O velho Cronos, titã da mitologia grega que tinha o mau hábito de comer os filhos assim que estes nasciam. Comer mesmo! Não era "comer à moderna"! Digamos que para um Pai ambas as coisas são condenáveis, mas a que envolve mastigação será muito pior. Sobre o assunto diz-nos a Wiki:
Esta representação deve-se ao facto de os antigos gregos tomarem Chronos como o criador do tempo, logo, de tudo o que existe e pode findar, sendo que, por este facto, se consideravam como filhos do tempo (Chronos), e uma vez que é impossível fugir ao tempo, todos seriam mais cedo ou mais tarde vencidos (devorados) por ele.
Pois o que me parece estar agora a acontecer é que começa a faltar-me o tempo. As horas e os minutos. Não no sentido da morte a esperar!! Nada disso. Essa quando vier que venha, estarei pronto para nova aventura! Sou optimista todos os dias!
Apenas acho que me falta o tempo para as coisas do dia-a-dia. Cada vez mais a filatelia é objecto do interesse da sociedade civil. Cada vez mais há que sair para fora do nosso umbigo, explicar as entrelinhas deste velho negócio, combinar apresentações e lançamentos, falar de Postais Inteiros e de carimbos comemorativos.
E, por outro lado, as minhas idosas - as "santas" como lhes chamo - estão cada vez mais frágeis e a precisar de acompanhamento. E como o "Je" é viúvo e filho único, para cima dele caem as obrigações.
A santa lá de cima andou semana e meia com um pé partido porque se recusava a ir ao médico e ao hospital, com medo que a engessassem e não pudesse "acomodar o vivo". Tratar das galinhas, patos, coelhos e mais bicharada. Imaginam se isto ainda pode acontecer no Portugal de hoje??!! Pois eu também não imaginava...
As duas cá de baixo andam agora à volta com as gripes. E todo o cuidado é pouco para evitar complicações de pulmões. Que já começaram.
Com um olho no burro e outro no ladrão (o politicamente correcto malta!!) por cá vou vivendo.

E sobretudo o magnífico livro de poemas de Manuel Alegre ontem apresentado no Quartel do Carmo, País de Abril, posto à venda pela D. Quixote a preço de saldo para que se esgote. E bem merece!!
Até amanhã e aproveitem bem o Tempo! Tal como a Terra, este também já não se fabrica...
Um comentário:
Ainda não comprei o novo livro de Manuel Alegre mas já li alguns dos poemas nele incluídos, como este que agora partilho convosco:
A RAPARIGA DO PAÍS DE ABRIL
Habito o sol dentro de ti
descubro a terra aprendo o mar
rio acima rio abaixo vou remando
por esse Tejo aberto no teu corpo.
E sou metade camponês metade marinheiro
apascento meus sonhos iço as velas
sobre o teu corpo que de certo modo
é um país marítimo com árvores no meio.
Tu és meu vinho. Tu és meu pão.
Guitarra e fruta. Melodia.
A mesma melodia destas noites
enlouquecidas pela brisa do País de Abril.
E eu procurava-te nas pontes da tristeza
cantava adivinhando-te cantava
quando o País de Abril se vestia de ti
e eu perguntava atónito quem eras.
Por ti eu me perdi eu me encontrei
por ti que eras ausente e tão presente
por ti cheguei ao longe aqui tão perto..
E achei achando-te o País de Abril
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