sexta-feira, setembro 30, 2005
Para Impedir Spam nos Comentários
A partir de hoje temos de pedir um simples exercício de Verifcação de Palavras a todos os que quiserem fazer Comentários neste Blogue.
Não dura mais do que alguns segundos e impede que os automatismos (não humanos) à solta na WEB entrem neste nosso espaço.
Muito Obrigado pela V. compreensão!
O Triste Fado dos três Tristes Tigres
Eu explico: Li num dos Jornais Económicos - ontem - que as Classificações de Portugal em Indicadores de Desenvolvimento Económico e Social, feitas por organismos independentes europeus, têm vindo recorrentemente (há pelo menos 7 anos!) a apontar três Factores como os que mais contribuirão para o atraso que exibimos face aos outros parceiros comunitários mais evoluídos:
a) Deficiente preparação em Recursos Humanos
b) A Burocracia associada aos principais sistemas (Judicial, e de Governação\Decisão)
c) Pessimismo da maioria da População.
Que Tristes Tigres!
Não seremos "Feios, Porcos e Maus" mas não nos livramos de ser "Ignorantes, Burocratas e Pessimistas".
Se calhar até somos Pessimistas por termos consciência de que somos Ignorantes e Burocratas...
O "Pessimismo" é uma característica racial que não será muito fácil modificar de forma estrutural, embora haja conjunturas que a fazem diminuir : lembram-se da Auto-estima que era tão visível ao tempo do Europeu de Futebol 2004 e que depois se perdeu não sei onde, mas tão bem que mais ninguém a encontrou?
A "Ignorância" tem custos altíssimos, em todas as Empresas e em todas as Actividades, mas essa, pelo menos, tem remédio conhecido: Haja dinheiro! (que também não há...).
A "Burocracia" é uma maldição que os árabes cá nos deixaram à laia de vingança. Em vez de facilitar, complicamos; em vez de ajudar, dificultamos; em vez de flexibilizar, colocamos obstáculos.
A "Burocracia" é a característica negativa que estamos a analisar que mais me incomoda: é estúpida (odeio coisas estúpidas); perpetua tiranetes locais (não é piada às Autárquicas, mas poderia ser...); apoia e instiga o suborno, o mau compadrio e a pequena corrupção.
A "Burocracia" é quase que uma Mafia à Portuguesa!
Estou convencido de que se a pudéssemos irradicar não demoraríamos muito tempo a elevar a nossa Auto-Estima e a tomar as decisões certas quanto à educação\Formação.
Já agora e à laia de conclusão: e nos CTT já não há Burocracia?
Resposta: Terão de ser os leitores a dá-la o que abre um novo e aliciante Tema para Debate!
Gastronomia - Respeito pela Autoridade!
Falo hoje de uma casa mais do que centenária, que "monta guarda" na Av Conde de Valbom 127, em Lisboa:
Restaurante "O Polícia"
Para além da boa e honesta mesa a preços saudáveis, também este "Polícia" se pode gabar de possuir uma acessibilidade excelente, fruto da existência do Parque de Estacionamento Valbom a menos de 40 metros das instalações.
Imaginem podermos convidar dois colegas Letónios e estarmos em condições de lhes poder oferecer ao Almoço:
- Rissóis de Camarão e Croquetes de carne quentinhos, ao lado de um pratinho de presunto (nacional) e de Queijo.
- Bacalhau assado no Forno, Cabrito Assado no Forno e 1 Salmonete Grelhado com capote (isto é, ainda com a pele e as entranhas).
- Uma garrafa de Quinta de Camarate Branco seco - excelente blend das castas Moscatel e Alvarinho.
- Uma garrafa de Monte das Servas Colheita seleccionada 2001 - Tinto alentejano de elevado gabarito.
- Ananaz e Leite Creme.
- Cafés.
E tudo isto por ... 79,5€!!
Atendendo à qualidade impecável da comida provada, ao serviço eficiente e simpático, às instalações de muito bom nível, com várias salas e distinguindo locais para Fumadores e Não Fumadores, temos todos de concordar que se trata de um das melhores combinações Qualidade\Preço da Capital.
Lembro que às Quintas Feiras é dia de Cozido à Portuguesa, com enchidos regionais, e ainda que o Vinho da Casa é o honestíssimo Monte das Servas Colheita normal, a um ainda mais que honesto preço abaixo dos 10€!
Já agora, sabiam que, durante muitos anos, o Vinho da Casa desta instituição centenária foi o Adega da Cartuxa (Évora) em engarrafamento próprio e exclusivo?
