
quarta-feira, julho 20, 2005
Gastronomia 2
Tinto, Branco, Peixe ou Carne ? Finalmente o Fim :) :) :)
Devemos servir grandes vinhos a quem não está preparado para os apreciar? Esta questão é difícil pois envolve elementos de sobranceria e snobismo que não me são pessoalmente simpáticos. No fim de contas, quem somos nós para classificar os outros quanto ao grau de conhecimento enológico? Por outro lado, alguém mete nas unhas de um recém encartado um Ferrari Enzo?
Deve existir um certo bom senso nestas coisas que nos permita também crescer, e fazer crescer os outros, do ponto de vista do conhecimento dos vinhos, sem preconceitos de “grandes sábios”. Recorda-se que em provas cegas, feitas por especialistas, algumas vezes foram vinhos menos conhecidos (de marcas menos cotadas) os que se classificaram melhor. Uma das razões para esses resultados – para além da óbvia qualidade intrínseca do produto – foi não ter existido a influência do rótulo ( e do Marketing e das Relações Públicas) no “paladar” do provador.
Quanto aos “grandes sábios” nestas matérias, não resisto a contar uma história passada com um amigo meu, comprador de vinhos aos lavradores há mais de 30 anos. Costumava este amigo convidar pessoas muito entendidas e com tribuna em jornais especializados para provar e analisar as suas compras do ano, antes da comercialização. Numa dessas alturas dois desses especialistas discordavam sobre o estágio do vinho em causa, defendendo o primeiro que aquele teria sido feito em carvalho “Limousin”, durante 2 anos, e apregoando o segundo que, sim senhor, tratava-se de um estágio de 2 anos, mas em carvalho americano.
O meu amigo, conhecedor do vinho e dos hábitos de quem o produzia, meteu as mãos nos bolsos e virado para uma janela disse em voz baixa: “estagiou em cimento e do bom!”
Madeira ou cimento, tinto ou branco, beba-se o primeiro golo e aprecie-se com cuidado. Se esse trago nos der imediatamente uma sensação de bem-estar e de felicidade, temos vinho! Caso necessitemos de procurar muitos adjectivos para embelezar a prova e enfeitar o vinho, passemos à garrafa seguinte porque a primeira não fez história!
Deve existir um certo bom senso nestas coisas que nos permita também crescer, e fazer crescer os outros, do ponto de vista do conhecimento dos vinhos, sem preconceitos de “grandes sábios”. Recorda-se que em provas cegas, feitas por especialistas, algumas vezes foram vinhos menos conhecidos (de marcas menos cotadas) os que se classificaram melhor. Uma das razões para esses resultados – para além da óbvia qualidade intrínseca do produto – foi não ter existido a influência do rótulo ( e do Marketing e das Relações Públicas) no “paladar” do provador.
Quanto aos “grandes sábios” nestas matérias, não resisto a contar uma história passada com um amigo meu, comprador de vinhos aos lavradores há mais de 30 anos. Costumava este amigo convidar pessoas muito entendidas e com tribuna em jornais especializados para provar e analisar as suas compras do ano, antes da comercialização. Numa dessas alturas dois desses especialistas discordavam sobre o estágio do vinho em causa, defendendo o primeiro que aquele teria sido feito em carvalho “Limousin”, durante 2 anos, e apregoando o segundo que, sim senhor, tratava-se de um estágio de 2 anos, mas em carvalho americano.
O meu amigo, conhecedor do vinho e dos hábitos de quem o produzia, meteu as mãos nos bolsos e virado para uma janela disse em voz baixa: “estagiou em cimento e do bom!”
Madeira ou cimento, tinto ou branco, beba-se o primeiro golo e aprecie-se com cuidado. Se esse trago nos der imediatamente uma sensação de bem-estar e de felicidade, temos vinho! Caso necessitemos de procurar muitos adjectivos para embelezar a prova e enfeitar o vinho, passemos à garrafa seguinte porque a primeira não fez história!
TGV e OTA - mais uma "acha para a fogueira"
Os pontos levantados pelo António Acc. Campos são sem dúvida importantes. Para os CTT prosseguirem uma estratégia de Internacionalização a existência de meios de comunicação rápidos e eficientes (e on time) parece ser fundamental.
Ainda me lembro dos problemas que tínhamos com os horários dos Aviões para garantir o cumprimento da Qualidade de Serviço para o Correio Internacional...
O que nos leva à pergunta seguinte: Então e a OTA?
Novo Aeroporto, melhores condições de handling, mas mais afastado de Lisboa e do Centro de Tratamento...
Quem se abalança a fazer aqui as suas observações?
Ainda me lembro dos problemas que tínhamos com os horários dos Aviões para garantir o cumprimento da Qualidade de Serviço para o Correio Internacional...
O que nos leva à pergunta seguinte: Então e a OTA?
Novo Aeroporto, melhores condições de handling, mas mais afastado de Lisboa e do Centro de Tratamento...
Quem se abalança a fazer aqui as suas observações?
terça-feira, julho 19, 2005
Clientes Contratuais dos CTT
Está na altura de dedicarmos mais tempo, esforço e meios à gestão das Carteiras dos Clientes contratuais dos CTT.
Depois de uma fase da vida da Empresa em que se enfatizou o investimento na remodelação dos Pontos de Venda da Rede de Retalho e na Frota, por via da aplicação da Nova Imagem ( assunto a discutir proximamente neste Fórum) penso, muito sinceramente, que deveríamos prestar a maior atenção possível ao desenvolvimento de medidas de Fidelização dos nossos Clientes Contratuais.
Tenho estado ultimamente - e por motivos mais particulares do que de trabalho - em contacto com alguns Clientes nossos e deduzo dessas trocas informais de opiniões que se perdeu um pouco o espírito de "pôr o Cliente em primeiro lugar" que era apanágio da forma dos CTT estarem neste mundo dos negócios.
Alguns problemas de "miscasting" em relação às escolhas dos actuais responsáveis pelo contacto?
