência e o direito à defesa e ao contraditório são e deverão ser inquestionáveis.

Vá-se até às últimas consequências e o seu a seu dono.

A César o que é de César....Cego não é quem não vê mas quem não quer ver...há quem se olhe nos espelho e veja uma imagem que não é a real...

Investigue-se,clarifique-se...haja coragem de ir até aonde for necessário e depois responsabilize-se...é tempo de cair-se na real....a Empresa precisa de deixar de ter dúvidas de quem a dirige...isso consegue-se com Competência, Exemplo,Clareza de Processos,Responsabilidade e Responsabilização...não aos clientelismos....coerência nas agendas reais e não virtuais....

Sobre os actuais dirigentes...quem não deve não teme...quem não come alhos não cheira a eles...deverão ser quem estará verdadeiramente interessados na clarificação total...e de forma exemplar...em nada aproveitará a Empresa de situações nublosas e arrastadas...

Precisa a Empresa e Precisa o País, que tudo seja clarificado e não se fique nas meias tintas.

****************************************************************+

Em relação a este comentário só digo: "Assim seja"!

CTT na Revista de economia do "Público"

Grande presença do Presidente dos CTT - Luis Nazaré - e da própria Empresa na Revista Dia D que é distribuída com o "Público" de hoje.

A não perder por quem se interessa por esta Área.

Conquilhas à Algarvia com Vista de Mar



O nosso Amigo Paulo Mendonça eleva o nível do Blog sugerindo mais uma Receita:

Olá amigo Raúl

E que tal um petisco enquanto apreciamos a vista, por favor recomende você o vinho

Conquilha à Algarvia

INGREDIENTES Conquilha 1,8 kg Alhos sêcos 6 dentes Limões 4 unid. Coentros 1 molho Azeite 1,5 dl Sal q.b. Pimenta q.b.

MÉTODO DE CONFECÇÃO• Corte o alho às rodelas• Esprema 2 unidades de limão e reserve o sumo• Pique os coentros• Corte o restante limão em gomos• Aloure o alho em azeite• Adicione a conquilha• Tempere com os coentros, sal e pimenta• Refresque com o sumo de limão• Tape o sauté e agite de vez em quando, até a conquilha abrir• Emprate decoranto com os gomos de limão

Um abraço

Paulo Mendonça

***************************************************

Como Vinho de acompanhamento sugiro um Vale Pradinhos branco 2003, de Trás-os-Montes, que com a sua proverbial frescura fará uma bela companhia a estas conquilhas.

sexta-feira, julho 21, 2006

Para descansar a vista

Gestão de Horta e Costa em causa

O "Público" de hoje chama para a Primeira Página os resultados da Investigação realizada pela Inspecção da Tutela (MNOTC) a alguns Actos duvidosos eventualmente praticados pela anterior Administração dos CTT.

Existindo o Pressuposto da Inocência até prova em contrário, comum a toda a Justiça digna desse nome, não me vou pronunciar sobre este assunto - até por uma questão de Pudor.

Apenas recomendo uma coisa: Investigue-se tudo o que se tiver de investigar, dê-se espaço para o Contraditório... mas não deixem de ir até ao fim do assunto.

Esta Casa merece que se dissipem estes fumos de corrupção e os seus dirigentes actuais merecem andar de cabeça bem levantada, sem medo e doa a quem doer!

quinta-feira, julho 20, 2006

Janeiro em Julho ?


Já conhecia a famosa Casa de Restauração "Luar de Janeiro" , em Évora, a qual tem o grande mérito de ombrear com a Catedral "Fialho" no conjunto de Prémios de Gastronomia que exibe nas suas paredes.

Outro dia falaremos sobre essa morada gastronómica recomendabilíssima.

O que ainda desconhecia é que havia um outro "Janeiro "dedicado a estas coisas de Comeres e Beberes aqui mais perto de nós: Brejos de Azeitão.

Reza desta forma o Cartão de Visita:

"Casa Janeiro"

De António M. Janeiro Santos

" O Tal do Choco Frito"

Rua da Serração, 57 - Brejos de Azeitão


Interessante não é? A lembrar a apresentação da Tasca de Cabo Ruivo: "Filho do Menino Júlio dos Caracóis", já aqui saudada.

O que se come ali no "Janeiro"?

Obviamente Peixe.

Peixe operário e proletário, peixe miúdo mas de incomparável frescura!

Bem, para comer venham cedo.

Venham Muito cedo!

Ao bater das 12.00H já só duas mesas se avistavam com lugares vagos.

À entrada um cartaz sinistramente apregoava que:

"quem chegasse escrevesse o nome e esperasse para ser chamado para a mesa SFF"...

No mesmo patamar da entrada apresenta-se logo o Dono da Casa e a sua Monumental grelha de peixe. Aí - nesse altar - podem-se escolher os "sacrifícios" piscícolas a haver:
. Sardinha de Sesimbra (do tamanho de palmo, a melhor do mundo)
. Carapaus médios, fresquíssimos
. Besugos prateados
. Douradas do mar (a 18€ o Kg, o peixe mais caro da Lista)

Por vezes aparecem também as Lulas da Toneira e os famosos Chocos que deram reputação ao Proprietário. A variedade do peixe tem apenas a ver com o que se encontrou a bom preço nas Praças da zona nessa mesma madrugada.