Sem dúvida um "Polícia" que já mereceria promoção, depois de tantos anos a cuidar (e bem) dos estômagos citadinos. Não nos cabendo a nós decidir dessa promoção, cabe-nos, pelo menos, visitá-lo e desejar-lhe muita saúde e por muitos anos.
quinta-feira, setembro 29, 2005
O CORREIO-MOR FEITO PELOS SEUS LEITORES
A edição de 27 de Setembro de 2005 do Diário de Notícias refere, em texto da autoria do jornalista Pedro Sousa Tavares, que, na sequência da assinatura de um protocolo com os Ministérios da Educação e do Trabalho, a Portugal Telecom (PT) «se tornou na primeira empresa do país a criar um Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (CRVCC) dos seus colaboradores» (sic).
O Centro RVCC dos CTT Correios foi criado pelo Despacho Conjunto n.º 517/2004, de 12 de Agosto de 2004, dos Ministros da Educação e do Trabalho, na sequência do processo de acreditação dos CTT como entidade promotora de um Centro RVCC (Despacho nº 1050/2004, de 16 de Janeiro de 2004, da Direcção-Geral de Formação Vocacional).
Atendendo a que o Centro RVCC dos CTT, que já completou o seu primeiro ano de existência, foi contactado, pelo menos em duas ocasiões, por elementos da PT Comunicações, com o objectivo de recolherem informação sobre os objectivos, missão e forma de funcionamento dos Centros RVCC, o lapso será certamente da responsabilidade da redacção do DN.
A rede nacional de Centros RVCC foi criada em 2001, no âmbito da antiga ANEFA, Agência Nacional de Educação e Formação de Adultos (Portaria n.º 1082-A/2001, de 5 de Setembro).
Existem actualmente cerca de 80 Centros RVCC cofinanciados (PRODEP III) e cerca de uma dezena de Centros RVCC autofinanciados. Estes últimos (autofinanciados) têm vindo a ser constituídos, na sua grande maioria, no âmbito de Centros de Formação Profissional do IEFP.
Os CTT foram a primeira «empresa» a promover a criação um Centro RVCC autofinanciado.
Carlos Capela
Ainda há espaço para os Selos?
Nesta sociedade cada vez mais tecnológica e onde os próprios CTT decidiram – e muito bem – enveredar pela digitalização dos circuitos de mensagens, com o lançamento esperado da Caixa Electrónica Postal Universal, haverá ainda lugar para os velhos selos de correio?
Como compreenderão esta é uma questão que interessa sobremaneira a este vosso escriba, sob pena de ter de ir procurar trabalho para outro lado...
O selo postal, na sua antiga função, já com 150 anos, de servir de recibo comprovativo do pagamento do transporte das cartas pelo remetente, é cada vez menos utilizado. Estima-se que apenas 20% das emissões tenham esse destino “proletário” reservando-se os outros 80% para as tarefas mais aristocráticas do coleccionismo.
Hoje em dia existem até fundos de investimento com base em colecções filatélicas, o que se vem tornando numa nova utilidade deste objecto.
Mesmo assim, a Filatelia terá os dias contados na altura em que os clientes do correio deixarem de colar selos nas cartas, pois só a circulação das mensagens na rede postal permite legalmente que o selo seja emitido.
Há, todavia, alguns indícios retirados de outras actividades e que me deixam um pouco mais animado. Tomo a liberdade de os compartilhar convosco:
a) Não obstante o nº de PC’s com processadores de texto não parar de crescer na Europa, Ásia e Américas, a antiga empresa Montblanc, vem batendo todos os anos os seus próprios recordes de venda de... canetas de tinta permanente.
b) A Firma Porsche (o terceiro mais pequeno dos construtores especializados, depois da Ferrari e Lamborghini) anunciou ter decidido fazer uma oferta de aquisição a 20% da... Volkswagen (2º ou 3ª construtor mundial do ramo automóvel) tornando-se assim o maior accionista daquele gigante.
c) A antiga companhia Vacheron Constantin, manufactura de relógios topo de gama há mais de 200 anos, anunciou ter decidido limitar propositadamente a sua produção anual: os artesãos especializados que trabalham nos seus ateliers já não conseguiam satisfazer as encomendas...
À laia de conclusão, sempre direi que nunca deixarão de existir – mercê de Deus – homens e mulheres que preferirão frequentar o atelier de Alain Senderens (restaurante Lucas Carton, Place de la Madeleine, em minha opinião um dos melhores restaurantes do mundo...) do que o MacDonald’s da mesma rua. Mesmo que só o possam fazer 2 ou 3 vezes por ano.
quarta-feira, setembro 28, 2005
Vinhos Portugueses na Lista dos 100 Mais da Wine&Spirits
Um Alvarinho - Reguengo de Melgaço
E um Porto Taylor's
São estes os Quatro Mosqueteiros de Portugal conseguiram um lugar na lista dos 100 melhores vinhos de 2005 publicada pela prestigiada Revista do sector Wine&Spirits (USA).