Uma gestão superior que não investia na aproximação pessoal aos Grandes Clientes?
O Diagnóstico pode e deve ser feito, mas o mais importante é recuperar o tempo "perdido" e voltar a conquistar os níveis de confiança que já tivemos com os Clientes.
Estarei, por outro lado , a confundir a "Nuvem com Juno"? Bem sei que só falei com quatro responsáveis de Clientes nossos, o que não constitui uma Amostra representativa, mas não me consigo livrar - pessoalmente - da sensação de que se trata de um fenómeno infelizmente mais abrangente...
Alguém quer comentar?
Os Elefantes Brancos e os CTT - 1
O Raul Moreira traz para este fórum de discussão: os “elefantes brancos” (OTA e TGV)
Como penso que um deles (TGV) interessa muito aos CTT, aqui vai a minha posição:
Comecemos por um pouco de História:
De forma a “defendemo-nos” melhor das invasões “europeias” no final do século 19 (não esquecer que as terríveis invasões francesas tinham ocorrido há poucas dezenas de anos...) os governos espanhol e português decidiram que a bitola (distancia entre carris) da sua rede ferroviária seria diferente das restantes... e mais larga.
Esta atitude fez com que a Península Ibérica ficasse “isolada” da rede europeia.
Na fronteira espanhola-francesa os passageiros e mercadorias eram transbordados porque os comboios “não passavam”.
Posteriormente foram encontradas soluções de compromisso
- Comboios que permitiam andar nas duas linhas
- rede em bi-bitola (na prática são três carris que dão para os dois tipos de comboios...)
No entanto estas soluções são... provisórias e a sina ibérica é mesmo inserir-se na bitola europeia.
Os espanhóis já estão a fazer esta mudança... com a sua rede TGV bem como na modernização da restante rede.
Assim sendo uma das decisões importantes a tomar por Portugal será a dimensão da bitola, embora a nossa margem da manobra seja nula...
A opção “bi-bitola” não permite velocidades de circulação muito elevadas – daí as dúvida na ligação Lisboa-Porto:
- linhas independentes implica custos mais elevados... mas TGV a 300 e tal Km/h
- “Bi-bitola” implica velocidades mais baixas... solução que poderá inviabilizar o TGV (ficaria com velocidades semelhantes ao "pendular")
Assim sendo:
- há muitas dúvidas na ligação Lisboa-Porto.
- na ligação a Espanha as respostas estão encontradas: bitola europeia e linhas autónomas
O que é que os CTT têm a ver com esta discussão?
Para a nossa empresa interessa estarmos inseridos numa rede europeia TGV permitindo transportar os nossos produtos em transportes alternativos ao aéreo.
Como penso que um deles (TGV) interessa muito aos CTT, aqui vai a minha posição:
Comecemos por um pouco de História:
De forma a “defendemo-nos” melhor das invasões “europeias” no final do século 19 (não esquecer que as terríveis invasões francesas tinham ocorrido há poucas dezenas de anos...) os governos espanhol e português decidiram que a bitola (distancia entre carris) da sua rede ferroviária seria diferente das restantes... e mais larga.
Esta atitude fez com que a Península Ibérica ficasse “isolada” da rede europeia.
Na fronteira espanhola-francesa os passageiros e mercadorias eram transbordados porque os comboios “não passavam”.
Posteriormente foram encontradas soluções de compromisso
- Comboios que permitiam andar nas duas linhas
- rede em bi-bitola (na prática são três carris que dão para os dois tipos de comboios...)
No entanto estas soluções são... provisórias e a sina ibérica é mesmo inserir-se na bitola europeia.
Os espanhóis já estão a fazer esta mudança... com a sua rede TGV bem como na modernização da restante rede.
Assim sendo uma das decisões importantes a tomar por Portugal será a dimensão da bitola, embora a nossa margem da manobra seja nula...
A opção “bi-bitola” não permite velocidades de circulação muito elevadas – daí as dúvida na ligação Lisboa-Porto:
- linhas independentes implica custos mais elevados... mas TGV a 300 e tal Km/h
- “Bi-bitola” implica velocidades mais baixas... solução que poderá inviabilizar o TGV (ficaria com velocidades semelhantes ao "pendular")
Assim sendo:
- há muitas dúvidas na ligação Lisboa-Porto.
- na ligação a Espanha as respostas estão encontradas: bitola europeia e linhas autónomas
O que é que os CTT têm a ver com esta discussão?
Para a nossa empresa interessa estarmos inseridos numa rede europeia TGV permitindo transportar os nossos produtos em transportes alternativos ao aéreo.
Os Elefantes Brancos e os CTT - 2
Colocada de parte a questão da bitola logo ”aparece” outro problema:
1- TGV só para passageiros?
2- TGV misto para passageiros e mercadorias?
É uma outra questão importante:
A opção mista implica:
- uma rede que permita suportar pesos mais elevados – o que a torna mais dispendiosa
- velocidades de circulação mais baixos
Esta opção tem que ser tomada logo de início.
a) Se o TGV é para competir com os aviões, então a velocidade é um ponto importante
b) A viabilidade económica do processo também é importante... Segundo os Espanhóis o TGV só é rentável com 5 milhões de passageiros/ano – o que poderá ser difícil de atingir...
A ligação Lisboa-Madrid, via Badajoz, poderá permitir uma ligação em rede a Sines – aproveitando este importante porto como terminal europeu.
Assim sendo tudo aponta para que a opção seja TGV misto (passageiros e mercadorias) – solução que interessa aos CTT.
Mas será que temos esta “liberdade” para escolher o que queremos?
Parece que não – como não tomamos nenhuma opção (há anos que estas dúvidas deveriam estar totalmente esclarecidas) os espanhóis resolveram “desvalorizar” a ligação Madrid-Badajoz – tornado-a “mista”.
Assim sendo se Portugal optar pela ligação a Badajoz... quer queiramos quer não – a opção será... mista
1- TGV só para passageiros?
