sexta-feira, dezembro 11, 2015

Para Descansar a Vista, a bordo do DeLorean



Trago hoje um poema já com vista para 2016.

Deste 2015 ainda não fiz o balanço. Assim de repente não me parece que tenha sido um ano mau...

Como sou sempre optimista receio que essa observação seja pouco fundada. Regressarei a este assunto depois de maior análise.

Mas como do ponto de vista do trabalho já "estou" em 2016 há pelo menos 1 mês, a bulir nas emissões e nas edições que vão sair nesse ano, não me parece mal a antecipação.

Fica então aqui, para não maçar muito, uma pequena "jóia"  do grande Alexandre O'Neill.

Aos Vindouros, se os Houver...

Vós, que trabalhais só duas horas 
a ver trabalhar a cibernética, 
que não deixais o átomo a desoras 
na gandaia, pois tendes uma ética; 
Que do amor sabeis o ponto e a vírgula 
e vos engalfinhais livres de medo, 
sem peçários, calendários, pílula, 
jaculatórias fora, tarde ou cedo; 
Computai, computai a nossa falha 
sem perfurar demais vossa memória, 
que nós fomos pràqui uma gentalha 
a fazer passamanes com a história; 
Que nós fomos (fatal necessidade!) 
quadrúmanos da vossa humanidade. 

Alexandre O'Neill, in 'Poemas com Endereço' 

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