Nota: Já bebi os dois Tintos e, francamente, acho o Quinta do Crasto noutra divisão (para melhor) do que o Quinta do Ventozelo.
As Feiras de Vinhos 1
Monte da Ravasqueira - excelente Vinho Tinto alentejano (já comentado aqui) a 6,98 Euros
O Bolonhês - outra belíssima suspresa em Tintos do Alentejo (também já aqui comentado) a 8,95 Euros
Para a Lampreia (que costuma aparecer em Portugal de Janeiro a Março se chover, caso contrário virá do Canadá, se é que já não veio neste últimos anos...) recomendo o Espumante Tinto Borges Fita Azul, apenas a 5,89 Euros.
Branco da Gaivosa 2001 (muito bom vinho do Douro, a este preço porque talvez se receie alguma oxidação?) a 5,99 Euros.
Não deixaremos de vistar as outras Feiras e de dar aqui notícia do que lá houver !!
terça-feira, setembro 27, 2005
Fórum de Criatividade e Inovação

Já não é a primeira vez que ouço falar que o “cartão de fidelidade” não serve... que ninguém utiliza...
Não sei com que base essas considerações são feitas
Tenho três cartões que utilizo frequentemente:
- GALP
- Perfumaria na Cooperativa dos Bancários
- Corte Inglês
Porque utilizo?
O primeiro porque permite ganhar algumas prendas (algumas bem interessantes);
O segundo pelo preço e descontos;
O terceiro pela qualidade do Centro Comercial, pelo crédito bem como pelo parque de estacionamento grátis.
Serei um português diferente?
Penso que não.
Há, no entanto, uma questão importante – qualquer um deles apresenta vantagens tangíveis para o cliente.
Penso que o sucesso dum eventual cartão CTT só será possível associado a vantagens explícitas para os utilizadores.
Penso que o cartão é uma boa ideia. Poderá eventualmente ser associado ao endereço electrónico postal ou então ao crédito do novo banco CTT
Parabéns ao nosso colega António Fernandes pela ideia bem como pela apresentação.
Ainda as Presidenciais: Discussão sobre o Post "Política não é Futebol!"
Vou fazer alguns esclarecimentos, e se calhar até levantar mais algumas dúvidas, pedindo desde já desculpa por estar a separar nesta matéria (como é devido) a análise "do coração" da análise propriamente dita.
a) Eleitorados Naturais - Concordo em que este conceito nasceu para as Legislativas, mas - com um pequeno esforço - não duvido de que possa ser extensivo às Presidenciais. Os Partidos fazem notoriamente o endorsment dos Candidatos (sempre o fizeram no passado) e dizem : "Fulano de Tal é o nosso Candidato".
Desta forma como não entender que o voto nesse Candidato dos militantes e simpatizantes mais indefectíveis seja considerado "Voto Natural"?
O que podemos questionar é a dimensão que eu atribuí a esse Voto: entre 25% e 30% como soma de todos os "Votos Naturais" de todos os Partidos.
Aqui já estou de acordo que o problema é mais complicado...
Há, de facto, quem o quantifique mais próximo dos 40%.
Em última análise , e porque se trata de uma Voto tendencialmente de fidelização, podemos inferir que o seu limite será o somatório da votação percentual mínima que todos os Partidos (ou os seus candidatos) já obtiveram no passado?
Não.
Lembrem-se do PRD... Os Partidos também Nascem, Crescem e Morrem...
b) Quanto à Abstenção - Dizem-me que a minha previsão de 25% é um Valor muito optimista. Nestas épocas de descrença nas instituições a Abstenção poderia chegar aos 40%!
Nessas circunstância se revelaria - para a Esquerda - a "bondade" da ida de Manuel Alegre às Urnas.
Não estou de acordo, por causa da inerente dicotomia e personalização de uma Eleição como a que se avizinha... O Eleitorado gosta de uma "boa luta" e - na minha opinião - vai responder ao desafio, votando.
c) O Folhetim vai continuar, não tenham receio! Para Já temos as Autárquicas e depois se verá se os resultados das mesmas trazem consequências para as Presidenciais.
Os tempos são de grande interesse para os Politólogos!
Pensar CTT: Fórum de Criatividade e Inovação
Como em todas as iniciativas deste género o mais importante será o seguimento que for dado às Propostas. Estou seguro de que o Maurício Levy se esforçará ao Máximo para dar continuidade aos assuntos tratados.