2- TGV misto para passageiros e mercadorias?
É uma outra questão importante:
A opção mista implica:
- uma rede que permita suportar pesos mais elevados – o que a torna mais dispendiosa
- velocidades de circulação mais baixos
Esta opção tem que ser tomada logo de início.
a) Se o TGV é para competir com os aviões, então a velocidade é um ponto importante
b) A viabilidade económica do processo também é importante... Segundo os Espanhóis o TGV só é rentável com 5 milhões de passageiros/ano – o que poderá ser difícil de atingir...
A ligação Lisboa-Madrid, via Badajoz, poderá permitir uma ligação em rede a Sines – aproveitando este importante porto como terminal europeu.
Assim sendo tudo aponta para que a opção seja TGV misto (passageiros e mercadorias) – solução que interessa aos CTT.
Mas será que temos esta “liberdade” para escolher o que queremos?
Parece que não – como não tomamos nenhuma opção (há anos que estas dúvidas deveriam estar totalmente esclarecidas) os espanhóis resolveram “desvalorizar” a ligação Madrid-Badajoz – tornado-a “mista”.
Assim sendo se Portugal optar pela ligação a Badajoz... quer queiramos quer não – a opção será... mista
Os Elefantes Brancos e os CTT - 3
O interesse dos CTT
Se a opção TGV for pela solução mista (passageiros e mercadorias) a ligação a Espanha bem como à Europa é uma oportunidade para os CTT
Simultaneamente a compra por parte dos CTT da empresa espanhola Tourline obriga-nos a pensar a Península Ibérica como um espaço único.
Para nós, CTT, a Espanha deverá deixar de ser considerada como mercado “Internacional” passando a ser “Regional”
Temos que deixar de pensar somente em cidades como Lisboa, Porto, Braga, Setúbal para juntar a estas Madrid, Barcelona, Bilbau, Sevilha, etc. etc.
A rede de transportes deve aproveitar todas as possibilidades – rodoviária, aérea e também a opção ferroviária (TGV).
A “nossa” rede ibérica (comercial e operacional) deveria ser equacionada como um todo – terá que ser estudado os fluxos de tráfego (existentes e potenciais), repensar em localização de Centros de Tratamento, captação de novos clientes, etc., etc.
Como conclusão defendo um TGV misto
– para trafego de passageiros,
– para utilização do terminal Sines,
– para as nossas exportações (Auto-Europa e outros)
– para os CTT
Se a opção TGV for pela solução mista (passageiros e mercadorias) a ligação a Espanha bem como à Europa é uma oportunidade para os CTT
Simultaneamente a compra por parte dos CTT da empresa espanhola Tourline obriga-nos a pensar a Península Ibérica como um espaço único.
Para nós, CTT, a Espanha deverá deixar de ser considerada como mercado “Internacional” passando a ser “Regional”
Temos que deixar de pensar somente em cidades como Lisboa, Porto, Braga, Setúbal para juntar a estas Madrid, Barcelona, Bilbau, Sevilha, etc. etc.
A rede de transportes deve aproveitar todas as possibilidades – rodoviária, aérea e também a opção ferroviária (TGV).
A “nossa” rede ibérica (comercial e operacional) deveria ser equacionada como um todo – terá que ser estudado os fluxos de tráfego (existentes e potenciais), repensar em localização de Centros de Tratamento, captação de novos clientes, etc., etc.
Como conclusão defendo um TGV misto
– para trafego de passageiros,
– para utilização do terminal Sines,
– para as nossas exportações (Auto-Europa e outros)
– para os CTT
Gastronomia 2 (Continuação)
Branco ou Tinto, Peixe ou Carne? (2ª Parte)
A segmentação dos mercados nacionais e internacionais e as campanhas de marketing têm muita influência na forma como os vinhos (e as outras bebidas) estão, ou deixam de estar, “na moda”.
Recorda-se, por exemplo, a importância dos mercados nórdicos no aumento das vendas dos vinhos brancos (apesar do clima...) e ainda a extraordinária subida de preços de certos “Portos Vintage” provocada pela adesão do mercado Norte Americano a esta bebida. Já não se fala da especulação desenfreada que disparou o consumo ( e o preço...) de “Champanhes” e “Espumantes” em torno do fenómeno da passagem do milénio e que todos nós presenciámos.
Desta forma, não parece possível separar os hábitos de consumo das técnicas empregues pela indústria para promover os seus produtos. Lembro-me uma vez de estar num restaurante do Porto e presenciar uma cena interessante entre o escanção e uma jovem senhora: o escanção tinha-lhe dado a provar um “Quinta da Gaivosa 95” (talvez um dos melhores tintos do Douro na altura) e a senhora respondeu “não é mau, mas não se compara aos vinhos alentejanos!”
A senhora em questão “bebia” regiões e não vinhos! (Louve-se “en passant” a eficácia da estratégia de marketing dos produtores alentejanos).
Nestas circunstâncias recorremos aos clássicos – Brillat-Savarin, Carême, Trois Gros, Mestre João Ribeiro - para nos ajudarem a desbravar esta selva gastronómica em que voluntariamente nos metemos. Segundo os seus ensinamentos qualquer refeição, quer em termos de comida quer em termos de vinhos, devia crescer em complexidade de sabores e até no grau de elaboração dos pratos, do princípio para o fim.
Serviam-se primeiro os vinhos leves e depois os mais encorpados, serviam-se primeiro os vinhos brancos e depois os tintos, serviam-se primeiro os vinhos mais novos e só depois os mais velhos, serviam-se primeiro os vinhos secos e só no final os vinhos doces. O único vinho capaz de acompanhar uma refeição do princípio até ao fim era – na altura – o Champanhe.
A segmentação dos mercados nacionais e internacionais e as campanhas de marketing têm muita influência na forma como os vinhos (e as outras bebidas) estão, ou deixam de estar, “na moda”.