A" Casa Janeiro" encerra obviamente à Segunda Feira (et pour cause) e Não aceita Reservas (nem pode...)

O interior da Casa é pequeno mas de aspecto moderno que lhe é dado por mesas e cadeiras novas e claras, por um Plasma e outra Televisão de grande formato, enquanto que o tom operário desta "cantina" vem reflectido noutros pormenores: Não há Menu a não ser o que aparece escrito num quadro. Os guardanapos são de papel (embora grandes e resistentes).

Existem duas ou três garrafas de vinho para se escolher, mas toda a gente bebe o tinto e o branco da Casa, em Jarro. Para vinho a granel não é mau, especialmente o tinto... (mesmo assim e aqui para nós é melhor cortá-lo com uma Seven Up, mas não digam que fui que disse...).

Sobremesas não vi, mas ouvi dizer que havia um doce da casa e melão.

Comeram 8 pessoas o seguinte: 4 doses gigantescas de Sardinhas (10 peixes por pessoa) , mais uma dose de Carapaus (7 peixes por pessoa) mais uma Dourada do mar escalada que pesava 900g, mais as competentes saladas e batatas vermelhas cozidas com a casca. Bebidas de jarro e cafés para todos.

A qualidade do peixe e da grelha é inexcedível. Só lá indo é que nos apercebemos do que por vezes comemos ao pé dos nossos empregos nas cidades ( e a que preços...).

Pagaram os Colegas da CESA (pois esse foi o pretexto para a ida a Azeitão) a enormidade de ... 72€ já com gorgeta...

E porque alguém teve a ousadia de pedir uma Dourada para dois... Senão tínhamos comido 8 pessoas por 52€...

Não admira que haja fila à porta todos os dias...

Nota: A Fotografia que ilustra este Post recebeu o Grande Prémio 2004 de Fotografia de Vida Selvagem na National Geographic. É seu autor o norte-americano Doug Perrine.

quarta-feira, julho 19, 2006

Piscinas para banhar a vista



Alguns Leitores gostaram da fotografia da Piscina que introduzi a propósito do filme homónimo e ... pediram mais (crónicas de Filmes e imagens de piscinas)...

Aqui vai mais uma Piscina enquanto preparo para um destes dias mais um "recenseamento" de um filme que me tocou particularmente.

Morreu o Grão-Mestre - Mickey Spillane


Com 88 anos de idade faleceu ontem Mickey Spillane, grão-mestre da literatura policial Norte-Americana e Mundial, criador do célebre detective Mike Hammer.

Começou a escrever com "I, the Jury" em 1947, début de Mike Hammer, e o último Livro data de 1996 "Black Alley" , também uma novela de Hammer.

Entre as duas obras ficaram mais de 30 Livros policiais, entre os quais 13 de Mike Hammer.

"Kiss me Deadly", Film Noir de 1955 e hoje um clássico do género, onde Ralph Meeker protagoniza o detective Mike Hammer, talvez seja o mais conhecido dos filmes que se fizeram tendo obras de Spillane como origem.

Juntamente com Raymond Chandler, seu antecessor e Imortal criador de Sam Spade, constituiam o "Duo Maravilha" da Literatura Policial.

Saudações Mickey!!

terça-feira, julho 18, 2006

A Piscina 2


Esta é mesmo para deliciar a vista...

A Piscina







Ano de 1969.

Acabava de estrear em Paris o filme "A Piscina" com Alain Delon , Romy Schneider e Jane Birkin, do Realizador Jacques Deray e com partitura musical do grande (mesmo) Michel Legrand.

Algum pequeno escândalo causou ao tempo uma cena à beira da dita Piscina, que era situada em Saint Tropez, envolvendo os protagonistas.

Motivo suficiente para despertar alguma curiosidade ao vosso Blogger que aproveitou para ver de novo o Filme.

Desilusão ?

É difícil responder... Uma grande nostalgia por ver que a "tal" cena complicada não passaria hoje de um momento de ternura a dois que qualquer enlatado de TV não se coibiria de transmitir... embora só depois das 22.00H ...

Mas também o regresso a uma forma de representar que não estamos habituados a ver nos dias de hoje, menos directa e imediata e mais "intelectual", com uma enorme sensibilidade envolvente , e a constatação de que para comunicar sensualidade para este "lado" do écran não é necessária a nudez completa nem acrobacias de estúdio...

Apenas grandes Actores...

Não obstante alguns poderem considerar que " A Piscina" é um filme hoje muito "datado" , a cena de abertura ainda causa alguns arrepios pela "electricidade" que se desprende dos dois amantes (Alain Delon e Romy Schneider).

Vou ter de comprar em DVD. Absolutamente recomendável!