A Maior participação (e com Propostas de qualidade, sempre válidas) dependerá um pouco da forma como este assunto da "concretização" for resolvido pela nossa Empresa. Atenção, portanto, a todos os Responsáveis!
segunda-feira, setembro 26, 2005
O CORREIO-MOR FEITO PELOS SEUS LEITORES
A moral da história
Durante um jantar-debate promovido na semana passada pela APDC, um ilustre «player» do sector das Comunicações, introduzindo uma nota de humor na sua intervenção, inspirada talvez em recentes faits divers do mundo do futebol, perguntou ao orador convidado, o Presidente do Conselho de Administração dos CTT, se já teria pensado em recorrer a papagaios, aves de reputada inteligência e notável capacidade de aprendizagem, para o transporte de mensagens.
Esta alusão fez-me recordar o relato de um caso passado há alguns anos, salvo erro na Austrália. De acordo com este relato, um empresário local, fazendo prova da sua capacidade de inovação, teria conseguido pôr em funcionamento uma pequena cadeia de produção, apenas com a ajuda de pombos sujeitos a um processo prévio de aprendizagem por condicionamento.
Ora o sucesso gera quase sempre invejas, e rapidamente alguém se encarregou de denunciar a intolerável exploração das pobres aves. A Sociedade Protectora dos Animais local meteu-se no caso e o empresário viu-se obrigado a despedir os pombos e a contratar pessoas para assegurar a continuidade do funcionamento da cadeia de produção.
Esta história passou-se com pombos, mas, por maioria de razão, poderia passar-se com papagaios, aves supostamente dotadas de uma inteligência superior.
O que é importante é a moral da história. Fica o alerta.
Carlos Capela
Inovação e criatividade à solta
Sim porque as ideias, venham ou não a ser consideradas boas e viáveis, devem sempre merecer todo o relevo. Caso contrário nunca conseguiremos construir na Empresa uma cultura de inovação, de pensamento lateral, de irreverência construtiva.
Começámos bem, com duas excelentes ideias: a criação de um Cartão de Cliente Ocasional, do António Fernandes, e uma Revolução na Segmentação da Distribuição, do António Campos, com todas as consequências que daí adviriam para todas as operações que a antecedem.
Na Intranet dos CTT vai nascer um espaço de contribuições para o debate e enriquecimento destas ideias. Mas eu, que neste momento estou na Mailtec/DSTS, não tenho acesso à Intranet dos CTT, e por isso proponho que, também aqui, demos uma ajuda, sobretudo polemizando à volta das questões centrais. Vamos a isso?
domingo, setembro 25, 2005
Logística e os CTT - Luis Delgado (La Redoute) Comenta
Logística e o Grupo CTT
Não posso estar mais de acordo com o texto publicado!
Na minha opinião pessoal, não vinculativa da empresa em que trabalho, acho que a diferença está na Atitude de quadros e chefias intermédias.
Inegavelmente os CTT tem as melhores infra-estruturas para “abafar”todo e qualquer tipo de concorrência que se queira instalar, senão vejamos:
v Mais de 1000 Estações de Correios
v Mais de 2000 Agentes
v Frota de transportes nacionais com cobertura diária de 100% do território
v Equipa de carteiros que diariamente “toca” em 3,6 milhões de caixas postais!
Mas...
Falta a atitude do prestador de serviços.
A preocupação constante e obsessiva de obter e manter elevados níveis de serviços. Sempre mais e melhor, sempre com optimismo e sempre com humildade.
A preocupação com os reais constrangimentos que são causados, aos clientes, pela disparidade do nível de serviço, a importância que tem levar ao cliente final a correspondência que lhe é endereçada, independentemente do “produto” que se trata.
Em venda à distância se o catálogo é a montra, o DM é o vendedor!
Como nas lojas, se o vendedor não for oportuno ou chegar tarde o cliente não compra, e se o cliente não compra...
Em resumo, os níveis de serviço têm que ser encarados com seriedade, rigor e muita disciplina. Não basta fazermos bem uma vez de vez em quando e com a média estarmos satisfeitos. Não, é preciso fazermos bem... todos os dias.
Os CTT sabem fazer BEM, são o 4º ou 5º melhor operador de Correios a nível Mundial!
Será necessário entregar os DM a uma empresa sedeada no Reino Unido ou na Holanda para que os padrões de distribuição sejam levados a sério e os respectivos tempos contem para a performance do Correio Internacional?
Honestamente espero que não, mas o tempo será o melhor juiz!
Luís Delgado
Política não é Futebol!