Recorda-se, por exemplo, a importância dos mercados nórdicos no aumento das vendas dos vinhos brancos (apesar do clima...) e ainda a extraordinária subida de preços de certos “Portos Vintage” provocada pela adesão do mercado Norte Americano a esta bebida. Já não se fala da especulação desenfreada que disparou o consumo ( e o preço...) de “Champanhes” e “Espumantes” em torno do fenómeno da passagem do milénio e que todos nós presenciámos.
Desta forma, não parece possível separar os hábitos de consumo das técnicas empregues pela indústria para promover os seus produtos. Lembro-me uma vez de estar num restaurante do Porto e presenciar uma cena interessante entre o escanção e uma jovem senhora: o escanção tinha-lhe dado a provar um “Quinta da Gaivosa 95” (talvez um dos melhores tintos do Douro na altura) e a senhora respondeu “não é mau, mas não se compara aos vinhos alentejanos!”
A senhora em questão “bebia” regiões e não vinhos! (Louve-se “en passant” a eficácia da estratégia de marketing dos produtores alentejanos).
Nestas circunstâncias recorremos aos clássicos – Brillat-Savarin, Carême, Trois Gros, Mestre João Ribeiro - para nos ajudarem a desbravar esta selva gastronómica em que voluntariamente nos metemos. Segundo os seus ensinamentos qualquer refeição, quer em termos de comida quer em termos de vinhos, devia crescer em complexidade de sabores e até no grau de elaboração dos pratos, do princípio para o fim.
Serviam-se primeiro os vinhos leves e depois os mais encorpados, serviam-se primeiro os vinhos brancos e depois os tintos, serviam-se primeiro os vinhos mais novos e só depois os mais velhos, serviam-se primeiro os vinhos secos e só no final os vinhos doces. O único vinho capaz de acompanhar uma refeição do princípio até ao fim era – na altura – o Champanhe.
Contudo, para que o resultado fosse gastronomicamente harmonioso as iguarias servidas teriam de estar ao nível da bebida escolhida! Pareceria ridículo, e até de muito mau gosto, fazer acompanhar um prato tão simples como “carapaus fritos com arroz de tomate” por um Pol Roger Cuvée Winston Churchil...
Nos dias que correm, onde normalmente uma refeição é composta por uma entrada, um prato de peixe ou de carne e uma sobremesa, torna-se difícil aplicar as regras de tempos mais antigos, criadas para refeições onde se serviam entre cinco a sete pratos distintos.
Algumas coisas, porém, continuam a ser rigorosamente iguais:
a) A noção do equilíbrio entre a qualidade do vinho servido e a do prato escolhido.
b) A ideia do crescimento na complexidade dos sabores, do princípio para o fim da refeição.
c) A influência das estações do ano no paladar.
d) A necessidade de ajustarmos os vinhos à experiência e ao conhecimento enológico dos nossos convidados.
Falámos já dos dois primeiros pontos, pelo que gostaríamos de elaborar um pouco mais em relação aos dois últimos.
No Verão, em alturas de muito calor, deveremos optar por vinhos brancos ou por tintos novos, não estando reunidas as condições que nos permitiriam apreciar devidamente um grande tinto velho. Comem-se mais peixes e pratos leves, abusa-se das saladas – óptimas para a saúde mas grandes inimigas do vinho – apetecem-nos os vinhos verdes, brancos como aperitivo ou para acompanhar mariscos e peixes grelhados, tintos para a sardinha, para o carapau e porque não para o bacalhau?
Nos tempos em que a mesa vogava mais ao sabor das estações do ano, em Outubro começavam os meses da caça no prato, servida com as melhores especialidades das garrafeiras.
A galinhola, a perdiz estufada e a lebre merecem um tinto a condizer. Para o meu gosto aconselharia um DADO 2001 (mistura de uvas do Dão e do Douro – Dick Niepoort) ou um PAPE, magnífico Dão feito com uvas das Quintas da Passarela e da Pellada, do Produtor Álvaro de Castro para a primeira, um Douro Quinta de la Rosa reserva 2000 para a segunda e um Alentejo Conde da Ervideira Reserva 2001 para a última.
Um prato tão emblemático como o “Cozido à Portuguesa” deve comer-se em Dezembro ou mais além, quando as couves estiverem prontas na horta, acompanhado (por exemplo) por um Bairrada “DIGA?” vinho excelente do produtor Campolargo.
Em Janeiro prova-se o queijo da Serra ou de Serpa, sempre a merecer um tinto de eleição – Barca Velha 95 para os mais afortunados ou Reserva 2000 Quinta dos Roques, também de grande gabarito e a preço mais gentil – ou então, para alguns gostos, um Porto Vintage (se conseguir encontrar beba um Fonseca Guimaraens de 1976 e verá que se sente mais próximo do céu).
Em Fevereiro e Março aparecem as Lampreias (cozinhadas e acompanhadas com verdes tintos. Experimente, se encontrar, o Quinta de Carapeços ou o Ponte da Barca da casta Vinhão).
E o Sável, que não obstante ser peixe aguenta-se perfeitamente com um tinto (por exemplo um Adega Pegões Reserva de 2001) ou com um Branco de respeito, como o Quinta dos Carvalhais Encruzado, o Baron de B ou o Redoma Branco, para falarmos de um Dão, Alentejo e de um Douro, respectivamente. Todos estes excelentes também para os grandes peixes no Forno.
(Continua)
(Continua)
Comentário Político
Depois do artigo do Sr. Ministro das Finanças no "Público" de Domingo passado, com muita matéria para reflexão, mesmo para aqueles que com ele discordam, tive mesmo agora acesso à versão on line do mesmo Jornal (infelizmente passou a ser paga) mas de hoje, 19\7, onde li outro artigo de antologia do prof. Miguel Beleza sobre a "proliferação dos Elefantes Brancos" no nosso País.
Para além da peça jornalística estar muito bem escrita e com humor, a tese que dela transparece tem a ver com a muito relativa influência das obras ditas "de Estado" - no caso vertente o novo aeroporto da Ota e o TGV - para de facto servirem de relançamento à Economia.
