Mesmo quem não sinta muito essa toada de "paz e amor" na sua vida de todos os dias. A Consoada e o almoço de Natal, embora pobrinhos, se forem passados com a família ao redor acabam sempre por trazer algum conforto aos que deles partilham.
Esta é a teoria oficial do politicamente correcto. Nada tenho contra quem assim pensa, mas para mim não é esta uma quadra que me agrade por aí além.
Razões históricas (a Natália faleceu a 28), mas também razões mais práticas. Sem crianças em casa - a quem dedicamos sempre mais tempo e mais alegria nestes dias - o que se pode fazer à volta de duas anciãs a bater nos 85?
Dar-lhes o bacalhauzinho da Consoada logo ao almoço do dia 24, pô-las a verem por algumas horas o programa favorito das TV's (será o Natal dos Hospitais?) e, em tendo elas abandonado a casa para se irem deitar logo pelas 7 da tarde, lá ficamos eu e o meu senhorio a ver algum filme antes de irmos também nós para a cama, porque no dia de Natal a azáfama na cozinha começa bem cedo.
Lá para cima, para a quinta, ainda será mais solitária essa noite, O meu cunhado e a minha sogra a olharem um para o outro e a lembrarem-se quando aquela mesa (que senta 10 pesooas) estava cheia de gente e de boa disposição nesta altura do ano.
Iremos ter com eles para o Ano Novo, mas mesmo dobrando a audiência não deixamos de ser apenas 4...
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Sogras e sogros, noras e genros? É Natal. Até cães e gatos devem fazer um esforço para se aturarem por algumas horas.
Por mim já decidi que passaremos a noite do dia 24 a fazer uma maratona de Downton Abbey. Parece que o G. Clooney é artista convidado no episódio de Natal. Pena a mulher também não ter vindo...
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