Imaginem que o universo de eleitores consiste em 8 milhões de portugueses, e destes os "eleitorados naturais" (que são constituídos pelos que votaram, no passado, pelo menos 2 vezes consecutivas no seu partido ou no candidato que o partido lhes indicou) não representam mais do que 20-30%.
Nos restantes 70% encontramos os eleitores que votam por "simpatia conjuntural", isto é forçados pelo perfil do candidato ou pela imagem que os media dele reflectem, e os abstencionistas.
Admitimos agora que a abstenção em Portugal, nas presidenciais, poderá situar-se ao redor dos 25% (por norma esta abstenção diminui em eleições muito personalizadas como as que se adivinham).
Desta forma, os "indecisos", os tais que votam movidos por simpatias conjunturais, seriam cerca de 45%!
São estes, de facto, quem faz ganhar ou perder eleições em Portugal: o eleitorado flutuante.
O que é que nos garante agora que este tipo de eleitorado divide, na primeira volta, o voto na razão directa do número de candidatos?
Resposta: no actual enquadramento de previsão eleitoral nada nos garante isso! A única forma da candidatura de Manuel Alegre (pois é disso que se trata) conseguir melhorar a "fotografia" dos resultados eleitorais, numa primeira volta, será a sua capacidade para convencer parte dos abstencionistas a votarem nele, mas sem fazer perder quota a Mário Soares!
Não estou seguro que isto possa acontecer!
Peço desculpa por ser tão peremptório, de momento, mas prometo continuar esta análise à medida que os resultados das sondagens forem aparecendo.
sábado, setembro 24, 2005
Manuel Alegre
(...) Um homem que se bate, talvez em sonho, porque tudo se calhar é sonho. Sonho de um sonho, lembro-me de ter lido algures.
Manuel Alegre
Encontro em TOMAR

Boas notícias
1. é possível acreditar num futuro
2. respira-se melhor...
3. há projectos muito interessantes e mobilizadores – Caixa Electrónica Postal
4. há consciência de que temos de melhorar muito o T&T
5. temos ainda muito que trabalhar nos projectos
Banco Postal
Marketing
transversal ao encontro...Como foi bonito cruzarmo-nos com pessoas com um brilhozinho nos olhos... que acreditam num futuro melhor
para o nosso blogue....
. espero o mais que anunciado e prometido regresso do Agostinho Santos Silva
. a promessa do Raul Santos Rocha de que irá recomeçar a publicar post´s...
. a possibilidade de novas admissões para o nosso corpo redactorial...
. a satisfação de saber que muitos dos presentes eram nossos leitores
É possivel plantar uma árvore no deserto!

Se as travessias dos desertos são cíclicas... que fazer para evitar as tempestades?
Ponto n.º 1 (para que não reste qualquer dúvida) - cabe à gestão colocar os quadros nos locais que entende serem os mais adequados de forma a conseguir as melhores performances para a empresa.
Ponto n.º 2 - Há gestões que resolvem fazer como alguns dirigentes desportivos quando chegam ao comando de um clube...
– os jogadores, a equipa técnica, mesmo que tenham ganho campeonatos, não servem... há que ir procurar no mercado novos jogadores... muitos deles a preços elevados e de duvidosa qualidade.
Os dirigentes têm essa margem de manobra
Muitas vezes funcionam como se o clube fosse deles – e não é!
Assim sendo... que fazer?
No mínimo: temos que jogar bem!
Mas também podemos:
- juntarmo-nos numa atitude construtiva
- criar movimentos de pensamento,
- dinamizar espaços de diálogo,
- crescer em termos teóricos
Sermos fortes
A melhor atitude corporativa que podemos ter é através da inteligência
Temos que nos organizar
- à volta de temas,
- à volta do nosso crescimento colectivo,
- à volta do pensamento, ideias e projectos,
- à procura dum futuro
Temos que criar lobies de pensamento
Há que encontrar espaços para esta discussão – fora dos sindicatos, fora dos partidos
Esse espaço pode ser um blogue ou outro local
É nossa obrigação lutar por esse espaço
As tempestades um dia voltarão – disso podemos estar certos
Plantemos então árvores no deserto...
A travessia dum deserto - 2

Chamaram-me à atenção, relativamente ao meu anterior post, que o deserto ainda não tinha terminado para todos
É verdade.
Temos que continuar, cada um de nós, a lutar para que a dignidade, a valorização profissional, a ausência de vazio termine.
Há que relembrar que a primeira forma de luta e resistência tem que partir obrigatoriamente de nós!
Se não lutarmos ninguém o fará por nós
Não devemos desistir