Do ponto de vista puramente teórico não tenho competência para ajuízar da justeza destas dúvidas, mas de um outro ponto de vista, digamos que mais "sócio-político" , consigo compreender que o objectivo destes projectos, em alturas de recessão e de crise de identidade como é a actual, também seria (diria mesmo, quase que exclusivamente) definir um "ponto fulcral" de desenvolvimento que se tornasse farol para a população portuguesa, dando alento à sociedade civil e , na medida em que criam emprego, contribuir para devolver parte da alegria de viver a muitas famílias.
Neste processo de "devolver a alma aos Portugueses" torna-se difícil avaliar só do ponto de vista económico-financeiro os projectos em causa.
Fica-me, contudo, sempre um pensamento insidioso na cabeça: não será tudo isto um mero fogo fátuo de propaganda, criado para permitir aos Poderes constituídos mais alguns meses de preparação face ao "sufoco" que por aí virá?
Lembremo-nos do Euro 2004 e dos picos de auto-estima nacional que se alcançaram nessa altura, para que, 1 ano depois, estivéssemos assim como estamos actualmente...
"Nem só de Pão vive o Homem". É verdade. Mas em sociedades onde o "Básico" está garantido...
É claro que se faltar o Pão (leia-se a Saúde, a Educação, os Salários, a Segurança, etc...) volta tudo à lei da selva...
Gastronomia 2
BRANCO, TINTO, PEIXE OU CARNE?
A escolha do vinho adequado a cada prato constitui, nos dias que correm, um assunto em que se especula tanto e onde parecem existir peritos em número tão grande como os treinadores de bancada que exercitam o seu direito democrático à liberdade de opinião (sobretudo crítica) todas as segundas feiras junto dos amigos.
Nesta matéria podemos falar de opções fundamentalistas, representadas pelo grupo tradicional dos “branco para o peixe” e “tinto para a carne” e, no extremo oposto, a pandilha revolucionária dos que “bebem o que lhes apetece qualquer que seja a comida”.
Não estaria completa esta introdução ao problema sem uma referência às criaturas para quem “vinho é tinto, branco é refresco” e que manifestam a sua inclinação desdenhosamente com a conhecida frase “como não havia vinho, bebeu-se branco”.
Parece, infelizmente para os produtores, armazenistas e comerciantes da especialidade, estar em vias de extinção a subespécie dos intrépidos bebedores de vinho que – sem temer a cor ou a qualidade do inimigo – o despachavam rapidamente e em força pela goela abaixo até verem o fundo ao barril.
Foi esta gesta gloriosa substituída, na sua maior parte, pelos “ingestores” (gestores que estão na moda) de álcoois brancos, castanhos ou matizados com mais de 40ºGL, de hábitos sobretudo nocturnos e que podem ser encontrados visitando abrigos para navios (as Docas).
No meio de tanta confusão como nos podemos arrogar o direito de recomendar o que quer que seja em relação a matéria tão controversa sem correr o risco de ofender não só gregos e troianos mas também lusitanos, celtiberos, romanos, visigodos, cimérios e outros marcianos?
Propomos, pois, o seguinte: leiam, se fizerem favor, os comentários que seguem nos próximos dias e, no fim, façam o que lhes der na realíssima gana sem mais um pensamento sequer para com este escriba.
A escolha do vinho adequado a cada prato constitui, nos dias que correm, um assunto em que se especula tanto e onde parecem existir peritos em número tão grande como os treinadores de bancada que exercitam o seu direito democrático à liberdade de opinião (sobretudo crítica) todas as segundas feiras junto dos amigos.
Nesta matéria podemos falar de opções fundamentalistas, representadas pelo grupo tradicional dos “branco para o peixe” e “tinto para a carne” e, no extremo oposto, a pandilha revolucionária dos que “bebem o que lhes apetece qualquer que seja a comida”.
Não estaria completa esta introdução ao problema sem uma referência às criaturas para quem “vinho é tinto, branco é refresco” e que manifestam a sua inclinação desdenhosamente com a conhecida frase “como não havia vinho, bebeu-se branco”.
Parece, infelizmente para os produtores, armazenistas e comerciantes da especialidade, estar em vias de extinção a subespécie dos intrépidos bebedores de vinho que – sem temer a cor ou a qualidade do inimigo – o despachavam rapidamente e em força pela goela abaixo até verem o fundo ao barril.
Foi esta gesta gloriosa substituída, na sua maior parte, pelos “ingestores” (gestores que estão na moda) de álcoois brancos, castanhos ou matizados com mais de 40ºGL, de hábitos sobretudo nocturnos e que podem ser encontrados visitando abrigos para navios (as Docas).
No meio de tanta confusão como nos podemos arrogar o direito de recomendar o que quer que seja em relação a matéria tão controversa sem correr o risco de ofender não só gregos e troianos mas também lusitanos, celtiberos, romanos, visigodos, cimérios e outros marcianos?
Propomos, pois, o seguinte: leiam, se fizerem favor, os comentários que seguem nos próximos dias e, no fim, façam o que lhes der na realíssima gana sem mais um pensamento sequer para com este escriba.
segunda-feira, julho 18, 2005
Trabalho e Saúde... física, mental e organizacional
Atenção ao texto do Carlos Capela que anexamos
Devia ser lido e discutido.
Realço esta afirmação: " ... os bons locais para trabalhar são espaços potenciais de conciliação da saúde organizacional com a saúde física e mental dos seus membros... "
É uma afirmação que não colide com:
- a agressividade comercial;
- a melhoria contínua da produtividade;
- a procura da satisfação dos clientes;
- o combate à concorrência ;
- o sucesso económico na empresa
O "Trabalho e Saúde" são armas que as boas empresas devem utilizar no dia-a-dia.
Boas leituras
Espero que o Carlos Capela "apareça" mais vezes.
Devia ser lido e discutido.
Realço esta afirmação: " ... os bons locais para trabalhar são espaços potenciais de conciliação da saúde organizacional com a saúde física e mental dos seus membros... "
É uma afirmação que não colide com:
- a agressividade comercial;
- a melhoria contínua da produtividade;
- a procura da satisfação dos clientes;
- o combate à concorrência ;
- o sucesso económico na empresa
O "Trabalho e Saúde" são armas que as boas empresas devem utilizar no dia-a-dia.
Boas leituras
Espero que o Carlos Capela "apareça" mais vezes.
O CORREIO-MOR FEITO PELOS SEUS LEITORES
Do nosso colega e amigo Carlos Capela recebemos o seguinte texto que consideramos muito importante:
CONFIANÇA
À semelhança de anos anteriores, a revista EXAME publicou em Janeiro passado a lista das 20 Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal – 2005.
Nos três primeiros lugares da lista surgem, por esta ordem, a Microsoft, a BP e a Mapfre.
Empresas como a Microsoft, a BP, a Mapfre, a Bristol-Myers Squibb, a Merck Sharp & Dohme, a Diageo, a General Electric, a Johnson & Johnson, a Delloitte, a Jazztel, a Ericsson, as portuguesas Real Seguros e Somague, a DHL e a TNT no segmento dos courrier, para referir apenas alguns exemplos, têm ocupado regularmente uma posição de destaque entre as Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal, ao longo das diferentes edições desta iniciativa.
Algumas ocupam também um lugar na lista das 100 Melhores Empresas para Trabalhar na União Europeia.
O que têm de especial estas empresas?
A lista das Melhores Empresas para Trabalhar tem por base os resultados da avaliação realizada anualmente pelo Great Place to Work Institute.
O projecto Great Place to Work teve origem nos EUA, há cerca de 20 anos. Mais recentemente, veio a ser apoiado pela Comissão Europeia no quadro de iniciativas comunitárias visando estimular a assunção da responsabilidade social das empresas.
A abordagem desenvolvida pelo Great Place to Work Institute baseia-se no princípio, sustentado em resultados da investigação, de que a confiança entre os dirigentes e os colaboradores é o factor mais importante que caracteriza os melhores locais para trabalhar. O «melhor local para trabalhar» é aquele em que os colaboradores confiam nos gestores, têm orgulho no que fazem e gostam das pessoas com quem trabalham.
O modelo subjacente tem em consideração cinco factores ou dimensões:
· Credibilidade, Respeito e Justiça, que, em conjunto, constituem a Confiança;
· Orgulho, no sentido positivo de identificação com o trabalho, com a equipa, com a organização e com o projecto empresarial;
· Camaradagem, no sentido da existência de uma atmosfera de trabalho amigável, descontraída e solidária.
Na dimensão Credibilidade são tomadas em consideração a ética e consistência na prossecução da visão e da estratégia da organização, a racionalidade, transparência e coerência das decisões, a comunicação franca, aberta e acessível, a coerência entre o discurso e a acção, a competência na coordenação dos recursos humanos e materiais.
O Respeito (pelas pessoas) envolve o apoio efectivo ao desenvolvimento profissional dos colaboradores, nomeadamente através do acesso a formação, o envolvimento e participação nas decisões que têm a ver com o trabalho e com o projecto empresarial, a promoção de um ambiente de trabalho saudável e seguro, a demonstração de apreço pelo trabalho bem realizado ou empenhamento para além do exigido, o respeito pela vida pessoal dos colaboradores e o equilíbrio entre a vida profissional e familiar, assim como a inexistência de quaisquer formas de pressão ou discriminação ilegítimas exercidas sobre os colaboradores.
A Justiça (ou Equidade) tem sobretudo em consideração um tratamento justo e equilibrado para todos, em termos de reconhecimento e recompensas, a imparcialidade e ausência de favoritismos nas contratações, promoções e nomeações e a possibilidade de acesso a instâncias de recurso ou de arbitragem independentes e isentas.
Existe um largo consenso em como um clima de confiança entre os dirigentes e os colaboradores, o respeito pelas pessoas, o envolvimento e participação nas decisões, a consistência e transparência das práticas de gestão, favorecem interacções de trabalho mais positivas, maior produtividade e melhores resultados. Existem, aliás, estudos que sugerem que As Melhores Empresas para Trabalhar apresentam também melhores resultados económicos e mais valor para o accionista. A lista das empresas “seleccionadas” parece constituir uma prova disso.
De uma forma geral, estas empresas procuram desenvolver «boas práticas» de cidadania organizacional e de relacionamento com os seus stakeholders e com a comunidade, baseadas em políticas de Responsabilidade Social Empresarial claras, participadas e amplamente difundidas, internamente e externamente.
Para além de uma política de Responsabilidade Social, possuem, na maior parte dos casos, um «código de conduta» e políticas claras, documentadas e acessíveis de desenvolvimento de recursos humanos, de educação e formação, de saúde e segurança, de gestão de riscos, de defesa do ambiente, de combate a formas de pressão ou discriminação ilegítimas, para mencionar apenas algumas das mais importantes.
Os dados da investigação - e o bom senso - sugerem que "os bons locais para trabalhar são espaços potenciais de conciliação da saúde organizacional com a saúde física e mental dos seus membros. As empresas que descuram a saúde física e psicológica dos seus colaboradores podem comprometer as suas próprias saúde, competitividade e longevidade".
Os gestores que ambicionam construir empresas saudáveis e com elevado desempenho, necessitam, antes de mais, de estar atentos ao modo ético, íntegro, coerente e justo como actuam, à razoabilidade e transparência dos processos e das decisões, à forma equilibrada e justa como reconhecem e recompensam o desempenho, às oportunidades de aprendizagem e de desenvolvimento que proporcionam aos seus colaboradores e ao modo como envolvem e promovem a participação dos colaboradores nas decisões que têm a ver com o seu trabalho e com o projecto empresarial.
Regressando aos CTT, a aprovação de uma «Carta» de Princípios Gerais de Política da Sociedade é um bom ponto de partida.
Carlos Capela
Referências:
Rego, A. (2005). “Bons locais para trabalhar”, stress e bem-estar afectivo no trabalho. Documentos de Trabalho em Gestão, Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial, Universidade de Aveiro.
CONFIANÇA
À semelhança de anos anteriores, a revista EXAME publicou em Janeiro passado a lista das 20 Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal – 2005.
Nos três primeiros lugares da lista surgem, por esta ordem, a Microsoft, a BP e a Mapfre.
Empresas como a Microsoft, a BP, a Mapfre, a Bristol-Myers Squibb, a Merck Sharp & Dohme, a Diageo, a General Electric, a Johnson & Johnson, a Delloitte, a Jazztel, a Ericsson, as portuguesas Real Seguros e Somague, a DHL e a TNT no segmento dos courrier, para referir apenas alguns exemplos, têm ocupado regularmente uma posição de destaque entre as Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal, ao longo das diferentes edições desta iniciativa.
Algumas ocupam também um lugar na lista das 100 Melhores Empresas para Trabalhar na União Europeia.
O que têm de especial estas empresas?
A lista das Melhores Empresas para Trabalhar tem por base os resultados da avaliação realizada anualmente pelo Great Place to Work Institute.
O projecto Great Place to Work teve origem nos EUA, há cerca de 20 anos. Mais recentemente, veio a ser apoiado pela Comissão Europeia no quadro de iniciativas comunitárias visando estimular a assunção da responsabilidade social das empresas.
A abordagem desenvolvida pelo Great Place to Work Institute baseia-se no princípio, sustentado em resultados da investigação, de que a confiança entre os dirigentes e os colaboradores é o factor mais importante que caracteriza os melhores locais para trabalhar. O «melhor local para trabalhar» é aquele em que os colaboradores confiam nos gestores, têm orgulho no que fazem e gostam das pessoas com quem trabalham.
O modelo subjacente tem em consideração cinco factores ou dimensões:
· Credibilidade, Respeito e Justiça, que, em conjunto, constituem a Confiança;
· Orgulho, no sentido positivo de identificação com o trabalho, com a equipa, com a organização e com o projecto empresarial;
· Camaradagem, no sentido da existência de uma atmosfera de trabalho amigável, descontraída e solidária.
Na dimensão Credibilidade são tomadas em consideração a ética e consistência na prossecução da visão e da estratégia da organização, a racionalidade, transparência e coerência das decisões, a comunicação franca, aberta e acessível, a coerência entre o discurso e a acção, a competência na coordenação dos recursos humanos e materiais.
O Respeito (pelas pessoas) envolve o apoio efectivo ao desenvolvimento profissional dos colaboradores, nomeadamente através do acesso a formação, o envolvimento e participação nas decisões que têm a ver com o trabalho e com o projecto empresarial, a promoção de um ambiente de trabalho saudável e seguro, a demonstração de apreço pelo trabalho bem realizado ou empenhamento para além do exigido, o respeito pela vida pessoal dos colaboradores e o equilíbrio entre a vida profissional e familiar, assim como a inexistência de quaisquer formas de pressão ou discriminação ilegítimas exercidas sobre os colaboradores.
A Justiça (ou Equidade) tem sobretudo em consideração um tratamento justo e equilibrado para todos, em termos de reconhecimento e recompensas, a imparcialidade e ausência de favoritismos nas contratações, promoções e nomeações e a possibilidade de acesso a instâncias de recurso ou de arbitragem independentes e isentas.
Existe um largo consenso em como um clima de confiança entre os dirigentes e os colaboradores, o respeito pelas pessoas, o envolvimento e participação nas decisões, a consistência e transparência das práticas de gestão, favorecem interacções de trabalho mais positivas, maior produtividade e melhores resultados. Existem, aliás, estudos que sugerem que As Melhores Empresas para Trabalhar apresentam também melhores resultados económicos e mais valor para o accionista. A lista das empresas “seleccionadas” parece constituir uma prova disso.
De uma forma geral, estas empresas procuram desenvolver «boas práticas» de cidadania organizacional e de relacionamento com os seus stakeholders e com a comunidade, baseadas em políticas de Responsabilidade Social Empresarial claras, participadas e amplamente difundidas, internamente e externamente.
Para além de uma política de Responsabilidade Social, possuem, na maior parte dos casos, um «código de conduta» e políticas claras, documentadas e acessíveis de desenvolvimento de recursos humanos, de educação e formação, de saúde e segurança, de gestão de riscos, de defesa do ambiente, de combate a formas de pressão ou discriminação ilegítimas, para mencionar apenas algumas das mais importantes.
Os dados da investigação - e o bom senso - sugerem que "os bons locais para trabalhar são espaços potenciais de conciliação da saúde organizacional com a saúde física e mental dos seus membros. As empresas que descuram a saúde física e psicológica dos seus colaboradores podem comprometer as suas próprias saúde, competitividade e longevidade".
Os gestores que ambicionam construir empresas saudáveis e com elevado desempenho, necessitam, antes de mais, de estar atentos ao modo ético, íntegro, coerente e justo como actuam, à razoabilidade e transparência dos processos e das decisões, à forma equilibrada e justa como reconhecem e recompensam o desempenho, às oportunidades de aprendizagem e de desenvolvimento que proporcionam aos seus colaboradores e ao modo como envolvem e promovem a participação dos colaboradores nas decisões que têm a ver com o seu trabalho e com o projecto empresarial.
Regressando aos CTT, a aprovação de uma «Carta» de Princípios Gerais de Política da Sociedade é um bom ponto de partida.
Carlos Capela
Referências:
Rego, A. (2005). “Bons locais para trabalhar”, stress e bem-estar afectivo no trabalho. Documentos de Trabalho em Gestão, Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial, Universidade de Aveiro.
Sondagens para as Autárquicas
Alguns Colegas que se lembravam da "aventura" que protagonizámos antes das últimas Eleições Legislativas, onde nos foi possível prever os resultados ao nível de rigor das grandes empresas do ramo, utilizando apenas meios amadores, perguntam-me se não poderei fazer o mesmo para as Autárquicas que se avizinham...
O problema é que nesta altura do ano não tenho matéria prima disponível (leia-se "alunos") para fazer as entrevistas telefónicas que seriam necessárias.
Isto partindo do princípio que me abalançava a fazer previsões apenas sobre Lisboa, Porto e Cascais, dadas as limitações decorrentes dos processos Amostrais em causa.
Recomendo que leiam e comentem as observações do Doutor Pedro Magalhães, no seu excelente "margens de erro".
O link está disponível no sidebar aqui ao lado...
sábado, julho 16, 2005
Publicidade TMN – uma boa oportunidade para os CTT
Transforme os seus MMS em postais e envie-os pelo correio prioritário
Custo por postal 2€
Esta sim, uma bela jogada
Desconheço se os CTT estiveram envolvidos neste processo.
Seja como for espero que a Vodafone e a Optimus sigam este exemplo.
Espero também que os CTT estejam cúmplices deste processo para que:
1 - o trafego seja devidamente acondicionado, pré-tratado e bem encaminhado;
2 - possa haver horas de corte excepcionais
- quer ao longo da semana (próximo das 22.30h para todo o país)
- quer ao fim de semana (domingo à noite) de forma a “apanhar” todo o tráfego deste período (que não pode ficar com distribuição somente à terça-feira).
Custo por postal 2€
Esta sim, uma bela jogada
Desconheço se os CTT estiveram envolvidos neste processo.
Seja como for espero que a Vodafone e a Optimus sigam este exemplo.
Espero também que os CTT estejam cúmplices deste processo para que:
1 - o trafego seja devidamente acondicionado, pré-tratado e bem encaminhado;
2 - possa haver horas de corte excepcionais
- quer ao longo da semana (próximo das 22.30h para todo o país)
- quer ao fim de semana (domingo à noite) de forma a “apanhar” todo o tráfego deste período (que não pode ficar com distribuição somente à terça-feira).
sexta-feira, julho 15, 2005
SAMPAIO PEDE MAIS DISCUSSÃO SOBRE A EUROPA
Aqui vai a minha posição e ponto de partida para uma discussão mais ampla:
1 – Defendo um BI comum para todos os Europeus;
2 – Defendo uma política externa comum;
3 – Defendo um exercito comum (independente da NATO);
4 – Defendo uma Europa verdadeiramente comum onde os aspectos sociais sejam valorizados;
5 – Defendo uma Europa Comum onde os aspectos “pequeno-burgueses” da defesa das fronteiras, da independência sejam colocados em causa em nome de bens comuns.;
6 – Defendo uma Europa Comum sede de Criatividade e Inovação – onde a mais valia seja o "Conhecimento" e NUNCA a mão de obra barata;
7 – Defendo uma Europa que seja modelo de sociedade para todo o mundo;
8 – Defendo uma Europa sinónimo de tolerância e paz;
9 – Defendo uma Europa que seja casa comum plural e diversificada.
QUE MUNDO TEREMOS DAQUI A 30 OU 40 ANOS?
Um “bloco Chinês”?
Um “bloco Indiano”?
Um (ou dois) bloco(s) americano(s) (Norte e Sul)?
E neste quadro como será a Europa?
Continuamos a ter países como nos séculos 17 a 20?
E para fazermos uma ligação à nossa empresa CTT:
Qual será o nosso posicionamento neste espaço daqui a 15 - 20 anos?
Haverá obrigatoriamente: parcerias, acordos, aquisições, fusões e teremos no máximo 3 a 4 empresas de Correios em toda a Europa - concorrentes em todo o espaço global. – muitas delas misturadas com as DHL, Federal Express, TNT, etc., etc.
Será um mundo diferente!
Sobreviveremos?
Somente sendo uma empresa economicamente saudável, dinâmica, progressiva, inovadora, agressiva comercialmente, líder no mercado, na criatividade, nos processos, na mudança e onde seja estimulante trabalhar.
1 – Defendo um BI comum para todos os Europeus;
2 – Defendo uma política externa comum;
3 – Defendo um exercito comum (independente da NATO);
4 – Defendo uma Europa verdadeiramente comum onde os aspectos sociais sejam valorizados;
5 – Defendo uma Europa Comum onde os aspectos “pequeno-burgueses” da defesa das fronteiras, da independência sejam colocados em causa em nome de bens comuns.;
6 – Defendo uma Europa Comum sede de Criatividade e Inovação – onde a mais valia seja o "Conhecimento" e NUNCA a mão de obra barata;
7 – Defendo uma Europa que seja modelo de sociedade para todo o mundo;
8 – Defendo uma Europa sinónimo de tolerância e paz;
9 – Defendo uma Europa que seja casa comum plural e diversificada.
QUE MUNDO TEREMOS DAQUI A 30 OU 40 ANOS?
Um “bloco Chinês”?
Um “bloco Indiano”?
Um (ou dois) bloco(s) americano(s) (Norte e Sul)?
E neste quadro como será a Europa?
Continuamos a ter países como nos séculos 17 a 20?
E para fazermos uma ligação à nossa empresa CTT:
Qual será o nosso posicionamento neste espaço daqui a 15 - 20 anos?
Haverá obrigatoriamente: parcerias, acordos, aquisições, fusões e teremos no máximo 3 a 4 empresas de Correios em toda a Europa - concorrentes em todo o espaço global. – muitas delas misturadas com as DHL, Federal Express, TNT, etc., etc.
Será um mundo diferente!
Sobreviveremos?
Somente sendo uma empresa economicamente saudável, dinâmica, progressiva, inovadora, agressiva comercialmente, líder no mercado, na criatividade, nos processos, na mudança e onde seja estimulante trabalhar.
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